O amor sincero na vida cristã
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Introdução
Introdução
Paulo entendeu que seu trabalho evangelístico havia acabado na região da Ásia, Macedônia, Acaia e Capadócia. Então, ele queria levar o evangelho a outros locais, por exemplo a Espanha. Mas ele teria a oportunidade de passar em Roma e desfrutar da comunhão com os irmãos.
23 Mas agora, não havendo nestas regiões nenhum lugar em que precise trabalhar, e visto que há muitos anos anseio vê-los,
24 planejo fazê-lo quando for à Espanha. Espero visitá-los de passagem e dar-lhes a oportunidade de me ajudarem em minha viagem para lá, depois de ter desfrutado um pouco da companhia de vocês.
Paulo escreveu essa carta para a igreja de Roma com dois propósitos:
Preparar os irmãos de Roma para sua chegada.
11 Anseio vê-los, a fim de compartilhar com vocês algum dom espiritual, para fortalecê-los,
12 isto é, para que eu e vocês sejamos mutuamente encorajados pela fé.
13 Quero que vocês saibam, irmãos, que muitas vezes planejei visitá-los, mas fui impedido até agora. Meu propósito é colher algum fruto entre vocês, assim como tenho colhido entre os demais gentios.
2. Apresentar a doutrina do evangelho de Cristo para a igreja de Roma que é descrita nos capítulos 1-11.
Ele escreveu essa carta por volta de 56-58 d.C, quando estava na cidade de Corinto.
Nos capítulos 12 até o 16, o apóstolo Paulo traz exortações práticas a respeito do evangelho de Cristo, ou seja, como devemos colocar em prática o que foi ensinado nos capítulos 1-11.
Na mensagem anterior vimos a respeito do “uso dos dons espirituais na igreja” (Rm 12.3-8). A igreja deve usar os seus dons de forma adequada.
No capítulo 12 versículos 9-21 veremos sobre “o amor sincero na vida cristã”.
Ideia Central
Ideia Central
Os cristãos devem viver o amor fraternal em suas vidas.
Transição
Transição
Veremos três tipos de pessoas que devemos amar.
Desenvolvimento
Desenvolvimento
1° Amar a Deus (v. 9,11,12)
1° Amar a Deus (v. 9,11,12)
Os cristãos devem amar a Deus de forma sincera, ou seja, sem hipocrisia. Porque o amor hipócrita não agrada a Deus. Perante isso, veremos seis maneiras para amarmos a Deus:
1ª Odiar o mau (v. 9)
1ª Odiar o mau (v. 9)
9 O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau;
O amor deve ser colocado em prática na vida cristã. O apóstolo deixa claro que o “amor deve ser sincero”, ou seja, amar sem fingimento, sem egoísmo ou engano. Porque o ato de amar é a marca do cristianismo, onde Deus decidiu nos amar:
16 “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
8 Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.
A palavra amor usada por Paulo no versículo 9 é “ágape”, que é o amor incondicional, sem querer algo em troca. Além disso, a parte central do “amor ágape” é atender as necessidades do outro.
O apóstolo João afirma que o amor não deve ser demonstrado por palavras, mas por ações:
18 Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade.
A parte prática do amor “ágape” é “Odeiem o que é mau”. A palavra “odiar” é o mesmo que “abominar ou detestar”. Ter a atitude de odiar o que é mau significa “expulsar” todas as coisas que são más, incluindo as coisas pecaminosas.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Você tem odiado o mau? Incluindo os seus pecados?
2ª Apegar-se ao bem (v. 9)
2ª Apegar-se ao bem (v. 9)
9 apeguem-se ao que é bom.
A exortação é “apeguem-se ao que é bom”. A palavra “apegar-se” é o mesmo que “agarrar e colar”. Isso mostra um desejo intenso de apropriar-se de algo. Nesse contexto os cristãos devem se agarrar a tudo o que é bom.
3ª Servir ao Senhor (v. 11)
3ª Servir ao Senhor (v. 11)
11 Nunca lhes falte o zelo, sejam fervorosos no espírito, sirvam ao Senhor.
Na vida cristã não pode faltar o “zelo”, ou seja, fervor animado para atingir algo. Isso descreve o trabalhar com dedicação e não fazer de qualquer maneira. Algumas versões traz a expressão “remissos” (ARA). Isso quer dizer “não preguiçoso”, ou seja, ter o descuido na vida cristã conforme deixou claro o profeta Jeremias:
10 “Maldito o que faz com negligência o trabalho do Senhor! Maldito aquele que impede a sua espada de derramar sangue!
Os cristãos devem ser “fervorosos no espírito”, essa expressão significa “ferver no espírito”, isso ilustra uma vasilha de água fervendo no fogo. Isso descreve alguém que tem o espírito “entusiasmado” e alguém que é cheio do Espírito Santo, transbordando assim o amor de Deus.
Os cristãos precisam “servir ao Senhor”, isto é, ser escravo de Cristo. A forma de servir ao Senhor o apóstolo deixou claro que é “com zelo e ser fervoroso no espírito”.
