Deus é dono. Nós somos mordomos

Adore 2025  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Sermão expositivo-aplicativo que afirma: Deus é o Dono de tudo (criou em seis dias e sustenta pelo Seu poder), nós somos mordomos (recebemos para administrar), e prestaremos contas. Confronta o orgulho de Dt 8:17–18 (“meu braço”), aplica à vida familiar/financeira e conclui com prática de dízimos e ofertas como adoração que apressa a missão.

Notes
Transcript
Handout
Dt 8:17–18; Sl 24:1; Ap 4:11
Tema (Big Idea)
Tudo vem de Deus, pertence a Deus e volta para Deus. Mordomia é adorar com tempo, talentos e tesouros sob o senhorio do Criador.
Propósito
Derrubar o “mito do meu braço” (Dt 8:17–18), alinhar nossa vida e família à verdade: Deus é o Dono, nós administramos para Sua glória, Sua missão e nosso gozo nEle.

Introdução — “Quem fez o difícil?”

Quando um plantador planta, ele só põe a semente na terra que já existia. Quando rega, usa água que já existia. Quando aduba, usa algo que não criou. A semente brota porque há vida — e quem fez a vida é Deus. Quando alguém dirige, o carro anda porque há leis da natureza constantes (gravidade, atrito, combustão, eletricidade). O ar-condicionado, o papel, o lápis, a caneta, a tecnologia… tudo funciona porque o Criador sustenta o universo. Mas nosso coração sussurra:
“Meu poder, a força do meu braço…” (Dt 8:17). A resposta bíblica: “Lembra-te do Senhor, teu Deus, porque Ele é quem te dá força para adquirires riquezas.” (Dt 8:18)
Tese: Mordomia começa quando o orgulho se cala e o louvor começa.
O que a Bíblia ensina sobre quem é o Dono, quem administra e como viver isso na prática?

I. DEUS É O DONO DE TUDO (Criação e Soberania)

Texto-chave: Gn 1; Hb 11:3; Sl 24:1; Sl 89:11; Ag 2:8; 1Co 6:19–20
Criou em seis dias, pela Sua Palavra (Gn 1; Ex 20:11; Hb 11:3).
Propriedade total: “A terra e tudo que nela há são do SENHOR” (Sl 24:1); “Minha é a prata e Meu é o ouro” (Ag 2:8); “Vosso corpo… pertence a Deus” (1Co 6:19–20).
Rei do universo: Ele reina e entrega como quer (Sl 47:2,7; Gn 12:1–3).
Aplicação: Pare de falar “meu”, comece a falar “Teu”. Consagração antes de planilha.

II. NÓS SOMOS MORDOMOS (Mandato e Responsabilidade)

Texto-chave: Gn 2:15; Sl 115:16; Sl 8:3–8; Mt 25:14–30; Lc 12:35–48
Mandato cultural: cultivar, guardar, nomear, administrar (Gn 2:15,19–20).
Delegação: “Os céus são do SENHOR, mas a terra Ele deu aos filhos dos homens” (Sl 115:16).
Parábolas da prestação de contas: servo vigilante; talentos — uso e retorno ao Dono (Lc 12; Mt 25).
Aplicação: Tudo o que tenho (tempo, corpo, dons, dinheiro, oportunidades) está em comodato sagrado.

III. A QUEDA NÃO ANULA A MISSÃO (Realismo e Esperança)

Texto-chave: Gn 3:17–19; Rm 8:18–25; 2Pe 3:10–13; Ap 21:1–4
Espinhos e suor: o trabalho tornou-se custoso, mas não maldito; a terra foi (Gn 3:17–19).
Criação geme → Redenção em curso; aguardamos novo céu e nova terra (Rm 8:18–25; 2Pe 3; Ap 21).
Mordomia com horizonte: administro hoje à luz do amanhã.
Aplicação: Perseverar com esperança; nada do que consagramos é em vão.

IV. DERRUBANDO O ÍDOLO DO “MEU BRAÇO” (Orgulho x Dependência)

Texto-chave: Dt 8:17–18; Tg 4:13–15; Is 14 (orgulho); Jó 1:21
Planejar é sábio, mas a assinatura final é: “Se o Senhor quiser” (Tg 4:13–15).
Orgulho é usurpação: quando reivindico propriedade do que Deus emprestou (Is 14).
Humildade que adora: “O SENHOR deu, o SENHOR tomou; bendito seja o nome do SENHOR” (Jó 1:21).
Aplicação conjugal: não é “eu x você”; é “nós debaixo de Deus”. Deixamos a posse e assumimos a mordomia.
V. PRÁTICA DE MORDOMIA (Adoração, Missão e Equidade)
Texto-chave: Pv 3:9–10; 1Co 4:1–2; 2Co 5:10
Dízimos e ofertas = adoração, não taxa. Honramos o Dono primeiro (Pv 3:9–10).
Fidelidade requerida (1Co 4:1–2) e prestação de contas (2Co 5:10).
EGW – o plano de Deus (resumo dos trechos citados):
Deus abençoa com propriedades para avançar Sua causa; devolvemos em dízimos e ofertas (Testemunhos 5:150).
Equidade na partilha dos encargos (ninguém isento, ninguém sobrecarregado) (Testemunhos 1:192).
Deus provê meios excedentes para quando Ele pedir; se formos fiéis, a obra progride depressa e o dia vem mais cedo (Conselhos sobre Mordomia 22, 28).
Aplicação concreta: orçamento de fé, porcentagens de generosidade, transparência familiar, oferta missionária intencional.
Caminhos Práticos (para esta semana)
Troque o pronome: do “meu” para “Teu” (oração diária de consagração de contas, tempo e agenda).
Primeiros frutos: separe primeiro o que é do Senhor (dízimo) e defina oferta proporção para missão.
Plano familiar de mordomia: uma conversa honesta sobre metas, dívidas, limites e generosidade (Tg 4:15).
Inventário de dons e tempo: onde meus talentos e horas servirão melhor o Dono esta semana?
Ato simbólico no culto: traga um envelope de consagração com um compromisso específico (financeiro/tempo/serviço).
Conclusão — “Dele, por Ele e para Ele” (Ap 4:11; Rm 11:36)
Tu és digno… pois criaste todas as coisas” (Ap 4:11). Se tudo existe por Sua vontade, então tudo retorna em adoração.
Mordomia cristã é isso: o Dono recebe glória, o mundo recebe serviço, e nosso coração recebe liberdade.
Apelo
Quem hoje se levanta para renunciar ao mito do meu braço e assumir a mordomia fiel? — Famílias que decidirão nós debaixo de Deus. — Jovens que consagrarão talentos e tempo. — Irmãos que alinharão dízimos e ofertas à adoração.
Oração
“Senhor, Tu és o Dono. Recebe de volta o que é Teu: nossa vida, tempo, dons e recursos. Livra-nos do orgulho, dá-nos o querer e o efetuar, para que sejamos mordomos fiéis até o dia em que renovares todas as coisas. Em nome de Jesus. Amém.”
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