Sermão no Sl 137 - PÉS NA BABILÔNIA, CORAÇÃO EM SIÃO
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INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Confissão - crítico da pregação. Mas tenho aprendido uma lição valiosa: Deus pode falar poderosamente, mesmo através de um pregador limitado e de um sermão falho (com ouvidos humildes, e não críticos).
Convocação - ouvidos atentos
Expectativa - Deus pode falar hoje, porque Ele também fala em situações inexperadas
Leitura do texto
Ideia central - o profundo lamento pela lembrança de Sião.
Tema - Pés na Babilônia, coração em Sião.
Estrutura da pregação
EXPOSIÇÃO
EXPOSIÇÃO
I. CONTEXTO OU CENÁRIO
I. CONTEXTO OU CENÁRIO
Importância do contexto - o gênero é poético, mas o contexto continua importante
A presença do contexto no Sl 137 - um salmo previlegiado: contexto no próprio texto (a secundariedade das fontes externas)
As quatro esferas do contexto:
Geográfica - “Às margens dos rios da Babilônia...” (v. 1.A)
“Rios...”: um lugar diferente - Não há rios em Jerusalém
Babilônia...”: o pior lugar:
Sentido mediato: representação do reino das trevas - a terra que representa a rebilião (a torre de Babel) e o poder maligno operante no mundo
Sentido imediato: a terra dos invasores - trazer o contexto do cativeiro babilônico.
Política - “… nos levaram cativos...” (v. 3A); “… os nossos opressores...” (v. 3B). Eles perderam sua terra, sua independência, sua liberdade… Agora eram escravos oprimidos na Babilônia.
Emocional - eles estavam muito afetados: “… nos assentávamos e chorávamos...” (v. 1B); “… Nos salgueiros que lá havia...” (v. 2A)
Indicações emocionais físicas:
“… Assentávamos...” - eles não estavam erguidos, mas cabisbaixos; não estavam andando, progredindo, mas estagnados.
“… Nos salgueiros...” - árvore de semblante triste e prostrado, parecendo choro
Indicação emocional interior - “… chorávamos...” o que estava realmente acontecendo no íntimo dos israelitas era isso, choro, pranto, lamento...
Religiosa - “… lembrando-nos de Sião...” (v. 2A); “… pendurávamos as nossas harpas...” (v. 2B)
O coração do texto:
“… Sião...” - não só um local geográfico, mas um conjunto de fatores e profundos significados: o templo, a Arca, o culto, a adoração, os sacerdotes, os sacrifícios.
Sião era uma realidade presente, acessível, próxima a eles.
Sião não foi valorizada, e então foi tragicamente perdida.
A religião que os Israelitas agora viam eram os cultos idólatras aos deuses pagãos da Babilônia. Sua religião foi destruída, e uma religião abominável prevalecia diante deles.
“… lembrando-nos...” - o verbo principal do salmo: presente nos vs. 1, 5, 6, 7. Por que a lembrança é central neste salmo? Por conta da proposta que os judeus estavam recebendo na Babilônia. Isso nos leva ao próximo ponto.
II. A PROPOSTA DA BABILÔNIA
II. A PROPOSTA DA BABILÔNIA
A proposta em si:
Cantar - “… nos pediam canções…” (v. 3A); “… entoai-nos algum dos cânticos de Sião...” (v. 3C).
Se alegrar - “… nos pediam… que fôssemos alegres...” (v. 3)
O que há de errado com essa proposta? - Não é assim que tentamos animar as pessoas? O problema é o que está implícito. Destaco as questões implícitas em 3 verbos:
Esquecer - desvincular os judeus do seu vínculo com Sião; fazê-los esquecer do coração da sua fé.
Adaptar - a proposta não é ficar quieto; não é parar de louvar; não é abandonar totalmente a fé. A proposta é apenas adaptar a fé; flexibilizar alguns termos; fazer algumas concessões.
Conformar - em última instância, significa se conformar à realidade da Babilônia; se identificar com a Babilônia; estar próximo, envolvido, acostumado, familiarizado e enamorado ao ponto de esquecer Sião; perder o encanto, a necessidade, a paixão por Sião.
