35 - CONSTRUINDO PONTES, NA MESA DA UNIDADE

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TEXTO

Romans 14:1–12 NAA
1 Acolham quem é fraco na fé, não, porém, para discutir opiniões. 2 Um crê que pode comer de tudo, mas quem é fraco na fé come legumes. 3 Quem come de tudo não deve desprezar o que não come; e o que não come não deve julgar o que come de tudo, porque Deus o acolheu. 4 Quem é você para julgar o servo alheio? Para o seu próprio dono é que ele está em pé ou cai; mas ficará em pé, porque o Senhor é poderoso para o manter em pé. 5 Alguns pensam que certos dias são mais importantes do que os demais, mas outros pensam que todos os dias são iguais. Cada um tenha opinião bem-definida em sua própria mente. 6 Quem pensa que certos dias são mais importantes faz isso para o Senhor. Quem come de tudo faz isso para o Senhor, porque dá graças a Deus. E quem não come de tudo é para o Senhor que não come e dá graças a Deus. 7 Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. 8 Porque, se vivemos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor. 9 Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e tornou a viver: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos. 10 Você, porém, por que julga o seu irmão? E você, por que despreza o seu irmão? Pois todos temos de comparecer diante do tribunal de Deus. 11 Como está escrito: “Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus.” 12 Assim, pois, cada um de nós prestará contas de si mesmo diante de Deus.

INTRODUÇÃO

Pode parecer estranho para nós hoje, mas houve um tempo na história da igreja em que a introdução de um instrumento musical no culto era motivo para divisões. No século XIX, muitas igrejas protestantes, especialmente as de tradição reformada, cultuavam a capella, ou seja, apenas com o canto da congregação. Quando os primeiros órgãos começaram a ser instalados, a controvérsia foi semelhante aos que, a poucos anos, insistiam contra o uso da bateria ou violão/ guitarra.
De um lado, os 'fortes', que não viam problema algum e acreditavam que o instrumento ajudaria na beleza e na ordem do culto, o fazendo para a glória de Deus. Do outro, os 'fracos na fé', que sinceramente acreditavam que o uso de instrumentos era uma concessão ao mundanismo, uma imitação da Igreja Católica, e que a verdadeira adoração deveria vir apenas da voz humana, como um sacrifício puro ao Senhor.
Irmãos foram contra irmãos. Igrejas se dividiram. Pessoas deixaram de se falar por causa de um instrumento. Ambos os lados amavam a Deus e queriam honrá-lo, mas suas consciências os levaram a conclusões diferentes sobre um assunto que não era central para a salvação. Eles se tornaram fiscais da piedade uns dos outros. É exatamente para um cenário como este — cheio de divisões sobre assuntos secundários — que o apóstolo Paulo escreve em Romanos 14, nos ensinando um caminho melhor: o caminho do acolhimento e do amor.

CONTEXTO Romanos 12 - 13

Após nove capítulos de profunda doutrina sobre a justificação pela fé, a eleição, a graça de Deus e a soberania divina, Paulo passa para a aplicação prática dessas verdades.
Romanos 12 nos chama a uma vida de adoração, transformada pela renovação da mente. Essa transformação não é meramente individual, mas comunitária, impactando a forma como nos relacionamos uns com os outros.
Em Romanos 13, Paulo aborda nossa relação com as autoridades civis, reforçando a ideia de que a fé afeta todas as áreas da vida.

O Contexto Histórico da Igreja em Roma

Judeus Convertidos vs. Gentios Convertidos: Havia judeus e alguns gentios convertidos que mantinham costumes alimentares (não comiam carne, talvez por associações com sacrifícios a ídolos) e dias especiais de observância. Por outro lado, havia gentios convertidos que não tinham essas restrições e talvez até alguns judeus também.
Questões de Consciência: Paulo não está lidando com questões de pecado (como imoralidade), mas com coisas indiferentes à salvação. A questão central não é se algo é certo ou errado, mas como a fé lida com as diferenças de consciência.

