008 Revelando o Anticristo, o inimigo de Deus e da Igreja - 2 Ts 2.1-12
Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 160 viewsNotes
Transcript
008. Revelando o Anticristo! O inimigo da Igreja e de Cristo - 2Ts 2.1-12
Recapitulação e Introdução
Recapitulação e Introdução
A igreja de Tessalônica cometeu dois sérios equívocos acerca da doutrina da segunda vinda de Cristo. Ambos perigosos e de consequências danosas. Quais foram esses equívocos?
1. O equívoco de marcar datas quanto à segunda vinda de Cristo (2.1,2).
1. O equívoco de marcar datas quanto à segunda vinda de Cristo (2.1,2).
Alguns crentes de Tessalônica estavam sendo enredados pelo engano, pensando que a vinda de Cristo já havia acontecido. Eles fixaram uma data e na mente deles essa data já havia chegado.
Paulo já havia ensinado a igreja sobre a segunda vinda (1Ts 2.19) e a necessidade de estar preparado para ela (1Ts 5.1–11), mas eles confundiram a vinda súbita com uma vinda imediata.
O problema dos tessalonicenses não era a questão da demora da parousia, ou seja da volta mas, sim, sua crença de que estava esmagadoramente iminente.
É bem provável que após a leitura da primeira carta de Paulo à igreja, alguns intérpretes fantasiosos tivessem chegado a essa equivocada interpretação e perturbado a igreja com suas conclusões.
O verbo “perturbar” sugere ser agitado num vento tempestuoso, e é usado metaforicamente para ficar tão perturbado a ponto de perder sua compostura e bom senso normais. É ficar transtornado pela notícia.
O erro doutrinário traz perturbação em vez de edificação e consolo. Somente Deus conhece esse Dia. Não adianta criar um tumulto descabido.
Até mesmo porque o cristão autêntico vigia e aguarda com expectativa. O fim dos tempos, é esperança, glória e começo da eternidade na presença do Senhor. Quem precisa se apavorar são os ímpios, sendo na verdade já vivem atemorizados.
2. O equívoco de não observar os sinais da segunda vinda de Cristo (2.3).
2. O equívoco de não observar os sinais da segunda vinda de Cristo (2.3).
Se por um lado não podemos marcar datas acerca do dia da segunda vinda de Cristo, por outro, não podemos fechar os olhos aos seus sinais.
O apóstolo pontua para a igreja que a segunda vinda de Cristo não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja manifestado o homem da iniquidade.
1. Sinais que precederão a volta de Cristo (2.3)
1. Sinais que precederão a volta de Cristo (2.3)
Dois sinais precederão a segunda vinda de Cristo:
a. A apostasia (2.3).
a. A apostasia (2.3).
A palavra grega apostasia significa queda, caída, rebelião, revolta. Trata-se de uma apostasia final que ocorrerá imediatamente antes da parousia, vinda de Jesus.
Essa apostasia será uma intensificação e culminação de uma rebelião que já começou, pois o mistério da iniquidade já opera no mundo.
O fato de que o Dia do Senhor será precedido pela apostasia também já fora claramente predito pelo Senhor no Seu sermão profético (Mt 24.10-13).
O que é apostasia? Como podemos entendê-la? Concordo com a descrição de Howard Marshall:
Apostasia é uma palavra utilizada no grego secular para uma revolta política ou militar e era usada na Septuaginta para a rebeldia contra Deus (Js 22.22; 2Cr 22.12; 33.10; Jr 2.19). Em especial, referia-se ao desvio da Lei. Nos últimos dias a oposição dos homens a Deus, bem como a imoralidade e a iniquidade crescerão grandemente (Mt 24.12; 2Tm 3.1–9). Estas coisas estão associadas com um aumento de guerras entre as nações (Mt 13.7,8) e com a atividade de falsos profetas e mestres (Mc 13.22; 1Tm 4.1–3; 2Tm 4,3,4).
William Hendriksen alerta para o fato de que a apostasia futura de modo algum ensina que os que são genuínos filhos de Deus “cairão da graça”.
