Só Ore ao Senhor

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Ao contemplar/perceber as ações de Deus em sua vida, ore e louve ao Senhor

Texto: Hc. 3.1-19
Preposição: Ao contemplar as ações de Deus em sua vida (seja correção, admoestação, ensino ou benção), devemos orar com tremor ao Senhor por quem Ele é, temor por que Ele corrigirá o pecado (mesmo do salvo/justo) e confiança por que Ele não permite que a situação destrua o justo/salvo
Boa noite meus queridos irmãos, graça e paz a todos. Hoje concluiremos a série de mensagens em Habacuque, por favor abra sua bíblia para Habacuque, cap. 3. Veremos a última resposta do profeta Habacuque em forma de oração após ouvir as verdades reveladas pelo Senhor. Só para recordarmos o que já foi visto no livro, o livro de Habacuque nos mostra um profeta orando ao Senhor e tentando entender “Porque o ímpio persegue o justo e não é punido por suas ações?”. Afinal, ele causa transtorno e persegue o justo, então porque Deus não pune o ímpio por suas ações?
Estudando o livro, observamos que o Senhor decide responder o profeta e ensiná-lo sobre algumas verdades profundas, que são:
Vimos que às vezes o Senhor usa o ímpio em nossas vidas (ou na vida do justo) com o propósito de purificar, tratar e corrigir a maldade, a impiedade de nosso coração.
Também aprendemos que o Senhor irá punir o ímpio no momento certo (não do nosso jeito e nem no nosso tempo, mas sim no tempo de Deus e na maneira de Deus, por isso podemos descansar sabendo que o Senhor é soberano sobre todas as questões).
Observamos também que diante de uma situação difícil (onde o justo é perseguido pelo perverso) o justo viverá pela fé. Onde entendemos que por vezes o justo será pressionado por pessoas ímpias ou por situações difíceis, e que na vontade soberana do Senhor, a situação pode ficar ainda mais difícil, contudo, diante dessa situação, o justo vive pela fé, vive, anda, fala, pensa olhando para o Senhor, confiando que Ele está cuidando da situação.
Hoje veremos a continuação e conclusão deste diálogo, onde o profeta apresenta uma oração diante das verdades ensinadas por Deus. Essa oração é construída e apresentada no livro no formato de uma música, para ser ensinada à nação de Israel. O propósito do profeta com esta música é inculcar na mente do justo a verdade de que o Senhor é soberano sobre todas as coisas e está cuidando de sua vida, mesmo quando ele estiver sendo perseguido e sofrendo pelo ímpio. Fica assim a dica de um ótimo capítulo para memorizarmos e aprendermos, pois uma coisa é certa, o salvo em algum momento de sua vida sofrerá ou será perseguido pelo perverso. Assim, ao contemplar as ações de Deus em sua vida (seja correção, admoestação, ensino ou bênção), devemos orar com tremor ao Senhor por quem Ele é, temor por que Ele corrigirá o pecado (mesmo do salvo/justo) e confiança por que Ele não permite que a situação destrua o justo/salvo. Vamos ler o texto:
“[1] Oração do profeta Habacuque sob a forma de canto. [2] Senhor, tenho ouvido a tua fama, e me sinto temeroso (alarmado). Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida. Na tua ira, lembra-te da misericórdia. [3] Deus vem de Temã, o Santo vem do monte Parã. A sua glória cobre os céus, e a terra se enche do seu louvor. [4] O seu resplendor é como a luz, e raios brilham da sua mão; o seu poder se esconde ali. [5] Adiante dele vai a peste, e a pestilência segue os seus passos. [6] Ele para e faz a terra tremer; olha e sacode as nações. Esmigalham-se os montes primitivos; as colinas antigas se abatem. Os caminhos de Deus são eternos. [7] Vejo as tendas de Cusã em aflição; os acampamentos da terra de Midiã tremem. [8] Acaso é contra os rios, Senhor, que estás irado? É contra os ribeiros a tua ira ou contra o mar, o teu furor, já que andas montado nos teus cavalos, nos teus carros de vitória? [9] Preparas o teu arco; a tua aljava está cheia de flechas. Tu fendes a terra com rios. [10] Os montes te veem e se contorcem; torrentes de água passam. As profundezas do mar fazem ouvir a sua voz e levantam bem alto as suas mãos. [11] O sol e a lua param nas suas moradas, ao resplandecer a luz