Dons Espirituais

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Dons Espirituais: Entre a Diversidade e a Unidade

O que são Dons Espirituais? Quantos são? Hoje, estudaremos e responderemos essas perguntas, afim de entendermos de um tema que é muito importante, principalmente no tocante a nossa fé e aquilo que acreditamos e seguimos sendo pentecostais.
Entender os dons espirituais nos ajuda a valorizar as contribuições únicas que cada membro da igreja traz, encorajando os cristãos a usarem seus dons de forma a edificar uns aos outros e glorificar a Deus em suas vidas cotidianas.
Os dons espirituais não são um sinal de superioridade, mas uma expressão da diversidade no corpo de Cristo, que deve operar em amor e serviço mútuo.

O Que São Dons Espirituais?

Quando lemos o Novo Testamento, nos deparamos com diversos acontecimentos extraordinários acontecendo, a começar pelos próprios atos de Jesus Cristo enquanto encarnado, assim também após a sua morte, vemos seus discipiulos realizando atos extraordinários, comunmente chamado de Milagres.
Em 1 Corintios 12: 1-11, vemos um amplo debate sobre os Dons Espirituais, sobre os diversos dons citados, o que precisamos entender primeiro é: O que são os dons espirituais?
Existem pelo menos 3 características principais dos espirituais no Novo Testamento:
Os dons espirituais são “dons” Aqui temos uma construção lógica, o dom espiritual é um dom, ou seja, é um presente da Graça, no seu sentido mais amplo, é algo que nos é entregue por Deus. (Slide 1-2) Em 1 Coríntios 12:1, dons espirituais é derivado do adjetivo grego pneumatikos, que é um termo de ampla interpretação, podendo significar tanto pessoas espirituais como coisas espirituais, como aqui está referenciado. A mesma palavra aparece em 1 Coríntios 14:1, onde há uma clara referência aos Dons Espirituais, no sentido de manifestações espirituais, enquanto no capítulo 12 ele aponta para pessoas ou coisas espirituais. Assim, o termo parece apontar para os atos ou expressões do Espírito na comunidade cristã.
Além disso, Paulo frequentemente utiliza o termo “Carisma” para descrever esses dons, um termo que aparece frequentemente nas suas cartas.
Carisma não é o mesmo sentido de uma pessoa carismática, mas significa no grego algo como “dado livremente”, ou seja, um presente resultante da Graça. Por isso que igrejas que acreditam na continuidade e atividade dos Dons Espirituais são chamadas de “Igrejas Carismáticas”.
Quando Paulo escolhe a palavra Carisma, ele parece estar fazendo uma escolha de palavras que enfatiza que os Dons Espirituais, independente da sua natureza mais milagrosa ou comum, são sempre expressões imerecidas do favor de Deus. Alguns estudiosos até traduzem o termo Carisma como “Graça visível”, reforçando que esses dos são manifestações tangíveis da graça de Deus para a comunidade cristã.
Com isso, o uso desse termo nos mostra que os dons espirituais não são apenas habilidades ou capacidades extraordinárias, mas também atos de graça divina, dados para edificar o corpo de Cristo e expressar a obra de Deus no mundo.
São dons que provêm do Espírito Ao explicarmos acerca dos dons, e sendo um dom do espírito, ele provém também do espírito. Em 1 Coríntios 12:6, quando Paulo está falando acerca dos dons, ele utiliza a expressão “há diversidade nas realizações” (slide3). A palavra traduzida por diversidade é energematon, que pode ser entendida como realizações, operações ou capacitações. Essa escolha de palavras enfatiza o cárater dinâmico e ativo dos dons espirituais. E logo após ele continua dizendo que essas capacidades provêm do mesmo Deus que capacita, no grego ho energon (slide 4), no verso seguinte, os dons são manifestações do Espírito, isso deixa claro que Paulo enxergava os dons espirituais como manifestações do Poder Divino, que energiza e capacita aqueles que o recebem para cumprir o propósito de Deus no Corpo de Cristo.
São capacidades que Deus entrega para o ministério e serviço Os dons espirituais não são apenas capacidades extraordinárias, mais capacitações voltadas a serviços extraordinários, os dons existem sempre para edificação e serviço, ou seja, os dons espirituais nos chamam a uma vida de serviço e humildade, onde reconhecemos e equipamos uns aos outros para a missão através da diversidade em unidade. No livro de Kenneth Berding, ele diz que os dons espirituais não são habilidades especiais; são ministérios dados pelo Espírito. Diversos versículos em 1 Coríntios 14 mostram isso com clareza (slide 6-7). Tudo isso deixa claro que os dons existem para o serviço da igreja, não simplismente para o ego ou o engrandecimento do indíviduo, a passagem de Romanos 12:4 também se torna fundamental para entendermos os dons espirituais como capacidades sobrenaturais de serviço.
Romanos 12.4 ARA
Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função,
Paulo utiliza a metáfora do corpo para apontar o cárater funcional e ministerial nos dons espirituais, somos interdenpendentes no corpo de Cristo. Ele continua em Romanos 12:6 conectando os dons a funções distintas que cada membro desempenha no corpo de Cristo. Em vez de serem meras habilidades ou talentos naturais, os dons são capacidades sobrenaturais conferidas por Deus, adaptadas a necessidade e a chama ministerial de cada cristão. Assim esses dons não existem para exaltar o indivíduo, mas para cumprir papéis específicos no serviço ao corpo. A ideia é que cada dom está vinculado a uma função específica no ministério coletivo, refletindo a sabedoria divina em prover diversidade para edificação da igreja.
Romanos 12.6 ARA
tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé;
É por isso que os dons espirituais são uma manifestação da graça divina, que, através do Espírito Santo, distribui capacitações para o bem da igreja, refletindo a união e a diversidade do próprio corpo de Cristo. Se compreendermos os dons espirituais, não apenas como habilidades concedidas por Deus, mais como chamados específicos ou funções ministeriais dentro do corpo de Cristo, a nossa perspectiva sobre os dons será transformada. Ao invés de nos concentrarmos em identificar talentos ou capacidades extraordinárias em nós mesmos, a abordagem passa a ser buscar discernimento sobre onde e como Deus deseja que sirvamos. (slide 8) Essa mudança de foco alinha os dons espirituais há um coração que está disposto ao serviço e ao cumprimento do chamado divino. Dessa forma, podemos resumir os dons espirituais com uma pequena frase: Dons Espirituais são capacidades para o serviço, concedidas sobrenaturalmente pelo Espírito.

