Perdão e Oração
Oração do Pai Nosso • Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 21 viewsNotes
Transcript
Mateus 6.14-15
Mateus 6.14-15
Introdução:
Chegamos à última parte que compõe a oração do Pai Nosso. Aqui, encontramos palavras que nos orientam a estabelecer, de forma correta, como devemos rogar ao Senhor — colocando ordem no que falamos, organizando nossos anseios legítimos e abrindo o coração para o que é mais importante. Essa oração nos lembra que o Reino de Deus deve orientar nossa mente e ações, pois dele fazemos parte. Contudo, ela também trata dos nossos relacionamentos neste mundo e, a partir da nossa posição em Cristo, mostra como isso transforma a forma de tratar e amar as pessoas. Estar no Senhor é compreender que o perdão não pode ser separado das nossas orações — seja ao pedirmos a Deus, seja ao clamarmos em favor do próximo. Hoje, retomaremos o raciocínio iniciado pelo Senhor no verso 12.
Desenvolvimento:
Ao retomar o ponto iniciado no verso 12, Jesus deseja explicar o motivo do que havia ensinado. Isso nos ajuda a entender a importância de exercer o perdão tendo como base aquilo que recebemos do Senhor. No texto, Ele apresenta duas possibilidades futuras que, dependendo da atitude adotada, afetarão cada um de nós para o bem ou para o mal.
Como aqui se trata de uma explicação, Jesus começa com o “porque”. Há um detalhe: no verso 12, Ele usa a palavra “dívida”; aqui, a palavra é “ofensa”. Isso indica uma mudança de assunto? Não. É apenas um sinônimo, um termo de sentido semelhante, usado para continuar o mesmo tema.
A primeira possibilidade é positiva: “se perdoardes, sereis perdoados”. Em outras palavras, se nós perdoamos, também receberemos perdão. Mas quem deve ser o alvo desse perdão? Apenas os irmãos da igreja? Apenas a família? Apenas o vizinho? Não. A palavra “homens” aqui tem um sentido geral, sem restrições. Nosso Senhor deixa claro que o perdão deve ser universal; não podemos escolher a quem perdoar. Devemos estender essa atitude a todas as pessoas que nos ofendem.
Não podemos, por inimizade ou qualquer outra razão, negar perdão a alguém. Apesar de qualquer falha cometida contra nós, é nosso dever oferecer o perdão. Mateus, por reverência, usa a expressão “Pai Celeste”, pois o judeu evitava usar o nome de Deus em vão. Se recebemos o perdão de Deus, devemos estendê-lo aos outros — essa é a ideia clara do texto.
A segunda possibilidade é negativa: “se não perdoardes, o Pai também não vos perdoará”. Isso significa que, se em algum momento não perdoarmos, Deus retirará o perdão já concedido? Não. Deus não volta atrás na Sua palavra. O que Jesus deixa claro é a gravidade de não perdoar: a recusa em perdoar é uma forte evidência de que a pessoa nunca experimentou o perdão do Senhor.
Os perdoados perdoam porque sabem que também não mereciam, mas foram abençoados com o perdão de Deus. Por isso, reconhecem a necessidade e importância de perdoar os demais. O perdão do Senhor nos constrange a, misericordiosamente, oferecer perdão até mesmo àqueles que nos fizeram mal, mas que ainda assim recebem o bem de Deus.
Não subestime a gravidade de reter perdão. Isso fala mais sobre o nosso coração do que sobre a outra pessoa. Tenha cuidado para não criar barreiras onde o Senhor não colocou. Quem não perdoa, ainda que de forma sutil, está dizendo que nunca precisou do perdão de Deus.
Que o Senhor tenha misericórdia de nós, para que, mesmo diante da dificuldade, não deixemos de cumprir essa tarefa diária de amar e perdoar o próximo, mesmo quando ele nos é desagradável. Amém.
Conclusão:
Na continuação do texto, o nosso Senhor falará de mais alguns temas que nos tocam e estão ligados a nossa atitude de orar, veremos isso com a permissão do Senhor numa próxima oportunidade.
