Ação de graças

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Sermão 1 – Colossenses 1:1-8 Tema: Ação de Graças pelos Santos

Introdução

Como são as nossas orações? O que temos apresentado diante de Deus em gratidão? Será que nossos irmãos em Cristo estão incluídos nelas? O texto de Colossenses nos ensina algo profundo sobre a vida cristã e a comunhão com a igreja.
O apóstolo Paulo, mesmo preso, escreve à igreja de Colossos com gratidão no coração. Ele reconhece que, embora aquela igreja não fosse perfeita — assim como Corinto, Filipos ou qualquer outra — ainda assim havia razões para agradecer. Isso é um ensinamento valioso: devemos aprender a olhar para a obra de Deus nas pessoas, mesmo em meio às imperfeições.
Neste texto, vemos três razões pelas quais Paulo expressa sua gratidão a Deus em oração:
Pela fé, amor e esperança manifestados pelos colossenses.
Pelo poder frutífero do evangelho.
Pela fidelidade de Epafras, um servo dedicado.

1. A Tríade Cristã: Fé, Amor e Esperança (v. 4-5)

Essa tríade aparece em outras cartas paulinas (1Ts 1:3; 1Co 13:13; Gl 5:5-6), sempre como marcas da vida cristã autêntica. Paulo começa exaltando a fé dos colossenses em Cristo Jesus — uma fé viva, cujo objeto é a pessoa e obra de Jesus.
Essa fé se manifesta no amor que eles têm por todos os santos, um amor prático e visível, evidência da transformação operada pelo Espírito Santo (Gl 5:6; Tg 2:17). O amor fraternal é o fruto natural de uma fé verdadeira.
Ambas as virtudes, porém, são fundamentadas na esperança que está reservada nos céus (v. 5), ou seja, na certeza da glória futura, da redenção final em Cristo (Rm 8:24-25; Cl 3:1-4). Essa esperança fortalece o crente a viver com perseverança e santidade, motivando uma vida voltada para os céus (1Co 15:58).

2. O Evangelho que Frutifica (v. 5b-6)

A segunda razão da gratidão de Paulo está no poder transformador do evangelho. Ele afirma que a palavra da verdade, o evangelho, chegou aos colossenses assim como a todo o mundo, produzindo fruto e crescendo, ou seja, transformando vidas e expandindo o Reino de Deus.
Segundo o comentarista William Hendriksen, ao final da era apostólica, já havia cerca de meio milhão de cristãos. Isso nos mostra que o crescimento da igreja não depende da força humana, mas do agir soberano de Deus pela pregação fiel da Sua Palavra (Rm 1:16; Is 55:11).
Paulo destaca que o evangelho não apenas informa, mas transforma — produz frutos de fé, arrependimento, amor e obediência. Essa é a verdadeira evidência de uma igreja viva.

3. O Ministro Fiel: Epafras (v. 7-8)

A terceira razão da ação de graças é a vida e ministério de Epafras, que provavelmente fundou a igreja em Colossos (cf. Cl 4:12-13). Ele é chamado de “nosso amado conservo”, um fiel ministro de Cristo.
Foi Epafras quem compartilhou com Paulo tanto o estado espiritual da igreja quanto os desafios que ela enfrentava, incluindo o surgimento de falsos mestres com doutrinas perigosas (Cl 2:8).
A fidelidade de Epafras é um contraste com os falsos mestres. Ele não buscava glória pessoal, mas servia com fidelidade, ensinando corretamente o evangelho da graça de Deus. Agradecer por líderes fiéis e dedicados é uma prática que toda igreja deve cultivar (Hb 13:7,17).

Conclusão

Diante deste texto, aprendemos a incluir três motivos constantes em nossas orações de gratidão:
Pelos irmãos em Cristo, mesmo com falhas, pois Deus está agindo na vida deles.
Pelo evangelho, que continua transformando vidas ao redor do mundo.
Pelos obreiros fiéis, como Epafras, que trabalham com zelo e fidelidade na obra do Senhor.
Que nossas orações reflitam essa gratidão. Que sejamos movidos pela graça de Deus e impulsionados pelo amor d’Ele para servir, orar e viver em comunhão com os santos.
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