Ele não precisa, Ele nos chama: a honra de participar

Adore 2025  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Deus não depende do homem para Sua causa; escolheu envolver-nos para formar em nós um coração semelhante a Cristo. O sermão mostra (I) por que Deus nos chama a dar (beneficência que molda o caráter), (II) o perigo espiritual do devoção ao ganho, (III) o grande conflito com o eu e a prioridade do Reino, (IV) a prova da mordomia e a prestação de contas, e (V) práticas que aceleram a missão por meio de dádivas fiéis e compassivas.

Notes
Transcript
Handout
2 Coríntios 8:9; 1 Crônicas 29:13–14
Tema (Big Idea)
Deus não depende de nós para avançar Sua causa; Ele nos envolve para formar corações generosos como o de Cristo e espalhar Sua graça no mundo.
Propósito
Chamar a igreja a romper com o egoísmo, priorizar o Reino e servir generosa e fielmente com tempo, talentos e tesouros — como cooperadores de Deus.

Introdução — “Se Ele quisesse, usaria anjos…”

Deus poderia proclamar Sua vontade como no Sinai, ou enviar anjos como embaixadores. Mas escolheu empregar pessoas para cultivar em nós o espírito de beneficência (EGW, RH, 07/12/1886).

Em termos simples, a mordomia nos impele a perguntar: qual o propósito de Deus para mim, nas minhas relações interpessoais, no meu uso de recursos, em minha atitude para com o universo criado e no uso que faço dessa criação?

Tese: dar não é Deus “precisar de mim”; é Deus formar-me. “Sendo rico, por amor de nós Se fez pobre, para que, pela Sua pobreza, fôssemos enriquecidos” (2Co 8:9).
Por que Deus escolhe trabalhar através de pessoas ao invés de anjos para avançar Sua causa?

I. POR QUE DEUS NOS CHAMA A DAR? — Beneficência que forma (2Co 8:9; 1Cr 29:13–14; 1Pe 4:10)

Dele vem tudo: “De Ti vêm todas as coisas… das Tuas mãos to damos” (1Cr 29:14).
Dar nos assemelha a Cristo: cada ato de abnegação fortalece o espírito de beneficência e aproxima do Redentor (RH, 07/12/1886).
Dons viram maldição, se não abençoarem outros e a causa de Deus (RH, 07/12/1886).
Mordomia = dispensar graça: “cada um administre… como bons despenseiros da multiforme graça” (1Pe 4:10).
O que a Bíblia Fala sobre Dinheiro 5. O que é Mordomia Cristã

Somos mordomos fiéis quando reconhecemos que nada nos pertence. Tendemos a pensar que os bens materiais nos pertencem e que podemos usá-los e empregá-los para os fins que desejamos. Contudo, já vimos que nada nos pertence de fato. Deus é dono de tudo e como tal deseja que usemos nossos bens para sua glória.

Somos mordomos fiéis quando usamos os bens materiais para a glória de Deus. O dinheiro em si não é bom nem mau; o que é bom ou mau é o uso que fazemos dele. Um bom uso do dinheiro, como mordomos fiéis, é empregá-lo no sustento da família, no alívio dos pobres e na manutenção da obra de Deus. Não significa, porém, que não podemos usar recursos para o lazer, por exemplo, mas ele deve glorificar a Deus.

Somos mordomos fiéis quando contribuímos para a obra de Deus. Como bons mordomos dos bens concedidos por Deus, devemos empregar parte deles no sustento da obra do Senhor, o que se traduz na entrega do dízimo de tudo que recebemos, além de ofertas em tempos de necessidade.

Em suma, boa parte dos problemas que enfrentamos no mundo decorre do uso errôneo que fazemos do tempo, do corpo, dos dons e dos recursos financeiros. A doutrina da mordomia cristã nos ajuda a enxergar o mundo da perspectiva bíblica: não vivemos para nós mesmos; em vez disso, somos gerentes encarregados de administrar o que recebemos com uma única finalidade, que é a glória de Deus.