4ª Alegrar na esperança (v. 12)
4ª Alegrar na esperança (v. 12)
12 Alegrem-se na esperança,
Os cristãos precisam “Alegrem-se na esperança”. Paulo fala constantemente sobre a esperança na carta aos Romanos:
2 por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
5 E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu.
24 Pois nessa esperança fomos salvos. Mas, esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo?
A esperança se refere ao futuro, ou seja, o dia em que estaremos com o Senhor. E essa esperança nos ajuda a enfrentar as lutas, os sofrimentos e as tribulações. Todo aquele que mantém a viva esperança em Cristo, entende que há sofrimento no presente, mas passa por essas coisas crendo na promessa da salvação futura.
5ª Ser paciente na tribulação (v. 12)
5ª Ser paciente na tribulação (v. 12)
12 sejam pacientes na tribulação
A tribulação faz parte da vida cristã, pois o próprio Jesus afirmou que passaríamos por elas enquanto estivermos nessa terra:
33 “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”.
A tribulação é benéfica para os cristãos:
3 Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança;
4 a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança.
É fundamental ser paciente e perseverar durante a tribulação. Porque nela entendemos que somos dependentes da graça de Deus.
6ª Perseverar na oração (v. 12)
6ª Perseverar na oração (v. 12)
12 perseverem na oração.
A oração é algo importantíssimo na vida cristã, pois ela é forma com que nos relacionamos com Deus. Então, é algo que precisamos dia após dia “perseverar”, ou seja, perseverar com dedicação, assim como fazia a igreja primitiva:
42 Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações.
Paulo afirma como deve ser a oração dos cristãos:
17 Orem continuamente.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Você tem amado a Deus verdadeiramente?
2° Amar os irmãos da fé (v. 10-13, 15-16)
2° Amar os irmãos da fé (v. 10-13, 15-16)
Os cristãos devem colocar em prática o amor, pois essa é a marca dos verdadeiros discípulos do Senhor Jesus. Diante disso, veremos seis formas de amarmos os irmãos da fé:
1ª Dedicar ao amor (v. 10)
1ª Dedicar ao amor (v. 10)
10 Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal.
Na vida cristã devemos amar uns aos outros. A palavra “amor” nesse versículo é o “Philos”, que quer dizer amor entre irmãos. O amor entre os cristãos é um ordem da parte de Deus:
12 O meu mandamento é este: Amem-se uns aos outros como eu os amei.
O amor fraternal é forma com que os ímpios conhecerão os verdadeiros discípulos de Cristo:
34 “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros.
35 Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros”.
Quem não ama o irmão vive nas trevas:
9 Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas.
2ª Honrar os outros (v. 10)
2ª Honrar os outros (v. 10)
10 Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios.
A expressão “honra aos outros” significa ser altamente respeitado. Isso descreve um apreço e admiração uns pelos outros. Isso quer dizer considerar o outro acima de nós:
3 Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos.
3ª Ajudar a suprir as necessidades dos irmãos (v. 13 a)
3ª Ajudar a suprir as necessidades dos irmãos (v. 13 a)
13 Compartilhem o que vocês têm com os santos em suas necessidades. Pratiquem a hospitalidade.
Os cristãos devem estar sensíveis as necessidades dos outros, ou seja, estar prontos ajudar no que for preciso. Conforme Paulo deixou claro na carta aos Gálatas:
10 Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé.
4ª Praticar a hospitalidade (v. 13 b)
4ª Praticar a hospitalidade (v. 13 b)
13 Pratiquem a hospitalidade.
Uma das formas de ajudar o irmão é “praticar a hospitalidade”. Essa prática é um ato de amor, pois na época de Paulo a hospitalidade era uma forma de prestar assistência aos cristãos que estavam viajando, perseguidos ou desabrigados.
5ª Alegrar com os outros (v. 15)
5ª Alegrar com os outros (v. 15)
15 Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram.
Uma atitude de amor é “se alegrar” com aqueles que estão alegres e “chorar” com os que estão chorando. Isso demonstra a empatia na vida cristã, que é a capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa. É estar sensível e ter compaixão com o sofrimento ou alegria do irmão (a).
6ª Ter o mesmo sentimento (v. 16)
6ª Ter o mesmo sentimento (v. 16)
16 Tenham uma mesma atitude uns para com os outros. Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferior. Não sejam sábios aos seus próprios olhos.
Buscar ter a “mesma atitude uns para com os outros”, significa “pensar a mesma coisa”. O apóstolo Paulo está focando na questão da “harmonia” entre os cristãos. Esse é o resultado do “amor sincero” que ele tem tratado no capítulo doze.
Paulo combate também o “orgulho” no meio cristão. Nesse contexto, a forma de deixar o orgulho é de “estar disposto a associar-se com pessoas de condição inferior”, ou seja, aquelas pessoas que são humildes. A expressão “associar-se” ou “condescendei”, quer dizer “tornar-se compatível”. Os cristãos não devem fazer acepção de pessoas, mas se relacionar com todas, independente da sua classe social.
