O poder do Evangelho! - Ele É! | Colossenses 1.15-17
Quarta com fé! - O poder do Evangelho! • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução!
Introdução!
Na semana passada refletimos sobre Colossenses 1.13-14 e entendemos um pouco mais sobre A NOSSA REDENÇÃO.
A carta de Paulo aos Colossenses apresenta Jesus por completo e nesses versículos ele fala sobre A OBRA DA REDENÇÃO realizada por Cristo.
Esses 2 versículos trazem apenas o RESUMO da OBRA DIVINA DA REDENÇÃO.
A primeira apresentação sobre a REDENÇÃO, Ap. Paulo vai fazer quando diz n v.13 que “Ele nos libertou”.
Essa expressão quer dizer literalmente RESGATAR; LIVRAR.
Então podemos entender que JESUS CRISTO nos resgatou.
Jesus nos atraiu para si mesmo e assim nos libertou da condição de escravos do pecado.
O que tornou possível o nosso RESGATE/A NOSSA LIBERTAÇÃO foi o que Jesus fez.
A morte e a ressurreição de Jesus Cristo é o que habilita o nosso resgate e a nossa reconciliação com o Pai.
A verdade é que sem Jesus Cristo nós vivemos acorrentados ao pecado na prisão de Satanás.
Sem Jesus Cristo somos desesperançados, escravos do mal, vivemos longe de Deus.
Mas Graças a Deus que veio o nosso RESGATADOR e nos libertou do PODER DAS TREVAS.
Ap. Paulo vai dizer que em Jesus nós temos A REDENÇÃO.
O que quer dizer REDENÇÃO?
Nossa libertação como resultado do pagamento de um resgate.
A nossa redenção é o livramento da escravidão do pecado para a verdadeira liberdade encontrada em Jesus Cristo.
Pr. Billy Graham dizia que “O homem condena a si mesmo quando se recusa a seguir pelo caminho de salvação que Deus preparou”.
O homem precisa se reconhecer pecador para ser redimido.
Precisa entender que o pecado faz parte da natureza do homem, mas que Deus providenciou LIBERTAÇÃO e RESGATE por meio de JESUS CRISTO.
Então Colossenses 1.13-14 apresenta o resumo da OBRA DIVINA DA REDENÇÃO.
Agora, a partir do v.15 Ap. Paulo vai apresentar a SUPREMACIA DE CRISTO na CRIAÇÃO.
Ap. Paulo vai detalhar a OBRA DA REDENÇÃO e mostrar QUEM É JESUS CRISTO.
Ler o texto: Colossenses 1.15-17.
A maioria dos estudiosos concordam que este é um hino cristão que Ap. Paulo escreveu para ilustrar e deixar muito bem resolvida e memorizada essa apresentação de Jesus Cristo.
As características encontradas nesses escritos dão a entender o que podemos entender por um hino cristão primitivo.
Ap. Paulo combina nesse hino o que nós vamos refletir por agora no seu início, a apresentação da supremacia de Jesus sobre a criação (Genesis 1-2).
Ele é o início e o objetivo da criação e da salvação.
O poder do evangelho está em reconhecer que Jesus é desde sempre.
A glória de Cristo na Criação deve ser balanceada por sua majestade na REDENÇÃO.
Ap. Paulo vai caminhar por essa canção dizendo que ELE É.
Ele É!
Ele É!
Essa expressão vai aparecer por todo o hino apresentado por Paulo. Nós vamos ver que essa expressão ELE É vai aparecer aqui no v.15, no v.17 e no v.18.
Antes de entender as demais coisas precisamos olhar para JESUS como o DEUS FILHO.
Faz todo o sentido que o Ap. Paulo comece a sua exposição da pessoa de Jesus pelo relacionamento PAI-FILHO.
A primeira apresentação é sobre esse relacionamento de Jesus com o Pai.
Paulo vai dizer que Jesus é “a imagem do Deus invisível.”.
A Palavra de Deus afirma em João 4.24 que “Deus é espírito”.
Isso significa que por ser Espírito, Ele é incorpóreo.
Isso explica a continuidade de João 4.24 quando Jesus diz que Deus é Espírito então Ele deve ser adorado “em Espírito e em verdade”.
Por ser “invisível”, não se trata Deus de outra forma além da forma espiritual.
Aqui nós entendemos um primeiro conceito e este vai falar sobre a adoração.
A verdadeira adoração é espiritual e pelo Espírito.
A Palavra vai dizer que ninguém jamais foi capaz de “ver Deus” (Êxodo 33.18-23; João 1.18) - Moisés ousou em pedir, mas não poderia suportar.
A ninguém é permitido representar o “espírito-Deus” sob qualquer forma física.
Aqueles que desejam criar ou representar Deus em qualquer forma física está cometendo idolatria. (Êxodo 20.4 - 2º mandamento)
Como Espírito, Deus é ONIPRESENTE e deve ser adorado “EM ESPÍRITO”.
Mas, JESUS É O DEUS-HOMEM.
João apresenta Jesus como o LOGOS (A PALAVRA) e o mesmo evangelho de João vai dizer que “a Palavra (verbo) se fez carne e habitou entre nós”. (João 1.14)
Deus sendo unigênito, Ele “o tornou conhecido”. (João 1.18)
Em outras palavras: olhar para JESUS é olhar para o rosto de DEUS.