Quando nos conscientizamos disso, nossa vida toma outra direção, independentemente dos eventos do dia a dia. Viver para a glória de Deus é o maior e melhor propósito de nossa existência.

PARA REFLETIR

1. Você já planejou o uso que fará de seu tempo amanhã? O que fará em cada hora de seu dia? Reservou tempo para ler a Bíblia e orar?

2. Você vê seu corpo como um templo onde Deus habita? Como isso afeta o cuidado e o uso que você dispensa a ele?

3. Ciente de que Deus pedirá contas da administração de seus recursos financeiros, você acha que tem usado seu dinheiro de modo agradável a Deus?

Aplicação: antes de falar de números, falemos de nervos: Deus não quer sua carteira sem seu coração.

II. O PERIGO DO DEVOTAMENTO AO GANHOO doador é maior que a dádiva (Mt 6:33)

O foco em “ganhar” mata a espiritualidade e remove o favor de Deus (RH, 17/10/1882).
Prosperidade não é licença para esquecer o Doador: “o Doador é maior que a dádiva” (RH, 17/10/1882).
A cruz envergonha a comodidade egoísta; portanto: “demos enquanto podemos… trabalhemos enquanto é dia” (RH, 17/10/1882).
Salmos: O Livro das Canções e Orações do Povo de Deus, Vols. 1 & 2 O Crente Generoso e o Pobre Necessitado (41:1–3)

Livramento no dia do mal (41:1b). O homem generoso não é poupado do dia do mal, mas livrado por Deus nesse dia. Assim como o generoso acode o pobre e necessitado, Deus acode o generoso no dia do mal. Nas palavras de Spurgeon, “o amante e compassivo dos pobres cuidou dos outros e, então, Deus cuidará dele. Deus nos mede com a nossa própria medida”.

2. Proteção divina (41:2a). Há muitos inimigos que espreitam e muitos males que encurralam o homem generoso, mas Deus o protege e não permite que seus inimigos vejam cumprido seu desejo contra ele.

3. Preservação e felicidade (41:2b). São muitos os inimigos que tentam tirar-lhe a vida e fazer amargar sua peregrinação na terra, mas o Senhor preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra. Nas palavras de Spurgeon, “a prosperidade o atenderá. O jarro de óleo não se secará, porque ele alimentou o pobre profeta. Ele cortará o rolo de tecido e descobrirá que está mais comprido em ambas as pontas”.

4. Assistência na enfermidade (41:3a). O homem generoso também fica doente, mas o Senhor promete assisti-lo, dando-lhe alívio e conforto. Spurgeon é oportuno quando escreve: “Não há médico como o Senhor, não há tônico como a sua promessa, não há bálsamo como o seu amor”.

5. Cura da enfermidade (41:3b). Afofar a cama na enfermidade significa levantar-se do leito da enfermidade e ser curado. Nas palavras de Purkiser, “Deus transforma o leito da enfermidade em saúde e descanso restaurador”. Quando cuidamos dos outros, Deus cuida de nós, e, quando aliviamos os fardos dos outros, Deus alivia a nossa bagagem.

Aplicação: revise sua agenda e orçamento: qual linha mostra que Cristo é o Primeiro?

III. O MAIOR INIMIGO: O EUPrioridade do Reino (Mt 6:33; 2Co 3:4–6; Tg 1:5)

“Nosso grande conflito é contra o eu não consagrado” (RH, 05/03/1908).
Buscar primeiro o Reino rearranja desejos e despesas (Mt 6:33).
Capacitação vem de Deus: “nossa capacidade vem de Deus” (2Co 3:5). Sabedoria se pede (Tg 1:5).
No século I, os primeiros cristãos vendiam bens e dividiam os lucros, garantindo que ninguém passasse necessidade. Esse ato de misericórdia e partilha era uma forma prática de mordomia cristã. Eles entenderam que tudo o que tinham era um presente de Deus, e que cuidar uns dos outros era parte de sua missão como discípulos.

