Tu És Minha Herança (Dia dos Pais)
Notes
Transcript
Convidar os Irmãos a abrirem a Bíblia em Salmo 16, e a permanecerem com ela aberta.
Mencionar o tema do ano da Igreja: Simplesmente Igreja;
a série de mensagens do mês de agosto: Minha Vida Debaixo da Graça;
o título da lição de hoje: Tu És Minha Herança.
Soltar os cronômetros.
Começar a contextualizar enquanto todos ainda procuram.
מִכְתָּם (mktm), subs. inscrição. Uso como Substantivo 1. mikhtam — um termo incerto em Salmos; possivelmente um tipo de poema. Sl 16.1 מִכְתָּ֥ם לְדָוִ֑ד שָֽׁמְרֵ֥נִי אֵ֝֗ל כִּֽי־חָסִ֥יתִי בָֽךְ׃
BRANNAN, R. (ED.). Léxico Lexham da Bíblia Hebraica. Bellingham, WA: Lexham Press, 2020.
Mictão (traduzido aqui como hino), provavelmente, é derivado de uma palavra acadiana que significa “cobrir”. Expressa segurança, e foi utilizada tanto neste Salmo de Confiança quanto nos de Lamentações.
Mictão (ARC) (Sl 16, 56-60; todos davídicos) é outro título obscuro [...]. Uma derivação mais sólida seria, talvez, de um verbo cognato postulado do Acadiano katamu, “cobrir”. Mowinckel infere a expiação a partir daí; mas estes salmos se ocupam mais com insegurança do que com pecado. Eedermans faz a sugestão atraente que, tendo em vista os perigos mencionados em vários dos títulos, o “cobrir” é o dos lábios em manterem segredo, e, assim, o título deve ser traduzido “Uma oração silenciosa”. “Em nenhum destes casos, Davi poderia ter recitado uma oração da maneira usual”.
KIDNER, Derek. Salmos 1-72: introdução e comentário. Série Cultura Bíblica. 1ª ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 1980.
Mictão. Título dos Salmos 16 e 56–60, possivelmente também do salmo de recuperação de Ezequias, Isaías 38:9. O significado preciso do termo é incerto. Sua semelhança com a palavra acadiana “cobrir, expiar” sugere que o título pode significar um salmo de expiação ou pecado coberto. Outras sugestões incluem um salmo de problemas ou mistérios. Veja MÚSICA E INSTRUMENTOS MUSICAIS.
ELWELL, W. A.; BEITZEL, B. J. Miktam. Grand Rapids, MI: Baker Book House, , 1988. (Nota técnica).
Mictão. Tradução da KJV de miktam, uma indicação musical, nos títulos dos Salmos 16; 56; 57; 58; 59 e 60. Veja MIKTAM.
ELWELL, W. A.; BEITZEL, B. J. Michtam. Grand Rapids, MI: Baker Book House, , 1988. (Nota técnica).
MICHTAM — escrita; isto é, um poema ou canção encontrado nos títulos dos Salmos 16; 56–60. Alguns traduzem a palavra como “dourado”, isto é, precioso. É traduzido na LXX por uma palavra que significa “inscrição em tablete” ou “estelógrafo”. A raiz da palavra significa estampar ou gravar e, portanto, é considerada como denotando uma composição tão preciosa a ponto de ser digna de ser gravada em um tablete durável para preservação; ou, como outros traduzem, “um salmo precioso como ouro estampado”, da palavra kethem, “ouro fino ou estampado”.
EASTON, M. G. . New York: Harper & Brothers, , 1893. (Nota técnica).
113. Mictão (Salmos 16, 56–60, também possivelmente no texto original de Isaías 38:9) é um termo como o último, mas de significado ainda mais incerto. A interpretação rabínica — um (poema) dourado — embora adotada por Briggs, é bastante pouco convincente.
HASTINGS, J. et al. . New York: Charles Scribner’s Sons, , 1909. (Nota técnica).
MICTÃO (Mĭkʹ tăm) Forma na KJV de Miktam. Título dos Salmos 16; 56–60. O significado do termo é disputado. Sugestões incluem uma notação musical ou um título para salmos relacionados com a expiação do pecado. Em Isa. 38:9, a “escrita” de Ezequias (Hb. miktav) talvez devesse ser Miktam.
BRAND, C. et al. (EDS.). Michtam. Nashville, TN: Holman Bible Publishers, , 2003. (Nota técnica).
A arqueologia forneceu exemplos não israelitas de tais formas literárias datados de antes ou por volta do período da monarquia unida, confirmando assim o fato de que Davi foi escritor de poesia sacra, fato esse bem atestado na literatura histórica do Antigo Testamento (cf. 2 Sm 1.19–27; 22.2–51; e 23.1–7) e nas palavras de Jesus e de Seus apóstolos (cf. Mt 22.43,44; At 2.25–28; 13.35).
PINTO, C. O. C. Foco & Desenvolvimento no Antigo Testamento. 2a Edição Revisada e Atualizada ed. São Paulo: Hagnos, 2014. p. 450
Já no título, a Palavra de Deus nos ensina algumas características de um pai à semelhança de Deus. No corpo do Salmo, veremos outras características, assim como as de um filho de Deus (messiânico).