das tuas flechas sibilantes, ao fulgor do relâmpago da tua lança. [12] Na tua indignação, marchas pela terra; na tua ira, pisas as nações. [13] Tu sais para salvar o teu povo, para salvar o teu ungido. Feres o chefe da casa dos ímpios, deixando-o descoberto dos pés à cabeça. [14] Traspassas a cabeça dos guerreiros do inimigo com as suas próprias lanças, os quais, como tempestade, avançam para me destruir; alegram-se, como se estivessem para devorar o pobre em segredo. [15] Marchas com os teus cavalos pelo mar, pela massa de grandes águas. [16] Ouvi isso, e o meu íntimo se comoveu; os meus lábios tremeram ao ouvir a sua voz. A podridão entrou nos meus ossos, e os meus joelhos vacilaram, pois, em silêncio, devo esperar o dia da angústia, que virá contra o povo que nos ataca. [17] Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na videira; ainda que a colheita da oliveira decepcione, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas desapareçam do aprisco, e nos currais não haja mais gado, [18] mesmo assim eu me alegro no Senhor, e exulto no Deus da minha salvação. [19] Deus, o Senhor, é a minha fortaleza. Ele dá aos meus pés a ligeireza das corças, e me faz andar nas minhas alturas. Ao mestre de canto. Para instrumentos de cordas.”
Vs. 1-2 - Tremor por quem Deus é (O Senhor é o poderoso soberano que julga o pecado) - [1] Oração do profeta Habacuque sob a forma de canto. [2] Senhor, tenho ouvido a tua fama, e me sinto temeroso (alarmado). Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida. Na tua ira, lembra-te da misericórdia. - Depois dos dois diálogos do profeta Habacuque com o Senhor, encontramos a resposta final do profeta diante das verdades revelada pelo Senhor. Dessa vez, não há mais imposições ousadas, perguntas ou questionamentos. Nãooo, encontramos uma pessoa diferente, uma pessoa que foi confrontada pela verdade das Escrituras (revelada pelo próprio Senhor), uma pessoa que agora compreende melhor as ações do Senhor e diante dessa verdade, o profeta se humilha, se curva e ora com tremor, temor e esperança.
Esta oração de humilhação e de adoração ao Senhor é registrada neste último capítulo do livro, escrita na forma de um lindo poema com o intuito de ser ensinada, cantada e proclamada por toda a nação de Israel durante os anos de alegria e abundância, mas também nos dias de perseguição e aflição que Israel enfrentaria, afim de que o justo se lembrasse das ações do Senhor, mesmo em meio às aflições e perseguições que passaria.
Os 2 primeiros versos nos ensinam a verdade poderosa de que o Senhor não muda seu plano de nos corrigir e purificar somente porque não queremos passar por uma situação que nos cause dor ou que nos faça sofrer. Da mesma forma que um pai amoroso, usando sua autoridade e dever de pai, corrige seu filho, assim, o Senhor corrige o salvo/justo, a fim de purificar seu coração (o texto de Hb. 12. 4-13 nos diz exatamente isso, diz assim: “4. Na luta contra o pecado, vocês ainda não resistiram até o sangue. 5. E vocês se esqueceram da exortação que lhes é dirigida, como a filhos: “Filho meu, não despreze a correção que vem do Senhor, nem desanime quando você é repreendido por ele; 6. porque o Senhor corrige a quem ama e castiga todo filho a quem aceita.” 7. É para disciplina que vocês perseveram. Deus os trata como filhos. E qual é o filho a quem o pai não corrige? 8. Mas, se estão sem essa correção, da qual todos se tornaram participantes, então vocês são bastardos e não filhos. 9. Além disso, tínhamos os nossos pais humanos, que nos corrigiam, e nós os respeitávamos. Será que, então, não nos sujeitaremos muito mais ao Pai espiritual, para vivermos? 10. Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para o nosso próprio bem, a fim de sermos participantes da sua santidade. 11. Na verdade, toda disciplina, ao ser aplicada, não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza. Porém, mais tarde, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça. 12. Por isso, levantem as mãos cansadas e fortaleçam os joelhos vacilantes. 13. Façam caminhos retos para os seus pés, para que o manco não se desvie, mas seja curado.”)
