A Soberania de Deus e a Igreja de Cristo

O Evangelho do Cristo Ressurreto  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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INTRODUÇÃO

Chegamos a Romanos capítulo 9, entramos num dos terrenos mais profundos e, para muitos, mais desafiadores das Escrituras.
Aqui Paulo trata de temas como eleição, misericórdia, endurecimento, e responsabilidade humana.
Não são apenas questões teológicas, são verdades que tocam o coração, moldam nossa adoração e afetam diretamente a maneira como vivemos.
Paulo começa este capítulo com uma confissão que corta o coração: “Tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração”.
Ele não está escrevendo como um acadêmico que analisa friamente doutrinas. Ele está escrevendo como um homem que ama profundamente o seu povo, mas vê que muitos deles rejeitaram a Cristo.
Isso me lembra do momento em que Jesus, ao se aproximar de Jerusalém, chorou sobre a cidade e disse: “Ah! se tu conhecesses, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence…” (Lc 19.41–44).
Tanto Paulo quanto Jesus nos mostram que conhecer a soberania de Deus não nos leva à frieza, mas ao choro. Não nos leva à apatia, mas ao zelo, não estéril e religioso, mas fruto do amor.
Pense num médico que possui um tratamento gratuito, eficaz e seguro, mas vê pacientes gravemente enfermos recusando-se a tomá-lo. Ele sabe que o remédio funciona, mas a recusa deles lhe parte o coração. Essa é a angústia de Paulo aqui.
Hoje vamos caminhar juntos pelo texto em duas partes:
O Deus que escolhe segundo Sua vontade (vv.1–18)
O Deus soberano e o homem responsável (vv.19–33)
E no final, vamos ouvir três chamados para a nossa vida como povo de Deus.

O DEUS QUE ESCOLHE SEU POVO SEGUNDO SUA VONTADE (Rm 9.1–18)

1 - Digo a verdade em Cristo, não minto, e a minha consciência confirma isso por meio do Espírito Santo:
2 - sinto grande tristeza e tenho incessante dor no coração.
3 - Porque eu mesmo desejaria ser amaldiçoado, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas segundo a carne.
4 - São israelitas. A eles pertence a adoção, assim como a glória, as alianças, a promulgação da Lei, o culto e as promessas.
5 - Deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para sempre. Amém!
6 - E não pensemos que a palavra de Deus falhou. Porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas,
7 - nem por serem descendentes de Abraão são todos filhos. Pelo contrário: “Por meio de Isaque será chamada a sua descendência.”
8 - Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que são contados como descendência.
9 - Porque a palavra da promessa é esta: “Por esse tempo voltarei, e Sara terá um filho.”
10 - E isto não aconteceu somente com ela, mas também com Rebeca, ao conceber de um só, de Isaque, nosso pai.
11 - E os gêmeos ainda não eram nascidos, nem tinham feito o bem ou o mal, para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama ,
12 - quando foi dito a Rebeca: “O mais velho será servo do mais moço.”
13 - Como está escrito: “Amei Jacó, porém desprezei Esaú.”
14 - Que diremos, então? Que Deus é injusto? De modo nenhum!
15 - Pois ele diz a Moisés: “Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e terei compaixão de quem eu tiver compaixão.”
16 - Assim, pois, isto não depende de quem quer ou de quem corre, mas de Deus, que tem misericórdia.
17 - Porque a Escritura diz a Faraó: “Foi para isto mesmo que eu o levantei, para mostrar em você o meu poder e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.”
18 - Logo, Deus tem misericórdia de quem quer e também endurece a quem ele quer.

1. A dor missionária de Paulo (vv.1–5)

1 Digo a verdade em Cristo, não minto, e a minha consciência confirma isso por meio do Espírito Santo: 2 sinto grande tristeza e tenho incessante dor no coração. 3 Porque eu mesmo desejaria ser amaldiçoado, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas segundo a carne. 4 São israelitas. A eles pertence a adoção, assim como a glória, as alianças, a promulgação da Lei, o culto e as promessas. 5 Deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para sempre. Amém!
Nos versículos 1 a 3, Paulo fala com tanta sinceridade que chega a invocar Cristo como testemunha. Ele declara que trocaria a própria salvação, se isso pudesse significar a salvação de Israel. Essa disposição ecoa o clamor de Moisés em Êxodo 32.32, quando pediu a Deus que o riscasse do livro se o povo pudesse ser perdoado.
Nos versículos 4 e 5, Paulo recorda os privilégios concedidos a Israel:
A adoção — a filiação como povo escolhido.
A glória — a manifestação visível da presença de Deus.
As alianças — compromissos irrevogáveis do Senhor com Seu povo.
A promulgação da Lei — a legislação que protegia e preservava a aliança.
O culto — o serviço sacerdotal que apontava para Cristo.
As promessas — a esperança messiânica.
Esses privilégios pertenciam a um povo, não a indivíduos isolados. Israel foi eleito para uma missão: ser uma nação de esperança para todos os povos da terra.
E aqui está o ponto: se um povo tão privilegiado correu o risco de se esquecer de sua missão, quanto mais nós precisamos vigiar para não cair na mesma armadilha. Se Israel tinha um chamado global e se fechou em si mesmo, a igreja de hoje também pode perder o rumo.