Título: “Mictão de Davi” (tb). Isto é geralmente compreendido contendo significado de Salmo Áureo. Ainsworth o chama de “Joia de Davi, ou canção notável”. O Salmo do precioso segredo. Não estamos entregues a intérpretes humanos com relação à chave deste mistério áureo, pois, falando pelo Espírito Santo, Pedro nos diz: “Porque a respeito dele diz Davi” (At 2:25). O apóstolo Paulo, guiado pela mesma inspiração infalível, cita este Salmo e testifica que Davi escreveu sobre o homem por meio de quem a nós é pregado o perdão dos pecados (At 13:35–38). O plano comum dos comentaristas tem sido aplicar o Salmo tanto a Davi e aos santos, como ao Senhor Jesus, mas nós nos aventuraremos a crer que neste Salmo “Cristo é tudo”; considerando que nos versículos 9 e 10, como os apóstolos no monte, não vemos ninguém “senão Jesus”. —C. H. SPURGEON
SPURGEON, C. H. O Tesouro de Davi. Tradução: Elisa Tisserant De Castro. 1.a edição ed. Curitiba, PR: Publicações Pão Diário, 2018. p. 64
Esse salmo é messiânico. Os versículos 10 e 11 foram citados pelo apóstolo Pedro no seu sermão em Jerusalém no dia do Pentecostes (At 2:22–36) e também pelo apóstolo Paulo na sinagoga de Antioquia da Pisídia (At 13:35–37). É claro que as palavras escritas por Davi nos versículos 10 e 11 não podem se referir a ele, mas se aplicam apenas a Jesus, o Filho de Davi.
LOPES, H. D. Salmos: O Livro das Canções e Orações do Povo de Deus. 1a edição ed. São Paulo: Hagnos, 2022. v. 1 & 2p. 188
SALMO 16
Sl 16:1–11. Michtam, ou, pela mudança de uma letra, Michtab—uma “escrita”, como um poema ou canção (compare Is 38:9). Tal mudança da letra m por b não era incomum. A posição desta palavra em conexão com o nome do autor, sendo aquela usualmente ocupada por algum termo, como Salmo ou canção, denotando o estilo ou assunto da composição, favorece esta visão de seu significado, embora não saibamos por que este e os Salmos 56–60 deveriam ser especialmente chamados de “uma escrita”. “Um (Salmo) dourado” ou “um memorial” são explicações propostas por alguns—nenhuma das quais, por mais aplicável que seja aqui, parece adaptada aos outros Salmos onde o termo ocorre. De acordo com Pedro (At 2:25) e Paulo (At 13:35), este Salmo se relaciona a Cristo e expressa os sentimentos de Sua natureza humana, em vista de Seus sofrimentos e vitória sobre a morte e o túmulo, incluindo Sua subsequente exaltação à direita de Deus. Tal foi a exposição dos melhores intérpretes cristãos anteriores. Alguns modernos têm sustentado que o Salmo se relaciona exclusivamente a Davi; mas esta visão é expressamente contradita pelos apóstolos; outros sustentam que a linguagem do Salmo é aplicável a Davi como um tipo de Cristo, capaz do sentido superior atribuído a ele no Novo Testamento. Mas então a linguagem de Sl 16:10 não pode ser usada para Davi em nenhum sentido, pois “ele viu a corrupção”. Outros ainda propõem referir a primeira parte a Davi e a última a Cristo; mas é evidente que nenhuma mudança no assunto do Salmo é indicada. De fato, a pessoa que apela a Deus por ajuda é evidentemente a mesma que se alegra por tê-la encontrado. Ao referir todo o Salmo a Cristo, não se nega, de forma alguma, que grande parte de sua linguagem é expressiva dos sentimentos de Seu povo, na medida em que, em sua humilde medida, eles têm os sentimentos de confiança em Deus expressos por Ele, sua cabeça e representante. Tal uso de Sua linguagem, como registrado em Sua última oração (Jo 17:1–26), e mesmo aquela que Ele usou no Getsêmani, sob modificações semelhantes, é igualmente apropriado. A propriedade desta referência do Salmo a Cristo aparecerá no escopo e na interpretação. Em vista dos sofrimentos diante dEle, o Salvador, com aquele pavor instintivo da morte manifestado no Getsêmani, clama a Deus para “preservá-Lo”; Ele confessa Seu deleite na santidade e aversão aos ímpios e sua maldade; e pela “alegria que Lhe foi proposta, desprezando a vergonha” [Hb 12:2], encoraja a Si mesmo; contemplando as glórias da herança a Ele designada. Assim, mesmo a morte e o túmulo perdem seus terrores na certeza da vitória a ser alcançada e “a glória que se seguiria” [1 Pe 1:11].
JAMIESON, R.; FAUSSET, A. R.; BROWN, D. Commentary Critical and Explanatory on the Whole Bible. Oak Harbor, WA: Logos Research Systems, Inc., 1997. v. 1p. 350–351
1 Segurança em Deus, um apelo. A segurança começa quando a pedimos e a buscamos em Deus (1). 2–8 Existem três evidências de possuir segurança: Primeiro, deleitar-se no Senhor: (2) à parte de ti, ‘meu bem/bem-estar não está além de ti/não está fora de ti’, ‘tu és todo o bem que eu preciso’—‘Tu, ó Cristo’ és tudo o que eu quero’; (5) lit. ‘O Senhor é a minha parte da porção’; cálice, traduzido como sorte (11:6), fortuna pessoal, boa ou má, na vida. Dizer que O Senhor é… o meu cálice é afirmar que na tristeza ou na alegria ele é a realidade primordial (73:25–26). Segundo, deleitar-se no povo e no reino do Senhor: (3) santos, ‘os santos’, aqueles a quem o Senhor ‘separou’ para si mesmo; (6) agradável, sinônimo de deleite (3), aqui o objeto é a herança que o Senhor concedeu. Terceiro, deleitar-se na verdade do Senhor. Recusando devoção a outros deuses (4c) ou ao que eles afirmam ser (4d, nomes), Davi se deleita no ensinamento do Senhor ((7) conselhos… instrui) e, à sua luz, faz do Senhor seu objetivo constante na vida ((8) coloquei… diante) e experimenta a sua presença (8b, c).
