AS SETE CARTAS - CARTA PARA ESMIRNA
AS 7 CARTAS PARA A IGREJA • Sermon • Submitted • Presented
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IGREJA EVANGELICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM PONTA GROSSA
PASTOR PRESIDENTE ALTAIR DE MORAES
JESSÉ MELKZEDEQUE LAMP
IEADPG – TEMPLO CENTRAL
Texto Solene: Apocalipse 2.8–11 “Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Estas coisas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver: Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico) e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás. Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.”
TEMA: ESMIRNA: A IGREJA FIEL EM MEIO À DOR
INTRODUÇÃO
A primeira carta apresetanda e tratamos já a respeito dela, é direcionada para a Igreja de Éfeso. Éfeso era uma igreja que possuia uma boa doutrina, denunciava os falsos pregadores, trabalhava bastante, porém, Cristo a repreende dizendo que ela perdeu o primeiro amor.
Mas agora, João nos direciona para a igreja que ficava localizado na cidade de Esmirna.
Esmirna é a única das sete cidades que existe até os dias de hoje, com o nome moderno de Izmir. Ela também era uma cidade portuária, com um próspero comércio de exportação, era famosa por sua beleza e orgulho cívico, chamando a si mesma de “a primeira na Ásia”.
Esmirna mantinha um excelente relacionamento com Roma. Ela foi a primeira na Ásia a erigir um templo para o culto da deusa de Roma (195 a.C.) e, em 26 d.C., por sua lealdade de longo tempo a Roma, venceu outras dez cidades na disputa pelo direito de construir um templo em homenagem ao imperador Tibério. Nas décadas seguintes, Esmirna tornou-se um centro do culto ao imperador.
Essa carta, da mesma forma que Éfeso e as demais cartas, possuem uma padronização no estilo literario. Há um endereçamento “que é para o anjo da igreja”; uma descrição de Cristo, extraída em grande parte da visão inicial no capítulo 1, em algumas delas haverá um elogio, uma condenação, advertência e uma promessa escatologica e finalizando com um chamado do Espírito Santo.
William Hendriksen escrevendo a respeito dessa cidade, ele diz: Era a cidade mais bela da Ásia Menor. Era considerado o ornamento, a coroa e a flor da Ásia. Cidade comercial, onde ficava o principal porto da Ásia.
A respeito da Igreja: Provavelmente plantada durante o ministério paulino ( At 19 ). Era uma igreja sofredora, mas espiritualmente rica. Ser cristão em Esmirna era um risco de perder os bens e a própria vida.
É importante frisarmos, que diferente da primeira carta, da igreja de Éfeso, nós não vemos Cristo advertindo e nem tão pouco repreendendo Esmirna. Essa igreja pobre, caluniada e perseguida só recebe elogios de Cristo. A fidelidade até à morte era a marca dessa igreja como aprenderemos nesse estudo bíblico.
1. O CRISTO QUE FALA COM À IGREJA.
Apocalipse 2.8 “Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Estas coisas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver:”
O texto em si nos traz uma apresentação Cristologica do nosso Senhor Jesus, e ao mesmo tempo Cristo se apresenta de uma forma em que a igreja poderá entender, ou seja, Ele usa da própria linguagem do cotidiano em que a Igreja está vivendo.
Esmirna era uma cidade conhecida por ser a “primeira da Ásia”. Cristo se apresenta como o primeiro e o último, ou seja, Cristo está utilizando da autoidentificação de Deus Pai.
Isaías 44.6 “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus.”
Mas aqui e em todo livro de apocalipse, Jesus está definindo sua divindade como igual em poder e autoridade à de Deus. Essa mensagem era especialmente relevante para uma igreja que experimentava terrível oposição. Eles precisavam ouvir que Jesus ainda era preeminente e cuidava deles.
Em outro aspecto, precisamos entender que Cristo é o primeiro em nossa vida. Ele é o Alfa, mas também é Omega. Ele é principio, mas é o fim. Ele é o eixo que sustenta toda a existência. Ele é o centro de tudo. Ele é o centro da nossa adoração.
A apresentação continua e a segunda parte é ainda mais relevante. Cristo se apresenta como aquele que morreu e ressuscitou. Ele é aquele que morreu na cruz do Calvário, que venceu a morte e está vivo. E isso leva para uma descrição muito significativa para a igreja de Esmirna, justamente pela intensa perseguição, a qual estava sofrendo.
