Ajam como querem que ajam com você

Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 9 views
Notes
Transcript

Mateus 7.12 NVT
12 “Em todas as coisas façam aos outros o que vocês desejam que eles lhes façam. Essa é a essência de tudo que ensinam a lei e os profetas.”
Quando falamos do Sermão do Monte, registrado no livro de Mateus, entre os capítulos 5 a 7, a maior parte das pessoas lembram automaticamente das bem-aventuranças (Mateus 5.3-10). Elas são, sem dúvida, uma parte importante, mas são apenas um recorte dos ensinos de Jesus no monte.
Quando ele vai descrevendo as qualidades: felizes são os pobres de espírito; felizes são os que choram; felizes são os humildes; felizes são os que têm fome e justiça de Deus e assim por diante, Jesus não fala de pessoas que têm uma ou outra qualidade. Ele se refere às pessoas que foram tocadas pelo Espírito Santo, remidas de verdade no Senhor e, por isso, carregam todas essas marcas.
Aqueles que têm nova vida em Cristo são pobres de espírito (no sentido de reconhecer a sua incapacidade e a sua fraqueza); são pessoas que choram porque reconhecem que são pecadoras e apenas Deus pode restaurá-las, são humildes porque compreendem que nada do que tenham ou do que são pertencem a elas, mas vem de Deus. Essas pessoas têm todas essas características juntas em sua identidade em Cristo. Elas se manifestam, segundo a vontade de Deus, de forma orgânica, por uma ação de Deus em nossas vidas.
Mas nesta noite, quero meditar com vocês numa porção do Sermão do Monte que está em Mateus 7.12
Mateus 7.12 NVT
12 “Em todas as coisas façam aos outros o que vocês desejam que eles lhes façam. Essa é a essência de tudo que ensinam a lei e os profetas.”
Fazemos parte de um ministério fundamental em comunidades cristãs: a integração. Muitas vezes, é com a gente que os visitantes têm o primeiro contato. O ensino de Jesus é chamado de a regra de ouro, em muitas traduções. Vale ouro para nós também.
Nesta noite, a reflexão é um convite para que pensemos em como temos atuado neste ministério. Temos agido da melhor forma na hora de conversar com os visitantes? Temos feito isso de coração? O princípio bíblico é claro, façamos aos outros o que gostaríamos que fizessem para nós.
O exercício ministerial não pode ser um peso. Todos nós temos várias outras atividades urgentes e necessárias. Não podemos, contudo, negligenciar o chamado do Senhor para levarmos o evangelho a mais vidas.
A Integração deve funcionar como um braço ministerial para acolher os novos convertidos e novos visitantes à realidade da igreja até que eles estejam habituados e já encaminhados para classes de doutrina e outros ministérios da igreja.
A acolhida deve ser especial porque certamente gostaríamos de ser bem recebidos em uma igreja calorosa.
Certa vez fui a uma igreja, em Curitiba, de alguns amigos. Fomos extremamente bem recebidos. As pessoas sentaram conosco, perguntaram de onde éramos, puxaram conversa, e durante a semana entraram em contato conosco para saber como estávamos e compartilhando opções de estudo.
Cada pessoa tem a sua característica. Alguns são mais falantes, outros mais introvertidos. Existem barreiras e passá-las, por vezes, é difícil.
Comece orando por esta pessoa. Demonstre que ela é importante. Se houver janela para isso, pergunte sobre visitas. Pergunte se a pessoa tem dúvidas bíblicas ou alguma dúvida sobre o sermão do culto que acompanhou. Essas dúvidas podem ser tiradas com pastores da igreja e a resposta repassada para o visitante.
Ao fazermos o melhor para as pessoas, fazemos o melhor para Deus porque cumprimos o que ele determinou.
Jesus continou dizendo: “Essa é a essência de tudo o que ensinam a lei e os profetas”. Ou seja, era a base de tudo o que trazia a Bíblia dos judeus, a audiência de Jesus.
Toda a essência das escrituras apontam para uma reação amorosa às pessoas baseada na obediência a Deus.
Servir ministerialmente na igreja é mais do que interagir com outras pessoas, é servir ao Senhor dentro e fora do templo físico. É cumprir um chamado que Paulo trata bem ao falar sobre corpo em 1Coríntios 12.12-20
1Coríntios 12.12–20 NVT
12 O corpo humano tem muitas partes, mas elas formam um só corpo. O mesmo acontece com relação a Cristo. 13 Alguns de nós são judeus, alguns são gentios, alguns são escravos e alguns são livres, mas todos nós fomos batizados em um só corpo pelo único Espírito, e todos recebemos o privilégio de beber do mesmo Espírito. 14 De fato, o corpo não é feito de uma só parte, mas de muitas partes diferentes. 15 Se o pé diz: “Não sou parte do corpo porque não sou mão”, acaso, por isso, deixa de ser parte do corpo? 16 E se a orelha diz: “Não sou parte do corpo porque não sou olho”, será que, por isso, deixa de ser parte do corpo? 17 Se o corpo todo fosse olho, como vocês ouviriam? E, se o corpo todo fosse orelha, como sentiriam o cheiro de algo? 18 Mas nosso corpo tem muitas partes, e Deus colocou cada uma delas onde ele quis. 19 O corpo deixaria de ser corpo se tivesse apenas uma parte. 20 Assim, há muitas partes, mas um só corpo.
Se deixarmos de fazer as coisas para as quais fomos chamados, nós negligenciamos a nossa parte no corpo. Desta forma, quem sofre é o corpo de Cristo. A igreja, no aspecto humano, não é perfeita, mas no aspecto espiritual é. Ela tem Cristo como cabeça e passa por um processo contínuo de santificação. Este processo é individual. Cada um tem suas lutas e suas falhas. E Deus nos modela à medida do caráter de Cristo nesta jornada. Ele trabalha em nossos corações quando nos entregamos a ele sem resistências.
Há pessoas que cruzam as portas desta igreja que não têm amigos, estão com as vidas destruídas e que não sabem ser tratadas de forma amável. Nós sabemos o que é ser tratado com amor porque compreendemos o amor de Deus por nós. O nosso papel é refletir este amor através de atos que aproximem, que integrem essas pessoas à mensagem da esperança. É o Espírito quem dá nova vida, não nós. Somos os mensageiros. Mas muitos só ouvirão a mensagem se identificarem que ela é passada com intencionalidade, cuidado e gentileza. Isso nos coloca na contramão do mundo, em que tudo é feito com interesse e segundas intenções.
Tempo de oração
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.