9–11 Segurança eterna em Deus, uma possessão. A segurança tem uma dimensão eterna: toda a pessoa, interiormente (coração) e exteriormente (carne), pode descansar segura, mesmo diante da morte (sepultura/‘Sheol’, onde os mortos continuam a viver); além do Sheol, há um caminho para a vida que leva à (lit.) ‘saciação de alegrias’ na tua presença (Ver Introdução, ‘Esperança’).
Mesmo quando Davi escreveu este salmo, ele estava indo além de sua própria experiência pessoal: ele nem sempre, por exemplo, colocava o Senhor diante de si, nem sempre estava abalado. Tanto ele quanto seus contemporâneos reconheceriam o salmo como um ideal não realizado. Com razão, portanto, o NT encontra aqui um prenúncio do Senhor Jesus Cristo, em quem seus ideais e esperanças foram cumpridos (Atos 2:24–32) e através de quem a mesma esperança nos aguarda (Rm 8:11).
MOTYER, J. A. The Psalms. In: CARSON, D. A. et al. (Eds.). New Bible commentary: 21st century edition. 4th ed. ed. Leicester, England; Downers Grove, IL: Inter-Varsity Press, 1994. p. 495.
Ler, então, a Palavra:
1 Guarda-me, ó Deus, porque em ti me refugio. 2 Digo ao Senhor: Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo, senão a ti somente. 3 Quanto aos santos que há na terra, são eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer. 4 Muitas serão as penas dos que trocam o Senhor por outros deuses; não oferecerei as suas libações de sangue, e os meus lábios não pronunciarão o seu nome. 5 O Senhor é a porção da minha herança e o meu cálice; tu és o arrimo da minha sorte. 6 Caem-me as divisas em lugares amenos, é mui linda a minha herança. 7 Bendigo o Senhor, que me aconselha; pois até durante a noite o meu coração me ensina. 8 O Senhor, tenho-o sempre à minha presença; estando ele à minha direita, não serei abalado. 9 Alegra-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta; até o meu corpo repousará seguro. 10 Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. 11 Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.
Um filho pequeno sempre se refugia no pai (quando teme algo ou alguém). Davi manteve essa mesma atitude em relação a Deus Pai, mesmo depois de adulto, sempre.
Salmo 16.1 “1 Guarda-me, ó Deus, porque em ti me refugio.”
שׁמר (šmr), vb. guardar. Equivalente grego: φυλάσσω (256).
Uso como Verbo
7. manter (segurança) — manter a salvo de lesão, dano ou perigo. Tronco: qal, 24. Tópico Relacionado: Manter. qal
BRANNAN, R. (ED.). Léxico Lexham da Bíblia Hebraica. Bellingham, WA: Lexham Press, 2020.
Devemos ter sempre a atitude de Davi, pois Deus Pai é protetor! Então, nas frustrações, nas perseguições, nas tristezas, nos questionamentos, nas angústias, a busca pelo SENHOR (orar) é solução!
Guarda-me, preserva-me, ou salva-me, ou efetivamente “guarda-me” como Horsley considera; exatamente como guarda-costas cercam seu monarca ou pastores protegem seus rebanhos. Um dos grandes nomes de Deus é “Guarda dos homens” (Jó 7:20 arc), e este gracioso ofício o Pai exerceu em prol de nosso Mediador e Representante. Fora prometido ao Senhor Jesus em palavras expressas que Ele seria guardado (Is 49:7,8). —C. H. SPURGEON
SPURGEON, C. H. O Tesouro de Davi. Tradução: Elisa Tisserant De Castro. 1.a edição ed. Curitiba, PR: Publicações Pão Diário, 2018. p. 64
A Palavra de Deus é a orientação e planejamento do Pai a seus filhos, o Espírito nos disciplina. Mesmo num final de dia, com todo o cansaço, há oportunidade de ele fazer bem à nossa alma. Testemunhemos fortemente isso!
Salmo 16.7 “7 Bendigo o SENHOR, que me aconselha; pois até durante a noite o meu coração me ensina.”
ברך 2 (brk 2), vb. abençoar; louvar. Equivalente grego: εὐλογέω (122).
Uso como Verbo
4. abençoar (verbalmente) — falar palavras de excelência sobre. Tronco: piel, 42; hitpael, 1. Tópicos Relacionados: Abençoar; Bênção. piel
BRANNAN, R. (ED.). Léxico Lexham da Bíblia Hebraica. Bellingham, WA: Lexham Press, 2020.
יעץ (yʿṣ), vb. avisar; planejar. Equivalente grego: συμβουλεύω (12), βουλεύω (10).
Uso como Verbo
3. planejar (conceber) — fazer ou elaborar um plano para; conceber. Tronco: qal, 15. Veja também יצר, עוץ. Tópicos Relacionados: Plano; Dispositivo; Meios; Finalidade; Testamento e última vontade; Propósito; Pertencer. qal
BRANNAN, R. (ED.). Léxico Lexham da Bíblia Hebraica. Bellingham, WA: Lexham Press, 2020.
