A Vida do Espírito
O Evangelho do Cristo Ressurreto • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução – A Vida no Espírito
Introdução – A Vida no Espírito
Irmãos, chegamos hoje a um dos capítulos mais profundos e libertadores da Bíblia: Romanos 8.
Até aqui, Paulo nos mostrou a realidade dura do pecado: todos estão condenados, e a Lei, embora santa, não tem poder para salvar. Ela revela o erro, mas não transforma o coração.
Mas Deus interveio. Pela fé em Cristo, somos justificados, reconciliados e libertos. Recebemos uma nova identidade, uma nova posição e um novo caminho.
Em Romanos 7, vemos o drama de quem deseja agradar a Deus, mas ainda luta contra o pecado. E a pergunta ecoa: Quem nos livrará?
Romanos 8 responde com poder: “Agora, pois, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.” O Espírito Santo entra em cena e nos conduz a uma vida de liberdade, identidade e esperança.
Hoje vamos descobrir o que é viver a vida do Espírito — e por que isso muda tudo.
A Condenação do Pecado e a Vida do Espírito Rm 8.1–11
A Condenação do Pecado e a Vida do Espírito Rm 8.1–11
1 Agora, pois, já não existe nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus.
2 Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, livrou você da lei do pecado e da morte.
3 Porque aquilo que a lei não podia fazer, por causa da fraqueza da carne, isso Deus fez, enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no que diz respeito ao pecado. E assim Deus condenou o pecado na carne,
4 a fim de que a exigência da lei se cumprisse em nós, que não vivemos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
5 Os que vivem segundo a carne se inclinam para as coisas da carne, mas os que vivem segundo o Espírito se inclinam para as coisas do Espírito.
6 Pois a inclinação da carne é morte, mas a do Espírito é vida e paz.
7 Porque a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeita à lei de Deus, nem mesmo pode estar.
8Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.
9 Vocês, porém, não estão na carne, mas no Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
10 Se, porém, Cristo está em vocês, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o Espírito é vida, por causa da justiça.
11 Se em vocês habita o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou Cristo dentre os mortos vivificará também o corpo mortal de vocês, por meio do seu Espírito, que habita em vocês.
Paulo inicia este capítulo com uma afirmação decisiva: “Agora, pois, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”
Essa declaração não é um alívio superficial, mas o resultado de algo profundo: o pecado foi condenado na carne de Cristo.
Se antes, em Adão, estávamos sujeitos à corrupção, à morte e à culpa, agora, em Cristo, o juízo caiu sobre o próprio pecado, não mais sobre o pecador que está unido a Ele.
Deus fez o que a Lei, enfraquecida pela carne, jamais poderia fazer: enviou Seu Filho em semelhança de carne pecaminosa, e ali, na cruz, cancelou a dívida, julgou o pecado e quebrou o seu domínio.
O Messias não apenas nos representou na morte, mas também inaugurou uma nova humanidade — ressuscitada, espiritual, eterna.
É nesse contexto que o Espírito entra em cena:
Primeiro, produz fé mediante a pregação do evangelho.
Depois, regenera e santifica, formando em nós uma nova mentalidade — a mente do Espírito.
Por fim, vivificará até nosso corpo mortal, como vivificou o corpo de Jesus (v.11).
A carne, para Paulo, é mais do que nossos impulsos: é a condição da humanidade decaída — mortal, corrompida, incapaz de se sujeitar a Deus. Por isso, quem vive dominado por ela não pode agradar a Deus.
Mas os que estão em Cristo não vivem mais segundo a carne, mas segundo o Espírito. Isso não significa ausência total de luta, mas um novo princípio reinando no coração. Como diz Calvino, andar no Espírito não é perfeição absoluta, mas a guerra contra a carne em amor genuíno à vontade de Deus.
Esse texto é também um convite à autoavaliação espiritual:
“Se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós…” (v.9)
A regeneração é a marca inconfundível dos que pertencem a Cristo. Não basta estar em nome, é preciso estar em essência — ser habitado, guiado, vivificado pelo Espírito.
Por fim, este trecho revela a fidelidade de Deus: Ele não apenas nos perdoou, mas nos deu Seu próprio Espírito para garantir que a nova vida seja real, progressiva e eterna.
