Rm 10. 12-15 - O Caminho do Evangelho
O Poder do Evangelho • Sermon • Submitted • Presented
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· 12 viewsapóstolo Paulo afirma que a salvação é exclusivamente pela confissão da fé — não há outro caminho. No entanto, para que alguém chegue a esse ponto, é indispensável que primeiro ouça o Evangelho. E isso só acontece por meio da pregação. Assim, Paulo destaca duas exclusividades: a confissão e a fé como únicos meios de salvação, e a pregação como o único meio pelo qual essa verdade é conhecida.
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O CAMINHO DO EVANGELHO
Romanos 10. 12-15
Em meio a trilhões de planetas, estrelas e galáxias, a Terra se destaca como o único planeta conhecido que abriga vida. Essa condição não é comum nem acidental: é resultado de uma combinação perfeita de fatores — distância ideal do Sol, atmosfera equilibrada, presença de água líquida e proteção magnética. Tudo isso torna nosso planeta um verdadeiro lar para bilhões de espécies, inclusive nós.
O universo é gigantesco: mais de 2 trilhões de galáxias, 100 sextilhões de estrelas, e trilhões de planetas. E, ainda assim, nenhum outro revelou sinais de vida. Cientistas buscam pistas em mundos distantes, mas a Terra permanece exclusiva — o único palco onde a vida não só nasceu, mas aprendeu a se entender.
Num cosmos repleto de trilhões de galáxias, estrelas e mundos, apenas a Terra pulsa com vida. Essa raridade não é apenas impressionante — é um sinal de algo separado com intenção, marcado pela singularidade.
E não é só o planeta que se destaca. Entre incontáveis crenças e religiões, o Cristianismo também se ergue como único. Sua essência e propósito o tornam exclusivo, revelando uma verdade que transcende o comum.
Enquanto outros sistemas religiosos propõem múltiplas divindades, caminhos e interpretações, o Cristianismo aponta para um só Deus, um único Salvador, uma só verdade e uma só via de salvação: Jesus Cristo.
O apóstolo Paulo afirma que a salvação é exclusivamente pela confissão da fé — não há outro caminho. No entanto, para que alguém chegue a esse ponto, é indispensável que primeiro ouça o Evangelho. E isso só acontece por meio da pregação. Assim, Paulo destaca duas exclusividades: a confissão e a fé como únicos meios de salvação, e a pregação como o único meio pelo qual essa verdade é conhecida.
(10. 12ª) Porque não há distinção entre judeu e grego, uma vez que o mesmo é o Senhor de todos...
Para Paulo, é evidente que o cristianismo é único e exclusivo justamente por sua natureza exclusivista. Nenhuma outra religião enxerga a vida como o cristianismo, pois Deus vê sua criação de uma forma que transcende a perspectiva humana. No texto, Paulo afirma que, diante de Deus, não há dois povos distintos — judeus e gentios —, mas todos são igualmente alvos de Seu amor. Embora o judaísmo reconhecesse um único Deus e uma forma de salvação, acreditando equivocadamente que ela vinha pelas obras, ainda assim fazia distinção entre os povos, considerando os gentios indignos da salvação divina.
Paulo ensina que Cristo é Senhor sobre todos — sem distinção de etnia, raça, gênero, idade ou crença. Seu senhorio é universal e absoluto, dominando até mesmo aqueles que não o reconhecem, inclusive o próprio Diabo. Em Filipenses 2.9-11, vemos que Deus exaltou Jesus e lhe deu um nome acima de todo nome, para que diante dele todo joelho se dobre e toda língua confesse que Ele é Senhor. Essa autoridade foi concedida pelo Pai em resposta à obediência do Filho, tornando Cristo soberano sobre toda a criação — visível e invisível — como também afirma Colossenses 1.16.
A soberania de Cristo é inescapável. Ele reina sobre tudo e todos, como declara Zacarias 14.9: “o Senhor é o único Rei”. Essa verdade nos conduz a compreender que reconhecer Jesus como Senhor não é apenas uma questão doutrinária, mas um chamado à entrega total. Viver sob seu senhorio é obedecer à sua Palavra e render a vida para sua glória.