יסר 1 (ysr 1), vb. instruir; castigar; repreender. Equivalente grego: παιδεύω (18), ἀπειθέω (1). Uso como Verbo
2. disciplinar — punir a fim ganhar o controle ou impor obediência. Tronco: piel, 26. Tópicos Relacionados: Correção; Disciplina; Castigo. piel
BRANNAN, R. (ED.). Léxico Lexham da Bíblia Hebraica. Bellingham, WA: Lexham Press, 2020.
Devemos planejar nossa vida com o SENHOR, e experimentar o bem que vem dele! Depois, que possamos nos ajoelhar em gratidão, louvar o seu nome, que significa não só adorar, mas falar bem dele para todos!
Pois até durante a noite o meu coração me ensina. Grandes generais entram em batalha em suas mentes muito antes que a trombeta soe, e assim nosso Senhor venceu nossa batalha de joelhos antes que a vencesse na cruz. Aquele que aprende de Deus e assim recebe a semente, em breve encontrará em si a sabedoria crescendo no jardim de sua alma. “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele.” As horas da noite escolhidas pelo pecador para executar seus pecados são o momento sagrado do silêncio em que cristãos ouvem as suaves e calmas vozes do Céu e da vida celestial dentro de si.
SPURGEON, C. H. O Tesouro de Davi. Tradução: Elisa Tisserant De Castro. 1.a edição ed. Curitiba, PR: Publicações Pão Diário, 2018. p. 67
Em quarto lugar, uma comunhão cheia de aprendizado (16:7,8). “Bendigo o Senhor, que me aconselha; pois até durante a noite o meu coração me ensina. O Senhor, tenho-o sempre à minha presença; estando ele à minha direita, não serei abalado.” Davi bendiz a Deus porque o tem como seu conselheiro, e este lhe concede iluminação e sabedoria. Nas noites da vida, o Senhor era o conteúdo de suas meditações, por isso seu coração, cheio da contemplação divina, era um mestre por excelência. À noite, seu coração comungava com Deus. A noite sempre foi um tempo oportuno para nos entregarmos à meditação e para recebermos a visitação de Deus (1Rs 3:5; 2Cr 1:7; Dn 7:2; At 27:23). Davi anda na presença de Deus e não abre mão de viver com Ele e nele, pois sabe que nenhum poder pode mantê-lo firme e inabalável, exceto o Senhor.
A presença de Deus é o seu maior anseio, e Deus era seu instrutor e protetor. Champlin, citando Lutero, escreve: “Aquele que tem Deus sempre diante dos olhos recebe um coração tão destemido que até a cruz e os sofrimentos são aceitos com bom ânimo”.
LOPES, H. D. Salmos: O Livro das Canções e Orações do Povo de Deus. 1a edição ed. São Paulo: Hagnos, 2022. v. 1 & 2p. 190–191
O SENHOR não é pai ausente, distante ou negligente; ele vai adiante de nós todo tempo, nos defendendo como num causa levantada contra nós, ou como num conflito encampado contra nós. Não somos desestabilizados.
Salmo 16.8 “8 O SENHOR, tenho-o sempre à minha presença; estando ele à minha direita, não serei abalado.”
נֶ֫גֶד (neged), subs. diante de; na frente de. Equivalente grego: ἀπέναντι (1), ἐναντίον (1), σεμνός (1).
BRANNAN, R. (ED.). Léxico Lexham da Bíblia Hebraica. Bellingham, WA: Lexham Press, 2020.
À minha direita sugere alguém que fica firmemente ao lado para ajudar; mais especificamente, esta ajuda poderia ser no tribunal ou na batalha (cf. 109:31; 110:5).
KIDNER, Derek. Salmos 1-72: introdução e comentário. Série Cultura Bíblica. 1ª ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 1980.
porque ele se põe à direita do pobre, para o livrar dos que lhe julgam a alma.
O Senhor, à tua direita, no dia da sua ira, esmagará os reis.
Toda falta de equilíbrio que sentimos, seja dentro ou fora de casa, é porque o Espírito Santo está nos faltando, e isso é culpa nossa. Se buscarmos, se obedecermos, seremos cheios e firmes diante de todo desafio!
Nossa alegria com nosso Pai é tanta, que nosso espírito “grita, se expressa alto”, e isso tem reflexos positivos no nosso corpo.
Salmo 16.9 “9 Alegra-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta; até o meu corpo repousará seguro.”
גיל (gyl), vb. gritar em exultação; regozijar. Equivalente grego: ἀγαλλιάω (11), χαίρω (5).
BRANNAN, R. (ED.). Léxico Lexham da Bíblia Hebraica. Bellingham, WA: Lexham Press, 2020.
O louvor ao SENHOR faz bem até mesmo ao nosso corpo, usufruamos da presença do Pai e tenhamos saúde!
Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado e a minha iniqüidade não mais ocultei. Disse: confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade do meu pecado.
Alegra-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta. Sua alegria interior não podia ser contida. Nós damos testemunho de nosso prazer em ocasiões comuns até mesmo na gratidão por nossos sentidos; quando nosso ouvido se enche de melodia harmoniosa, quando nosso olhar se fixa em objetos admiráveis e formosos, quando nosso olfato é entretido com odores agradáveis e quando nosso paladar também é distraído pela iguaria e raridade das provisões; e muito mais nossa alma exibirá seu deleite quando suas faculdades, que são de constituição muito mais requintada, encontrarem as coisas que lhes são, em todos os aspectos, aceitáveis e agradáveis; e em Deus elas encontram todas estas. Com a Sua luz a nossa compreensão é renovada e também o é nossa vontade com Sua bondade e Seu amor. —TIMOTHY ROGERS
SPURGEON, C. H. O Tesouro de Davi. Tradução: Elisa Tisserant De Castro. 1.a edição ed. Curitiba, PR: Publicações Pão Diário, 2018. p. 67–68
Neste ponto, cabe uma pergunta de transição.