Aplicação:
Advertência contra nossa tendência a fertlar com o mundo; achar a nossa vida aqui; ser sufocado pelos cuidados da vida (Lucas 21.34)
Advertência de ceder aos modernismos: feminismo, divórcio, segundo casamento, disciplina, culto contemporâneo, moderismos.
Em vez de cedermos a tudo isso, devemos agir como o salmista. Isso nos leva ao próximo ponto.
III. A RESPOSTA DO SALMISTA
III. A RESPOSTA DO SALMISTA
Rejeitou com firmeza a proposta babilônica - através da pergunta retórica do verso 4. Com essa pergunta, deixam claro que é impossível ceder aos termos da Babilônia.
Firmou com exclusividade um compromisso com Sião - nos vs. 5-6A, o salmista renova o seu compromisso ao ponto de lançar imprecações sobre coisas preciosas para um músico: a mão e a língua. Ou seja, ele se compromete a uma adoração exclusiva com Sião.
Renovou com alegria a sua devoção - no final do v. 6, a imprecação chega ao ponto mais alto, que revela um coração ardendo em devoção.
Clamaram por justiça contra os inimigos - os três versículos finais focam nisso. Não é o foco do texto, mas é necessários fazermos pelo menos uma considerações sobre isso:
O pedido por justiça é justo:
Os filhos de Edom - apoiaram a Babilônia, e em vez de socorrer, jubilaram.
Os babilônicos - era um povo extremamente cruel, e realizou as piores crueldades contra Jerusalém. Não respeitram idosos, crianças, grávidas etc.
Ausência de conversão - nenhum desses povos tinham a mínima disposição em se voltar ao Deus vivo.
DOUTRINA
DOUTRINA
Introdução - caminhando para o final, passo a destacar uma verdade profunda para a qual o nosso texto aponta.
Tema - cristologia.
Sião - como vimos, representa, basicamente, a presença de Deus. Sião era central e exclusiva como representação da presença de Deus no AT
Progressividade da revelação - à medida que a revelação progride, a verdade sobre a presença de Deus avança e se aprofunda.
Cristo - até chegar a Cristo. Com Ele, a presença de Deus é revolucionada, nos seguntes sentidos comparativos:
Uma presença diferente - João 2.19–22: “Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei. Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás? Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo. Quando, pois, Jesus ressuscitou dentre os mortos, lembraram-se os seus discípulos de que ele dissera isto; e creram na Escritura e na palavra de Jesus.”
Uma presença maior - Mateus 12.5–6: “Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo: aqui está quem é maior que o templo.”
Uma presença ampla - João 4.24: “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” O contexto da mulher samaritana.
Uma presença direta - Mateus 27.51 - “Eis que o véudo santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas”.
Conclusão - em Cristo, nós podemos até ter pés na Babilôia, mas nosso coração tem plena liberdade para viver continuamente em Sião, com um coração inflamado pela presença de Deus.
APLICAÇÕES PRÁTICAS
APLICAÇÕES PRÁTICAS
Não ceda à proposta da Babilônia - ela fará todos os esforços para nos levar a esquecer, adaptar e confirmar. Vigie, se examene, esteja atento… Esse é um tempo de distração, de esfriamente e apostasia. O Senhor nos manda acautelar-nos.
Valorize o nosso grande tesouro: Jesus - usufruir dEle, andar com Ele, ter uma vida espiritual profunda… Não espere perder para valorizar. Enfatizar uma valorização experimental também, e não somente intelectual.
Se converta a Jesus - não é possível valorizar o que não se tem. Quem ainda não se arrependeu, não tem a Cristo. Muitas pessoas estão desoladas, vazias, amarguradas e sem sentido, como os judeus na Babilônia; e como eles, também estão escravizados no mundo. A liberdade e a alegria estão em Sião, em Cristo.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
A supremacia de Cristo - Cristo veio ao mundo e se entabernaculou; Ele andou conosco, para que agora pudéssemos andar com Ele.
Apelo - Vivamos com o coração em Sião.
Oração - Abc
