A MORTE É APENAS O INÍCIO DA ETERNIDADE

A MORTE NÃO É O FIM  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 13 views

O sermão ensina que a morte não é o fim da existência humana, mas o início da eternidade — vida eterna com Deus para os justos, e castigo eterno para os ímpios. Com base em Lucas 16.19–31 e outros textos bíblicos, é demonstrado que, ao morrer, o ser humano continua existindo de forma consciente e é imediatamente conduzido ao céu ou ao inferno, iniciando uma separação definitiva e irreversível. A justiça divina começa a se cumprir após a morte: os salvos recebem consolo e vida eterna; os perdidos, tormento e horror. Assim, a única forma de escapar da condenação eterna é crer em Jesus Cristo ainda nesta vida, pois, depois da morte, vem o juízo. A mensagem conclui com um apelo direto: sem Cristo, há inferno; com Cristo, céu — a decisão é pessoal e urgente.

Notes
Transcript

A MORTE É APENAS O INÍCIO DA ETERNIDADE

Introdução:
Vamos relembrar o que já vimos:
Vimos que a morte não é o fim da existência humana (João 5.28-29), pois, um dia, todos ressuscitarão — tanto os justos quanto os injustos —, e todos também viverão eternamente: no céu ou no inferno (lago de fogo).
Vimos também sobre o aniquilacionismo: esse ensino não reflete a justiça de Deus, porque:
A segunda morte não significa extinção, mas separação eterna de Deus;
Destruição eterna não significa inexistência;
Perdição também não significa inexistência;
Se deixar de existir fosse o castigo eterno, então esse castigo não seria tão horrível a ponto de Jesus ter dito que seria melhor não ter nascido.
Agora, veremos que a morte é o início da vida eterna para os justos e do castigo eterno para os ímpios.
Lição: A Morte É o Início da Vida Eterna para os Justos e do Castigo Eterno para os Ímpios.
Texto: Lucas 16.19-31.
O texto que acabamos de ler (Lc 16.19-31) foi contado por Jesus durante sua viagem para Jerusalém (Lc 9.51), provavelmente na região da Pereia, localizada a leste do rio Jordão, em frente à Judeia. Essa parábola, contada por Jesus, encontra-se junto a outras parábolas ensinadas por Ele às multidões (Lc 14.25ss). Entre elas estão:
A parábola da ovelha perdida (Lc 15.1-7),
A da moeda perdida (Lc 15.8-10),
A do filho perdido (Lc 15.11-32),
A do administrador astuto (Lc 16.1-8),
E a do homem rico e Lázaro (Lc 16.19-31).
De Lucas 13.22 a 17.10, Jesus mostra que entrar no Reino de Deus é um privilégio reservado a alguns — muitas vezes a candidatos improváveis, que não faziam parte da estrutura religiosa de Israel.
No capítulo 16, o Senhor Jesus ensina que a riqueza não é sinal da bênção de Deus. Ser rico não significa ser abençoado. Jesus deixa claro que a riqueza não contribui em nada para a salvação; ao contrário, é uma barreira para o rico. Ele conta duas parábolas nesse capítulo para confrontar os fariseus, que amavam o dinheiro (Lc 16.14). A palavra “avarento” significa amar o dinheiro ou amar as riquezas.
Na parábola do homem rico e Lázaro, o ensino é claro: a situação econômica de alguém não indica sua justiça diante de Deus nem sua aceitação por parte d’Ele.
Antes de considerarmos o texto, é necessário falar sobre a interpretação dele. Alguns entendem que Jesus contou uma história real; outros veem como uma parábola. Seja uma história real ou uma parábola, entendo que Jesus nos traz lições sobre a vida após a morte.
E uma dessas lições é: A morte é o início da vida eterna para os justos e do castigo eterno para os ímpios.
Diante disso, quero destacar alguns fatos, apresentados no texto, sobre a morte ser apenas o início.
A morte é apenas início da existência eterna (19-22).
19 Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. 20 Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; 21 e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. 22 Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado.
Jesus apresenta dois homens antes de sua morte. Um deles, com certeza, agradaria aos fariseus e, na perspectiva deles, seria o escolhido para receber as bênçãos eternas — esse seria a aposta deles: o homem rico (v. 19). O outro seria facilmente rejeitado, pois sua vida demonstrava, na visão deles, o desfavor de Deus (vv. 20–21). Eles o viam como impuro e desprezado por Deus.
