O chamado do Evangelho

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A igreja foi comissionada a propagar o boa nova da salvação, o Evangelho de Jesus Cristo. A mensagem que cada um de nós foi comissionado a anunciar não é diferente daquela que fora entregue ao mundo na antiguidade por homens como Isaías, Ageu, João Batista e o próprio Senhor Jesus Cristo. É a mensagem que aponta para a graça redentora de Deus, resgatando para si um povo, mas que também estabelece a clara necessidade do arrependimento e do correto relacionamento entre o homem e Deus, por meio da fé. Esses, veremos, eram os elementos centrais da pregação de Jesus.

Notes
Transcript
Introdução
A igreja foi comissionada a propagar o boa nova da salvação, o Evangelho de Jesus Cristo. A mensagem que cada um de nós deve anunciar não é diferente daquela que foi entregue ao mundo na antiguidade por homens como Isaías, Ageu, João Batista e o próprio Senhor Jesus Cristo. Essa é a mensagem que aponta para a graça redentora de Deus, resgatando para si um povo, mas que também estabelece a clara necessidade do arrependimento e do correto relacionamento entre o homem e Deus, por meio da fé. Esses, veremos, eram os elementos centrais da pregação de Jesus.
Frase de Transição
Considerando a pregação de Jesus Cristo, apontada por Marcos, como o Evangelho de Deus, convido você para que consideremos hoje o seguinte tema: O chamado do Evangelho. Minha intenção é apresentar, a partir da ênfase estabelecida no v. 15, duas claras necessidades que o Evangelho apresenta ao homem.
1. O Evangelho estabelece a necessidade de arrependimento - v. 15.b
Deus criou o homem para uma união perfeita com Ele. O pecado, no entanto, afetou essa união de tal forma que o homem feito para glorificar a Deus e desfrutar de sua presença para sempre, se vê após a queda, condenado sob o jugo da morte física, e sob um perigo iminente da morte espiritual eterna. Deus, devido ao seu grande amor, se dignou a estabelecer um meio para que o homem seja resgatado dessa condição: a salvação executada por Cristo. Deus revelou no passado e continua a revelar ainda hoje, sua ação graciosa por meio daquilo que conhecemos como Evangelho. E segundo relata Marcos, no texto que lemos, o início do ministério público de Jesus foi marcado justamente pela pregação do Evangelho de Deus, conhecido também como Evangelho do Reino que nos mostra a realidade de que o ministério de Jesus provoca mudanças profundas na criação, apontando de maneira especial para o reinado do Senhor sobre os corações e mentes.
É provável que você conheça bem a definição de Evangelho. Se você frequentou a Escola Dominical ou os cultos doutrinários da igreja em algum momento de sua vida, você já ouviu falar que essa palavra significa a boa nova da salvação, ou a boa notícia. E considerando esse enunciado, é comum que a mensagem do Evangelho seja associada à manifestação da graça de Deus perdoando e justificando os pecadores, por meio da justiça perfeita de Cristo. Essa associação não é errada, pois, a Escritura atesta essa realidade:
Romanos 5.1 “1 Justificados,pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;”
Existe, no entanto, uma questão que não pode ser desconsiderada. Há um elemento intimamente associado à justificação e que constituia uma das ênfases da pregação, tanto de Jesus, quanto de João e dos profetas que o precederam, assim como de todos os demais apóstolos. Perceba que o chamado de Cristo na pregação do Evangelho impõem a necessidade do arrependimento. Essa pode ser considerada a perspectiva negativa da pregação. Ela é negativa, pois, a necessidade de arrependimento evidencia claramente a culpa que pesa sobre o homem devido ao seu pecado.
