Tema: A Liberdade do Evangelho e a Comunhão com Cristo

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Pregação Expositiva – Gálatas 4.8-19

Texto: Gálatas 4.8-19

ICT – Ideia Central do Texto

Paulo adverte os gálatas contra o retorno à escravidão da lei e apela pastoralmente para que permaneçam firmes na liberdade e na graça de Cristo, até que Cristo seja plenamente formado neles.

Tese

Participar da Ceia é renovar nossa fé na obra de Cristo, que nos libertou da escravidão e nos chama a viver em comunhão com Ele, sendo transformados à sua imagem.

Introdução

O culto de Ceia é um momento de memória e renovação: lembramos o sacrifício de Cristo e renovamos nossa aliança com Ele.
Em Gálatas 4, Paulo fala justamente de lembrar — lembrar que fomos libertos da escravidão e que não podemos voltar atrás.
O perigo dos gálatas era trocar a liberdade do evangelho pelas velhas cadeias do legalismo. Nosso perigo hoje é semelhante: viver a Ceia como ritual vazio, sem Cristo sendo formado em nós.

Exposição

1. Não Voltem à Escravidão (vv. 8-11)

Paulo lembra: antes de Cristo, servíeis a deuses que não são deuses (idolatria).
Agora, porém, conheceram a Deus — ou melhor, foram conhecidos por Deus.
Stott observa que a ênfase está na iniciativa divina: não é apenas que conhecemos a Deus, mas Ele nos conheceu e nos adotou .
Aplicação na Ceia: celebrar a Ceia sem fé viva é voltar a ritos vazios. Na mesa do Senhor não há espaço para formalismo, mas para gratidão pela libertação que recebemos em Cristo.

2. Lembrem-se da Graça que Receberam (vv. 12-16)

Paulo apela: “Sede como eu, porque também eu sou como vós”.
Ele recorda como os gálatas o receberam com amor, mesmo em meio à fraqueza.
Calvino destaca que aqui Paulo mostra a ternura de um pastor que teme ver seus filhos voltarem ao erro.
Aplicação na Ceia: a mesa do Senhor nos lembra de onde Cristo nos tirou. Não podemos perder a memória da graça que nos alcançou.

3. Cristo Sendo Formado em Nós (vv. 17-19)

Os falsos mestres tinham zelo, mas para escravizar. Paulo, ao contrário, sofria “dores de parto” até que Cristo fosse formado neles.
O alvo da Ceia não é apenas olhar para trás (lembrança), mas também para dentro (transformação) e para frente (esperança).
Stott: “Cristo formado em vós” significa que a vida de Cristo deve ser reproduzida no crente, pelo Espírito .
Aplicação na Ceia: não é apenas um memorial, mas um chamado à santificação. Cada vez que participamos, declaramos que queremos mais de Cristo em nós.

Conclusão

Gálatas 4.8-19 é um apelo pastoral para que não abandonemos a graça.
A Ceia é um lembrete de que:
Fomos libertos da escravidão.
Somos sustentados pela graça.
Estamos sendo formados à imagem de Cristo.
Ao participar da mesa, renovamos nossa fé na obra de Cristo, firmamos nossa comunhão com Ele e reafirmamos que não queremos voltar à escravidão do pecado, mas viver na liberdade da graça.
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