Aplicação:

Entender que Deus é soberano não nos torna passivos; pelo contrário, nos torna intercessores apaixonados. Missionários gastam a vida inteira em campos difíceis, pregando para povos que talvez nunca respondam em massa ao Evangelho, mas perseveram porque conhecem o Deus que salva. E nós, como igreja, precisamos lembrar que a missão é d’Ele, mas a obediência é nossa.
A igreja local não é um fim em si mesma — é um meio, um ambiente onde um povo é preparado para encarnar a missão antes de ser enviado em missão.
Alguns viverão a missão na própria cidade; outros serão enviados para terras distantes. Mas uma coisa é certa: somos culpados quando missionários voltam exauridos do campo missionário, porque fizemos da igreja local nosso mundo e nos desconectamos do mundo de Deus, que abraça todas as nações da terra. A igreja local sempre será uma viabilizadora das missões transculturais.
Se Deus é soberano na salvação, Ele também é soberano no envio. É Ele quem chama, prepara e envia. Nosso papel é obedecer, apoiar e manter os olhos no horizonte do Reino, até que a Terra se encha do conhecimento da glória do Senhor (Hc 2.14).

2. A promessa não falhou (vv.6–13)

6 E não pensemos que a palavra de Deus falhou. Porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas, 7 nem por serem descendentes de Abraão são todos filhos. Pelo contrário: “Por meio de Isaque será chamada a sua descendência.” 8 Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que são contados como descendência. 9 Porque a palavra da promessa é esta: “Por esse tempo voltarei, e Sara terá um filho.” 10 E isto não aconteceu somente com ela, mas também com Rebeca, ao conceber de um só, de Isaque, nosso pai. 11 E os gêmeos ainda não eram nascidos, nem tinham feito o bem ou o mal, para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama, 12 quando foi dito a Rebeca: “O mais velho será servo do mais moço.” 13 Como está escrito: “Amei Jacó, porém desprezei Esaú.”
Paulo responde a uma pergunta inevitável: se Israel é o povo da promessa, por que tantos rejeitam o Messias? Sua resposta é direta: nem todos os descendentes físicos de Abraão fazem parte do Israel espiritual. Desde o princípio, Deus agiu segundo a Sua escolha soberana. Ele escolheu Isaque e não Ismael, embora Ismael também fosse filho de Abraão. Depois, escolheu Jacó e não Esaú, mesmo antes que tivessem nascido, antes de qualquer ação boa ou má, “para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse” (v.11).
A história de Jacó e Esaú é especialmente marcante: Esaú, o primogênito, era o herdeiro natural da bênção. Mas Deus, soberanamente, inverteu a ordem. Isso não foi um “capricho divino”, mas um ato consciente para mostrar que Sua escolha não se baseia em convenções humanas, tradições familiares ou méritos pessoais. Deus chama quem Ele quer, para cumprir Seu plano perfeito.
Esse padrão se repete em toda a Escritura:
Gideão foi escolhido apesar de ser o menor de sua casa (Jz 6.15–16).
Davi foi ungido rei mesmo sendo o filho mais novo e improvável (1Sm 16.11–13).
Maria, uma jovem simples de Nazaré, foi escolhida para ser mãe do Salvador (Lc 1.26–31).
Aplicação:
Nossa salvação não depende de histórico, família ou currículo espiritual. Ela é fruto de um ato livre da graça de Deus. A membresia em uma igreja não salva; o novo nascimento, sim. Não basta ter “o nome no rol de membros”, é preciso ter o nome escrito no Livro da Vida.
Precisamos também compreender que a promessa de Deus para Israel não se confunde com questões políticas ou territoriais. Ela se cumpre nos filhos da promessa, sejam eles judeus ou gentios, unidos em Cristo.
A história de Jacó e Esaú nos lembra que Deus não escolhe como o mundo escolhe.
A eleição divina nos humilha, porque nos mostra que não temos nada de que possamos nos gloriar. E nos consola, porque nos garante que, se fomos escolhidos por graça, seremos sustentados por graça até o fim
3. Deus é justo? (vv.14–18)
14 Que diremos, então? Que Deus é injusto? De modo nenhum! 15 Pois ele diz a Moisés: “Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e terei compaixão de quem eu tiver compaixão.” 16 Assim, pois, isto não depende de quem quer ou de quem corre, mas de Deus, que tem misericórdia. 17 Porque a Escritura diz a Faraó: “Foi para isto mesmo que eu o levantei, para mostrar em você o meu poder e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra.” 18 Logo, Deus tem misericórdia de quem quer e também endurece a quem ele quer.
Depois de falar sobre a escolha soberana de Deus em relação a Jacó e Esaú, Paulo antecipa uma objeção inevitável: “Isso não é injusto?
A resposta é categórica: Deus não deve explicações sobre Sua misericórdia. Paulo cita o episódio de Êxodo 33.19, quando Deus declarou a Moisés: “Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia”. Esse texto aparece no contexto em que Israel havia pecado gravemente ao adorar o bezerro de ouro. Moisés intercedia pelo povo, e Deus revelou que Sua graça não é um direito adquirido, mas um ato livre e soberano.
Em seguida, Paulo lembra o caso de Faraó (Êx 9.16). Deus o levantou para um propósito: demonstrar Seu poder e proclamar Seu nome em toda a terra. Aqui, soberania e justiça caminham juntas — Deus é livre para agir com misericórdia ou endurecer, sempre de acordo com Seus planos justos.
O ponto central de Paulo é: a salvação não depende do esforço humano, mas de Deus que tem misericórdia. É Ele quem chama, regenera e sustenta.