Mas por termos a tendência de nos acharmos perfeitos em relação aos outros e sem necessidade de correções, muitas vezes oramos ao Senhor pedindo para que Ele interfira, aja e corrija o erro de outras pessoas, mas não queremos que o Senhor lide com o nosso pecado (Mt. 7.3-5 nos diz a mesma verdade, de como somos bons para encontrarmos o erro de nosso irmão, mas míopes/cegos para vermos os nossos erros “3. Por que você vê o cisco no olho do seu irmão, mas não repara na trave que está no seu próprio? 4. Ou como você dirá a seu irmão: “Deixe que eu tire o cisco do seu olho”, quando você tem uma trave no seu próprio? 5. Hipócrita! Tire primeiro a trave do seu olho e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.”). Aqui no capítulo 3 de Habacuque, vemos o Senhor lidando e anunciando que Ele lidará com o pecado de todos (justo e ímpio). Seu propósito é purificar o coração do justo e ainda que nós não queiramos, Ele não mudará, Ele não deixará de ser justo e de punir o pecado. o Senhor não muda seu plano de nos corrigir e purificar somente porque não queremos passar por uma situação que nos cause dor ou que nos faça sofrer, devemos desenvolver um coração temeroso e clamar para que o Senhor cumpra seus planos, assim como o profeta orou.
Preciso destacar que o temor que o profeta utiliza no capítulo 3 não é o temor que nos paralisa, ao contrário, é um temor de submissão e reverência por entender que o Senhor é o soberano Senhor sobre a minha vida. Esse temor reverente nos leva a glorificar ao Senhor e clamar para que a Sua vontade seja realizada e concluída. Um coração que se submete a Deus dessa maneira, reflete a confiança que possuí em seu Deus. Isso não significa que nós não teremos medo do processo (de como isso acontecerá)...Nãooo, o profeta expressa muito bem isso, quando pede para que o Senhor cumpra seus propósitos, e que enquanto estiver purificando o coração do justo, se lembre da sua misericórdia.
Creio que o melhor exemplo que posso dar para ilustrar esse coração que confia com tremor no Senhor, mesmo não entendendo tudo o que Ele fará é o exemplo de Raabe, descrito lá em Js. 2…Não conseguiremos ler todo o capítulo, mas se você ler essa passagem, você perceberá uma pessoa que confia plenamente em Deus, mesmo não sabendo tudo o que o Senhor fará para purificar seu coração do pecado (só quero destacar os versículos 9-13 - “9. para Antes que os espias se deitassem, Raabe foi aonde eles estavam, no terraço, 9e lhes disse: — Bem sei que o Senhor deu esta terra a vocês, e que o pavor que vocês estão causando caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão se derretendo de medo. 10. Porque ouvimos que o Senhor secou as águas do mar Vermelho diante de vocês, quando saíram do Egito. Também ouvimos o que vocês fizeram com os dois reis dos amorreus, Seom e Ogue, que estavam do outro lado do Jordão, os quais vocês destruíram. 11. Quando ouvimos isso, o nosso coração se derreteu, todos ficamos desanimados, por causa da presença de vocês. Porque o Senhor, o Deus de vocês, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra. 12. E agora jurem pelo Senhor que, assim como usei de misericórdia para com vocês, vocês também usarão de misericórdia para com a casa de meu pai e que me darão um sinal certo 13. de que conservarão a vida de meu pai e de minha mãe, dos meus irmãos e das minhas irmãs, com tudo o que eles têm, e de que livrarão a nossa vida da morte.”)
Assim, aprendemos que o Senhor não muda seu plano de nos corrigir e purificar somente porque não queremos passar por uma situação que nos cause dor ou que nos faça sofrer. Precisamos entender que o Senhor lidará com o pecado de todos (justo e ímpio) como um pai amoroso que corrige seu filho que pecou. Seu propósito é purificar o coração do justo e ainda que nós não queiramos, Ele não mudará, Ele não deixará de ser justo e de punir o pecado, devemos desenvolver um coração temeroso e clamar para que o Senhor cumpra seus planos, assim como o profeta orou.
