Divindade do Filho - Prólogo do Evangelho de João.

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Matéria - Teologia joanina Prof Marcelo Berti

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Divindade do Filho - Prólogo do Evangelho de João.
João 1.1–15 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. Houve um homem enviado por Deus cujo nome era João. Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a crer por intermédio dele. Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem. O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne e…”

Introdução

1 Ἐν ἀρχῇ ἦν ὁ λόγος, καὶ ὁ λόγος ἦν πρὸς τὸν θεόν, καὶ θεὸς ἦν ὁ λόγος.

Essa é a primeira frase que todo estudante de grego bíblico aprende no início de seus estudos. Não simplesmente por tratar-se de um clichê, mas por ser o coração da mensagem do evangelho. Esse Logos pelo qual tudo foi criado, encarnou e veio a existir como criatura, a fim de redimir a sua própria criação, por amor e obediência ao Pai.
Compreender a relação divina entre o Logos que agora é descrito como o Filho, e o Pai tem sido uma problemática desde a era patrística. Heresias como docetismo, nestorianismo e arianismo foram construções teológicas que tentaram explicar a relação entre o Filho e sua divindade. As respostas à essas heresias foram essenciais para a construção de doutrinas apologéticas que nos auxiliam até os dias atuais trazendo luz acerca da divindade e da humanidade do Filho. O Filho é igual ao Pai em substância, o Filho é Deus, conforme defendido por Atanásio no Concílio de Nicéia em 325 d.C. Contudo, o Filho também é homem, conforme definiu o Concílio de Calcedônia em 451 d.C. em resposta ao nestorianismo. Como percebemos, durante os primeiros séculos do cristianismo, mesmo havendo João escrito claramente em seu prólogo que Jesus é o Verbo de Deus, e que Ele é o próprio Deus, mostrando assim que o Filho é divino igual ao Pai, torna-se necessário com frequência o desenvolvimento de uma apologia acerca deste tema. Não porque os argumentos sejam insuficioentes, mas porque precisam ser com frequência relembrados, a fim de que mantenhamos com clareza a gênese da nossa fé, o Verbo encarnou e reconciliou consigo mesmo a sua criação.
Para compreender plenamente a divindade do Filho, é necessário primeiro compreender quem é o Filho — o Verbo por meio de quem todas as coisas vieram à existência. Em seguida, examinaremos por que o Verbo se encarnou; depois, apresentaremos como o Verbo se tornou Filho; e, por fim, defenderemos que o Filho é Deus. Este artigo seguirá um método bibliográfico-histórico, exegético e hermenêutico.

1 - Quem é o Verbo?

Quando João incia seu prólogo argumentando João 1.1 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” ele expõe uma síntese que ecoa desde antes da criação. Gênesis 1.1–6 “No princípio[…]disse Deus: Haja […]”
O Verbo é a palavra de Deus em ação. Ele é Eterno (v.1.1a) “No princípio era o Verbo…” O Verbo é Deus estava com Deus desde a eternidade (v1.1b) “[…] e o Verbo estava com Deus.
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