Cristo está mostrando para aquela igreja e para nós que o presente até pode ser doloroso, de lutas, de provações, mas o futuro está garantido através da pessoa bendita de nosso Senhor Jesus Cristo. A morte até pode chegar, mas para aqueles que estão em Cristo Jesus, ela não é o fim.
Após a sua apresentação, Cristo revela que conhece a dor da sua Igreja.
2. CRISTO CONHECE A NOSSA DOR
Apocalipse 2.9 “Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico) e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás.”
A mensagem enviada para a igreja de Esmirna, apresenta pelo menos três aspectos que essa igreja sofria ao estar localizada na cidade de Esmirna.
Tribulação
Pobreza
Blasfêmia/Calúnia
O próprio Senhor está dizendo para a Igreja que Ele sabe o que a ela está passando e que Ele não é indiferente com a situação a qual ela se encontra.
A palavra ‘tribulação’ usada aqui , aparece pelo menos 45 vezes no Novo Testamento, e a raiz do verbo grego nos leva para a ideia de opressão, aflição.
Ou seja, Cristo está dizendo para a Igreja: - Eu conheço as tuas angústias. Eu conheço as tuas aflições, Eu sei quais são os teus sofrimentos.
Esses aspectos condicionam caracteristicas vivenciada pela Igreja de Esmirna. E um meio condiciona ao outro, a opressão os leva a viveram em pobreza. Por causa do amor a Cristo, os crentes nessa cidade quem sabe tinham os seus bens confiscados.
Entretanto, mesmo vivendo numa condição de pobreza, Cristo, diz: mesmo que a Igreja de Esmirna não possua um real, você são ricos. Mesmo sendo rejeitada e maltrada pela sociedade, essa igreja ao estar com Cristo, experimentou as riquezas eternas de sua graça.
O sofrimento por Cristo é um privilégio, não uma tristeza; é uma participação em Cristo em um nível mais profundo. A aflição é o ingrediente principal e refere-se à perseguição, ligada à tribulação dos últimos dias. Devemos examinar nossas prioridades: Preferimos as riquezas temporárias deste mundo ou as riquezas eternas de Deus?
Cristo não é indiferente com a nossa dor, Ele sabe o que você está passando. Ele sentiu o que você está sentido. Ele conhece as tuas batalhas, Ele sabe o que é chorar. Ele sabe o que é sofrer injustiça.
Mas o mesmo Cristo que diz “Eu conheço a tua tribulação; também nos prepara para a provação”.
3. CRISTO NOS PREPARA PARA A PROVA
Apocalipse 2.10 “Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.”
O fato é que ninguém gosta de passar por provações, por lutas. Ninguém acorda cedo e sai de casa dizendo; ‘Hoje, estou preparado para as lutas que vier’. E dentro desse contexto, muitas das vezes é dificil a compreensão do por que vivemos determinadas provações.
Os crentes de Esmirna eram pobres, perseguidos, caluniados. Mas agora, recebem um certo incentivo, encorajamento da parte de Cristo para enfrentar a própria morte, se fosse preciso.
Percebam, Jesus inicia dizendo: “Não temas as coisas que tens de sofrer”. O pronunciamento de Crsito é tanto um ato profetico quanto uma palavra de encorajamento e a expressão “tens de sofrer” comunica uma experiência progressiva. Ligado à prova, que é mencionado à diante, e estabelece um quadro de prova que a igreja deve passar em sua caminhada cristã.
Mas a questão aqui, não é ser fiel até o último dia da vida, mas fiel até o ponto de morrer por essa fidelidade. É preferir morrer do que a negar a Jesus.
Jesus foi obediente até à morte e morte de cruz. Ele foi da cruz até a coroa. Essa linha também foi traçada para a igreja de Esmirna e para a Igreja contemporanea: “Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida”. Desta forma, a igreja de Esmirna não é candidata à morte, mas à vida.
O que eles estão prestes a sofrer é iminente e inevitável, mas o Cristo exaltado está assegurando que estará com eles, e sua defesa final é certa. Na Escritura não há promessa de uma vida fácil, mas de conforto e bênção divina em meio à luta.
“Eis que o diabo está para lançar na prisão alguns dentre vós…” (v.10b).
O propósito do sofrimento da Igreja de Esmirna é testá-los. A identificação do inimigo pode ser, nesse caso, interpretada como sendo literal, embora podemos enxergar e entender que também advém dos próprios judeus.
Não bastando isso, o Senhor ainda diz que eles terão tribulação de 10 dias.
Cristo, inicia dizendo “Eu conheço as tuas tribulações”, mas agora, Jesus está fazendo uma segunda menção e estabelecendo uma duração especifica.