Aplicação: O sinal da graça de Deus na vida de alguém não é sua riqueza ou status social, mas sim sua fé em Jesus Cristo. A evidência da graça divina está na fé da pessoa, e não nos seus bens materiais.
O fato é: quem eles viam como abençoado, não era abençoado; e quem não viam como abençoado, era abençoado.
Com o tempo, chega o dia da morte do homem rico e também de Lázaro (v. 22). Não é mencionada a causa, o tempo ou o modo da morte — até porque esse não é o propósito de Jesus. A questão é que morreram. Morreram, mas não deixaram de existir. Eles morreram e continuaram existindo. Não foi o fim da existência; ao contrário, foi o início de uma nova forma de existência. Isso fica claro por algumas observações:
O homem rico está:
Sofrendo tormentos;
Fazendo movimentos com os olhos;
Vendo;
Falando;
Consciente da sua situação e da dos seus irmãos;
Lembrando da vida terrena.
Ou seja, eles não desapareceram e nem estão dormindo. Não é "sono da alma", como alguns ensinam. Eles estão conscientes — e conscientes de uma vida sem fim, tanto os que estão no céu quanto o que está no inferno. A morte deu início à existência eterna — ou, melhor dizendo, a morte marca a transição da existência terrena para a existência eterna. A morte dá continuidade à existência da alma. A mudança é do mundo terreno para o mundo espiritual, até o estado eterno.
Observação: Aqui, eles estão no chamado estado intermediário.
Contudo, já é o início da eternidade — com ou sem Deus. A morte não é o fim; ela é apenas o início da existência eterna.
A morte é apenas início da separação definitiva.
Essa separação definitiva é entre justos e ímpios. A morte separa os justos dos ímpios.
O relacionamento terreno, social e impessoal do homem rico com Lázaro foi quebrado pela morte: o rico foi para o inferno, e Lázaro, para o céu (v. 23).
Enquanto estão na terra, justos e ímpios convivem juntos, mas, quando morrem, são separados uns dos outros.
Aplicação: A separação definitiva inclui também a separação de familiares, parentes e amigos que estiverem do lado contrário ao nosso.
No caso do homem rico, a separação definitiva foi também em relação a Deus, pois, ao morrer, ele foi diretamente para o inferno — e estar no inferno é estar separado definitivamente de Deus. (O destino final do inferno e dos que se encontram nele é ser lançado no lago de fogo — Apocalipse 20.13–15.)
A morte leva o justo para junto de Deus (Lc 23.43; 2Co 5.6–8; Fp 1.21–23); por outro lado, ela separa o ímpio de Deus.
Ao ser separado pela morte, não há mais volta:
Do estado em que está (vv. 24–25);
Do local em que está (v. 26).
A morte não é uma separação temporária entre justos e ímpios; ela é o início da separação definitiva entre eles. E, para o ímpio, além da separação de familiares, parentes e amigos justos, há ainda a pior separação de todas: a separação definitiva de Deus.
A morte é apenas início da justiça divina.
Paulo diz em Romanos 6.23:
Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”
Quem vive no pecado receberá a morte eterna como salário; e quem recebeu o dom gratuito de Deus viverá por Cristo Jesus eternamente.
Ezequiel diz mais:
Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá.” (Ez 18.4)
Sendo assim, ao morrer, o homem pecador merece receber o quê de Deus? A morte eterna! (Lembre-se: Deus é justo!)
Jesus diz em João 5.39:
Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.”
Onde se encontra a vida eterna? Nas Escrituras. E elas testificam de quem? De Jesus Cristo!
Paulo declara em 1 Coríntios 15.3-4:
Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.”
Ou seja, as Escrituras apontam para Cristo como o Salvador. E para ser salvo, o homem pecador necessita do quê? Leia Romanos 3.21-26: O homem necessita ter fé no Senhor Jesus Cristo.
Lembre-se: Deus é justo. Ao morrer, o homem crente em Jesus Cristo recebe de Deus o quê? A vida eterna!
Agora, veja o que Jesus diz nos versículos 27 a 31:
“Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.”
