Conflitos da ALMA
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Entre a coragem e o medo. Pr. Eugênio
Entre a coragem e o medo. Pr. Eugênio
Quando pequeno sempre fui muito medroso. Meu pai gostava muito de contar histórias de assombro e tinha uma dessas história de uma tal de cruviana que quando ele contava a noite ficava difícil. No sítio, bicho solto, o sono não chegava e todo barulho que havia, já pensava que era a cruviana querendo entrar em casa para me pegar, ficava com medo de fechar os olhos, mas ao mesmo tempo precisava fechar para dormir. Altas horas precisava ir ao banheiro que ficava fora e ia com um pedaço de pau na mão e um fação na outra. O medo e a coragem estavam ali, um lutando com o outro.
Crescemos e muitos daqueles medos da infância desapareceram. Mas outros surgiram, e percebemos que o conflito entre o medo e a coragem está sempre presente no dia a dia. Na vida do discípulo de Jesus, essa tensão também é real. Medo e coragem caminham lado a lado, e muitas vezes nossa alma se vê dividida entre um e outro.
Seguindo nossas meditações sobre os conflitos da alma, hoje veremos sobre o conflito que envolve o medo e a coragem.
Mateus 14.22-31
Os dias eram intensos. A multidão, sedenta pelos milagres, buscava Jesus freneticamente, visando se beneficiar de algum deles. Jesus, sabe da morte de João Batista, pretende se retirar para um local solitário. Mas, chegando do outro lado do rio, uma grande multidão já lhe aguardava. Jesus ensina, alimenta por meio da multiplicação dos pães e peixes, mas chega a hora de voltar. Jesus envia seus discípulos adiante para atravessar o mar e se retira para orar. Os discípulos vão e, logo, começam a lidar com uma tempestade imprevista, inevitável e inadministrável. É neste momento em que eles lidam com o conflito entre o medo e a coragem.
A título de introdução, as vigílias judaicas seguiam o seguinte itinerário. Primeira vigília: 18h – 21h, a segunda vigília: 21h – 0h, a terceira vigília: 0h – 3h, e finalmente a quarta vigília: 3h – 6h da manhã. Desde cedo, muito provavelmente já na primeira vigília, a tempestade alcança o barco com os discípulos. Jesus então decide ir ao encontro dos seus discípulos e é neste encontro que fica evidente o conflito entre a fé e a coragem.
I. O medo distorce a presença de Jesus.
a. Uma presença real — Jesus está ali, mesmo que não pareça.
b. Uma presença em meio à tempestade — Ele não desaparece nos momentos de crise.
c. Uma presença sobrenatural — Seu poder transcende as circunstâncias.
d. Uma presença que assusta — Inicialmente provoca temor, mas é fonte de salvação.
II. O medo gera dúvida sobre a palavra de Jesus.
a. Uma palavra de segurança. Vs 22
b. Uma palavra de ânimo. Vs 27
c. Uma palavra de ordem. Vs 29
d. Uma palavra de correção. Vs 31
III. O medo se dissipa diante do poder de Jesus.
a. Poder que faz o extraordinário acontecer. Vs 29
b. Poder para salvar. Vs 31a.
c. Poder para acalmar. Vs 32
d. Poder que gera adoração. Vs 33
Aplicações
O caminho do medo leva sempre ao desespero.
Mesmo em meio às circunstâncias mais difíceis, podemos viver o extraordinário de Deus, mas para isto precisamos ter coragem para confiar.
Diante de situações que impõe medo em nossos corações temos ao nosso favor a presença, a palavra e o poder de Jesus.