Que desafio para uma era materialista como a nossa, em que nada importa exceto quanto se ganha ou se consegue acumular! Quando sua segurança financeira é ameaçada, as pessoas descobrem que não conseguem lidar com a situação. Enquanto isso, enfrentamos confiantemente a vida. Com firmeza, podemos afirmar que o Senhor está do nosso lado, que não há nada a temer; que, no final, ninguém poderá nos prejudicar. Tendo a Deus, sempre teremos o suficiente.

Aplicação: pratique a oração do mordomo: “Senhor, converte meu coração antes da minha conta.”

IV. A PROVA DA MORDOMIA — Posse em confiança e prestação de contas (Lc 12; 16; 19; Mt 25; Hb 4:13)

“É seu apenas em confiança” (RH, 16/05/1882).
Fidelidade no mínimo revela fidelidade no muito (Lc 16:10).
Prestar contas é certo: Lc 16:1–2; Lc 19:15; Mt 25:19; Hb 4:13.
Segundo a capacidade (Mt 25:15) — Deus mede com justiça e capacita quem chama (2Co 3:6).
De que maneira você reconhece que Deus é o dono de tudo em sua vida, e como isso influencia seu uso de recursos?
Imagine um agricultor que semeia sementes e, ao longo do tempo, vê o crescimento de sua colheita. Ele sabe que terá que colher o que plantou, e isso o motiva a cuidar da terra e das plantas. Da mesma forma, o que fazemos em nossa jornada espiritual hoje afetará nossa colheita no futuro. A responsabilidade de prestar contas é como um ciclo de semeadura e colheita que Deus nos ensina a ver.
Aplicação: estabeleça proporção (não valor fixo), regularidade e propósito (missão/compaixão).
V. QUANDO A DOR DESPERTA A COMPAIXÃOA maior alegria (Jo 13:34; RH, 13/09/1906; 06/12/1887)
Deus permite apertos para nos tirar do egoísmo e acender compaixão (RH, 13/09/1906).
A maior honra e alegria é participar da natureza divina, difundindo bênçãos (RH, 06/12/1887).
Meios excedentes vêm de Deus para avançar a obra; se formos fiéis, a obra progride depressa (CS p. 22, 28).
A igreja não é como os reinos deste mundo, pois ela é organizada para o serviço, e não para o domínio. Todo o governo na igreja é mordomia, i.e., seus líderes são servos administradores, que usam sua autoridade somente para defender os interesses daqueles que representam e servem.
Edmund Clowney
Aplicação: generosidade acelera evangelização — sua oferta é pão, remédio e mensagem chegando mais rápido.
Princípios Práticos
Prioridade (primeiros frutos)
Proporção (porcentagem)
Regularidade (planejada)
Alegria (gratidão)
Propósito (missão/compaixão)
Transparência (família/igreja).
Passos Esta Semana
Pacto de 90 dias: dízimo + oferta proporcional definida (ex.: +3–5%).
Orçamento do Reino: linha missão/compaixão antes do “lazer”.
Doar tempo & talento: 1 serviço objetivo até sábado (visita, ação social, ministério).
Oferta de gratidão: um gesto além do hábito, dirigido a missão local.
Intercessão: 3 nomes pelos quais você oferta e ora.
Conclusão — Cooperadores de Deus
Deus não precisa, mas nos quer por perto. Quando damos, Ele nos dá a Si mesmo: coração mais livre, igreja mais viva, mundo mais alcançado.
Apelo
Quem hoje diz: “Quero vencer o eu e buscar primeiro o Reino no meu bolso, agenda e dons”?
Quem assume um pacto de generosidade (proporção, regularidade e propósito) até o fim desta meia semana?
Oração
“Senhor, Tu que nada precisas, faze-nos parecidos contigo: generosos, nobres, caridosos. Converte nosso coração antes de tocar nossa mão. Recebe nossos dízimos, ofertas, tempo e talentos como adoração e missão. Em nome de Jesus. Amém.”
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