Jó 40: Quem pode arguir a Deus?
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Introdução
Introdução
Jó pediu tantas vezes e agora chegou o momento em que ele pode se explicar e ser justificado de todas as acusações dos seus amigos.
Temos aqui uma nova introdução, mas por que, sendo que ela é uma continuidade da fala de Deus?
O motivo é que Deus lança um novo tema e uma nova estratégia retórica. Ela consiste em confrontação, indagação e desafio.
Confrontação
Confrontação
Jó 40.2 “Acaso, quem usa de censuras contenderá com o Todo-Poderoso? Quem assim argúi a Deus que responda.”
Deus verifica a motivação que se encontra no coração de Jó.
A ideia da pergunta: será que aquele que é tão bom em censurar também pode contender com o Todo-Poderoso?
Esta era a última vez em que Deus testaria Jó.
A resposta de Jó é inesperada a luz de tudo o que vimos:
Jó 40.4 “Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca.”
O simples fato de ouvir Deus falar sobre as grandezas da criação foi suficiente para transformar a sua alma.
Jó não deseja mais levar sua causa no tribunal de Deus. O que seus amigos e Eliú não conseguiram, Deus conseguiu em poucas palavras.
Além disso, as palavras de Jó são a prova de que ele passou definitivamente no teste:
Jó 40.5 “Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei.”
Aplicação: confrontação é um dos pontos que diferencia o aconselhamento bíblico.
Indagação (v. 6-14)
Indagação (v. 6-14)
Surpreendentemente, Deus continua agora indagando a Jó.
Por que Deus não aceitou a confissão da culpa de Jó?
Porque não há culpa. Jó é um homem íntegro e reto aos olhos de Deus. E falou aquilo que era certo aos seus olhos para os seus amigos (Jó 42.7).
Porque Deus retoma aquilo que Jó havia proposto anteriormente após ele ter dito que não iria mais prosseguir com o seu pleito? Qual a finalidade dessa nova série de indagações? Isso precisa ser visto com mais detalhes.
Desafio (40.8 a 41.34)
Desafio (40.8 a 41.34)
O propósito é averiguar o impacto que os testes tiveram na vida de Jó.
A primeira série de perguntas estão relacionadas ao juízo de Deus.
Jó 40.8 “Acaso, anularás tu, de fato, o meu juízo? Ou me condenarás, para te justificares?”
Lembre-se que de certa forma, Jó acerta em dizer que Deus é o autor da sua calamidade, mas erra na razão para isso.
A pergunta verifica se a única solução que ele conseguiu encontrar foi a de condenar a causa ou juízo de Deus.
Jó 40.9 “Ou tens braço como Deus ou podes trovejar com a voz como ele o faz?”
Deus aborda diretamente a fúria com qual Jó lidou com a situação.
Jó 40.11 “Derrama as torrentes da tua ira e atenta para todo soberbo e abate-o.”
A fúria de Jó não tem qualquer valor quando o assunto é a disciplina do perverso.
Aplicação: A sua fúria contra o perverso tem algum valor?
A segunda série se refere a um animal forte chamado Behemot.
A polêmica: hipopótamo/dinossauro?
De qualquer forma, uma coisa é certa: Jó sabia que tipo de animal era.
O behemote é um símbolo daquilo que humilha a fúria humana, colocando-a em perspectiva.
É mais um lembrete da incapacidade de Jó em lidar com o soberbo.
Jó 40.12 “Olha para todo soberbo e humilha-o, calca aos pés os perversos no seu lugar.”
Para refletir
Para refletir
O processo pelo qual Deus nos faz passar é mais profundo do que podemos perceber.
Mas é um processo benéfico.
Examinar as motivações do coração é tão importante quanto as próprias ações.