EXPOSIÇÃO

ACOLHER, NÃO PARA DISCUTIR
NÃO SEJA FISCAL DA PIEDADE DO OUTRO(V2-6)
A MOTIVAÇÃO PARA SUA PIEDADE DEVE SER CRISTO(V7-9)
NÃO SE COLOQUE NO LUGAR DE DEUS(V10-12)

ACOLHER, NÃO PARA DISCUTIR (V1)

Romans 14:1 NAA
1 Acolham quem é fraco na fé, não, porém, para discutir opiniões.
Paulo inicia com uma ordem, um imperativo, ou seja, um mandamento: Acolham! Não sei quantos de nós ainda tem aquela pulseira que foi distribuída pela igreja, os que tiverem, olhem e leiam o que nela está escrito: Acolher, Restaurar e Integrar. Essa é a missão da Igreja.
Já vimos que nossa luta não é contra pessoas, é contra ideologias, contra falsas ideias, contra as mentiras do Diabo. Mas, se estamos entre irmãos, porque consideramos o outro como um inimigo? Porque não acolhemos o irmão ou a irmã? Será que é só porque ele ou ela pensa diferente de mim? Será que eu sou a régua pela qual eu julgo quem deve ser meu irmão, e quem não merece a minha atenção?
Paulo não está falando de acolher pessoas que insistem no pecado e não se arrependem. Ele não está falando de acolher ímpios que vivem uma vida imoral, mentirosa, torta, sem temor a Deus. Paulo está falando de acolher pessoas que como eu e você, creem e se submetem de coração ao Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
E Paulo começa seu apelo diretamente aos mais fortes porque ele sabe a tendência orgulhosa do coração que se acha mais forte em querer se separar dos fracos inferiores, da ralé, dos que não tem entendimento, dos pecadores, todos esses adjetivos inclusive, muito usados por fariseus ao se referir a qualquer um que não fosse da mesma categoria que eles.
Acolha, não pra catequizar seu irmão naquilo que você supõe ser o melhor, não para fazer com que ele engula a sua opinião a força, pra que ele se torna uma versão 2.0 nossa, pra que ele diga apenas exatamente aquilo que nossos ouvidos tem o prazer de ouvir. Acolha para amá-lo, para respeitá-lo, para andar com ele ou ela. Acolha porque você ama, não para discutir questões que no fim do dia, não mudarão em nada a sua fé ou a dele.
Nós citamos nos nossos dias, e com razão, aquele famoso texto que diz que virá o dia em que muitos se cercarão de falsos mestres, como quem sente coceiras nos ouvidos, rejeitarão a verdade para ouvir apenas aquilo que lhes dão prazer. Nesse texto, Paulo está tratando de falsos ensinos, de doutrina falsa, de pessoas que não são convertidas.
Mas e quando nós, que somos santos e salvos, que seguimos a Cristo, agimos como essas pessoas? E quando nós só conseguimos nos relacionar com quem tem a mesma opinião que a nossa? E quando não conseguimos ter comunhão verdadeira com um irmão nosso porque ele disse algo que me deixou machucadinho?
Adoramos falar da geração mimimi e a sua incapacidade de ouvir críticas, mas quando dói o nosso calo, somos os primeiros a repelir, a nos afastar, a virar o rosto, a fechar as portas de nossa casa e de novo, eu não estou falando de pecado.
Acolham irmãos, não para discutir opiniões. Acolham o fraco, não para provar que você tem razão. Acolham para integrar, acolham para amar.
Agora é a hora do famoso: “quem me conhece sabe”, como eu sou, por vezes, uma pessoa intransigente, alguém de convicções muito fortes e difícil de convencer. Por um lado, isso me faz não ser atraído por qualquer tipo de discurso que eu ouça por aí, independente de quem seja o palestrante. Mas isso pode ser uma grande arma apontada para mim e para os meus amados que, muitas vezes, precisam me corrigir.
E eu peço, de coração aberto a você que me ouve: Não sejam como eu, sejam melhores, sejam como Cristo que não acolhia para discutir, mas para amar e andar junto.
ACOLHER, NÃO PARA DISCUTIR
NÃO SEJA FISCAL DA PIEDADE DO OUTRO(V2-6)
A MOTIVAÇÃO PARA SUA PIEDADE DEVE SER CRISTO(V7-9)
NÃO SE COLOQUE NO LUGAR DE DEUS(V10-12)