Temos uma certa dificuldade de compreender o verdadeiro arrependimento. É comum que até mesmo nas pregações evangélicas o arrependimento seja explicado com uma forte carga emocional. Falamos sobre ele como o sentimento de tristeza pelo pecado. E embora a tristeza diante do pecado seja um dos elementos do verdadeiro arrependimento, reduzí-lo a isso se constitui em um esvaziamento demasiado de seu significado. O sentido de “arrependimento” nesse texto e em outros que abordam o mesmo assunto é: conversão! E quando consideramos esse fato percebemos o quão profundo e transformador é o Evangelho do Reino Deus. Conversão fundamentalmente, significa 'uma mudança de direção', ' o retorno a um determinado ponto', 'a mudança de mente'. Dessa forma começa a ficar claro que o Evangelho impõe a urgência do arrependimento, indicando que é necessário que cada homem, uma vez confrontado por essa mensagem e respaldado na graça, reconheça a impureza pecado, a odiosidade dos seus maus caminhos diante de Deus, reconhecimento esse que deve ser seguido pela aversão abandono do pecado, redundando em uma guinada na qual o homem se volta para Deus, e se esforça por andar com Ele em todos os seus mandamentos. Podemos colocar isso em termos mais simples. O Eevangelho requer do homem, firmado na graça de Deus, a decisão firme e sincera de romper com o passado mau, se dedicando ao Senhor.
Aplicação: No passado Deus falou por meio dos profetas. Inspirados pelo Senhor esses homens santos proclamaram a mensagem de Deus exatamente como Deus a entregou. Eles não escolheram o que falar. Eles não suavizaram a mensagem. Hoje infelizmente, até mesmo no meio evangélico, o compromisso com a pregação do Evangelho que é a mensagem de Deus está em descrédito. Não há duas palavras juntas que tenham sido tão usadas por pregadores cristãos no passado como 'se arrependam dos pecados e creiam no Evangelho'. Hoje no entanto, falar sobre arrependimento não parece ser uma questão. Em um tempo de relativismo moral e cultural, o arrependimento supostamente não é mais necessário, pois, nem tudo se trata de “certo” ou “errado”. Cada um tem sua própria verdade, seus próprios conceitos. Os absolutos morais não são assim tão absolutos. Falar sobre arrependimento é politicamente incorreto, pois, pressupõem - acredita o mundo - um certo ar de superioridade. E esse tipo de visão influencia negativamente a missão da igreja. O Evangelho que devemos pregar não pode ser restrito a um convite para conhecer e experimentar a graça do Deus que salva. Antes de qualquer outra coisa a pregação deve tornar as pessoas conscientes da odiosidade de seus pecados e da condenação eterna a qual estão sujeitos todos os homens. A pregação do Evangelho de Deus deve expor e confrontar os pecados, mostrando que o arrependimento é necessário. Em um mundo no qual praticamente todas as coisas são permitidas, a igreja deve viver como bastião da mensagem que é a mensagem de Deus, e pregar essa mensagem, que denuncia e confronta o pecado, ordenando que o homem se arrependa de seus maus caminhos para que assim, pela fé em Cristo, possa ser salvo. Nada menos que isso será eficaz. Nada menos que isso garantirá que a missão outorgada por Cristo seja cumprida de maneira eficaz.
2. O Evagelho estabelece a necessidade de crer em Cristo - v.15c
A segunda tônica, que estabelece aquele que é o breve mas profundo conteúdo da pregação de Jesus Cristo no texto de Marcos, revela a face positiva do Evangelho, na perspectiva daquilo que ele impõem como uma necessidade e requer que homem faça em resposta ao chamado da graça. Há pouco relembramos o fato de que a queda afetou profundamente a relação entre Deus e homem. Em termos de finalidade, sabemos que Deus nos criou para glorificá-lo e desfrutarmos de sua presença para sempre. Devido a queda essa relação entre criatura e Criador, que era perfeita, foi danificada e precisa ser restaurada.
Há agora a necessidade de um Mediador que reestabeleça a ligação entre criatura e Criador. Esse Mediador, afirmam as Escrituras é Cristo, o Deus Filho que não é apenas o conteúdo pronunciado pelo Evangelho, mas a própria encarnação do Evangelho. Para que o homem possa receber as bênçãos de sua Medição é necessário que sua fé esteja exclusivamente nEle . E é exatamente esse fato, juntamente com todas as suas implicações, que se apresenta como a segunda ênfase da pregação de Jesus, na qual Ele ordena: Crede no Evangelho.
Assim como se arrepender, crer no Evangelho também é um imperativo, uma ordem. Crer é o mesmo que ter fé, colocar a confiança em algo. No AT esse conceito se estabelece com:

uma visão teocêntrica. Consequentemente, a fé é a reação humana à ação primária de Deus.

