A Nova Vida em Cristo
O Evangelho do Cristo Ressurreto • Sermon • Submitted • Presented
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INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Estamos diante de um capítulo de transição na carta de Paulo.
Nos onze primeiros capítulos, ele apresentou uma profunda exposição doutrinária — mostrando o que Deus fez por nós em Cristo. Agora, a partir do capítulo 12 até o 16, Paulo nos conduz aos aspectos práticos dessa doutrina, ou seja, como devemos viver à luz da obra de Cristo.
Primeiro, ele nos colocou diante do evangelho; agora, diante da ética do evangelho. Primeiro, revelou-nos a graça presente no evangelho; agora, abre diante de nós a vida transformada pelo poder do evangelho.
Vejamos um resumo dos capítulos 1–11
1–3 → Todos pecaram, judeus e gentios, e estão debaixo da ira de Deus.
4–5 → Justificação pela fé, ilustrada em Abraão, e paz com Deus por Cristo.
6–8 → Nova vida no Espírito, libertação do pecado e da lei, certeza da glória futura.
9–11 → Soberania de Deus na eleição e inclusão de judeus e gentios em seu plano.
Esses capítulos mostram o fundamento teológico: a salvação é obra da graça de Deus, recebida pela fé em Cristo.
E agora a conexão com Romanos 12 que começa com um “portanto” (οὖν), que é a ponte entre a teologia exposta (caps. 1–11) e a vida prática (caps. 12–16).
Paulo está dizendo: “Diante de tudo o que Deus fez (misericórdias), como vocês devem viver?”
A NOVA VIDA EM CRISTO
A NOVA VIDA EM CRISTO
1Portanto, irmãos, pelas misericórdias de Deus, peço que ofereçam o seu corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o culto racional de vocês.
2 E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.
1. O fundamento: a misericórdia de Deus
1. O fundamento: a misericórdia de Deus
Paulo inicia lembrando que a vida cristã prática nasce da graça recebida. Não é uma proposta de autoajuda, coaching ou filosofia de vida centrada no homem e seu desejo de bem estar.
É resposta às misericórdias de Deus reveladas em Cristo (Rm 1–11).
2. O culto racional: vida entregue a Deus
2. O culto racional: vida entregue a Deus
Paulo redefine “culto”: não algo restrito a um evento, lugar ou experiência sentimental.
O culto cristão é a entrega da vida inteira a Deus.
Nosso corpo, antes instrumento do pecado, agora se torna expressão visível da presença do Espírito.
Diferente da visão gnóstica que desprezava o corpo, Paulo afirma que ele pode ser santo, vivo e agradável a Deus quando consagrado como sacrifício diário
=> a totalidade de Deus que chama pela totalidade da nossa vida. =
“Eu me dou por inteiro para te ter por completo, minha vida como um sacríficio.”
➡️ Isso é “culto racional”: uma adoração coerente e integral à misericórdia de Deus, que abarca tudo o que somos e fazemos – trabalho, relacionamentos, recursos, decisões.
3. A Perspectiva Paulina e Joanina sobre o Logos (racional)
3. A Perspectiva Paulina e Joanina sobre o Logos (racional)
Em João, Logos é Cristo como Palavra eterna e viva (dimensão ontológica).
Em Paulo, Logos aparece ligado à obra de Cristo aplicada a nós (dimensão soteriológica e missionária).
Assim, culto racional é a vida que proclama, em atos e escolhas, a Palavra que nos salvou.
4. Não se conformar: o contraste de fundamentos
4. Não se conformar: o contraste de fundamentos
“Não se conformem” não é apenas dizer “não” ao mundo, mas viver a partir de outro fundamento, desenvolvendo uma cultura proclamadora e redentiva.
O “século presente” é marcado pelo egoísmo, pela busca insaciável por prazer, poder e lucro.
O cristão, em vez disso, vive orientado pela clareza da vontade de Deus e pela responsabilidade pelo todo do corpo de Cristo em sua expressão multicultural.
5. Renovação da mente: processo contínuo
5. Renovação da mente: processo contínuo
Renovar é ser transformado de dentro para fora, refletindo a glória de Cristo (2 Co 3.18). Transfigurar, assumir um novo caráter, uma nova feição.
É viver como nova criação, dia após dia, permitindo que o Espírito molde nossa mentalidade.
Não existe “estoque” de vida nova: precisamos ser continuamente expostos à Palavra, à oração e à obediência da fé.
6. O alvo: experimentar a vontade de Deus
6. O alvo: experimentar a vontade de Deus
A vida entregue a Deus e moldada pelo Espírito resulta em discernimento espiritual.
O cristão passa a experimentar, provar e confirmar que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável.
Boa: porque reflete o caráter santo de Deus.
Agradável: porque alegra o coração de Deus e satisfaz o nosso.
Perfeita: porque é plena, sem falha, e nos conduz à maturidade.
Esse é o coração da vida cristã: viver não para si, mas para Deus, em tudo.
🌱 Aplicação prática
🌱 Aplicação prática
Culto não é um evento, mas minha vida diária diante de Deus.
Corpo não é descartável, mas instrumento visível para glorificar a Cristo.
Não conformar-se é escolher outro fundamento para viver.
Renovar a mente é abrir espaço diário para o Espírito moldar meu pensar.
Vontade de Deus não é apenas conhecida, mas experimentada no caminhar obediente.
O devido uso de dons espirituais: Exortações para quem desempenha funções na vida da igreja
O devido uso de dons espirituais: Exortações para quem desempenha funções na vida da igreja
3 Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um de vocês que não pense de si mesmo além do que convém. Pelo contrário, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
4 Porque assim como num só corpo temos muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função,
5 assim também nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo em Cristo e membros uns dos outros.