É isso que o Ap. Paulo estava dizendo. Paulo diz que Jesus é a imagem do Deus invisível.
Quando Paulo usa o termo IMAGEM, ele traz a lembrança da história da criação em Gênesis 1.26-27.
A verdade é que Jesus como divindade e conhecido como a SEGUNDA PESSOA DA TRINDADE revelou o DEUS invisível ao mundo.
Se alguém tem a dificuldade de conhecer a DEUS que é Espírito, o convite é olhar para o seu Filho.
Paulo vai dizer ainda no v.15 que Jesus também é “o primogênito de toda a criação”.
Agora Ap. Paulo volta a atenção para o relacionamento de Jesus com a criação.
O termo “primogênito” é muito usado em uma condição temporal, quando aplicada a algo ou alguém que foi o PRIMEIRO A NASCER.
“Primogênito” pode ser entendido também como STATUS, como a pessoa principal ou mais importante de um grupo.
Jesus não é apresentado aqui como o “primeiro” dos seres criados por Deus a ter nascido.
É claro que Jesus não é criado, mas Jesus por ser Deus também É.
A sua natureza divina nos faz entender que ele nunca nasceu.
Na própria Palavra de Deus Jesus é apresentado como o Criador, o instrumento da criação de Deus.
Apesar de ser a imagem do Deus invisível, Jesus não foi uma parte da criação. Ele é também CRIADOR e não CRIATURA.
Por isso Paulo o chama de “primogênito de toda a criação”. Essa frase de Paulo é a introdução para o v.16.
AP. Paulo ensina que Jesus é o Senhor do universo e que cada parte da criação encontra nele o valor e significado de existir.
Isso acontece porque Jesus em conjunto com seu Pai, é o Criador de todos.
No v.16 somos informados que a criação ocorreu NELE.
O que pode ser entendido que Jesus Cristo foi o meio, o instrumento do Pai na criação.
O Pai e o Filho agiram juntos para produzir vida. A vida física (a criação) e a vida eterna (a salvação).
O Novo Testamento explora bem esse tema do lugar de Cristo na criação.
Mais uma vez tomamos emprestado as Palavras do evangelista João. Em João 1.3 aprendemos que “todas as coisas foram feitas por Ele, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez.”.
Podemos entender que Jesus Cristo é superior a Sua criação, não podendo coloca-lo em par de igualdade com os homens ou com as coisas criadas.
Lembrando sempre que o Ap. Paulo estava combatendo o GNOSTICISMO que dentre tantas heresias não criam em JESUS como 100% HOMEM e 100% DEUS.
Por isso Paulo começa as suas afirmações a respeito de Jesus Cristo como aquele que é a imagem do Deus invisível.
Apresenta Jesus como o primogênito de toda a Criação e afirma que nele foram criadas todas as coisas.
Paulo mostra que a superioridade de Cristo entre as criaturas está ancorada em Gênesis 1 e no relato da criação.
O restante do v.16 funciona como um comentário sobre o “todas as coisas” do início do versículo.
Ele faz isso usando 4 pares de palavras.
O primeiro par é “nos céus e sobre a terra”. Essa exposição vai além do que entendemos do céu visível, mas é sobre o céu como o lar de Deus e dos anjos.
O segundo par de palavras usadas por Paulo é “as visíveis e invisíveis”.
Fazendo assim uma referência do que tinha acabado de falar. Céu (invisível) e terra (visível).
O mundo material e o mundo “invisível” de Deus foram criados por Deus em conjunto com Jesus Cristo.
O terceiro e o quarto pares de palavras podem estar juntos. Esses 2 pares estão relacionados aos seres celestiais.
Os falsos mestres da cidade de Colossos se preocupavam com os poderes cósmicos.
Isso mostra que quando tiramos a centralidade da nossa vida na Obra de Jesus Cristo pode gerar consequências trágicas.
A maioria das heresias que surgem em nosso tempo se dá naquelas pessoas que querem “forçar” algo que não existe no texto bíblico e com isso nasce uma heresia.
Pessoas que querem enxergar o que o texto bíblico não disse. Assim eram os gnósticos, estavam se preocupando mais com os poderes cósmicos do que com a Obra de Cristo.
Isso fez com que acreditassem e ensinassem as heresias.
É por isso que Paulo apresenta Jesus como superior a todas as coisas.
Mostrando a Eles que o evangelho de Jesus Cristo pode libertar de crenças erradas.
O poder do evangelho nos liberta de falsas crenças e nos faz olhar para quem Jesus Cristo é de verdade.
Conclusão!
Conclusão!
A primeira parte do hino é concluída no v.17 quando diz que: “ELE É ANTES DE TODA AS COISAS. NELE TUDO SUBSISTE.”
O v.17 reafirma o que Paulo começou no v.15 e explicou no v.16.
Jesus é antes de tudo o que foi criado e tudo existe por meio dEle e para Ele.
Isso nos faz pensar: COMO PODE, AQUELE QUE É DEUS, OLHAR PARA UMA HUMANIDADE PECADORA?
Como eu tenho falado, somente por AMOR.
Por amor aquele que “é antes de todas as coisas” e que “Nele tudo subsiste” se entregou para te dar a reconciliação com o Pai.