O Espírito da Adoção e a Identidade dos Filhos - Rm 8.12–17
O Espírito da Adoção e a Identidade dos Filhos - Rm 8.12–17
12 Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne, como se estivéssemos obrigados a viver segundo a carne.
13 Porque, se vocês viverem segundo a carne, caminharão para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificarem os feitos do corpo, certamente viverão.
14 Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.
15 Porque vocês não receberam um espírito de escravidão, para viverem outra vez atemorizados, mas receberam o Espírito de adoção, por meio do qual clamamos: “Aba, Pai.”
16 O próprio Espírito confirma ao nosso espírito que somos filhos de Deus.
17 E, se somos filhos, somos também herdeiros; herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo, se com ele sofremos, para que também com ele sejamos glorificados.
No Antigo Testamento, Deus manifestava Sua presença de forma visível para o povo de Israel, na coluna de nuvem e fogo que os guiava no deserto. Hoje, essa presença é pessoal e íntima: o Espírito Santo habita em cada um de nós, sendo a presença viva de Deus no coração do crente.
A Igreja, portanto, não é um prédio, mas o corpo místico de Cristo — uma comunidade reunida e transformada pelo Espírito. A glória de Deus não está em um lugar, mas na vida daqueles que O seguem.
Paulo nos lembra que, por meio do Espírito Santo, reconhecemos Deus como Pai, porque em Cristo fomos adotados como filhos e filhas. Essa filiação é a base da nossa identidade e do nosso relacionamento com Deus.
“Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne…” (v.12)
Se renunciamos à carne — a nossa natureza corrompida e decadente herdada de Adão —, não podemos abrir espaço para ela em nossa vida. Se o Espírito de Deus reina em nós, é impossível ignorar Sua atuação constante.
Embora Paulo não diga explicitamente, sabemos que somos também devedores ao Espírito: chamados a viver conforme a vocação que recebemos.
Somente os verdadeiros filhos de Deus são guiados pelo Espírito — esse é o sinal que Deus usa para reconhecer os Seus.
Ao aprofundar essa ideia, Paulo apresenta o Espírito como “Espírito de adoção”:
“Porque não recebestes um espírito de escravidão para viverdes outra vez com medo, mas o Espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai!” (v.15)
Aqui, o contraste é claro: deixamos o medo e o legalismo para trás, e passamos a viver na liberdade e na confiança de sermos filhos amados de Deus. O Espírito nos dá um novo modo de orar — não como servos temerosos, mas como filhos confiantes.
“O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (v.16)
Essa é a certeza que sustenta a nossa fé: o Espírito Santo confirma em nosso íntimo que pertencemos a Deus. Ele é a testemunha silenciosa que acompanha nosso espírito humano, assegurando nossa filiação.
E mais: como filhos, somos também herdeiros e coerdeiros com Cristo (v.17). Essa herança é real, mas passa pelo sofrimento, pois seguir a Cristo inclui tanto a cruz quanto a glória da ressurreição.
Essa esperança transforma nosso presente, nos capacitando a viver no Espírito, conscientes do nosso chamado e da missão de transformar o mundo pela ação de Deus em nós.
A Criação Espera Pela Glória dos Filhos - Romanos 8.18–25
A Criação Espera Pela Glória dos Filhos - Romanos 8.18–25
18 Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.
19 A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus.
20 Pois a criação está sujeita à vaidade, não por sua própria vontade, mas por causa daquele que a sujeitou,
21 na esperança de que a própria criação será libertada do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.
22 Porque sabemos que toda a criação a um só tempo geme e suporta angústias até agora.
23 E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.
24 Porque na esperança fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança. Pois quem espera o que está vendo?
25 Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.
Neste trecho, Paulo nos oferece uma vista panorâmica de todo o plano da salvação, revelando que a redenção em Cristo não se limita ao indivíduo, mas se estende a toda a criação.
Ele começa declarando que os sofrimentos do tempo presente não se comparam com a glória que há de ser revelada por meio de nós (v.18).
Essa glória não é apenas para os filhos de Deus, mas para o mundo, pois ela será manifestada através de nós, quando compartilharmos do domínio glorioso do Messias sobre toda a criação.