Aplicação:

Humildade: Essa verdade destrói qualquer orgulho espiritual. Ninguém pode dizer “sou salvo porque fui melhor que os outros”. Somos salvos porque Deus decidiu nos amar.
Descanso: Se nossa salvação não começou em nós, ela também não depende de nossa força para ser mantida. Aquele que começou a boa obra é fiel para completá-la (Fp 1.6).
Urgência: A soberania de Deus não anula nossa responsabilidade. Pelo contrário, deve nos impulsionar à obediência e à proclamação do Evangelho, sabendo que Deus salvará os que Ele chamou.
Advertência: O endurecimento de Faraó nos lembra que rejeitar continuamente a voz de Deus pode levar a um ponto sem retorno. Hoje, se ouvirem a Sua voz, não endureçam o coração (Hb 3.15).
Deus não é injusto ao salvar uns e deixar outros. Ele é justo ao condenar todos e misericordioso ao salvar alguns. E essa misericórdia não é devida, é graça — favor imerecido.

O DEUS SOBERANO E O HOMEM RESPONSÁVEL Rm 9.19-33

19 - Mas você vai me dizer: “Por que Deus ainda se queixa? Pois quem pode resistir à sua vontade?”
20 - Mas quem é você, caro amigo, para discutir com Deus? Será que o objeto pode perguntar a quem o fez: “Por que você me fez assim?”
21 - Será que o oleiro não tem direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro para desonra?
22 - Que diremos, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos de ira, preparados para a destruição,
23 - a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que de antemão preparou para glória?
24 - Estes vasos somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios,
25 - como também diz em Oseias: “Chamarei de ‘meu povo’ ao que não era meu povo; e de ‘amada’ à que não era amada.
26 - E no lugar em que lhes foi dito: ‘Vocês não são o meu povo’, ali mesmo serão chamados ‘filhos do Deus vivo’.”
27 - Mas Isaías clama a respeito de Israel: “Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo.
28 - Porque o Senhor cumprirá a sua palavra sobre a terra, de forma plena e em breve.”
29 - Como Isaías já disse: “Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado descendência, nós nos teríamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra.”
30 - Que diremos, então? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, a saber, a justificação que decorre da fé,
31 - e que Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei.
32 - Por quê? Porque não a buscou pela fé, mas como que por obras. Tropeçaram na pedra de tropeço,
33 - como está escrito: “Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de ofensa, e aquele que nela crê não será envergonhado.”

1. Quem és tu, ó homem? (vv.19–21)

19 Mas você vai me dizer: “Por que Deus ainda se queixa? Pois quem pode resistir à sua vontade?” 20 Mas quem é você, caro amigo, para discutir com Deus? Será que o objeto pode perguntar a quem o fez: “Por que você me fez assim?” 21 Será que o oleiro não tem direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro para desonra?
Paulo antecipa uma objeção comum diante da soberania de Deus: “Se Deus é soberano, como Ele pode nos responsabilizar?”
Em resposta, ele não entrega um tratado filosófico complexo, mas utiliza uma imagem simples e poderosa: nós somos o barro, Deus é o oleiro.
Assim como a argila não questiona o artesão sobre suas escolhas, nós devemos nos posicionar diante de Deus com humildade e aceitação (ver também Jeremias 18.1–6).