Nossa relação com o SENHOR pode vir a ser interesseira, como a de um filho que só quer o que o pai pode oferecer. Como não ser assim com Deus?
Desenvolver, pois, a ideia exegética:
Quando Nosso Coração Reconhece a Graça de Deus, Ele, Então, se Torna o Nosso Bem Mais Precioso, Toda Nossa Vida
Quando Nosso Coração Reconhece a Graça de Deus, Ele, Então, se Torna o Nosso Bem Mais Precioso, Toda Nossa Vida
Salmo 16.2 “2 Digo ao SENHOR: Tu és o meu Senhor; outro bem não possuo, senão a ti somente.”
אָדוֹן (ʾādôn), subs. senhor; mestre; Deus. Equivalente grego: κύριος (263). Para informações sobre uso como nome de uma pessoa ou entidade, consulte Deus.
Uso como Substantivo
1. Senhor Deus — um termo que se refere ao Deus de Israel refletindo sua autoridade.
2. mestre — uma pessoa que tem autoridade geral sobre os outros (escravos ou temas); frequentemente como um proprietário, bem como uma figura de autoridade.
3. senhor — uma pessoa que tem autoridade geral sobre outros.
4. senhor (título) — um título de respeito por alguém em uma posição de maior autoridade ou estatura.
5. proprietário — uma pessoa que possui algo.
6. marido ⇔ mestre — um marido concebido para o uso de um termo para senhor ou mestre, talvez com ênfase a autoridade dentro da relação.
BRANNAN, R. (ED.). Léxico Lexham da Bíblia Hebraica. Bellingham, WA: Lexham Press, 2020.
טוֹבָה (ṭôbâ), subs. boas coisas; bondade; felicidade. Equivalente grego: ἀγαθός (40), ἀγαθωσύνη (9).
Digo ao Senhor: Tu és o meu Senhor. Em Seu coração, o Senhor Jesus se curvou para servir Seu Pai celestial e diante do trono de Jeová Sua alma jurou fidelidade ao Senhor por amor a nós. —C. H. SPURGEON
SPURGEON, C. H. O Tesouro de Davi. Tradução: Elisa Tisserant De Castro. 1.a edição ed. Curitiba, PR: Publicações Pão Diário, 2018. p. 64
Salmo 16.5 “5 O SENHOR é a porção da minha herança e o meu cálice; tu és o arrimo da minha sorte.”
תמך (tmk), vb. agarrar. Equivalente grego: ἀντιλαμβάνω (3), ἀσφαλίζω (1), ἐξαίρω (1), ἐπερείδω (1).
BRANNAN, R. (ED.). Léxico Lexham da Bíblia Hebraica. Bellingham, WA: Lexham Press, 2020.
גּוֹרָל (gôrāl), subs. porção; sorte; destino. Equivalente grego: κλῆρος (56). Uso como Substantivo
4. monte (vida) — muito de uma pessoa na vida; incluindo tudo o que acontece a uma pessoa. Veja também חֵ֫לֶק 2. Entidade Relacionada: Monte. Jr 13.25 זֶ֣ה גוֹרָלֵ֧ךְ מְנָת־מִדַּ֛יִךְ Sl 16.5
BRANNAN, R. (ED.). Léxico Lexham da Bíblia Hebraica. Bellingham, WA: Lexham Press, 2020.
Deus Pai une em si tanto autoridade máxima, quanto origem de todo valor para nós. Nosso espírito não deve se enganar com nossa carne, o mundo ou o diabo: nos apeguemos e declaremos o SENHOR como nossa vida toda.
Embora Davi fosse um homem muito rico, seus olhos não se encantavam com o que possuía. Deus era o que poderia receber de mais precioso como herança. Mas o Senhor não era apenas sua herança, mas também sua segurança, e sua confiança não estava em seus bens, na sua posição de autoridade ou no que podia fazer, mas no Senhor. E, assim como a tribo de Levi, que não recebeu sua herança em terras (Nm 18.20), Davi está afirmando que sua herança é e será linda, pois ela vem de Deus, ela é o próprio Deus (BATISTA DO POVO. Lições das células).
Assim como um pai pode deixar uma casa, bens ou dinheiro para seus filhos, também pode deixar um exemplo de fé, de amor, ou até de perdão. E esse tipo de herança dura muito mais do que qualquer bem material. Neste dia dos pais que tal pensarmos a respeito de qual herança o nosso coração mais anseia em deixar para as próximas gerações ou em receber da geração atual.
Todos nós deixamos uma herança. Ela pode ser física — como bens e posses — ou genética, como traços e temperamentos. Mas acima de tudo, deixamos um legado (sendo você pai ou não): nossos valores, atitudes e exemplos. O modo como vivemos hoje está construindo memórias que continuarão nas próximas gerações. Que tipo de lembranças você deixará? Que palavras marcarão seus filhos, família ou amigos quando se lembrarem de você (BATISTA DO POVO. Lições das células)?
2. A dificuldade de entender a segunda linha em hebraico se vê na variedade de traduções. RV, RSV, ARC e ARA têm o mérito de simplicidade e fidelidade ao texto, que se entende literalmente “meu bem (ou bem-estar) não é além (ou adicional a) de ti”, pensamento este que se expressa com mais clareza em 73:25.
KIDNER, Derek. Salmos 1-72: introdução e comentário. Série Cultura Bíblica. 1ª ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 1980.
Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra.
Sendo Deus nossa vida como um todo, a felicidade, nosso bem-estar estarão mais próximos nesta v ida; e completos no futuro, quando tudo se consumar.
Um Dia, em Breve, Toda Nossa Vida (Eterna) Será um Louvor Congregacional de Adoração a Deus!
Um Dia, em Breve, Toda Nossa Vida (Eterna) Será um Louvor Congregacional de Adoração a Deus!
Salmo 16.3–4 “3 Quanto aos santos que há na terra, são eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer. 4 Muitas serão as penas dos que trocam o Senhor por outros deuses; não oferecerei as suas libações de sangue, e os meus lábios não pronunciarão o seu nome.”
A família de Deus será reunida por ele em sua casa de Pai, amena, e estará plenamente feliz (melodiosa), como nas canções cantadas na Igreja. Enquanto isso, a nossa herança é procurar ser parecido com seu Filho Jesus!
Salmo 16.6 “6 Caem-me as divisas em lugares amenos, é mui linda a minha herança.”
Considere apenas uma experiência de satisfação que conhecemos nesta vida. Imagine estar sob o sol pleno de um dia escaldante, sem vento, sufocando no calor doloroso, apenas para ser recebido na sombra arejada à beira de uma floresta, com um vento fresco soprando e um copo alto de água gelada para recebê-lo. O alívio e a satisfação do prazer da água gelada na sombra são um vislumbre da plenitude da alegria que aguarda aqueles que serão ressuscitados e acolhidos na presença de Deus, para ali conhecer os prazeres que se encontram à sua direita.
HAMILTON, J. M., Jr. Psalms. Bellingham, WA: Lexham Academic, 2021. v. 1p. 217
Salmo 16.10–11 “10 Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. 11 Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.”
נָעִים (nāʿîm), adj. agradável; amável; contentamento. Equivalente grego: εὐπρεπής (2), ἀγαθός (1), εὐπρέπεια (1), τερπνός (1). Uso como Adjetivo
1. agradável — proporcionar prazer com a implicação de ser aceitável ou favorável. Tópicos Relacionados: Amor; Amado; Gozo; Delícia; Sabor; Glória; Violação; Delicie-se com; Agradar; Epicurismo.
2. melodioso — ter um som musical agradável.
BRANNAN, R. (ED.). Léxico Lexham da Bíblia Hebraica. Bellingham, WA: Lexham Press, 2020.
A herança que vem do nosso Pai celestial não se limita ao futuro, mas começa no presente (Cl 1.12). Em Cristo, recebemos uma herança incorruptível: perdão, adoção como filhos, vida eterna e o privilégio de viver guiados pelo Espirito Santo (Ef 1.13-14). Esse é o maior presente que alguém pode receber — e também o maior que alguém pode oferecer. A verdadeira herança não consegue ser quantificada pois ela é eterna (1 Pe 1.3-4) (BATISTA DO POVO. Lições das células).
9, 10. Várias vezes nos Salmos, a sensação de já estar face a face com Deus cresce até se tornar em certeza de desfrutar para sempre esta intimidade (ver sobre 11:7), pois Deus não é de deixar Seus amigos.
KIDNER, Derek. Salmos 1-72: introdução e comentário. Série Cultura Bíblica. 1ª ed. São Paulo: Edições Vida Nova, 1980.
Tu me farás ver os caminhos da vida. Neste versículo quatro aspectos são observáveis: 1) um Guia — Tu; 2) um viajante — eu; 3) um trajeto — os caminhos; 4) o fim — a vida. E o que vem a seguir é a descrição desta vida.
O Guia é nomeado no primeiro versículo: Jeová. Aqui podemos começar, como devemos, em todos os exercícios santos, com adoração. O viajante. Uma vez que tenha encontrado o Guia, não mais procuraremos alguém que permaneça buscando-o, pois veja, neste caso este seria um homem fora do caminho. Como não há outro Guia, assim se fala de um só viajante. Isto, para mostrar sua confiança.
