O Preço da Nossa Salvação. Parte 2

História da nossa Redenção  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Título: Cristo pagou o preço da nossa salvação através do Seu sofrimento e morte.

Texto: Isaias 53.1-12

INTRODUÇÃO

Captação:
Imagine que você entra em uma loja e vê um cartaz enorme dizendo: 'Salvação em promoção: 50% de desconto!' Mas ao se aproximar, se dá conta de que na verdade é um preço exorbitante que ninguém pode pagar. Assim é a salvação: não cabe desconto, pois seu valor foi pago em totalidade com o sangue de Cristo. Não tem promoção, mas um amor singular e incondicional!
Você já parou para pensar no preço que alguém paga por amor? Pense no o esforço de um pai que trabalha dia e noite para sustentar a família, ou a dedicação de um médico salvando vidas. Mas o que dizer do preço que Jesus pagou para salvar cada um de nós? Isaías 53 nos leva a contemplar esse amor de uma forma profunda: o Salvador sofreu, foi rejeitado e silenciosamente carregou nossos pecados para nos dar vida. Hoje, vamos olhar juntos para o preço da nossa salvação e ver como cada detalhe desse sofrimento aponta para o amor de Deus por nós.
transição: Para entendermos a profundidade desse sacrifício, precisamos primeiro conhecer o cenário em que Isaías profetizou.
Contexto remoto:
O livro de Isaías foi escrito 200 anos antes de Jesus nascer, em um período conturbado da história de Israel. Naquele tempo, o reino estava dividido: Israel ao norte e Judá ao sul. O povo enfrentava crises políticas, sociais e espirituais. Isaías pregava tanto exortando ao arrependimento quanto trazendo consolo e esperança, mostrando o plano de Deus para a redenção.
Transição: Com esse pano de fundo, agora podemos olhar de perto o capítulo 53, que revela os sofrimentos do Messias e o preço da nossa salvação.
Contexto próximo:
O livro dele pode ser dividido em duas partes principais:
Capítulos 1–39: Exortação: chamando o povo ao arrependimento e à obediência.
Capítulos 40–66: Consolo e esperança, prometendo restauração ea vinda do Messias.
No capítulo 53, Isaías introduz o Servo Sofredor, aquele que suportaria o peso do pecado, o desprezo e a rejeição, mostrando como o amor de Deus se manifesta de forma suprema no sacrifício de Cristo.
Isaías começa o capítulo com uma pergunta (verso 1): quem crerá que Deus salvaria Seu povo através de alguém que se humilharia e sofreria voluntariamente por nós?
Em outras palavras, a nossa salvação não vem pelo poder ou prestígio, mas pelo amor que se entrega e se sacrifica por nós.
É exatamente isso que Isaías nos convida a contemplar, por isso que o tema da mensagem de hoje é: o preço da nossa salvação.
transição: Nós lemos no texto que o preço da nossa salvação é grande, mas então, como Ele começou a pagar? Isaías nos mostra, desde o início, que preço foi:

1. Rejeição: O Servo foi desprezado (Isaías 53:1–3)

Transição: Ele não sofreu apenas rejeição; Ele sofreu por nossos pecados. O segundo aspecto do sofrimento do Messias foi de:

2. Substituição: O Servo carregou nossos pecados (Isaías 53:4–6)

Texto:

4 Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.

5 Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

6 andávamos desgarrados como ovelhas; se desviava pelo caminho, fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.