6 Temos, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se é profecia, seja segundo a proporção da fé;
7 se é ministério, dediquemo-nos ao ministério; o que ensina dedique-se ao ensino;
8 o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com generosidade; o que preside, com zelo; quem exerce misericórdia, com alegria.
1. Humildade e equilíbrio pessoal (v. 3)
1. Humildade e equilíbrio pessoal (v. 3)
➡️ Princípio: o dom não é mérito pessoal, mas
Não pensar de si além do que convém.
Cultivar moderação e sobriedade.
Reconhecer que a fé e os dons vêm de Deus.
graça recebida.
2. Unidade no corpo de Cristo (v. 4–5)
2. Unidade no corpo de Cristo (v. 4–5)
➡️ Princípio: diversidade de funções, mas unidade no propósito.
Muitos membros, mas um só corpo.
Cada membro tem sua função distinta.
Todos são interdependentes, membros uns dos outros.
3. Variedade de dons segundo a graça (v. 6–8)
3. Variedade de dons segundo a graça (v. 6–8)
➡️ Princípio: cada dom deve ser exercido com dedicação, integridade e espírito correto.
Profecia → exercida de acordo com a fé.
Ministério/serviço → dedicação prática.
Ensino → fidelidade ao ensinar.
Exortação → encorajamento e correção.
Contribuição → com generosidade.
Liderança (presidir) → com zelo e responsabilidade.
Misericórdia → com alegria e compaixão.
🌱 Síntese Pastoral
🌱 Síntese Pastoral
Humildade é a base para servir.
Unidade é o ambiente onde os dons florescem.
Diversidade de dons mostra a multiforme graça de Deus.
Finalidade dos dons: edificar o corpo de Cristo, não exaltar o indivíduo.
Exortações a todos os membros da igreja: 26 práticas para uma vida que experimenta a realidade da boa, perfeita e agradável vontade de Deus.
Exortações a todos os membros da igreja: 26 práticas para uma vida que experimenta a realidade da boa, perfeita e agradável vontade de Deus.
9 O amor seja sem hipocrisia. Odeiem o mal e apeguem-se ao bem.
10 Amem uns aos outros com amor fraternal. Quanto à honra, deem sempre preferência aos outros.
11 Quanto ao zelo, não sejam preguiçosos. Sejam fervorosos de espírito, servindo o Senhor.
12 Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação e perseverem na oração.
13 Ajudem a suprir as necessidades dos santos. Pratiquem a hospitalidade.
14 Abençoem aqueles que perseguem vocês; abençoem e não amaldiçoem.
15 Alegrem-se com os que se alegram e chorem com os que choram.
16 Tenham o mesmo modo de pensar de uns para com os outros. Em vez de serem orgulhosos, sejam solidários com os humildes. Não sejam sábios aos seus próprios olhos.
17 Não paguem a ninguém mal por mal; procurem fazer o bem diante de todos.
18 Se possível, no que depender de vocês, vivam em paz com todas as pessoas.
19 Meus amados, não façam justiça com as próprias mãos, mas deem lugar à ira de Deus, pois está escrito: “A mim pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.”
20 Façam o contrário: “Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber; porque, fazendo isto, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele.”
21 Não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem.
1. Amor autêntico e fraternal (v. 9–10)
1. Amor autêntico e fraternal (v. 9–10)
O amor seja sem hipocrisia.
Odeiem o mal, apeguem-se ao bem.
Amem-se com amor fraternal.
Honrem os outros acima de si mesmos.
2. Zelo espiritual e perseverança (v. 11–12)
2. Zelo espiritual e perseverança (v. 11–12)
Não sejam preguiçosos no zelo.
Sejam fervorosos de espírito.
Sirvam ao Senhor.
Alegrem-se na esperança.
Sejam pacientes na tribulação.
Perseverem na oração.
3. Generosidade e hospitalidade (v. 13)
3. Generosidade e hospitalidade (v. 13)
Ajudem a suprir as necessidades dos santos.
Pratiquem a hospitalidade.
4. Atitude diante da perseguição e das pessoas (v. 14–16)
4. Atitude diante da perseguição e das pessoas (v. 14–16)
Abençoem os que perseguem vocês; não amaldiçoem.
Alegrem-se com os que se alegram.
Chorem com os que choram.
Vivam em harmonia uns com os outros.
Não sejam orgulhosos, mas solidários com os humildes.
Não sejam sábios aos próprios olhos.
5. Relacionamento com inimigos e justiça (v. 17–20)
5. Relacionamento com inimigos e justiça (v. 17–20)
Não paguem mal por mal.
Procurem fazer o bem diante de todos.
Vivam em paz, se possível, com todos.
Não façam justiça com as próprias mãos.
Deem lugar à ira de Deus (Ele é o justo juiz).
Se o inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber.
6. Vitória sobre o mal (v. 21)
6. Vitória sobre o mal (v. 21)
Não se deixem vencer pelo mal.
Vençam o mal com o bem.
🌱 Síntese Pastoral
🌱 Síntese Pastoral
Amar genuinamente (coração)
Servir com fervor (espírito)
Perseverar com fé (vida interior)
Viver em comunhão (relacionamentos)
Responder com bondade (perseguição e conflitos)
Praticar a paz e a justiça de Deus (sociedade)
Transformar o mal em oportunidade de bem (vitória cristã)
Esse mundo é um lugar de luta entre duas maneiras de viver como pessoa, isto é, viver sob o “deus deste século” (2 Co 4:4) ou viver sob o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
Não nos tornamos vitoriosos só após sucessos terrenos do nosso agir, mas já o somos de modo oculto pela prática do bem de Cristo Jesus nosso Senhor