NÃO SEJA FISCAL DA PIEDADE DO OUTRO(V2-6)

Romans 14:2–6 NAA
2 Um crê que pode comer de tudo, mas quem é fraco na fé come legumes. 3 Quem come de tudo não deve desprezar o que não come; e o que não come não deve julgar o que come de tudo, porque Deus o acolheu. 4 Quem é você para julgar o servo alheio? Para o seu próprio dono é que ele está em pé ou cai; mas ficará em pé, porque o Senhor é poderoso para o manter em pé. 5 Alguns pensam que certos dias são mais importantes do que os demais, mas outros pensam que todos os dias são iguais. Cada um tenha opinião bem-definida em sua própria mente. 6 Quem pensa que certos dias são mais importantes faz isso para o Senhor. Quem come de tudo faz isso para o Senhor, porque dá graças a Deus. E quem não come de tudo é para o Senhor que não come e dá graças a Deus.
Paulo vai usar dois exemplo de como acolher citando duas disputas que estariam dividindo a igreja:
Comida
Alguns judeus e gentios se recusavam a comer carne por saberem que a maioria das carnes do mercado, eram carnes que vinham de templos pagãos, ou seja, era carne de despacho. Imagine você tendo de ir ao marcon com a convicção de que a chance da carne que você vai comprar, ser carne de despacho é de, pelo menos, 50%.
Outros compravam e comiam sem problema algum pois davam graças a Deus e, assim como Pedro em sua visão no livro de atos, entenderam que foi Deus quem fez o animal e os ídolos não são nada. Portanto, se damos graças a Deus e ele purifica o alimento, não precisamos ter medo da qualquer que seja o trabalho ou espírito por trás disso tudo.
Dias de festa
A IPB, na contramão de muitas igrejas protestantes históricas, acabou abrindo mão e, por consequência, tornando desconhecido o calendário litúrgico que acompanha a igreja, desde pelo menos o século II d. C. Na maior parte dos casos, não fazemos diferenciação de dias porque consideramos todos os dias iguais e, geralmente, quem defende essa perspectiva aponta para que, a diferença de dias e datas especiais era algo comum ao Antigo Testamento, uma sombra da Nova Aliança.
Por outro lado, alguns consideram o calendário litúrgico como uma forma prática de ajudar na devoção e devocionais diários. Nosso catecismo nos instrui a, por exemplo, observarmos a guarda do domingo como um dia para se dedicar exclusivamente a servir a Deus e às outras pessoas e ao nosso descanso. Nossa confissão leva isso tão a sério que chega a afirmar que, qualquer atividade que não seja para o bem coletivo, para o descanso ou para o culto a Deus, é uma quebra do quarto mandamento.
De que lado nós ficamos nessas controvérsias?
Romanos Versículos 5 a 6

O apóstolo, [...] recomenda que cada um esteja bem consciente de seu propósito. O que ele pretende com isso é que os cristãos [...]