Podemos até passar por dificuldades, podemos até passar lutas e provações. Mas o próprio Senhor Deus, estabelece o tempo que viveremos e tais dificuldades. Deus está colocando um ponto final na tua adversidade.
O número dez é um número simbólico que expressa a completude do período de sofrimento, que não é longo e nem breve, mas que tem o seu fim determinado.
E para aqueles que suportarem as provações, estes, receberão a coroa da vida.
Tiago 1.12 “Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.”
Coroas em Apocalipse significam honra e autoridade. Essa coroa, não é num sentido de governante, de rei. Até porque, a coroa real pertence somente ao único Rei dos reis. Mas a coroa aqui, é uma coroa de vencedor. De alguém que superou os obstáculos da corrida ou da batalha. A verdadeira recompensa do cristão vitorioso é a vida eterna. o tema principal da carta de Esmirna é que da morte, Cristo trará a vida.
O cristo que prepara é também o que garante a vitória.
4. CRISTO GARANTE A VITÓRIA FINAL
Apocalipse 2.11 “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.”
Como em todas as setes cartas, Cristo condiciona um chamado dizendo: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
E para a Igreja de Esmirna não é diferente. Apesar de não existir uma repreensão e um elogio tão formal, é necessário a Igreja ouvir o que o Espírito está dizendo.
E isto serve para nós também, Paulo escrevendo para Timoteo diz que chegaria um tempo em que muitos teriam conceras nos ouvidos e escolheriam aquilo que querem ouvir.
Para essa igreja, Jesus estava dizendo: você passaram por tribulações e perseguições por causa do seu compromisso comigo. Mas mesmo que o fim seja o dano da primeira morte, ou seja, ainda que morra fisicamente.
A igreja de Cristo jamais morrerá ou experimentará o dano da segunda morte que está reservada aos inimigos de Cristo a qual João escreve em Apocalipse 21.8 “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.”.
Cristo está dizendo para a Sua Igreja: não olhem para o sofrimento, mas para a recompensa final. Aguenta mais um pouco, suporta só mais um pouco. Fique firme só mais um pouco, persevere só mais um pouco. Que muito em breve ouviremos nosso Senhor nos chamar de volta para casa, dizendo: “Vinde, benditos de meu Pai, entrem na posse do Reino...”. Aqui não tem mais morte, nem pranto, nem luto, nem dor”
Podemos enfrentar a morte, podemos ser esmagados por esse mundo. Mas escaparemos do dano da segunda morte, e viveremos a eternidade com o nosso Senhor.
5. CONCLUSÃO:
Estou falando com pessoas, que quem sabe chegou até aqui exatamente como a igreja de Esmirna. Sofrendo todo tipo de opressão, sentido o peso da tribulação, quem sabe sem forças para continuar lutando. Talvez você esteja vivendo como essa Igreja e você está esgotado emocionalmente, esgotado espiritualmente. Quem sabe você está cansado de lutar, ferido por calúnias.
Mas Cristo, está olhando para você nessa noite e dizendo: Filho, filha “eu conheço a tua dor”.
Talvez hoje você tenha chegado aqui exatamente como a Igreja de Esmirna: Sendo oprimido.
Mas Ele está dizendo que vê ninguém vê. Que conhece aquilo que você tenta esconder com um sorriso. Ele conhece as noites acordado, os pensamentos que ninguém escuta, as lágrimas que você enxuga.
Ele conhece quando você foi injustiçado, quando falaram de você pelas costas, quando te trataram como se você não tivesse valor. Ele está dizendo: “Eu vi. Eu sei. Eu estava lá.”
E ainda que você se sinta sem valor nenhum. Ele está dizendo para alma: Você é precioso para mim.
Dez imperadores perseguiram a igreja: Nero (54-68 d.C.); Domiciano (81-96 d.C); Trajano (98-117 d.C.); Marco Aurélio (161-180 d.C.); Severo (193-211 d.C.); Maximino (235-238 d.C.); Décio (249-251 d.C.); Valeriano (253-260 d.C.); Aureliano (270-275 d.C.); Diocleciano (284-305 d.C.) 4. O imperador Domiciano se considerava um deus e perseguiu os cristãos por cerca de dez anos especialmente aos fiéis de Esmirna que se destacavam por sua entrega. Tanto os dez períodos de perseguições como os dez anos de perseguição por Domiciano podem ser entendidos como o cumprimento dos dez dias referidos no versículo 10.