No NT, o conceito de crer em Deus e em seu Evangelho, indica não apenas o assentimento intelectual, mas também o conhecimento, a aceitação, a confiança e a obediência a Deus, redundando assim em um relacionamento correto entre criatura e Criador. Uma vez que Cristo é o cerne e a encarnação da mensagem do Evangelho, crer no Evangelho é crer em Cristo.
Mais uma vez, é importante destacar o fato de que crer em Cristo, ou crer no Evangelho, não é um mero assentimento intelectual, como uma conclusão lógica de que Cristo é verdadeiro. Logicamente o intelecto é renovado e submete a Deus em face da salvação, no entanto, crer em Cristo é mais profundo que isso e estabelece algumas implicações importantes. Crer em Cristo é ter nele uma fé verdadeira. Essa fé
Marcos 1.14–15 O Começo do Grande Ministério Galileu (Cf. Mateus 3.2; 4.12; 11.2; 14.3–5; Marcos 6.17–20; Lucas 3.19–20; 4.14–15; João 3.24; 4.1–3,43–44)

“não é somente um conhecimento certo, através do qual o homem sustenta como verdade tudo o que Deus revelou em sua Palavra, mas também uma firme confiança com a qual o Espírito Santo trabalha no coração, pelo evangelho, convencendo o homem de que a remissão de pecados, a justiça eterna e salvação são graciosamente dadas por Deus, somente pelos méritos de Jesus”.

Jesus é o centro do Evangelho. Jesus é a encarnação e o cumprimento do Evangelho. A pregação desse Evangelho, o Evangelho de Deus, torna claro e inequívoco o fato de que é essencial que se creia em Cristo para a salvação, pois, é o Evangelho, do qual Cristo é a encarnação e o cumprimento, que torna o homem consciente de seus pecados e da odiosidade de sua rebelião contra Deus. É também pela mensagem do Evangelho, centrada nos méritos de Cristo, que o Espírito Santo age no coração do homem, o fazendo conhecer e desfrutar da graça que perdoa os pecados e restaura a vida. O Cristo anunciado pelo Evangelho é o Único caminho para que o homem chegue a Deus. Ele deve ser crido e obedecido. É imperioso para a salvação que o homem pela fé, viva em Cristo, por Cristo e para Cristo.
Aplicação: Vivemos em uma época humanista. O homem acredita ser aquilo que há de melhor e mais importante. O homem vê a si mesmo como a medida de todas as coisas. Não é raro encontrar pessoas que acreditam que por serem “boas” aos seus próprios olhos, Deus as receberá na eternidade de braços abertos para uma vida feliz em sua presença. Elas estão tristemente enganadas. Não há bondade, mérito, ou merecimento no homem que o justifique diante de Deus. Aqueles que crêem em si mesmos, em suas boas ações, estão em sob risco iminente de morte eterna. O homem precisa crer em Cristo, mas como crerá nEle se não o conhece? É nesse aspecto que reside a importância da missão da igreja. A igreja foi comissionada a propagar a fé, a fazer discipulos. Discípulos são forjados na pregação do Evangelho, Evangelho esse que atesta a necessidade imperiosa de crer em Cristo. É necessário que você pregue esse Evangelho às pessoas que estão à sua volta. Que você fale sobre o quão importante é conhecer e confiar em Cristo. Você tem a obrigação, o dever, de anunciar a tantas pessoas quanto for possível que Cristo é o único caminho para uma eternidade feliz e que ele precisa ser crido urgentemente. Talvez você se sinta perdido ou incapacitado para essa tarefa. Talvez você sinta que não saiba exatamente que mensagem pregar ou o que falar. Siga o conselho de Richard Baxter, pastor puritano do Século XVI, que com grande sabedoria disse: “O grande e necessário trabalho do ministério é conhecer a Cristo e fazê-lo conhecido; viver em Cristo e ajudar outros a viver nele (...) Se pregarmos Cristo ao nosso povo com clareza e seriedade, trataremos com as suas almas como homens que creem de fato no que pregam. Se conseguirmos pregar somente Cristo para nosso povo, teremos pregado tudo (...)”.
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