Romanos Versículos 5 a 6

Devemos ter sempre em mente que o princípio do genuíno viver consiste em que o homem dependa da vontade de Deus, e

A menos que eu seja convencido pelo testemunho das Escrituras ou por uma clara razão (pois não confio nem no Papa nem nos concílios, uma vez que é sabido que eles frequentemente erraram e se contradisseram), sou cativo das Escrituras que citei e minha consciência está cativa à Palavra de Deus. Não posso e não vou revogar nada, pois não é seguro nem correto agir contra a consciência. Aqui estou, não posso fazer outra coisa. Que Deus me ajude. Amém. - Lutero, Dieta de Worms - 1521
Devemos ter plena certeza e convicção daquilo que cremos, não estamos falando de pecado, para que não sejamos movidos a agir contra nossa consciência e acabemos pecando contra Deus.
A primeira coisa, a mais importante de todas, que deve nortear nossa leitura, está no versículo 3:
Romans 14:3 NAA
3 Quem come de tudo não deve desprezar o que não come; e o que não come não deve julgar o que come de tudo, porque Deus o acolheu.
não despreze quem pense diferente de você.
Não cabe a mim ou a você desprezar ou julgar o irmão que faz aquilo que nós, por preferência pessoal, desaprovamos. Aqui Paulo está dando o ponto de equilibrio, tanto para o fraco não ser oprimido pelo orgulho do forte, quanto para o forte não ser anulado e oprimido pela fraqueza do irmão mais fraco.
O forte tem o DEVER de abrir mão daquilo que lhe é permitido por amor ao mais fraco se isso for fazer o mais fraco pecar ou abandonar a fé.
Mas o mais fraco não tem o direito de se acomodar em sua fraqueza e utilizar dela para que sua opinião seja imposta aos mais fortes.
O nosso Dever, seja forte, seja fraco, é ACOLHER, AMAR, RESPEITAR uns aos outros. A maioria das nossas discussões, das nossas rixas, dos desentendimentos e divisões, seriam facilmente resolvidas se nós tão somente nos amássemos como Cristo nos ordena.
Isso nos leva a uma auto-análise: porque é tão difícil para mim, amar o meu irmão? Porque para mim custa tanto obedecer a um mandamento claro das Escrituras?
Será que eu não estaria, na minha forma de agir, desprezando ou julgando aquele por quem Cristo deu a vida? Se sim, quão grande é esse pecado? Porque é tão difícil enxergar o valor do outro, a partir do momento que ele não é quem eu gostaria que fosse.
Quem eu amo? O meu irmão, ou quem eu gostaria que ele fosse?
Olha como é o nosso coração, veja o meu pecado. O (v5) me intrigou. No versículo 2, Paulo deixa bem claro que:
1- o que come de tudo é forte;
2- o que só come legumes é fraco;
Mas no versículo 5 Paulo não diz quem é o fraco e quem é o forte. Ele apenas diz que uns fazem diferenças de dias e outros consideram todos os dias iguais. E conversando com meus colegas no seminário, nós ficamos intrigados porque, dependendo de quem for forte e quem for fraco, muda completamente a aplicação e o entendimento de como viver a vida cristã, já que precisamos buscar uma vida de fé forte e não fraca.
Eu fui pra comentaristas, fui atrás de pesquisas, até pra IA eu perguntei e, enquanto eu lia, creio que o Espírito Santo foi quem me disse: “porque você está perdendo tempo com isso?”
Então eu entendi. De que me importa quem é o forte ou fraco na fé? Quantos estudos, quantas pregações, quantas leituras, quantos comentaristas, quantas exegeses eu terei que fazer pra entender que esse não é o ponto.
Enquanto o meu coração estava empenhado em descobrir quem é o forte pra poder ser eu o forte e provar pro fraco que eles deviam ser forte, o Espírito dizia: “Você não entendeu NADA!”. Você sabe tanto, você lê tanto, você estuda tanto e ainda sabe tão pouco? Não é sobre quem é mais ou menos, forte ou fraco, é sobre AMAR e ACOLHER.
Como pode você subir ao púlpito para pregar a minha palavra para o meu povo se você não vê o que eu estou te mostrando? Pode ser que alguém, ao me ver pregando e denunciando certos pecados e clamando para que a igreja acorde e deixe seus erros, pode ser que achem que eu gosto de uma briga, que eu gosto da polêmica, que eu tenho o prazer de bater, em esfregar o erro.
Mas não houve uma única vez, em que eu tive de falar da Palavra do Senhor à Igreja, seja aqui, seja nas redes sociais, que o Senhor não tenha me dado uma surra antes, sem que o Senhor tenha me humilhado e me feito ver os meus pecados e o quanto eu sou indigno, pequeno, mau, imperfeito.
Eu não sou melhor do que os que cometem essas coisas que Paulo está condenando. Eu não sou melhor do que nenhum de vocês, ao contrário, eu poderia dizer incontáveis dos irmãos e irmãs que são melhores do que eu. O meu coração, enquanto eu estudava para pregar sobre acolhimento, tentava me fazer lutar para estar mais certo.
Tudo isso pra dizer e reafirmar, não estamos aqui para brigar irmãos. Não estamos aqui para criarmos inimigos, pelo motivo que for. Eu não estou aqui para contrariar vocês pelo prazer de estar certo. Eu estou aqui pra servi-los com a verdade, da melhor forma que eu puder com o melhor que eu tiver. Nós estamos aqui para acolher, não para discutir opiniões e nos dividir.
ACOLHER, NÃO PARA DISCUTIR
NÃO SEJA FISCAL DA PIEDADE DO OUTRO(V2-6)
A MOTIVAÇÃO PARA SUA PIEDADE DEVE SER CRISTO(V7-9)
NÃO SE COLOQUE NO LUGAR DE DEUS(V10-12)