Desde a queda, a criação foi submetida à vaidade — futilidade, corrupção, decadência — porque os seres humanos, ao adorarem a criação em vez do Criador, perderam seu lugar de mordomia e governo.
Mas agora, a criação aguarda ansiosamente o momento em que verá os verdadeiros filhos de Deus se manifestarem como governantes redimidos, cheios da glória de Cristo.
Paulo descreve esse momento como dores de parto — não o fim, mas o início de um novo mundo.
E assim como a criação geme, nós também gememos, pois mesmo tendo as primícias do Espírito, ansiamos pela redenção completa: a transformação do nosso corpo corruptível em um corpo glorioso (v.23).
Essa esperança molda nosso presente: esperamos com paciência, mas não com passividade. Somos chamados a viver como intercessores — aqueles que se colocam entre as dores do mundo e a promessa da glória.
Interceder é orar, é invocar, é compartilhar da dor com esperança.
A criação espera. O mundo aguarda. E nós, como filhos, devemos responder com fé, com expectativa, com compromisso.
Pois quando a glória for revelada em nós, a criação saberá que chegou sua libertação.
O Espírito Intercede, o Pai Perscruta, o Filho Conforma - Romanos 8.26–30
O Espírito Intercede, o Pai Perscruta, o Filho Conforma - Romanos 8.26–30
26 Da mesma maneira, também o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza. Porque não sabemos orar como convém, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.
27 E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus.
28 Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.
29 Pois aqueles que Deus de antemão conheceu ele também predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.
30 E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.
Paulo prossegue seu argumento sobre a esperança no meio do sofrimento, introduzindo agora a atuação ativa e íntima do Espírito Santo em nossa fragilidade.
Somos frágeis não apenas no corpo, mas também na alma — em nossa oração, em nosso entendimento, em nossa perseverança. E é justamente aí, nesse lugar de vulnerabilidade, que o Espírito de Deus entra em cena: não para nos substituir, mas para nos conduzir a uma oração que nos ultrapassa.
“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza” (v.26a).
A palavra usada por Paulo indica alguém que vem carregar junto o peso, como quem coloca o ombro debaixo da carga com o outro.
O Espírito não observa à distância, mas participa conosco da dor. Ele não apenas entende o sofrimento — Ele geme. E é esse gemido que se torna oração verdadeira.
Mas observe: nós não sabemos orar como convém. Nossa limitação não é só técnica, é existencial.
Muitas vezes não sabemos nem nomear o que sentimos. Mas o Espírito, que conhece perfeitamente os anseios do Reino, intercede com gemidos inexprimíveis. Aqui não há palavras, há profundidade. Não é liturgia, é clamor do íntimo.
“Aquele que perscruta os corações sabe qual é a mente do Espírito” (v.27a).
A palavra perscrutar é rica de significado. É como alguém que entra num grande salão escuro, com uma tocha nas mãos, e caminha devagar, olhando atentamente, buscando algo específico. É assim que Deus nos examina: não com pressa ou superficialidade, mas com atenção minuciosa e amorosa. E o que Ele procura em nós? O gemido do Espírito. Deus não está em busca de orações elaboradas, mas de corações rendidos ao clamor do Espírito.
Esse é o mistério glorioso da Trindade: o Espírito intercede, o Pai entende, e nós somos transformados. Mesmo sem compreender, somos incluídos nesse diálogo redentor entre o Espírito e o Pai. Nosso sofrimento se torna o espaço onde somos moldados — não apenas para suportar, mas para sermos conformados à imagem do Filho.
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus…” (v.28)
Este versículo é muitas vezes citado fora de contexto, como se fosse uma promessa de que tudo vai dar certo no fim.
Mas Paulo está dizendo algo mais profundo: Deus está usando tudo — inclusive o sofrimento, inclusive os gemidos — para nos tornar semelhantes a Jesus
“Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem do seu Filho” (v.29a).
A meta de Deus para nós não é conforto, mas conformidade. E a conformidade vem pelo caminho da cruz. O mesmo sofrimento do Messias é o sofrimento do Espírito — e agora é também o nosso sofrimento. Não somos espectadores da glória, somos participantes da história.
“…a fim de que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (v.29b).