Tal queda não existe (2.13,14). Significa, porém, que a fé dos pais – fé a qual os filhos aderem por algum tempo de uma maneira meramente formal, será afinal e completamente abandonada por muitos dos filhos.
O mesmo escritor ainda diz: “O uso do termo apostasia aqui em 2Tessalonicenses 2.3, sem um adjetivo adjunto coloca em realce o fato de que, de modo geral, a Igreja visível abandonará a fé genuína”.281
b. O aparecimento do homem da iniquidade (2.3).
b. O aparecimento do homem da iniquidade (2.3).
O movimento de apostasia chegará ao seu apogeu quando seu líder maior, o arquioponente de Deus, o homem da iniquidade, for revelado.
Esse homem da iniquidade, também chamado de “o filho da perdição” e “o iníquo” é uma designação paulina do anticristo.
Assim como Jesus terá Sua revelação, apocalipse, também o anticristo terá sua manifestação. Isso enfatiza o caráter “sobre-humano” da pessoa mencionada, pois a coloca como contraparte da revelação do próprio Senhor Jesus Cristo.
O texto que estamos considerando foca sua atenção na pessoa, na atividade e na derrota do anticristo. Estamos diante de uma das passagens mais difíceis de todo o Novo Testamento. Vamos, agora, examinar mais detidamente esse tema.
2. A identidade revelada do homem da iniquidade (2.3)
2. A identidade revelada do homem da iniquidade (2.3)
O prefixo grego anti pode significar duas coisas: “contrário a” e “no lugar de”. Antonio Hoekema diz, portanto, que a palavra “anticristo” significa um cristo substituto ou um cristo rival.
Assim, o anticristo é ao mesmo tempo um cristo rival e um adversário de Cristo. Satanás não apenas se opõe a Cristo, mas também deseja ser adorado e obedecido no lugar de Cristo.
Satanás sempre desejou ser adorado e servido como Deus (Is 14.14; Lc 4.5–8). Um dia produzirá sua obra-prima, o anticristo, que levará o mundo a adorá-lo e acreditar em suas mentiras.
No livro de Daniel o anticristo é representado inicialmente não como uma pessoa, mas como quatro reinos (leão, urso, leopardo e outro animal terrível), numa descrição clara dos impérios da Babilônia, Medo-persa, Grego e Romano (Dn 7.1–6,17,18).
Outro símbolo do anticristo no livro de Daniel é Antíoco Epifânio, que profanou o templo, quando o consagrou ao deus grego Zeus e mais tarde sacrificou porcos em seu altar (Dn 7.21,25).
No ensino de Jesus, o anticristo é visto como o imperador romano Tito, que no ano 70 d.C. destruiu a cidade de Jerusalém e o templo (Mt 24.15–20), bem como um personagem escatológico (Mt 24.21,22).
A profecia bíblica vai se cumprindo historicamente e avança para a sua consumação final (Mt 24.15–28).
Nas cartas de João o termo anticristo é empregado em um sentido impessoal (1Jo 4.2,3). Ele se referiu também ao anticristo de forma pessoal.
João vê o anticristo como uma pessoa que já está presente, ou seja, como alguém que representa um grupo de pessoas. Assim, o anticristo é um termo utilizado para descobrir uma quantidade de gente que sustenta uma heresia fatal (1Jo 2.22; 2Jo 7).
João fala ainda tanto do anticristo que virá quanto do anticristo que já está presente. Assim, João esperava um anticristo que viria no tempo do fim.
Os anticristos são precursores do anticristo (1Jo 2.28). Para João, o anticristo sempre esteve presente nos seus precursores, mas ele se levantará no tempo do fim como expressão máxima da oposição a Cristo e Sua Igreja.
Na teologia do apóstolo Paulo, o anticristo é visto como o homem do pecado (2.3). Ele surgirá da grande apostasia (2.3); será uma pessoa (2.3), será objeto de adoração (2.4), usará falsos milagres (2.9), só pode ser revelado depois que aquilo e aquele que o detém for removido (2.6,7) e será totalmente derrotado por Cristo (2.8).