O versículo 16 finaliza da seguinte forma: “Não sejam sábios aos seus próprios olhos”, ou seja, não esteja motivado pelo conhecimento. Isso mostra humildade, pois aquele que vive motivado conhecimento vira arrogante e se acha melhor do que outros.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Você tem amado verdadeiramente o seu irmão (a)?
3° Amar os inimigos (v. 14, 17-21)
3° Amar os inimigos (v. 14, 17-21)
O povo de Deus precisa colocar em prática o amor a Deus e o amor aos irmãos da fé. Além deles, é preciso amar até o inimigos. Diante disso, veremos seis atitudes que devemos ter para amarmos os inimigos:
1ª Abençoar os que perseguem (v. 14)
1ª Abençoar os que perseguem (v. 14)
14 Abençoem aqueles que os perseguem; abençoem, e não os amaldiçoem.
Ao lidarmos com os nossos inimigos não é algo fácil, mas a palavra de Deus nos ensina como devemos tratar aqueles que se opõem a nós. A primeira atitude é “abençoar aqueles que os perseguem”, ou seja, não se vingar ou tratar de forma diferente. Pois o descrente é que vai tratar com “vingança”, mas Jesus afirma que é preciso abençoar os inimigos ou aqueles que estão nos perseguindo:
43 “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’.
44 Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem,
45 para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos.
46 Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa vocês receberão? Até os publicanos fazem isso!
O texto deixa claro que não se deve “amaldiçoar” os inimigos.
2ª Pagar o mal com o bem (v. 17 a)
2ª Pagar o mal com o bem (v. 17 a)
17 Não retribuam a ninguém mal por mal.
Os inimigos devem ser amados e receber a nossa oração, conforme Jesus afirmou. O amor cristão deve sufocar o mal e vencê-lo praticando o bem.
3ª Fazer o correto (v. 17 b)
3ª Fazer o correto (v. 17 b)
17 Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos.
Os cristãos devem praticar tudo o que for correto e honesto, a fim de dar um bom testemunho, ou seja, um comportamento apropriado conforme a fé que professa. Mas isso deve ser de forma visível, isto é, diante dos olhos de todos.
4ª Viver em paz com todos (v. 18)
4ª Viver em paz com todos (v. 18)
18 Façam todo o possível para viver em paz com todos.
Os discípulos de Cristo são chamados à paz. Então, diante de todos devemos buscar manter a paz. Isso demonstra o cuidado para não despertar o ressentimento ou ira no próximo, porém, é impossível agradar a todos, visto que não depende só de um lado, mas do outro também.
Mas o conselho de Paulo é “façam o possível”, ou seja, o que tiver ao alcance, então faça.
5ª Não buscar a vingança (v. 19-20)
5ª Não buscar a vingança (v. 19-20)
19 Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: “Minha é a vingança; eu retribuirei”, diz o Senhor.
20 Ao contrário: “Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele”.
Os cristãos não devem se vingar, ou seja, pagar com a mesma moeda as ofensas do inimigo. Mas entregar diante de Deus, porque a Ele pertence a vingança e um dia Ele julgará tudo e a todos.
A forma prática de não se vingar é dando comida e matando a sede do inimigo. Quem não pratica a vingança coloca “brasas vivas sobre a cabeça dele”, essa expressão se refere a um costume antigo do Egito, quando uma pessoa demonstrava arrependimento público, ela carregava uma panela com brasas na cabeça, isso demonstrava a culpa e a vergonha.
Perante isso, quando os cristãos amam os inimigos e os servem dando comida e água, certamente levará eles a vergonha e a culpa em relação ao ódio.
6ª Vencer o mal com o bem (v. 21)
6ª Vencer o mal com o bem (v. 21)
21 Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.
Paulo encerra essa lista de mandamentos, afirmando “não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem”, ou seja, não permita que as provações das pessoas tenha poder sobre ti. Quando viver o mal, sufoca ele com o bem. Por exemplo, alguém falou mal, fale bem. Alguém te feriu, libere o perdão. Alguém te criticou, tenha a atitude de não tratar igual.
Conclusão
Conclusão
Para concluir, o amor na vida cristã deve ser sincero e não fingido. Esse é um alto padrão de uma vida cristã genuína. Os cristãos devem amar a Deus, os irmãos da fé e os inimigos. Isso deve ser colocado em prática por causa das misericórdias de Deus (Rm 12.1).
É necessário entregar completamente a vida ao Senhor, para viver o “amor sincero”. É um grande desafio, mas é necessário colocarmos em prática, se desejamos ser uma “Igreja Centrada nas Escrituras”.
Aplicação
Aplicação
Dediquemos nossas vidas a Deus, servindo a Ele fielmente.
Busquemos amar verdadeiramente os irmãos da fé, buscando ter comunhão com eles e ajudando a suprir suas necessidades.
Precisamos amar e orar por aqueles que se opõem a nós.