“Moisés e os Profetas” é uma expressão que significa “as Escrituras”. O que Abraão diz ao homem rico é que, para seus irmãos irem para o céu — onde ele e Lázaro estavam —, era necessário dar ouvidos e crer nas Escrituras; só assim eles se arrependeriam, mudariam de vida e seriam salvos.
Agora, leia novamente os versículos 23 a 25:
No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos.”
Para onde foi o homem rico após a morte? Para o inferno. Isso significa o quê? Que ele não deu ouvidos às Escrituras. E Lázaro, foi para onde após a morte? Para o céu! Se ele foi para o céu, entende-se que deu ouvidos e creu nas Escrituras.
Deus, sendo justo juiz, após a morte dos homens, dá início à Sua justiça:
Aos justos: descanso, consolo e vida eterna;
Aos ímpios: horror, tormento, tristeza e castigo eterno.
A morte é apenas o início da justiça de Deus.
Lembrando que esse é o estado intermediárionão o final —, mas já é o início da vida eterna para os justos e do castigo eterno para os ímpios.
Aplicações:
A salvação é para hoje — depois da morte, será tarde demais.
(Porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação).(2 Coríntios 6.2)
Depois da morte, vem o juízo:
E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,(Hebreus 9.27)
Deus enviou Seu único Filho, Jesus Cristo, justamente para nos salvar:
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (João 3.16-18)
Ninguém será salvo por obras ou riquezas, nem por pobreza ou miséria, mas somente pela fé em Jesus Cristo.
Conclusão:
Antes de encerrar, vamos relembrar o que vimos:
A morte não é o fim da existência da existência humana (João 5.28-29), pois um dia todos ressuscitarão — tanto justos quanto injustos — e viverão eternamente: no céu ou no inferno (lago de fogo).
O aniquilacionismo não reflete a justiça de Deus, porque:
A segunda morte não significa extinção, mas separação eterna de Deus;
Destruição eterna não significa inexistência;
Perdição também não significa inexistência;
Se deixar de existir fosse o castigo eterno, esse castigo não seria tão horrível a ponto de Jesus dizer que seria melhor não ter nascido.
A morte é o início da vida eterna para os justos e do castigo eterno para os ímpios, pois ela é apenas o início da existência eterna, da separação definitiva e da justiça divina.
Amados, diante de tudo isso, o certo é que a morte não é o fim. Sendo consciente disso, qual é a sua decisão hoje? Para onde você vai após a morte?
Lembre-se: Sem Cristo, inferno. Com Cristo, céu. A decisão é sua. Qual é a sua decisão?
19 Ora, havia certo homem rico que sendo feliz com o luxo tanto se vestia de pano de púrpura como de linho finíssimo por todo o dia. 20 E um pobre, chamado Lázaro, que estava coberto de feridas, fora deixado na porta dele 21 e esse estava desejando muito matar a fome com os restos de comida que estavam caindo da mesa do rico. E em vez disso, os cachorros que vinham lambiam as suas feridas. 22 E então aconteceu de morrer o pobre e ser levado pelos anjos para junto de Abraão; e também o rico morreu e foi sepultado. 23 E então, no mundo dos mortos, estando em tormento, ficou observando com seus olhos e viu Abraão de longe e Lázaro ao seu lado. 24 E ele falando alto disse: Pai Abraão, tem compaixão de mim e manda Lázaro para que molhe a ponta do dedo dele em água e refresque a minha língua, porque estou atormentado nesta chama. 25 E Abraão disse: Filho, está lembrado que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro semelhantemente (recebeu) os males; mas, agora, aqui está consolado, e tu estás atormentado. 26 E sobre tudo isso, um grande abismo está estabelecido entre nós e vós, para os que estão desejando atravessar daqui para vós não possam e nem os daí atravessem para nós. 27 E disse: Pai, então, eu te peço que envies ele à casa de meu pai, 28 porque tenho cinco irmãos a fim de que os avise, para que também não venham para este lugar de tormento. 29 E Abraão respondeu: Ele têm Moisés e os profetas; deem ouvidos a eles! 30 E ele disse: Não, pai Abraão, mas se alguém dentre os mortos for enviado a eles, se arrependerão e mudarão de vida. 31 E então lhe disse: se não dão ouvidos a Moisés e os porfetas, também não serão convencidos se e quando alguém ressuscitar dentre os mortos.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.