Nos livre do mal
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Mateus 6.13
Mateus 6.13
Introdução:
A quem recorremos nos momentos de dificuldade? A oração do Pai Nosso nos ajuda a responder essa pergunta. Nela, aprendemos não apenas sobre princípios e prioridades para falar com Deus, mas também sobre as nossas reais necessidades — tanto físicas quanto espirituais.
Ao dizer: "não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal", reconhecemos nossa fragilidade diante das tentações e clamamos por misericórdia e livramento. O texto é claro: ainda enfrentaremos tentações, mas não estamos sozinhos. Podemos recorrer àquele que nos socorre — nosso amado Pai, que cuida e protege os seus filhos.
É sobre isso que vamos refletir nesta noite: Deus é quem nos livra do mal pelo seu poder.
Desenvolvimento:
Mais uma vez, vemos um pedido específico sendo ensinado por nosso Senhor. Irmãos, atentem: a quem devemos recorrer quando enfrentamos tribulações, provações e tentações nesta vida? Jesus nos ensina a clamar, a pedir. Só esse ato já revela algo essencial — sozinhos, a derrota é certa.
Não conseguimos nos salvar, não conseguimos, por força própria, nos livrar das tentações. Jesus, em Mateus 6.13, não apenas admite que seremos tentados, como também nos orienta a suplicar a Deus por livramento. Em João 16.33, Ele reafirma: “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo.”
O Cristo que venceu está conosco — é o Emanuel, Deus conosco — e prometeu estar até a consumação dos séculos. Por isso, confiantes, podemos rogar ao Pai, ao Filho e ao Espírito para que, por misericórdia, intervenham diante das nossas fraquezas.
Jesus nos ensina a orar: “não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.” Isso mostra que há uma conexão entre a tentação e o mal aqui mencionado.
Esse “mal” não se refere apenas a um sentimento ou ato ruim, mas à personificação do mal: o Diabo. Ele é o maligno, aquele que tenta nos tragar.
Contudo, seria um erro atribuir a ele toda a culpa. Quando jogamos tudo “na conta do Diabo”, corremos o risco de nos inocentar das nossas próprias inclinações.
O inimigo sugere aquilo que já encontra espaço no nosso coração. Como Tiago nos lembra, os maus desejos, quando abrigados e nutridos, nos levam à morte espiritual (Tg 1.13-15).
Portanto, precisamos reconhecer os dois lados da tentação: a influência externa do maligno e a fragilidade interna do nosso próprio coração.
Mas, para ambos, há esperança: há um Deus disposto a nos livrar não apenas do dano final, mas também de trilhar o caminho que leva até ele.
O fim desse verso é um bálsamo para a alma: nos lembra que Deus tem o controle soberano sobre tudo. Pedimos que Ele nos livre do mal porque dEle é o Reino, o poder e a glória para sempre. A oração reconhece: só o Senhor merece toda confiança, todo clamor, todo louvor.
O Apocalipse confirma isso (Ap 4–5): dEle é o domínio, e o mal não prevalecerá. Essa verdade deve infundir em nós esperança, mesmo em meio às provações.
O “amém” no fim dessa oração deve ser proclamado com essa convicção: Deus é soberano. Tudo pertence a Ele — inclusive minha vida. Por que, então, não confiar a Ele meus dias?
Que essa certeza transforme nossa mente e nosso coração.
Conclusão
Chegamos ao fim da oração? Não completamente. Nos versos 14 e 15, Jesus retoma o tema do perdão antes de concluir esse ensino — e isso mostra o quanto perdoar e ser perdoado estão intimamente ligados.
Que o Senhor nos conceda graça para entender essa conexão — e, com a sua permissão, refletiremos sobre isso em outra oportunidade.