O Filho glorificado é o primeiro de uma grande família redimida. E essa família é formada por filhos e filhas que carregam não só o nome, mas também a forma do Filho. Aqui está o Evangelho: Deus está formando em nós a imagem de Cristo — pela intercessão do Espírito, pela perscrutação do Pai, e pelo caminho da cruz.
“E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.” (v.30)
Esta é a cadeia dourada da redenção. Tudo começa no coração do Pai, passa pela intercessão do Espírito, encontra expressão na justificação pelo Filho e culmina na glorificação.
Mas observe: Paulo fala no passado como se a glorificação já tivesse ocorrido. Por quê? Porque em Cristo, o futuro já começou. E nada — absolutamente nada — pode impedir o que Deus começou.
Amor invencível - Romanos 8.31–38
Amor invencível - Romanos 8.31–38
31 Que diremos, então, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?
32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, mas por todos nós o entregou, será que não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?
33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica.
34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.
35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo ou a espada
36 Como está escrito: “Por amor de ti, somos entregues à morte continuamente; fomos considerados como ovelhas para o matadouro.”
37 Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.
38 Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes,
39 nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Se Deus é por nós, quem será contra nós? Essa não é uma pergunta retórica, é uma declaração de vitória.
O Deus que não poupou Seu próprio Filho, mas o entregou por nós, também nos dará com Ele todas as coisas. Nenhuma acusação contra os eleitos pode prevalecer. O veredicto de Deus já foi dado: justificados! E ninguém pode alterá-lo.
Cristo é quem morreu, ressuscitou, está à direita de Deus e intercede por nós. Ou seja, o nosso Salvador também é nosso Advogado. Isso significa que todos os que se levantam contra nós já foram derrotados pelo próprio Deus. Nada, absolutamente nada, pode nos separar do amor de Deus no Filho.
A vida pode apresentar tribulações, angústias, perseguições, fome ou perigo, mas nenhuma dessas coisas tem poder de romper o vínculo eterno que o Pai estabeleceu conosco em Cristo. Somos mais que vencedores, não por força própria, mas pelo amor com que fomos amados.
Paulo encerra com uma convicção inabalável: nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem poderes, altura, profundidade ou qualquer outra coisa na criação poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Essa é a segurança do cristão: a obra do Messias é completa. O amor de Deus é invencível. Ele é por nós. E isso basta.
Conclusão de Romanos 8 – Uma Vida no Espírito, com Esperança e em Missão
Conclusão de Romanos 8 – Uma Vida no Espírito, com Esperança e em Missão
1. Vivemos pela presença do Espírito e não pela força da carne
1. Vivemos pela presença do Espírito e não pela força da carne
Romanos 8 começa nos lembrando de que não há mais condenação para quem está em Cristo Jesus.
Espírito Santo não apenas nos livra da culpa do passado, mas nos conduz em novidade de vida. Ele nos fortalece nas fraquezas, nos guia na oração e confirma que somos filhos adotivos de Deus.
Portanto, nossa missão é viver guiados por esse Espírito, não por medo ou obrigação, mas por gratidão e obediência ao Pai.
2. Sofremos com esperança, sabendo que a glória futura é certa
2. Sofremos com esperança, sabendo que a glória futura é certa
A vida no Espírito não nos isenta do sofrimento, mas nos dá sentido nele. O mundo geme, a Igreja geme e o Espírito geme conosco.
Contudo, temos a firme certeza de que tudo coopera para o bem dos que amam a Deus. Essa esperança não é vaga: é ancorada na certeza de que seremos conformados à imagem de Cristo.
Assim, somos chamados a perseverar em meio às dores, testemunhando uma fé que enxerga além do presente.
3. Somos enviados em missão, sustentados pelo amor invencível de Deus
3. Somos enviados em missão, sustentados pelo amor invencível de Deus
Nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo.
Esse amor é nossa segurança e nosso envio. O Deus que nos justificou é o mesmo que nos chama a proclamar esse evangelho com ousadia.
A missão nasce dessa convicção: Deus é por nós!
E se Ele é por nós, enfrentamos o mundo com coragem, sabendo que nenhum adversário, dor ou circunstância pode anular o que Ele já determinou.
A Igreja vive e serve movida por esse amor que nos alcançou para alcançar outros.