Aplicação

Reconhecer a soberania de Deus e nossa condição como criaturas nos coloca no lugar correto o lugar da humildade, da dependência e da reverência. Questionar Deus sobre Suas decisões revela uma postura arrogante que não corresponde à nossa realidade.
Essa ilustração remete a um momento da história de Israel em que Deus lidava com um povo rebelde, comparado a um oleiro que trabalha um pedaço de barro resistente, que não toma a forma desejada.
Ela ilustra, de forma específica, o propósito de Deus ao escolher e chamar Israel, mostrando também as consequências caso Israel, como o barro, não respondesse positivamente ao cuidadoso e suave molde das mãos divinas.

2. A paciência de Deus (vv.22–24)

22 Que diremos, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos de ira, preparados para a destruição, 23 a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que de antemão preparou para glória? 24 Estes vasos somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios,
Mesmo diante da rebeldia persistente da humanidade, Deus demonstra uma paciência extraordinária. Paulo fala dos “vasos de ira” que Deus suporta com grande paciência, preparando-os para o juízo, enquanto, ao mesmo tempo, molda “vasos de misericórdia” para a glória.
Essa paciência divina pode ser comparada ao período de espera durante a construção da arca na época de Noé (1 Pedro 3.20), ou a um professor que concede prazos extras para que um aluno conclua seu trabalho. Aplicação
Se você ainda respira, ainda há tempo para se voltar a Deus.
A paciência de Deus é extensa e oferece múltiplas oportunidades para arrependimento. Porém, essa paciência não é infinita — abusar dela é um risco real. Portanto, responder ao chamado divino com urgência é essencial para não perder a oportunidade de viver sob a misericórdia de Deus.

3. A inclusão dos gentios (vv.25–29)

25 como também diz em Oseias: “Chamarei de ‘meu povo’ ao que não era meu povo; e de ‘amada’ à que não era amada. 26 E no lugar em que lhes foi dito: ‘Vocês não são o meu povo’, ali mesmo serão chamados ‘filhos do Deus vivo’.” 27 Mas Isaías clama a respeito de Israel: “Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo. 28 Porque o Senhor cumprirá a sua palavra sobre a terra, de forma plena e em breve.” 29 Como Isaías já disse: “Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado descendência, nós nos teríamos tornado como Sodoma e semelhantes a Gomorra.”
Paulo mostra que Deus sempre teve o plano de incluir aqueles que inicialmente não eram considerados “seu povo” na família de Deus.
Ele cita profecias de Oseias e Isaías para revelar essa inclusão surpreendente e, ao mesmo tempo, a redução do número dos que pertencem a Israel, deixando apenas um remanescente fiel.
É como uma família que adota filhos de outra nação e os ama como seus próprios, transformando estrangeiros em membros legítimos da família.

Aplicação:

O Evangelho é universal e não conhece fronteiras. Ele alcança tanto o vizinho da porta ao lado quanto pessoas distantes, de outras culturas e línguas.
A missão da igreja é manter-se aberta e ativa na inclusão desses novos membros, reconhecendo que Deus está construindo uma nova comunidade unificada pela fé, onde judeus e gentios são coerdeiros das promessas divinas.

4. O tropeço de Israel (vv.30–33)

30 Que diremos, então? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, a saber, a justificação que decorre da fé, 31 e que Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei. 32 Por quê? Porque não a buscou pela fé, mas como que por obras. Tropeçaram na pedra de tropeço, 33 como está escrito: “Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de ofensa, e aquele que nela crê não será envergonhado.”
Paulo explica que os gentios, que não buscavam justiça, alcançaram-na pela fé, enquanto Israel, buscando justiça pela observância da Lei, não a obteve.
Isso porque eles tropeçaram na “pedra de tropeço”, que é Cristo crucificado.
A cruz confronta o orgulho humano e a ideia de que podemos merecer a salvação por nossas obras. É como tentar abrir uma porta com todas as chaves erradas, ignorando a chave certa que está bem diante de você.

Aplicação

Essa passagem nos alerta para o perigo de confiar em nossa própria justiça ou desempenho religioso, o que nos impede de receber a graça oferecida por Cristo.
Devemos reconhecer que a salvação é dom gratuito de Deus, acessível pela fé. Assim, a cruz deixa de ser obstáculo para se tornar fundamento seguro da vida cristã.

CONCLUSÃO — TRÊS CHAMADOS À IGREJA

Confie na soberania de Deus mesmo quando não entende. Como um passageiro confia no piloto em meio à tempestade, creia que Ele sabe o que está fazendo.
Pregue com paixão e lágrimas, como Paulo. Seja como um bombeiro que corre para salvar vidas sem perguntar quem está no prédio.
Viva pela fé em Cristo, não em méritos próprios. Como o alpinista que se prende totalmente à corda, agarre-se a Cristo como sua única segurança.
“E aquele que nele crer não será confundido.” (Rm 9.33)
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