Explicação:
ELe nos substitui nos sofrimentos
Ele nos substitui na pena.
Ele nos substitui
No verso 4, vemos que o sofrimento do Servo não foi aleatório; é dito “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si;”
“enfermidades e dores” aqui indica tanto doenças físicas como fraquezas morais e espirituais.
Isaías nos mostra que o Servo não sofre por si, mas por nós. Ele entra em nossa dor, carrega o peso do pecado e suas consequências.
o apostolo Pedro fala sobre isso em sua carta 1Pedro 2.24: “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados.”
ilustração:
Imagine que você está carregando uma mochila muito pesada e chega alguém e tira a mochila pesada das suas costas. Cristo carregou nossas dores e enfermidades, aquilo que era insuportável para nós, Ele assumiu.
Isso significa que Ele carregou a culpa que era nossa, para que nós não precisássemos enfrentar as consequências eternas do nosso pecado.
E qual foi a reação das pessoas? No texto é dito “E nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido”, as pessoas que testemunharam o seus sofrimentos diziam: - Ele sofre porque é culpado, foi rejeitado por Deus. Mas na realidade, seu sofrimento não era por causa de seu próprio pecado, mas por causa do nosso.
No verso 5, Isaias revela outro aspecto dos sofrimentos do servo, foi vicário, em favor de outros. “Mas ele foi traspassado (aqui significa morto violentamente) pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades...”
A palavra transgressões para nós significa quebrar uma regra, desobedecer a uma lei, fazer algo errado. Mas para Isaias era muito mais profundo: significava rebelar-se contra Deus, afastar-se da Sua vontade e quebrar o relacionamento que Ele deseja ter conosco.
O sofrimento de Cristo não foi leve, mas esmagador. O texto ainda diz que Ele foi “moído” (feito em pedaços, esmagado, até não sobrar nada) moido pelas nossas iniquidades”
Voce sabe o que significa “iniquidade” na Biblia, não é só o que fazemos de errado, mas o desejo, a intenção ou a inclinação interior para o pecado, é o pecado que ninguém vê.
por Exemplo:
Uma pessoa pode nunca ter roubado nada, mas se alimenta de inveja ou egoísmo no coração.
Um outro exemplo: sentir raiva e desejar mal a alguém, mesmo que não aja sobre isso.
Na segunda parte do verso 5, Isaias afirma que os sofrimentos indevidos do Servo produz resultados positivos para o povo, recebemos paz e cura espiritual. “...o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras (são feridas abertas de açoites) fomos sarados.”
No texto, a palavra “paz” não se refere à paz interior que sentimos quando estamos tranquilos. Aqui, ela fala de reconciliação com Deus, de restauração do relacionamento que o pecado havia quebrado. Do mesmo modo, quando o texto diz que fomos “sarados”, não está falando de cura física. O profeta Isaías deixa isso claro em Isaías 1.4-6, quando descreve o povo de Israel: a enfermidade que eles carregavam era espiritual e moral, uma corrupção interior que os afastava de Deus.
No verso 6, Isaias reforça a sua tese e nos prepara para a próxima estrofe do cântico do Servo Sofredor. “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas...”
A Imagem aqui é pastoral. Ovelhas sem pastor transmite a ideia de vulnerabilidade, desorientação, incapacidade de voltar sozinhas. Em outras palavras, ele descreve a condição universal do ser humano.
Continuando no texto, é dito que “...Cada um se desviava pelo caminho...” Aqui há outra verdade importante, o pecado não é só coletivo, é pessoal. Cada um escolheu seguir seu próprio rumo, afastando-se de Deus.
Resumo do sofrimento vicário do Servo, “Mas o Senhor fez cair (é transferir a culpa) sobre ele a iniquidade de nós todos” Ilustração: Para entendermos melhor o que isso significa na prática, imagine a cena de um tribunal.
Um homem acabou de receber a sua sentença, “ele é culpado”, a pena — prisão perpétua. Mas, antes da condenação ser executada, um homem inocente se levanta e diz: “Eu assumo a pena dele. Deixe-o ir.” E o juiz aceita. O culpado sai em liberdade, mas o inocente entra algemado em seu lugar.
voce acha isso é justo? obvio que não! Pois justo seria cada um pagar por seus próprios erros. Mas aqui está o escândalo da graça: na cruz, o Justo se ofereceu voluntariamente para tomar o lugar dos injustos. Ele não foi forçado. Ele escolheu amar até o fim.
Em outras palavras, a justiça de Deus não foi ignorada ela foi satisfeita em Cristo. O castigo foi cumprido, a pena foi paga. Mas, ao mesmo tempo, a misericórdia brilhou, porque quem merecia morrer foi perdoado.
Essa é a mensagem do Evangelho: na cruz, Cristo recebeu a sentença que era nossa, para que pudéssemos receber a vida que é d’Ele.
O apostolo Paulo afirma que a motivação para tomar o nosso lugar foi para provar o seu amor, conforme Romanos 5.8, “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.”
Aplicação:
Irmãos, vocês já pararam para pensar nisso?
Cristo não sofreu de forma genérica. Ele sofreu por pecados reais e por pessoas reais. Cada dor de Cristo, cada golpe, cada ferida estava ligada ao meu pecado e ao seu pecado. Em outras palavras, as ferida tinha um nome, o meu e o seu.
Saber disso, nos leva a pensar e viver de maneira diferente:

1. Nos faz enxergar o pecado com mais seriedade

Saber que cada ferida de Cristo estava ligada ao nosso pecado nos mostra que o pecado não é algo leve ou indiferente.
Por isso, devemos confessa-los, arrepender-nos e buscar viver em santidade, sabendo o preço que Ele pagou por nós.

2. Nos garante liberdade da culpa

Cristo carregou o peso de nossos pecados para que não precisássemos carregar.
Implicação prática: podemos viver sem o fardo da condenação, com coragem para enfrentar erros e fraquezas, confiando na obra completa da cruz.

3. Nos ensina a gratidão genuína

Cada ferida d’Ele foi por amor, por nós.
Implicação prática: desperta em nós um coração grato, que responde ao sacrifício de Cristo com obediência, serviço e adoração.

4. Nos convida a confiança em Deus

Se Cristo suportou a punição por nós, podemos confiar que Deus cuida de nós em todas as dificuldades.
Implicação prática: diante de dor, perda ou injustiça, podemos descansar na fidelidade e soberania de Deus.

5. Nos transforma para viver pelo amor

O amor de Cristo nos alcançou de forma pessoal.
Implicação prática: somos chamados a amar os outros com esse mesmo amor sacrificial, buscando servir, perdoar e carregar os fardos uns dos outros.

6. Nos leva à adoração pessoal

Cada ferida tinha um nome — o seu, o meu.
Implicação prática: reconhece que a cruz não é abstrata; é pessoal. Isso nos leva a uma adoração profunda, íntima e agradecida.

2. “Ele não sofreu apenas rejeição; Ele sofreu por nossos pecados.”

Entre Ponto 2 (Substituição) e Ponto 3 (Mansidão):

“Mesmo carregando nossos pecados, Ele suportou tudo em silêncio.”

Entre Ponto 3 (Mansidão) e Ponto 4 (Obediência e Vitória):

“Mas a mansidão não foi em vão; cada sofrimento cumpriu o plano de Deus.”DIVISÃO PRINCIPAL

Explicação
- Escreva aqui a explicação do texto referente a essa divisão principal do sermão.
- Se tiver subdivisões são feitas aqui
Ilustração
Escreva aqui sua ilustração
Fundamentação
Escreva aqui o texto da sua fundamentação
Aplicações
Escreva aqui as suas aplicações

3. DIVISÃO PRINCIPAL

Explicação
- Escreva aqui a explicação do texto referente a essa divisão principal do sermão.
- Se tiver subdivisões são feitas aqui
Ilustração
Escreva aqui sua ilustração
Fundamentação
Escreva aqui o texto da sua fundamentação
Aplicações
Escreva aqui as suas aplicações

CONCLUSÃO

1. Recapitulação do tema.
2. Recapitulação das divisões principais
3. Aplicações finais.
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