Cristo é o único Senhor, e por isso, nenhum ser humano — seja juiz, empregador, líder religioso, diretor ou chefe de Estado — detém autoridade que não tenha sido concedida por Deus. É Cristo quem reina sobre o mundo; os homens apenas desempenham papéis dentro dos limites que Ele determina. Todos estão sob o governo de Deus.
(Rm 10. 12b -13) ...rico para com todos os que o invocam. Porque: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.”
Para Paulo, Cristo é Senhor de todos — judeus e gentios — e governa inclusive o caminho pelo qual nos rendemos a Ele. Essa rendição não acontece por méritos ou rituais, mas por um clamor sincero, pelo reconhecimento da própria condição pecadora e pela súplica por misericórdia. Nesse contexto, Frank Thielman sublinha que, ao unir judeus e gentios num mesmo Senhor, Paulo está destruindo a ideia de que existam “dois caminhos” de salvação — um para cada grupo. Em vez disso, há um único caminho: a fé em Cristo, que acolhe igualmente todos os que invocam seu nome.
As obras não têm poder para salvar. Nenhuma prática externa — seja ela simples ou complexa, como deixar de cortar o cabelo, evitar certos alimentos, observar dias específicos ou realizar qualquer tipo de sacrifício — é eficaz para alcançar a salvação. O único caminho é entregar-se a Cristo, reconhecendo-o como Senhor e Salvador, e confiar totalmente em sua graça.
Judeus e gentios da igreja em Roma precisavam compreender essa verdade — e muitos de nós, ainda hoje, também. Há quem pense que será salvo por levar uma vida moralmente exemplar, por se considerar melhor que os outros, por frequentar cultos, vestir-se de determinada maneira, observar datas religiosas, fazer ofertas ou até mesmo desempenhar funções na Igreja.
Nenhuma dessas práticas pode salvar. A salvação vem somente pelo reconhecimento de quem Jesus é — o Senhor e Salvador. É pela fé nele, e não por obras, que somos alcançados de forma única e exclusivamente pela graça.
Se a salvação estivesse condicionada às obras humanas, muitos de nós jamais a alcançariam. Pense comigo: se fosse pela circuncisão, como seriam salvas as mulheres? Se dependesse do batismo por imersão, o que fariam os sertanejos que vivem em regiões áridas, longe de rios? Se fosse necessário sacrificar um animal, há quem mal consiga comprar carne para alimentar a família — imagine para oferecer em sacrifício. Se fosse por pagamento, os pobres estariam excluídos. E se fosse pela aparência física… confesso que eu mesmo estaria perdido.
Mas graças a Deus, a salvação é singular, simples e acessível a todos. Judeus em Israel podem ser salvos. Gentios em Roma podem ser salvos. Homens e mulheres, em qualquer canto do mundo, podem ser salvos. Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo — porque todos, sem exceção, precisam de um Salvador.
A salvação está disponível para todos. Adão foi salvo por Cristo. Noé, Abraão, Ester, Rute, Raabe — todos foram alcançados pela mesma graça. Pedro e Paulo também foram salvos em Cristo. E nós — eu e você — não somos diferentes. Qualquer pessoa, seja idosa ou jovem, marcada pelo pecado ou conhecida pela generosidade, pode ser salva. Basta crer, confessar e invocar o nome de Jesus como Senhor.
(Rm 10. 14-15) Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? 15E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: “Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!”
Sem Cristo, não há salvação. Para o apóstolo Paulo, o caminho é único: a fé em Jesus Cristo, o único Senhor e Salvador de todos. Essa fé nasce da pregação do Evangelho, pois sem ouvir a Palavra, ninguém pode crer. John Stott resume bem essa verdade ao afirmar: 'O evangelho cristão é inclusivo em oferta, mas exclusivo em provisão — há um só Salvador para todos, e Ele é suficiente para todos.' Em outras palavras, embora a salvação seja oferecida a todos, sem distinção, ela só se torna realidade na vida daqueles que confessam Jesus como Senhor.
Segundo o apóstolo, é preciso invocar o Salvador para ser salvo. Mas só invoca quem crê, e só crê quem ouve. Para que alguém ouça, é necessário que alguém anuncie — e esse anúncio depende de quem foi enviado. Já fomos comissionados para isso, como afirma Marcos 16.15.
