Lc. 16.1-14 - O DILEMA DO ADMINISTRADOR INFIEL

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Lc. 16.1-14 - O DILEMA DO ADMINISTRADOR INFIEL

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EXORDIO:

O que Jesus quis dizer com v.9 - “das riquezas de origem injusta fazei amigos ”?
E o que o texto quis dizer com v.8 - “E elogiou o senhor o administrador infiel”?
Acaso o Senhor Jesus está incentivando a infidelidade e ensinando que os crentes devem ser astutos e maus como esse administrador?

INTRODUÇÃO:

Eu compartilhei essa manhã sobre o preço = SACRIFÍCIO, a cruz = MORTE e o cálculo = PERSEVERANÇA. Mas em Mr. 10.28-31 - JESUS NOS FALA SOBRE A RECOMPENSA.
O DEUS que CHAMA, CAPACITA, ENVÍA, SUPRE E RESPAUDA. Ele Nos prova no PROCESSO, e nos recompensa no final, e por falar de recompensa, quero contar um testemunho: A DOAÇÃO DA CAMINONETA PARA A OBRA DE JESUS.
FRASE DE TRANSIÇAO: Testemunho da camionete. Deus requisitou o que era dEle. Eu só devolvi. ONDE ESTÁ O NOSSO CORAÇÃO?
Essa é sem dúvida a parábola mais controversia do Novo Testamento. Si podemos identificar os elementos da parábola, entenderemos que o “homem rico” (v.1) ou o “senhor” (v.5,7) representa Deus (que é o dono de tudo), e o administrador (οἰκονόμος - MORDOMO) (v.1) representa o homem infiel.
O objetivo dessa parábola é mostrar para os crentes o perigo que o coração humano corre em se apaixonar pelos bens terrenais de seu Senhor e servir à Mamon (riquezas, poder, fama e dinheiro), que devemos ser fieis ao SENHOR DOS BENS, não aos BENS DO SENHOR.

1. (v.1-3) O MORDOMO INFIEL οἰκονόμον τῆς ἀδικίας

MORDOMO é aquele que cuida dos bens de outra pessoa, embora possa desfrutar e usufruir de todos os benefícios, deve sempre lembrar que não lhe pertence. Quando o seu dono requisitar, ele deve devolver.
O dinheiro é o ótimo servo, mas é um péssimo senhor (Salmos 137; Ap.18.4; Jer. 51.45 - “Sai dela povo meu...” - O povo de Israel esteve tanto tempo cativo em Babilonia que começou a se acostumar com Babilonia. Fizerem negócios e fundaram empresas e começaram a cobrar juros uns dos outros, a comportarem-se como os babilônios e suas práticas - Neemias 5-7, Esdras 9-10)

2. (v.3-7) A PRESTAÇÃO DE CONTAS - ROTA DE FUGA/ESCAPE - Pensando só em garantir o próximo emprego.

O mordomo infiel não se preocupou em perder a CONFIANÇA do seu senhor, não pensou em ARREPENDIMENTO, ele só continuou servindo a mamon, roubando de Deus.

3. (v.8) - O ELOGIO À FIDELIDADE (DO SERVO INÍQUO)

jesus não elogiou a NEFASTA CONDUTA do serva infiel, tampouco sua maldade ou astucia.
o que chama a atenção aqui é que a fidelidade, o amor e o apego às riquezas terrenas (injustas), daquele servo iníquo era tão admirável, que deveriam os filhos da luz terem o mesmo apego, amor e fidelidade com as verdadeiras riquezas (eternas).
Mateo 6.20 - “mas ajuntai para vós outros tesouros no céu…; de Lucas 12.33 - “fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome”; e Lucas 18.22 – “vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus”.
QUEM DERA OS FILHOS DA LUZ FOSSEM TÃO FIEIS ASSIM

4. (v.9) - AS RIQUEZAS INJUSTAS

Por “riquezas injustas” (v.11) expressa sentido a toda e qualquer posse material, toda e qualquer riqueza (financeira) terrena, não somente a riquezas adquiridas de forma indevida, ilícita ou imoral, mas todas aquelas que ofuscam as verdadeiras riquezas, as espirituais. Isso fica mais explícito quando olhamos para o v.11 - “quem vos confiará as verdadeiras riquezas?”;
(V.10) - FIDELIDADE - “Quem é fiel no pouco…” - aquele que não for fiel nas coisas terrenais, jamais poderá receber as eternas. Senão, veja-se a continuação do raciocínio do mestre no versículo seguinte: “Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras?” e também o versículo 12: “E se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?” Desnecessário esclarecer que o alheio na tradução da parábola se refere aos bens administrados pelo mordomo, cuja propriedade não lhe pertence.
Assim, todas as coisas deste mundo que estão disponíveis para nós, não nos pertencem, são de Deus, de modo que somos tão somente administradores de bens alheios. A administração correta, sem apego, como quem passa pelo quarto de um hotel, sempre despedindo-se, possibilita recebermos aquilo que realmente é nosso: a entrada gratuita nos tabernáculos eternos de nossa riqueza definitiva.
(v.13) DEUS E MAMON SÃO OPOSTOS - Ap. 6.15; 18.9-20; A conclusão do versículo 13 é fantástica. Jesus fecha o ensino da parábola dizendo que Deus (θεός) e Mammon (μαμωνᾶς). são opostos e que somente um dos dois poderá ser fielmente servido (adorado e amado). Só se pode estar servindo (adorando e amando) a Deus (θεός) ou a Mammon (μαμωνᾶς). Não há meio termo.
(v.19-31) - A PARÁBOLOA DO RICO E LÁZARO - Um olhar atencioso para a parábola seguinte, do Lázaro e o rico (v.19-31), fará perceber que Jesus dá continuidade ao mesmo assunto, mas, desta vez, demonstrando o destino final de cada um dos servos: tanto daquele que serviu a Mammon (“o rico” - v.19), como daquele que serviu inegociavelmente ao seu único e verdadeiro Senhor dos senhores (“Lázaro” - v.20).

CONCLUSÃO:

COMO UTILIZAMOS AQUILO QUE DEUS NOS DEU?
SOMOS MORDOMOS FIEIS OU INFIEIS?
QUEM É NOSSO VERDADEIRO SENHOR?
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