Muitos dos aspectos da descrição de Paulo acerca do grande e final príncipe da impiedade são oriundos do livro de Daniel:
(1) “O homem da iniquidade” (cf. Dn 7.25; 8.25).
(2) “O filho da perdição” (cf. Dn 8.26).
(3) “Aquele que se opõe” (cf. Dn 7.25).
(4) “E que se exalta contra tudo [que é] chamado Deus ou é adorado” (cf. Dn 7.8,20,25; 8.4,10,11).
(5) “De modo que se assenta no templo de Deus, proclamando a si mesmo como Deus” (cf. Dn 8.9–14).
Além do mais, em Mateus 24.15 (cf. Mc 13.14), “a abominação desoladora” (“o horror atemorizante”) do qual Jesus fala é oriundo de Daniel 11.31; 12.11 (talvez não diretamente de 9.27).
A história, em certo sentido, se repete. Melhor ainda: a profecia se concretiza em múltiplos cumprimentos. O pensamento subjacente é sempre o mesmo.
A cidade e o santuário de Deus são profanados, seja por Antíoco Epifânio e suas sacrílegas oferendas (Dn 8.9–14; cf. “Gogue” em Ez 38 e 39), ou seja pelos exércitos romanos com seus estandartes idolátricos (Lc 21.20; Mc 13.14), ou, finalmente, pelo anticristo em pessoa.
Ora, com respeito ao anticristo final conforme é retratado por Paulo, nossa presente passagem (2Ts 2.3b, 4) declara o seguinte:
Ele é “o homem dá iniquidade”, isto é, o homem em quem se incorporará, por assim dizer, a oposição à lei de Deus, a própria personificação da rebelião contra as ordenanças de Deus.
Ele é também “o filho da perdição”, o Judas final. Veja a observação de Davi a Natã: “O homem que fez isso é um filho da morte” (isto é, certamente deve morrer); e cf. também Mateus 23.15: “um filho do inferno”.
3. Sua Oposição ao Reino de Deus (2.4)
3. Sua Oposição ao Reino de Deus (2.4)
Dois fatos precisam ser destacados quanto ao homem da iniquidade:
3.1 O Anticristo se oporá a Deus abertamente e perseguirá a Igreja (2.4)
3.1 O Anticristo se oporá a Deus abertamente e perseguirá a Igreja (2.4)
O Apóstolo Paulo diz que o anticristo “se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus, ..., ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (2.4).
O homem do pecado é o adversário de Deus, da lei de Deus, e do povo de Deus. A palavra no original, ou seja grega antikeimenos, traduzida por “opor-se”, indica uma oposição constante e habitual ou como um estilo de vida enquanto a palavra grega hiperairomenos, traduzida por “se levanta”, significa exaltar-se sobremaneira.
O anticristo será uma espécie de encarnação do mal. Esse humano mal humanizado será a antítese de Deus. O anticristo será um opositor consumado de Deus e da Igreja (Dn 7.25; 11.36; 1Jo 2.22; Ap 13;6). Ele será uma pessoa totalmente maligna em seu ser e em suas atitudes.
Ele não apenas se oporá, mas também se levantará contra tudo o que é de Deus ou objeto de culto. O profeta Daniel diz que ele “Proferirá palavras contra o Altissímo” (Dn 7.25) e contra o Deus dos deuses, falará cousas incríveis (Dn 11.36).
O apóstolo João declara: “... e abriu a sua voca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome” (Ap13.6). E diz ainda: “Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho” (1 Jo 2.22).
Como já dito, o anticristo além de se opor a Deus, perseguirá implacavelmente a Igreja (Dn 7. 21,25; Ap 12.11; 13.7). O profeta Daniel diz: “... magoará os santos do Altissimo” (Dn 7.25) e “... fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles” (Dn 7.21).
O apóstolo João registra que lhe foi dado também que pelejasse contra os santos e os vencesse (Ap 13.7). O anticristo anticristo perseguirá de forma cruel aqueles que se recusarem a adorá-lo (Ap 13.7,15).