Quais são os Dons Espirituais?

Agora que passamos da explicação sobre o que é os dons espirituais, é importante nos perguntarmos sobre quais são os dons espirituais, que nos leva a uma outra pergunta de quantos dons existem. Isso é necessário pois muitas pessoas acreditam as escrituras descrevem quais são todos os dons do Espirito Santo, talvez seja uma das maiores confusões acerca dos dons espirituais. De que os dons descritos em 1 Cor 12 descreve com totalidade todos os dons que existem. Nesta passagem, temos apenas alguns exemplos de dons que Deus concede para o seu povo, assim como temos em I Cor 12:28-31; Romanos 12; Efésios 4; 1 Pedro 4. Olharemos para essas cinco listas, e veremos que os dons espirituais não podem ser restritos a apenas essas listas, e que nem sempre os dons citados possuem traços imediatos de sobrenaturalidade. Ou seja, os dons também se referem a elementos naturais, que são potencializados sobrenaturalmente. Sempre nos referimos aos dons como atos sobrenaturais, mas precisamos entender que atos naturais que são manifestações a partir de uma capacitação sobrenatural também são vistos como dons. Como por exemplo o dom de administração e o dom de generosidade citados em Romanos 12.

1 Coríntios 12:7-11

A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso. 8 Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; 9 a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; 10 a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las. 11 Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.

Nessa passagem, o assunto principal de Paulo é a unidade da igreja, não de dons, mas ele fala de dons como um fator que deve gerar unidade e serviço. Infelizmente, em Corinto, os dons estavam gerando divisão, essa igreja precisava entender que os dons não são para o próprio benefício, nem para engrandecimento, mas que eram para os serviço mútuo entre os cristão, por isso o debate sobre o Amor acontece entre os capítulos 13 e 14. Ao listar os dons, Paulo quer chamar atenção pro fato de que é o mesmo Espírito Santo que viabiliza diferentes formas de atuação dos cristãos na igreja, justamente para explicar que a unidade do Espírito se manifesta na diversidade de dons. Então, entendemos que Paulo cita esses dons para chamar a atenção para a unidade, logo, essa lista de Paulo parece colocar em justaposição dons que tem algumas características um pouco diferentes; Paulo monta a estrutura utilizando um sentidom duplo: “a um é dado...a outro também é dado...”. E aquilo que ele fala que é dado para um, parece ser complementar ao que dado para outro. (slides 10-11)
Fé, Cura e Operações de Milagres Fé não é somente a certeza de que Jesus existe, a fé, e um contexto como esse, parece estar relacionado a aquilo que temos em meio a dificuldade. Então vemos que há um aspecto duplo da fé, temos a fé como força de permanência em situações difíceis, e, de outro lado, o dom de cura, que está relaciona a aliviar uma situação difícil específica; e ele trás um terceiro elemento que é a operação de milagres, que lida com a resolução de problemas que outrora cobraria o dom da fé.
Profecia e discernimento de espírito Profecia como uma revelação da parte de Deus para consolação e situações semelhantes. Discernimento de espírito para interpretar a profecia.
Variedade línguas e capacidade de interpretação Dons claramente complementares
Por que Paulo cita os dons espirituais em pares, e um caso em trio, de forma que eles conversam entre si de um jeito complementar? Paulo não está querendo discutir dons, Paulo está querendo discutir unidade no meio da variedade de dons. Paulo está preocupado com a unidade da igreja. O que é interessante, pois o assunto que mais permeia em 1 Cor é a unidade da igreja. Paulo nega que o Espírito se divide entre os grupos que são mencionados nos capítulos 3 e 4. Todos os crentes foram batizados no corpo, e são feitos parte dele, embora alguns sejam judeus, gentios, escravos ou livres. Ninguém possui mais que outro na igreja de Cristo; todos entram da mesma maneira, ou seja, através da fé em Jesus Cristo.
Paulo aponta para um fato absolutamente prático: os dons não devem provocar divisão na igreja. Deus opera nos crentes em benefício de todo o corpo, não apenas do cristão individual (12.25). O cristão é um veículo pelo qual Deus trabalha para a edificação e unidade de todo o corpo. Os diversos dons de graça são repartidos para trazer diversidade ao corpo unificado.