Mas vejamos agora o que Ele nos mostrará: “os caminhos”. Precisamos saber que apesar de os homens possuírem muitos caminhos fora de sua estrada — o mundo — todos eles terminam em destruição; então Deus tem muitos caminhos adjacentes à Sua estrada — a Palavra — mas todos eles terminam em salvação. —WILLIAM AUSTIN
SPURGEON, C. H. O Tesouro de Davi. Tradução: Elisa Tisserant De Castro. 1.a edição ed. Curitiba, PR: Publicações Pão Diário, 2018. p. 68
Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente. A nota de Trapp sobre o versículo celestial que fecha o Salmo é um doce bocado, que pode servir para uma contemplação e gerar um antegozo de nossa herança. Ele escreve: “Aqui se diz tudo o que se pode dizer, mas palavras são fracas demais para expressar o que se quer dizer. Em termos de qualidade, há no Céu alegria e prazeres; em termos de quantidade, uma plenitude, uma torrente onde bebem sem haver impedimentos ou fastio; em termos de perseverança, está à destra de Deus, que é mais forte do que todos e ninguém pode nos retirar de Sua mão; é uma felicidade constante sem interrupção; e em termos de perpetuidade é para todo o sempre. As alegrias do Céu são imensuráveis, sem mescla ou fim.” —C. H. SPURGEON
SPURGEON, C. H. O Tesouro de Davi. Tradução: Elisa Tisserant De Castro. 1.a edição ed. Curitiba, PR: Publicações Pão Diário, 2018. p. 68
Na tua presença há — não houve, mas há. Nem poderá haver, ou haverá, mas há. Há sem cessar, sem interrupção, sempre houve e há e deve haver. Por que o que mais deseja qualquer homem se não alegria? E que medida de alegria pode qualquer homem desejar se não a alegria plena? —EDWARD WILLAN, em The Consummation of Felicity (A consumação da felicidade)
SPURGEON, C. H. O Tesouro de Davi. Tradução: Elisa Tisserant De Castro. 1.a edição ed. Curitiba, PR: Publicações Pão Diário, 2018. p. 69
No Céu estão os homens livres da necessidade; nada pode lhes faltar a não ser que seja o próprio faltar. Podem achar falta do mal, mas nunca sentirão o mal do faltar. O mal não passa da falta de bem, e a falta de mal não passa da ausência do faltar. Aqui alguns homens comem sua carne sem fome, enquanto outros têm fome sem carne alguma para comer e alguns bebem abundantemente sem sede alguma, enquanto outros estão profundamente sedentos sem nada para beber. Mas na gloriosa presença de Deus, ninguém pode ser mimado demais nem receberá bênçãos de menos. —EDWARD WILLAN
SPURGEON, C. H. O Tesouro de Davi. Tradução: Elisa Tisserant De Castro. 1.a edição ed. Curitiba, PR: Publicações Pão Diário, 2018. p. 69
Nesta vida, nossa alegria está mesclada com tristeza, como espinhos em uma rosa. Jacó teve alegria quando seus filhos retornaram do Egito com muito milho, mas muita tristeza quando percebeu a prata em um dos sacos. Davi teve muita alegria ao transportar a arca de Deus, mas ao mesmo tempo grande tristeza pela violação em que incorreu Uzias. A grande sabedoria do Senhor se revela ao temperar e moderar a nossa alegria.
Como homens de constituição fraca precisam beber seu vinho diluído com água por medo de perder a consciência, nós também nesta vida (esta é nossa fraqueza) temos nossa alegria diluída com tristeza, para que não nos tornemos fúteis e insolentes. Aqui nossa alegria é mesclada com medo (Sl 2). “Alegrai-vos nele com tremor”. As mulheres partiram do sepulcro de nosso Senhor “tomadas de medo e grande alegria” (Mt 28:8).
Assim como a nossa alegria aqui é mesclada com medos, também é a tristeza. Cristãos firmes olham de fato para Cristo crucificado e se alegram em Seu incomparável amor, que levou tal Pessoa a morrer tal morte por aqueles que eram inimigos de Deus por inclinações pecaminosas e obras perversas; eles também olham para baixo, para seus próprios pecados que feriram e crucificaram o Senhor da glória e isto lhes parte o coração. —WILLIAM COLVILLE, em Refreshing Streams (Correntes refrescantes)
SPURGEON, C. H. O Tesouro de Davi. Tradução: Elisa Tisserant De Castro. 1.a edição ed. Curitiba, PR: Publicações Pão Diário, 2018. p. 69
Veja, em termos de qualidade, há prazeres; em termos de quantidade, plenitude; em termos de dignidade, à destra de Deus; em termos de eternidade, para todo o sempre. E milhões de anos multiplicados por milhões resultam em um minuto desta eternidade de alegria que os santos terão no Céu. No Céu não haverá pecado para tirar nossa alegria, não haverá também o diabo para roubar nossa alegria; nem homem algum que tire nossa alegria. “A vossa alegria ninguém poderá tirar” (Jo 16:22). As alegrias do Céu nunca evanescem, nunca se extinguem, nunca morrem, nem jamais são diminuídas ou interrompidas. A alegria dos santos no Céu é uma alegria constante, alegria eterna, na raiz e na causa e em seu conteúdo e seus objetos. “A alegria permanece para sempre se teu objeto permanece para sempre”; e da mesma forma Cristo (Hb 13:8). —THOMAS BROOKS
SPURGEON, C. H. O Tesouro de Davi. Tradução: Elisa Tisserant De Castro. 1.a edição ed. Curitiba, PR: Publicações Pão Diário, 2018. p. 69
Em segundo lugar, a convicção da ressurreição certa (16:10). “Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.” A morte de Jesus não foi um acidente, nem a sua ressurreição foi acidente. Ele mesmo profetizou tanto sua morte como sua ressurreição, e esta deu início à sua glorificação. Ele venceu a morte, o rei dos terrores, e colocou debaixo dos seus pés o último inimigo a ser vencido. Ao ressuscitar com um corpo de glória, abriu o caminho da imortalidade e ressurgiu dentre os mortos como primícias de todos os que dormem.
LOPES, H. D. Salmos: O Livro das Canções e Orações do Povo de Deus. 1a edição ed. São Paulo: Hagnos, 2022. v. 1 & 2p. 192
E. R. Conder diz que Jesus viveu para morrer, morreu para viver novamente e viveu novamente para fazer-nos portadores de sua vida. Sua morte foi o plano do Pai, o propósito de sua vinda ao mundo e o resultado de profecias. Sua ressurreição mudou completamente nossa visão acerca da morte, portanto da vida.
À ressurreição de Jesus seguiu-se sua ascensão, quando Ele retornou à glória que tinha com o Pai antes da fundação do mundo. Ele foi assunto ao céu e assentou-se no Trono, à destra da Majestade, de onde reina e governa o universo, a história, a igreja e a nossa vida.