A igreja nesse tempo será uma Igreja mártir (Ap 13.7,10). Mas os crentes fiéis vão vencer o diago e o anticristo, preferindo morrer a apostatar (Ap 12.11).
3.2 O anticristo será objeto de adoração em toda a terra (2.4)
3.2 O anticristo será objeto de adoração em toda a terra (2.4)
Ele se assentará no santuário de Deus e vai reivindicar ser adorado como Deus.
A expressão “se assentar no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus”. Isso se baseia em Daniel capítulo 11 (v. 36), que previa um futuro rei que “fará o que bem entender”.
Ele se exaltará e se engrandecerá acima de todos os deuses” (veja também Ezequiel 28.2–10).
Esta imagem de um rei apóstata, que faz do templo de Jerusalém sua sala do trono, foi primeiramente cumprida por Antíoco Epifânio, que se imaginava o filho de Zeus e causou a revolta dos Macabeus ao erigir altares a essa entidade no templo (e em aldeias de Israel) em 167 a.C.
O segundo foi Pompeu, que ingressou no santo dos santos do templo em 63 a.C., e o terceiro, o imperador insano Calígula que, em 40 d.C., enviou um exército para colocar estátuas de si mesmo no templo, mas acabou sendo assassinado antes do cumprimento dessa ordem.
Finalmente, em 70 d.C., com a destruição de Jerusalém, Tito, filho de Vespasiano, entrou no santo dos santos pouco antes de seus exércitos arrasarem o templo.
O termo para “templo” aqui é “naos”, indicando o santuário em si que abrigava o santo dos santos. Essa figura maligna assume para si o controle do trono de julgamento reservado para Deus no espaço do santo dos santos.
Ele então proclamará a maior mentira já dita na história do mundo, a de que ele próprio é Deus. Paulo não está dizendo que o anticristo efetivamente será um imperador romano.
Em Apocalipse 13, Nero, o imperador à época, era a principal figura com base na qual a besta foi modelada, mas o anticristo/besta não é Nero, por mais que seja uma figura parecida com ele.
A literatura apocalíptica precisa ser entendida e vista como um ensinamento tipológico para ilustrar a instalação do anticristo tanto como imperador como um deus desse mundo.
Como já vimos, Paulo está usando o tema que foi apresentado por Daniel para a revolta dos Macabeus a fim de descrever as ações satânicas desse ser.
Essa é uma imagem apocalíptica utilizando linguagem simbólica e não meramente literal para descrever o evento. O debate sobre isso surge repetidamente em passagens como as do discurso do Monte das Oliveiras (Mt 24–25 e paralelos) ou Apocalipse.
Agora é preciso saber que a adoração do anticristo é o mesmo que a adoração a Satanás (Ap 13.4). Se observar bem, perceberá inclusive que a adoração é um tema importante e central no livro de Apocalipse: A noiva está adorando o Cordeiro, e os apóstatas estão adorando o dragão e o anticristo.
O mundo está ensaiando essa adoração aberta ao anticristo e a Satanás. O satanismo e o ocultismo estão em alta nos dias de hoje. O que tempos atrás era visto com certo medo, desdém, e vergonha. Hoje tem sido algo visto como prestígio.
Não à toa as seitas esotéricas têm crescido e se espalhado como o rastilho de pólvora. A Nova Era proclama a chegada de um novo tempo, em que o homem vai curvar-se diante do “anticristo”, o grande líder mundial.
A adoração a ídolos, é de certa forma uma auto adoração, e em última análise é a adoração de demônios (1 Co 10.19,20). A necromancia, de igual forma, é também uma adoração de demônios. O grande e último plano do anticristo é levar seus súditos a adorarem a Satanás (Ap 13.3,4).
Esse será o período da grande apostasia. Nesse tempo os homens não suportarão a verdade de Deus e obedecerão a ensinos de demônios (1Tm 4.1).