1 Coríntios 12:28-31

A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. 29 Porventura, são todos apóstolos? Ou, todos profetas? São todos mestres? Ou, operadores de milagres? 30 Têm todos dons de curar? Falam todos em outras línguas? Interpretam-nas todos? 31 Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons.

Agora, Paulo cita uma nova lista com aguns dons da lista anterior, e novos dons citados aqui. Paulo fala novamente dos Profetas, Operadores de Milagres, dos dons de curar, da variedade de línguas, fala de Apóstolos e de Mestres, que não está na lista anterior; fala do dom de ajudar, de administrar, esses últimos dons parecem ser bastante naturais. O governo, ou administração, pode ser lido literalmente como a capacidade de liderar, cuidar ou gerenciar algo. Dessa forma, temos uma pessoa que foi capacitada pelo Espírito Santo para ser um bom gestor na igreja. Paulo coloca a capacidade de administrar como algo que provém do Espirito Santo e como um dom para serviço da Igreja, mostrando que os dons não provém apenas de atos claramente sobrenaturais. Também são atos naturais, a partir de uma capacitação sobrenatural.

Romanos 12:3-8

3 Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um. 4 Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, 5 assim também nós, conquanto muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros, 6 tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; 7 se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo; 8 ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria.

Aqui, temos uma lista bem interessante, pois Paulo cita coisas tanto sobrenaturais quanto naturais, porém, temos que nos atentar ao contexto da Carta aos Romanos.
Paulo apresenta uma versão condensada do ensino de 1Coríntios 12: Somos membros de um corpo, cada um tem uma capacidade, dada por Deus para servir, e devemos ser humildes quanto ao que Deus está realizando em nós e por nosso intermédio. Paulo não entra em detalhes, como faz em 1Coríntios, com relação à questão de falar em línguas (glossolalia), que aparentemente era mais popular em Corinto que em Roma ou Éfeso (ver Ef 4.11). Em Romanos ele não enfatiza tanto a variedade de dons, mas sim que cada pessoa deve avançar no uso de seu próprio dom na medida em que sua fé permita.
Os que receberam o dom da profecia não são “pregadores”, mas sim aqueles que dão mensagens diretas de Deus, revelam o que está oculto e encaminham os membros da igreja para a santidade.
O serviço não é nem mais nem menos importante que a profecia, e o servo também deve agir com fé (como fazia, por exemplo, Febe, de acordo com 16.1–2), assim como fazem os que ensinam, os que incentivam, os que contribuem, os que lideram, os que são compassivos.
Paulo explica como o crente deve manifestar o poder e o fruto do Espírito em todos esses ministérios. Como pode alguém trabalhar com generosidade ou alegria, ou tolerar por longo tempo hóspedes em sua casa (12.13), por exemplo, quando a pessoa anfitriã está preocupada ou cansada? Embora esses dons possam ser usados em favor de estranhos, Paulo está pensando no corpo de Cristo, a comunidade de fé: como podem os cristãos ministrar o evangelho a não crentes se não conseguem sequer viver em paz uns com os outros?

Efésios 4:7-16

7 E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo. 8 Por isso, diz:

Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.

9 Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra? 10 Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas. 11 E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, 12 com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, 13 até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, 14 para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. 15 Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, 16 de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.

