Apocalipse 1.9-20
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Apocalipse 1.9-20: A visão do Cristo glorificado e sua presença no meio da igreja.
Apocalipse 1.9-20: A visão do Cristo glorificado e sua presença no meio da igreja.
“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer…” (Ap 1.1).
Pr. Paulo U. Rodrigues
Recapitulação
Estrutura argumentativa anterior:
Estrutura argumentativa anterior:
1. vv.4-5a: Saudação apostólica e apresentação do Remetente.
2. vv. 6-7: Exposição das implicações da obra redentora: v.6 — Doxologia redentora; v.7 — Paroussia julgadora.
3. v.8 Conclusão explicativa: Fechamento e desenvolvimento do inclusio referencial (cf. v.4b).
Objetivo: Demonstrar a veracidade da revelação apocalíptica e elucidá-la, a partir da contemplação da atuação do Deus Triuno tanto na emissão da revelação, quanto no próprio curso do programa escatológico-redentor.
Elucidação
Estrutura argumentativa:
(vv. 9-11): Identificação/Representação do autor (i.e. João) com os destinatários (i.e. igreja).
1.1: (v.9a): Identificação/Representação autor-destinatários.
- “… irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus…”. A identificação joanina estabelece paridade entre o autor e seus leitores tanto no que toca as experiências aflitivas desse mundo, quanto a esperança da vitória e glória vindoura.
- “… por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus”. Nesse ponto, ambas as expressões referem-se à mesma coisa: João está preso por causa de seu martírio, isto é, por causa do testemunho do evangelho que professa com sua própria vida, sendo a prisão, a maior prova disso, o que pode corresponder à experiência que muitos crentes estavam vivendo ou viveriam por causa da fé/evangelho.
1.2: (vv.10-11): Comissionamento profético: Ordem para redação da revelação.
- “Achei-me em espírito, no dia do Senhor”. A correlação profética entre João e os profetas do AT (especialmente Daniel) começa a ser feita. O êxtase visionário aponta para a metodologia mais comum através da qual os profetas recebiam as revelações da parte do SENHOR (cf. e.g. Ez 2.2; 3.12).
- A referência ao “Dia do Senhor” ocorre como que apontando para uma simetria relacionada a apresentação da pessoa de Cristo: Tendo em vista a concepção judaica para dia do SENHOR, em referência ao shabbat, poder-se-ia imaginar que João refere-se ao sábado. Entretanto, observando que a ressurreição de Cristo ocorreu num domingo, senda esta, o cumprimento das profecias veterotestamentárias, seria natural concluir que João, na verdade, situa a ocasião da visão no domingo. Assim, o Cristo que ressuscitou no domingo, aparece a João neste mesmo dia, igualmente glorificado, atestando (novamente), sua glória e vitória sobre a morte (algo a ser inclusive declarado mais adiante (cf. v.18)).
- “O que vês, escreve num livro e manda às igrejas…”. Novamente, a identificação e credenciamento profético de João, seguem os moldes dos chamados proféticos e ordenanças revelacionais veterotestamentárias, sendo agora destacado a ordem para redação e registro da revelação, tal como ocorrera com Moisés, Isaias e outros profetas (cf. Êx 17.14; Is 30.8; Jr 36.2). Os crentes, ao lerem a ordem que o apóstolo recebera para escrever as visões, seriam remetidos ao AT, vendo nisso um reforço da autoridade apostólica/profética de João.
(vv. 12-16): Visão do Cristo glorificado - Intertextualidade com Daniel 7.13; 10.5-6,9.
2.1 (vv.13-): O Cristo glorificado.
- “vi… um semelhante a um filho de homem”. A visão exaltada de Cristo que João descreve, consiste numa miscelânea de visões e referências ao Antigo Testamento. Grande parte (para não dizer todas), apontam para algum aspecto messiânico que revelações prévias cuidaram de fornecer ao povo de Deus. Cada aspecto da aparência de Cristo, faz conexão com o AT (e.g. Dn 7.9; Ez 1.24; Is 11.4; Jz 5.31).
Embora cada um dos elementos imagéticos citados por João, aponte para uma característica de Cristo, isto é, Jesus como Rei, Juíz, Sacerdote etc., todas confluem para um ideal: Esta é a visão que a igreja deve ter de seu Senhor, que a conclama à fidelidade, e ao consolo, tendo a confiança nEle como o Supremo Senhor da Igreja, e Soberano sobre todo mundo (cf. v.5), o que inclui as circunstâncias de tribulação que a igreja enfrenta.
(vv. 17-20): Demonstração da presença de Cristo no meio de sua igreja.
3.1 (vv.17-18): Auto-apresentação do Cristo glorificado.
- “Não temas; eu sou o primeiro e o último”. Após a contemplação do Cristo glorificado, João ouve como o próprio Senhor se apresenta a ele (e consequentemente a igreja). Uma correlação direta entre o título que o Pai usou para se apresentar (cf. v.8), e este modo como Cristo se apresenta, confirma a divindade e correlação direta entre o SENHOR e o FILHO.
- “…aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos”. Cristo realiza um afunilamento ou síntese de toda a visão proporcionada a João. Toda a glória que a igreja deveria enxergar no Senhor Jesus, deveria ser resumida em sua vitória e domínio sobre a morte, o que, por seu turno, encorajaria os crentes a entenderem que, assim como Cristo venceu a morte, nEle, eles também venceriam.
3.2 (v.19): Repetição da ordem para redação da visão (cf. v.11a, 1.1b).
3.2 (v.20): Cristo no meio da igreja - Delimitação informacional: “Quanto ao mistério… que viste”.
Síntese principiológica
Aplicações
Conclusão
