Mateus 6.13 -- Oração Dominical: Sexta Petição e Conclusão
Reflexões no Sermão do Monte • Sermon • Submitted • Presented
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Transcript
Mateus 6.13
Mateus 6.13
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Introdução
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OBSERVAÇÕES DO TEXTO
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v.13: “e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.”
A petição no v.12 da oração dominical, “perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores”, diz respeito aos nossos pecados passados. Aqui no v.13, a ênfase da oração passar a ser a nossa vulnerabilidade a pecados além do hoje — no amanhã.
A estrutura deste versículo segue a estratégia literária “paralelismo”, em que duas afirmações são ligadas de modo que a segunda esclarece o significado da primeira.
Na primeira parte do versículo está escrito:
“não nos deixes cair em tentação”.
Essa ideia, que de certa forma parece ser simples, deveria despertar nossa sensibilidade, pois nada poderia estar mais longe do caráter de Deus do que a atitude de nos incitar a pecar.
Na epístola está escrito: “Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta” (Tg 1.3). Tiago prossegue explicando que a incitação e a tentação ao pecado vem de dentro, de nossas próprias inclinações e desejos malignos.
As tentações externas podem chegar até nós por outros pecadores ou por satanás, que é mencionado com frequência na Escritura como “o tentador”.
Mas, uma maneira de entender esta petição na oração dominical é por meio de uma tradução alternativa:
“Não nos coloque em situações de teste.”
Ou, como parafraseou Hendriksen:
“Se é a tua vontade, não permitas, frágeis como somos por natureza e inclinados ao pecado, que entremos em situações que no curso natural dos acontecimentos nos exponham à tentação e queda, porém, seja qual for a tua vontade para conosco, livra-nos do mal.”
Nos trazendo a memória o que Nosso Senhor declarou em Mateus 26.41, quando diz: “Vigiem e orem, para que não caiam em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”
Ou como o próprio Senhor Jesus Cristo declaração na oração sacerdotal: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal” (João 17.15).
Voltando para a oração dominical. Deste modo, Jesus está nos ensinando a orar pedindo que o Pai jamais nos coloque em uma circunstância onde nossa fé ou obediência tenham de ser submetidas a um teste difícil.
Na segunda parte do versículo está escrito:
“mas livre-nos do Maligno.”
Algumas traduções dizem “mas livra-nos do mal”, porém o contexto e a gramática desta passagem tendem bastante para a outra tradução. Não devemos orar meramente pra sermos preservados do mal de forma genérica, mas para sermos protegidos contra as ciladas de satanás.
Devemos orar pedindo para não sermos expostos ao massacre de seus ataques contra nós; isto é, às formas pelas quais ele tenta nos induzir ao pecado ou destruir nossa confiança no Salvador, acusando-nos com nossas falhas e imperfeições.
O que está em vista nesta parte da oração dominical é sermos mantidos longe das situações de teste.
Situações pela qual muitos irmãos na história da igreja passaram. Desde Adão, cruzando o registro dos patriarcas até figuras da história da igreja mais próxima. Como pré-reformadores e reformadores.
Mas e se for da vontade de Deus que passemos por um grande teste? O que fazer? Resposta: Não devemos esperar este dia chegar, mas buscar estarmos preparados agora. Como disse o apóstolo em Efésios 6.10-20. O cristão deve revestir-se da armadura de Deus, a fim de ficarem firmes contra as ciladas do diabo. E resistirem no dia mau, e tendo vencido tudo, permanecerem inabaláveis (v.11b, 13b).
E após nos apresentar estas verdades nos colocar diante do único que pode nos socorrer, pois governa sobre todos e sobre tudo: O Deus, Eterno.
Quando nos apresenta a segunda metade do v.13:
“… pois teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém!”
A despeito do que se fala quanto a manuscritos etc. Não podemos negar a verdade bíblica que está contida nestes versículos. Após orar as seis petições, somos trazidos novamente diante daqu’Ele que pode nos ouvir e responder: Deus.
A quem mais pertenceria o Reino, o poder e a glória? Ele não divide com ninguém. Com nenhum principado ou potestade. Até por que, se estes tem algum poder, o possuem pois é derivado d’Ele. Do Deus Eterno, e mais ninguém.
A conclusão da oração dominical nos faz lembrar quem detém a providência e sustenta a todos. Quer sejam justos ou injustos.