Nesta quarta lista, vemos alguns dons que apareceram em outras lista, mas co um sentido e contexto mais amplo. Nesta passagem, Paulo está preso, e ele expressa o seu desejo de ver o seus irmãos e de que eles permaneçam unidos em Cristo, apesar de todas as suas diferenças. E com respeito aos dons, esta passagem afirma que quem os concede é Cristo, que ressuscitou e foi exaltado (4.7–10). Salmos 68.18 é citado, apresentando Deus como um guerreiro triunfante que toma posse do espólio dos cativos, mas depois o reparte entre seu povo.
Os dons aqui mencionados não são habilidades especiais (como no caso das outras passagens sobre dons), mas pessoas (4.11) com quatro tipos de funções especiais:
1) apóstolos (=“enviados”), provavelmente pioneiros em novos campos missionários, como o apóstolo Paulo (ver Rm 15.14–21);
2) profetas, encarregados de anunciar a mensagem de Deus e mostrar sua pertinência para uma situação específica;
3) evangelistas, arautos ou comunicadores das boas-novas;
4) pastores e mestres (a construção gramatical sugere que pastores e mestres não se refere a dois grupos diferentes, mas a um único grupo de pessoas que cumprem a função de pastorear o rebanho mediante o ensino da Palavra).
O propósito desses dons é capacitar os membros da igreja sem distinção, para realizar sua obra e edificar o corpo de Cristo (4.12). Entende-se que todos recebem dons para servir e, assim, contribuir para a vida e a missão da igreja. O uso dos dons por parte de todos os membros da igreja possibilita o processo de amadurecimento de todo o corpo como tal até que todos alcancemos a unidade que a fé e o conhecimento do Filho de Deus, chegando à completa medida da estatura de Cristo (4.13), que ele tem e compartilha.
Isso evita que os membros, como indivíduos, sejam imaturos como crianças que, como um barco à deriva, se deixam arrastar por ventos de falsas doutrinas (4.14). Possibilita que eles, ao viver a verdade em amor (4.15), cresçam até alcançar a maturidade que caracteriza a Cristo que, como cabeça, direciona o crescimento de todo o corpo (4.15). Tal crescimento é basicamente crescimento em amor, e para isso contribui a ação de Cristo, assim como também a atividade própria de cada parte (4.16).

1 Pedro 4:8-11

8 Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados. 9 Sede, mutuamente, hospitaleiros, sem murmuração. 10 Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. 11 Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus; se alguém serve, faça-o na força que Deus supre, para que, em todas as coisas, seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo, a quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!

Neste texto escrito por Pedro, é falado de dons que não aparecem nas listas anteriores, como o dom de servir aos outros, para que assim a multiforme Graça de Deus seja manifestada.
Logo em seguida, Pedro diz para sermos hospitaleiros, é possível que a hospitalidade seja um dom, uma qualidade de quem é hospedeiro, que permite que pessoas entrem em sua casa e se sintam bem. É um dom do Espírito que faz com que a pessoa tenha as características de afetuosidade e generosidade.
Na nova situação para os crentes faz-se indispensável a construção de uma nova fraternidade. A chave é o amor expresso em ações como a hospitalidade ou o exercício dos diferentes dons com os quais cada um contribui para o bem comum. Há testemunho histórico de que essa solidariedade e apoio mútuo dentro da comunidade cristã foi um dos fatores que impactou a sociedade pagã e permitiu a expansão da igreja no primeiro século.
Ou seja, cada cristão recebeu um dom do Senhor a fim de realizar determinada função como membro do Corpo de Cristo. Esses dons são distribuídos por Deus para serem devidamente administrados. Não devem ser usados para benefício próprio, mas para a glória de Deus e o bem de outros. Não fomos criados para ser terminais dos dons de Deus. Ao receber sua graça, não devemos retê-la de forma egoísta, mas, sim, servir de canais de bênção para outros.
Meus irmãos, ao longo desta mensagem pudemos perceber que os dons espirituais não são um privilégio para poucos, nem tampouco um palco para vaidades pessoais, mas uma expressão generosa da graça de Deus sobre todos nós.
Eles são dados pelo Espírito, segundo a Sua vontade, com um único propósito: edificar o corpo de Cristo em amor, unidade e serviço mútuo.
Diante disso, somos chamados a viver não em comparação ou competição, mas em cooperação. Cada dom, seja ele mais visível ou mais discreto, é necessário e precioso aos olhos de Deus. A diversidade dos dons não deve nos dividir, mas sim nos unir, pois todos procedem do mesmo Espírito, todos têm o mesmo Senhor, e todos visam a mesma missão: glorificar a Deus e servir ao próximo.
Portanto, que cada um de nós esteja atento ao dom que recebeu. Que o usemos com zelo, com humildade e com alegria. E que nossa igreja seja conhecida não apenas por crer nos dons espirituais, mas por vivê-los com responsabilidade, fé e amor.
Que a multiforme graça de Deus continue sendo manifesta entre nós, e que, por meio dos dons, o nome de Jesus Cristo seja exaltado, agora e para sempre. Amém.
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