A MOTIVAÇÃO PARA SUA PIEDADE DEVE SER CRISTO(V7-9)

*Fazer a leitura dos versículos antes de expor
Romans 14:7–9 NAA
7 Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. 8 Porque, se vivemos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor. 9 Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e tornou a viver: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos.
Qual o motivo que nos leva a fazer o que fazemos? Qual o motivo que me leva a defender o que defendo? A pregar o que prego? A comer ou deixar de comer certo alimento? Qual o motivo que me leva a observar certos dias ou a considerar todos os dias como iguais?
É para o Senhor que faço ou deixo de fazer essas coisas? Ou é para mim mesmo, para o meu ego, para minha reputação, para o meu prazer?
Por isso eu quero te fazer refletir:
Porque nós observamos ou não certas datas cristãs?
Porque gostamos ou não de tatuagem?
Porque um brinco nos ofende ou não?
Porque o voto alheio (que devia ser secreto) nos ofende ou não?
Porque nos escandalizamos ou não com o copo de vinho?
Porque exigimos tanto reverência externa e aceitamos tão pouco quebrantamento interno? Será que o meu posicionamento é porque eu vivo para Cristo? E mais, voltando ao tema desse texto, será que eu consigo ver que o meu irmão, que pensa diferente de mim, pensa diferente, porque também vive para Cristo? As vezes, a nossa incapacidade de ver Deus na vida de nosso irmão, pode não ser uma ausência de Cristo, mas uma venda em nossos olhos.
Jesus, nosso Senhor, morreu para que fosse Senhor de nossas vidas. Paulo usa exemplos extremos (vida e morte) para nos mostrar que nada, absolutamente nada em nossas vidas, deve ser mais influente do que Cristo. Se Cristo for tudo em nós, nós iremos acolher o irmão que é diferente, seremos verdadeiramente inclusivos e não como essas falsas igrejas inclusivas que só incluem o pecado e deixam de fora a santidade.
Não viva para ter razão, viva para acolher os seus irmãos e irmãs.
ACOLHER, NÃO PARA DISCUTIR
NÃO SEJA FISCAL DA PIEDADE DO OUTRO(V2-6)
A MOTIVAÇÃO PARA SUA PIEDADE DEVE SER CRISTO(V7-9)
NÃO SE COLOQUE NO LUGAR DE DEUS(V10-12)

NÃO SE COLOQUE NO LUGAR DE DEUS(V10-12)