Davi, referindo-se ao Messias, diz: “Tu me farás ver os caminhos da vida, na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente” (16:11). Em lugar da morte, foi conferida vida abundante, porquanto os efeitos da morte foram anulados, como escreveu o apóstolo Paulo: “[…] Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Co 15:54,55). Os caminhos da vida são aqueles marcados por plenitude de alegria, e esses caminhos só existem na presença de Deus. Só ali flui aos borbotões, de forma inexaurível, delícias perpetuamente. Concordo com Warren Wiersbe quando diz que os prazeres do céu vão muito além de qualquer prazer que possamos experimentar aqui na terra e, ao desfrutarmos deles e servirmos ao Senhor, não sofreremos as restrições ou obstruções do tempo, das fraquezas físicas ou das consequências do pecado.
A alegria deve ser por nós desejada. O problema não é a busca da alegria, mas um contentamento com uma alegria rasa demais, terrena demais, temporal demais. Deus nos salvou para a maior de todas as alegrias, a alegria de frui-lo para sempre, e só na sua presença há plenitude de alegria!
LOPES, H. D. Salmos: O Livro das Canções e Orações do Povo de Deus. 1a edição ed. São Paulo: Hagnos, 2022. v. 1 & 2p. 192–193
Até que esse dia maravilhoso chegue, vivamos com a herança que Jesus mesmo nos deixou, e deixemos essa mesma herança para os Irmãos quando partirmos.
11. Yahweh o conduzirá à vida eterna, onde, em sua presença, desfrutará de alegria e deleite para sempre. Tal, em linhas gerais, é a interpretação messiânica de todo o Salmo. É justo afirmar que muitos exegetas referem apenas os versículos 8–11 a Cristo, e alguns apenas no sentido pleno das palavras. Não se deve, contudo, perder de vista a decisão da Comissão Bíblica de que o escritor sagrado dos versículos 10 e 11 estava ele mesmo falando da ressurreição de Cristo.
BIRD, T. E. The Psalms. In: ORCHARD, B.; SUTCLIFFE, E. F. (Eds.). A Catholic Commentary on Holy Scripture. Toronto; New York; Edinburgh: Thomas Nelson, 1953. p. 450.
PONTE
Lucas apresenta Pedro citando o Salmo 16:8–11 em Atos 2:25–28 com referência à ressurreição de Jesus. Pedro introduz a citação com as palavras: “Davi diz a respeito dele” (Atos 2:25), mas Pedro cita Davi falando na primeira pessoa: “Eu sempre via o Senhor diante de mim” (2:25, cf. 26–28). Tendo citado a passagem e notado que o corpo de Davi permanece no túmulo (2:29), Pedro explica que Davi era um profeta e estava ciente das promessas que Deus lhe havia feito em 2 Samuel 7 (2:30), que Davi viu o futuro e falou da ressurreição de Cristo (2:31), e que a passagem se cumpre na ressurreição de Jesus (2:32). Essas alegações correspondem ao que Davi realmente diz no Salmo 16:8–11?
O ponto crucial é a frase com a qual Lucas apresenta Pedro introduzindo a citação do Salmo 16:8–11: “Davi diz a respeito dele” (Atos 2:25). Davi parece estar falando de si mesmo na primeira pessoa. Em que sentido Pedro pode afirmar que Davi está falando da semente que Deus prometeu levantar de sua linhagem?
Se Davi se entendesse como um padrão, ou tipo, daquele que viria, então, ao falar de si mesmo, Davi poderia ter estado conscientemente falando daquele que viria. Em outras palavras, Davi poderia ter visto correspondências entre figuras como José e Moisés e outros, então notado padrões semelhantes em sua própria vida. Isso poderia ter produzido em Davi a expectativa de que o rei prometido que viria de seu próprio corpo viveria o cumprimento dos padrões.
Nesse entendimento, Davi poderia ter estado conscientemente descrevendo sua própria experiência, bem como o padrão de experiência que ele esperava que se cumprisse na vida daquele que viria. Esta é uma maneira de explicar Davi falando na primeira pessoa do singular, aparentemente descrevendo sua própria experiência, e Pedro afirmando que Davi falou a respeito de Jesus.
Com o texto do Salmo 16:10–11 apontando para a ressurreição, Pedro afirma que Jesus realmente ressuscitou, enquanto o corpo de Davi aguarda a ressurreição futura. O argumento que Lucas apresenta Pedro fazendo é sólido e respeita o contexto original e o significado da passagem do Antigo Testamento que ele cita.
HAMILTON, J. M., Jr. Psalms. Bellingham, WA: Lexham Academic, 2021. v. 1p. 218
16:11. Alegria: Quantidade — plenitude.
Dignidade — à tua direita.
Duração — para sempre.
Por uma breve tristeza, teremos alegria eterna.
Por uma pequena fome, um banquete eterno.
Por uma pequena doença e aflição, saúde e salvação eternas.
Por uma pequena servidão, liberdade sem fim.
Por desgraça, glória.
Por ambientes malignos, os eleitos.
Por tentações de Satanás, o conforto de Cristo.
Pela cova dos leões, a presença do Leão da tribo de Judá.
MOODY, D. L. Notes from My Bible: From Genesis to Revelation. Chicago; New York; Toronto: Fleming H. Revell, 1895. p. 66
PERGUNTA PARA REFLEXÃO E INTERAÇÃO NO GRUPO
PERGUNTA PARA REFLEXÃO E INTERAÇÃO NO GRUPO
A) De que maneira sua vida hoje pode estar deixando uma marca / impressão — mesmo que você ainda não perceba?
B) Se sua vida fosse um testamento espiritual, o que as pessoas herdariam de você? Quais são as ações como filho(a) de Deus que você pratica que podem ser presentes a outras pessoas (BATISTA DO POVO. Lições das células)?