O humanismo idolátrico, o endeusamento do homem e sua consequente veneração, é uma prática satânica. Adoração ao homem, e adoração a satanás são a mesma coisa.
A adoração ao anticristo será universal (Ap 13.8,16). Diz o apóstolo João que o adoração a todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no livro da vida do Cordeiro (Ap 13.8).
Satanás vai imitar a Deus também nesse aspecto. Ao saber que Deus selou sua Igreja para a redenção, ele também selará os seus com a marca da besta (Ap 13.8,16-18). Todas as classes sociais se acotovelarão para entrar nessa lista de apóstatas e receber a marca da besta (Ap 13.16).
4. O encarceramento do homem da iniquidade (2.6-7)
4. O encarceramento do homem da iniquidade (2.6-7)
Esta é uma das partes mais difíceis do Novo Testamento, pois Paulo não fornece nenhum pano de fundo e não há textos bíblicos que falem de uma força restritiva, de uma forma mais clara do que aqui propriamente dito.
Então vamos focar no que temos. Paulo apresenta tanto uma força restritiva (v. 6 no neutro) quanto uma pessoa que restringe (v. 7 no masculino).
Isso se adequa na categoria do versículo 5, quando ele começa: “E agora vocês sabem o que o está detendo, para que ele seja revelado no seu devido tempo”.
O poder satânico por trás da figura já estava operando fortemente contra Deus e seu povo (v. 7), e assim a questão passa a ser: por que essa pessoa ainda não apareceu?
Paulo responde que a força restritiva ainda está no comando para que ele não possa aparecer. Ela está assegurando para que ele não apareça até o “devido tempo”; sem dúvida, aquele tempo em que o Senhor voltará e o dia do Senhor chegará.
Esse homem da iniquidade iniciará os eventos finais da história, e ele está proibido de vir até que chegue o tempo escolhido por Deus. Observem o inter-relacionamento entre o presente e o futuro aqui.
O futuro é iminente, ainda não chegou, e luta por vir. As imagens são todas apocalípticas e se concentram no controle de Deus da história da salvação, para levar a bom termo todos os eventos no tempo em que foi designado por ele.
Satanás está tentando ‘tomar’ o controle de Deus, mas não consegue devido à força restritiva. Paulo aborda o tópico da guerra espiritual: “porque o poder secreto da iniquidade já opera”.
O termo para “poder secreto” é mystērion, uma palavra de cunho apocalíptico aplicado às verdades divinas que têm sido mantidas ocultas ou secretas, mas que agora estão sendo reveladas ao povo de Deus.
Deus está desnundando sua estratégia e métodos, e ele está no controle de tudo, e eles estão sob a sua supervisão. A estratégia de Satanás, em contrapartida, virá à luz no compasso de Deus e no modo como Deus quer.
Essa guerra secreta “já está operando” no mundo, mas de forma limitada, e não é possível finalizar o que já começou.
Agora, no versículo 7, aquele que detém o mistério da iniquidade é uma pessoa e não uma coisa. Este será removido num tempo determinado no futuro, e o obstáculo divinamente enviado sumirá, permitindo à figura emergir, iniciando assim os eventos finais.
Conclusão
Conclusão
Concluímos com um resumo de tudo o que vimos.
A designação paulina da personificação do mal e da rebelião como “o homem da iniquidade” provavelmente não é um nome técnico, mas uma descrição de sua natureza, “aquele que se rebela contra as leis de Deus.”
Ele será uma figura “revelada” por Deus, mas enviada por Satanás para poder liderar a rebelião final, e é chamado por João de “o anticristo” (1Jo 2.18, 22; 4.3; 2Jo 7) e “a besta” (Ap 13.1–8; 19.19–20). Ele será o ápice de todos os falsos mestres e profetas ao longo da história e aparecerá nos últimos dias.
A expressão idiomática “filho de” ou “homem de” enfatiza a característica primária de um indivíduo, isso o descreve como aquele que nega a existência de qualquer lei divina para controlar o pecado ou a rebelião. Segui-lo é viver uma vida sem Deus e em oposição à sua vontade.