Romans 14:10–12 NAA
10 Você, porém, por que julga o seu irmão? E você, por que despreza o seu irmão? Pois todos temos de comparecer diante do tribunal de Deus. 11 Como está escrito: “Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus.” 12 Assim, pois, cada um de nós prestará contas de si mesmo diante de Deus.
Para finalizar, Paulo se volta aos que insistem em julgar o irmão por conta de divergências que, não são pecado, mas são opiniões de cunho pessoal. E as palavras dele serão duras:
Quem te deu o direito de julgar o irmão que faz o que acha correto? E quem te deu o direito de desprezar o irmão que você julga fraco? Por acaso é você o senhor da vida dele? Por acaso é a você que ele vai prestar contas?
No fim do dia, no fim dos tempos, ele irá diante do Senhor dar conta de tudo quanto disse e quanto fez e Deus o julgará. Não cabe a mim e a você, opinar sobre as preferências dos nossos irmãos. Não estamos falando de pecado, estamos falando de opiniões pessoais que afetam apenas a nossa vida pessoal com Deus.
Se o que eu faço te machuca meu irmão, não farei quando estiver com você;
Se algo que o outro me faça me machuca, eu não tenho o direito de querer dominar sobre a vida dele, pra que ele viva seguindo os meus padrões e as minhas exigências, porque não é a mim que ele prestará contas;
Se tão somente, amarmos uns aos outros, se tão somente acolhermos uns aos outros, o forte deixará de ofender o fraco e o fraco deixará de suprimir a liberdade do forte, porque ambos servem e prestam contas ao mesmo Deus.

CONCLUSÃO

ACOLHER, NÃO PARA DISCUTIR
NÃO SEJA FISCAL DA PIEDADE DO OUTRO(V2-6)
A MOTIVAÇÃO PARA SUA PIEDADE DEVE SER CRISTO(V7-9)
NÃO SE COLOQUE NO LUGAR DE DEUS(V10-12)
O ponto central de Romanos 14 não é sobre o que podemos ou não fazer, mas sobre a importância do amor e da unidade em Cristo. Nossa liberdade em Cristo é para ser usada para edificar o próximo, não para fazê-lo tropeçar.

APLICAÇÃO

1. Acolha os fracos na fé sem julgar (v.1–4)

Evite transformar preferências pessoais em doutrinas universais.
Não desqualifique um irmão por causa de sua consciência diferente (ex.: estilos musicais, hábitos culturais, alimentos, datas comemorativas).
Cristo é o Senhor de todos, não eu, você ou qualquer um de nós.

2. Reconheça que cada um serve a um só Senhor (v.4, 6–9)

O padrão não é: “O que eu acho correto”.
O padrão é: “Esse irmão está vivendo para Cristo?”
Se alguém jejua, faz para o Senhor.
Se alguém não jejua, também é para o Senhor.
O que importa é a vida voltada a Deus.

3. Viva com consciência diante de Deus (v.5, 7–9)

Cada um deve estar plenamente convicto diante do Senhor.
Não terceirize sua fé: busque maturidade bíblica para formar sua consciência.
Ore antes de tomar decisões.
Pergunte: “Isso glorifica a Cristo?”
Entenda que você não vive para si mesmo, suas escolhas têm impacto na comunidade.

4. Lembre-se do tribunal de Cristo (v.10–12)

Um dia todos compareceremos diante do trono de Deus.
Antes de julgar o irmão, lembre-se que você também será julgado.
Ao invés de gastar energia impondo suas preferências, invista em viver uma vida de santidade.
A pergunta não é: “Ele está certo ou errado?”, mas: “Como eu vou responder diante do Senhor pelas minhas atitudes?”

5. Promova a unidade da igreja apesar das diferenças

O evangelho não uniformiza culturas, hábitos ou estilos, ele une em Cristo.
Valorize o que temos em comum (Cristo e seu evangelho) mais do que o que nos divide (não estamos falando de pecado ou ecumenismo).
Seja intencional em cultivar a paz, mesmo quando não concorda em tudo.
Exercite paciência com os fracos e humildade diante dos fortes.
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