Em resumo, Paulo ensina que anunciar Cristo ao mundo é indispensável. Quem se dedica a essa missão realiza uma obra preciosa diante de Deus — bela, agradável e cheia de significado eterno.
Meus irmãos, essa verdade nos toca profundamente. Vivemos em um mundo quebrado, cercado por pessoas perdidas — muitas delas são nossos próprios familiares e amigos. A única esperança real de transformação está na salvação dos pecadores. Nenhum plano de governo, política pública, padrão de vida ou esforço humano pode alcançar o coração e transformar vidas. Só o Evangelho tem esse poder: de curar, restaurar e dar vida onde só havia morte.
Nosso erro é esperar que a conversão das pessoas e a mudança do mundo venham por meios alternativos. Obras sociais, bom testemunho ou mesmo nossas orações, por si só, não podem salvar. Não adianta oferecer cestas básicas se não oferecemos o Pão da Vida. Não basta sermos bons crentes se não falamos dAquele que é perfeito — Cristo. Orar em casa ou na igreja é importante, mas sem apresentar ao perdido aquEle que sonda mentes e corações, não haverá salvação.
A pregação da Palavra é o único meio pelo qual o Evangelho é anunciado. Mesmo que você seja um pai ou mãe exemplar, seu filho não se tornará filho de Deus apenas pelo seu exemplo. Mesmo que você ore todos os dias por alguém, ele não ouvirá a voz de Deus se não lhe for proclamada. Mesmo que você conheça toda a Bíblia, a ensine e a tenha decorada, os perdidos não serão convertidos se a Palavra não lhes for pregada — pois a porta do coração humano são os ouvidos. John MacArthur reforça essa urgência ao afirmar que, embora boas obras e testemunho pessoal sejam importantes, eles nunca substituem o anúncio verbal do evangelho, pois “a fé salvadora é gerada apenas pela Palavra proclamada”.
Pregar o Evangelho é, portanto, o único caminho para a salvação e, ao mesmo tempo, um dever confiado por Deus a todos os que foram alcançados por Sua graça. Mas não é apenas uma responsabilidade — é um privilégio sublime e a mais bela das obras. O Senhor, em Sua soberania, poderia ter escolhido qualquer meio para se revelar aos perdidos: uma chuva inesperada, um sinal no corpo, ou uma boa ação isolada. No entanto, Ele nos deu a honra de participar de Sua obra, permitindo que sejamos instrumentos naquilo que é mais valioso: conduzir pessoas ao conhecimento de Cristo.
Meus queridos, nesta semana, você já cumpriu seu chamado diante de alguém? Já embelezou seus pés com o anúncio da boa nova? E neste ano, você falou de Cristo a alguém? Em toda a sua caminhada, alguém já ouviu de você que é pecador, mas que Jesus pode salvá-lo?
Talvez você esteja apenas orando, contribuindo, esperando o momento certo. Louvado seja Deus por cada uma dessas atitudes — elas revelam zelo e fé. Mas lembre-se com humildade: nenhuma dessas ações, por si só, é a pregação do Evangelho. O chamado que recebemos é claro e urgente — anunciar a salvação em Cristo com palavras vivas, cheias de graça e verdade.
Não espere perfeição para falar. Não espere ocasião ideal. Ore por coragem, peça sabedoria, e confie que o Espírito Santo usará até mesmo sua fraqueza para glorificar o nome de Jesus. Há um único Salvador, e Ele precisa ser conhecido. E só há um caminho eficaz para isso: a pregação da Palavra.
Por isso...
1. Afirme com convicção: Deus é o Senhor de todos — judeus e gentios, salvos e perdidos, anjos e demônios. Submeta-se a essa verdade e ensine-a com humildade.
2. Clame por salvação e proclame para que outros sejam salvos — não há outro caminho. Não se cale diante da urgência eterna.
3. Pregue o Evangelho com urgência — nenhuma ação piedosa substitui sua proclamação. Ore, contribua, testemunhe, mas não deixe de falar.
4. Fale aos perdidos sobre o Deus a quem você ora — não retenha a verdade que pode salvá-los. Seja ponte entre o clamor do céu e a dor da terra.
5. Apresente Cristo como o único modelo e o verdadeiro sustentador — não ofereça exemplo ou ajuda sem apontar para a cruz. Que sua vida e compaixão sempre conduzam ao Salvador.
