ELE VEM
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· 7 viewsSermão expositivo-aplicativo em Mateus 24 que separa a destruição do Templo (70 d.C.) da Parúsia, apresenta os sinais sociais, naturais, políticos e religiosos como “princípio das dores”, alerta contra marcar datas, e aponta o sinal determinante: o evangelho pregado a todas as nações (Mt 24:14). Conclui com apelo evangelístico a partir do ladrão na cruz (Lc 23:42–43)
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Introdução — O Templo e a Profecia (Mt 24:2–3)
Uma das maiores obras do mundo antigo foi o Templo de Herodes. Ao sair do Templo, Jesus profetizou: “não ficará pedra sobre pedra” (Mt 24:2). Quarenta anos depois, Roma arrasou Jerusalém, destruiu o Templo e dispersou Israel.
Os discípulos associaram essa profecia ao fim do mundo (Mt 24:3). Jesus então responde do Monte das Oliveiras, separando os temas e marcando referências na estrada da história: sinais que mostram que Deus governa e que Sua promessa se cumprirá.
Pergunta-chave: O que significaria um mundo sem Templo para os discípulos? Fim do mundo. Jesus corrige a leitura e nos dá sinais.
I. SINAIS QUE AUMENTAM — O “PRINCÍPIO DAS DORES” (Mt 24:6–8; Lc 21:25)
I. SINAIS QUE AUMENTAM — O “PRINCÍPIO DAS DORES” (Mt 24:6–8; Lc 21:25)
“Tudo isto é o princípio das dores.” (Mt 24:8)
1) Sinais sociais (Mt 24:7a)
Fome, miséria, indiferença ao próximo. Milhões dormem com fome; pessoas passam apressadas, insensíveis. A população cresce mais rápido que a produção de alimentos.
Aplicação: a igreja lê os sinais e responde com compaixão (Is 58).
2) Sinais na natureza (Mt 24:7b; Lc 21:25)
Terremotos, tsunamis, enchentes, crise ecológica, poluição dos mares, desmatamento. As nações “ficarão em angústia… pelo bramido do mar” (Lc 21:25).
Aplicação: mordomia da criação (Gn 2:15) e esperança do novo céu e nova terra (Ap 21:1).
3) Sinais celestes (Mt 24:29)
Menções históricas de escurecimento do sol, lua em sangue e chuvas de meteoros foram entendidas por muitos cristãos como marcos proféticos.
Aplicação: sinais apontam para Cristo; não são um fim em si mesmos.
4) Sinais políticos (Mt 24:6–7; Ap 11:18)
“Guerras e rumores de guerras… as nações se iraram” (Ap 11:18). Temores de conflitos ampliados e uso de armas não-convencionais.
Aplicação: orar pelos governantes (1Tm 2:1–2) e viver como embaixadores da reconciliação (2Co 5:20).
5) Sinais no amor humano (Mt 24:12; 2Tm 3:1–5)
“O amor de muitos se esfriará.” Egoísmo, violência, dependências, degradação moral.
Aplicação: comunidades que aquecem o amor (Jo 13:34–35), casas de misericórdia e verdade.
6) Sinais no mundo religioso (Mt 24:24)
Falsos cristos e falsos profetas — não apenas quem declara ser Cristo, mas quem toma o lugar de Cristo. Sinais e maravilhas enganam quando não submetidos à Escritura.
Aplicação: autoridade final é a Bíblia (Is 8:20; At 17:11).
Síntese: Jesus não nos deu “novidades”, mas a chave hermenêutica: como as contrações — mais frequentes e mais fortes (Mt 24:8).
II. O QUE NÃO FAZER — NÃO MARCAR DATAS (Mt 24:36)
II. O QUE NÃO FAZER — NÃO MARCAR DATAS (Mt 24:36)
“Quanto ao dia e à hora ninguém sabe…”
A tentação de datificar surge da ansiedade. Mas Deus não nos deu esse conhecimento. Se soubéssemos, usaríamos mal (orgulho/indolência). A ordem é: vigiar sempre (Mt 24:42–44), receber o Espírito hoje (Ef 5:18) e perseverar.
III. O SINAL DETERMINANTE — O EVANGELHO A TODAS AS NAÇÕES (Mt 24:14)
III. O SINAL DETERMINANTE — O EVANGELHO A TODAS AS NAÇÕES (Mt 24:14)
“Este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo… então virá o fim.”
Todos os demais sinais são indicativos; apenas este é condicional-determinante. Se nos calarmos, “as pedras clamarão” (Lc 19:40). Deus colocou nas mãos da igreja a responsabilidade da proclamação.
Aplicações práticas
Orar diariamente por pessoas e povos não alcançados.
Testemunhar com palavras e obras (At 1:8).
Sustentar a missão com recursos e tempo.
Formar discípulos que anunciem “com razão da esperança” (1Pe 3:15).
Conclusão — O Rei no Centro
Conclusão — O Rei no Centro
No Gólgota, um criminoso, à beira da morte, discerniu os sinais do dia: ouviu “Pai, perdoa-lhes” (Lc 23:34), leu “Jesus, Rei dos Judeus” (Lc 23:38) e clamou: “Lembra-te de mim…” (Lc 23:42). E Jesus respondeu: “Estarás comigo” (Lc 23:43).
Hoje, o mesmo Rei convida: Ele vem. Vigia. Serve. Prega. Decide.
Apelo
Apelo
Quem precisa vigiar e deixar o pecado que esfria o amor?
Quem assume hoje entrar na missão do Mt 24:14 — orando, ofertando e testemunhando?
Quem clama como o ladrão: “Senhor, lembra-Te de mim”? Venha. Vamos orar.