Vs. 3-16 - Temor diante da situação que vai acontecer (O Senhor utiliza o ímpio para corrigir o pecado do justo) - “[3] Deus vem de Temã, o Santo vem do monte Parã. A sua glória cobre os céus, e a terra se enche do seu louvor. [4] O seu resplendor é como a luz, e raios brilham da sua mão; o seu poder se esconde ali. [5] Adiante dele vai a peste, e a pestilência segue os seus passos. [6] Ele para e faz a terra tremer; olha e sacode as nações. Esmigalham-se os montes primitivos; as colinas antigas se abatem. Os caminhos de Deus são eternos. [7] Vejo as tendas de Cusã em aflição; os acampamentos da terra de Midiã tremem. [8] Acaso é contra os rios, Senhor, que estás irado? É contra os ribeiros a tua ira ou contra o mar, o teu furor, já que andas montado nos teus cavalos, nos teus carros de vitória? [9] Preparas o teu arco; a tua aljava está cheia de flechas. Tu fendes a terra com rios. [10] Os montes te veem e se contorcem; torrentes de água passam. As profundezas do mar fazem ouvir a sua voz e levantam bem alto as suas mãos. [11] O sol e a lua param nas suas moradas, ao resplandecer a luz das tuas flechas sibilantes, ao fulgor do relâmpago da tua lança. [12] Na tua indignação, marchas pela terra; na tua ira, pisas as nações. [13] Tu sais para salvar o teu povo, para salvar o teu ungido. Feres o chefe da casa dos ímpios, deixando-o descoberto dos pés à cabeça. [14] Traspassas a cabeça dos guerreiros do inimigo com as suas próprias lanças, os quais, como tempestade, avançam para me destruir; alegram-se, como se estivessem para devorar o pobre em segredo. [15] Marchas com os teus cavalos pelo mar, pela massa de grandes águas. [16] Ouvi isso, e o meu íntimo se comoveu; os meus lábios tremeram ao ouvir a sua voz. A podridão entrou nos meus ossos, e os meus joelhos vacilaram, pois, em silêncio, devo esperar o dia da angústia, que virá contra o povo que nos ataca.”
Na continuação da passagem, o profeta Habacuque deixa muito claro que os eventos que acontecerão com a nação de Israel é porque o Senhor se ira contra o pecado. De maneira simples e direta, o profeta mostra que o ditado “a vida é minha e eu vivo do jeito que eu quiser e ninguém tem nada a ver com isso” é falso, é mentiroso…Há uma pessoa que se importa com a maneira como vivemos, Ele não somente se importa, como julga e julgará cada um dos meus atos, pensamentos e atitudes. Essa pessoa é o próprio Deus, a quem todo ser humano um dia terá que prestar contas. Vemos pelos capítulos anteriores de Habacuque, que o Senhor estava trazendo uma calamidade sobre a nação de Israel, para purificar o coração do povo da corrupção e maldade…É interessante perceber como o Senhor está ativamente interessado em purificar o nosso coração, utilizando meios que de fato chamam nossa atenção para percebermos como estamos nos desviando dele, nos arrependermos e voltarmos para Ele (em Habacuque o Senhor usa a Babilônia para causar destruição e angústia para a nação de Israel e essa escravidão de fato purificou o coração da nação, se você olhar os livros que falam sobre o retorno do cativeiro e o Novo Testamento, você irá perceber que Israel caiu em diversos outros pecados, mas que a idolatria nunca mais foi um problema que a nação enfrentou…Tanto que quando Cristo aparece na história, eles se rebelam e crucificam a Cristo achando que Jesus Cristo estava ensinando uma heresia que levaria a nação à idolatria…Hoje, em alguns momentos, o Senhor irá usar o perverso e diversos meios para purificar o nosso coração, o coração do salvo [ as vezes será um parente que nos pertuba, um chefe, um colega de trabalho, conhecidos, etc…Todos eles talvez foram colocados por Deus em nosso caminho para trabalharmos a idolatria que está enraizada em nosso coração], a grande pergunta que eu deveria fazer é: “Senhor, o que o Senhor quer me ensinar em meio a essa situação conturbada e difícil que estou lidando, onde o ímpio tem me causado sofrimento?”.
Também quero destacar uma parte que eu particularmente acho muito bonita nesse poema, acho interessante a maneira como o profeta retrata o Senhor. Ele retrata o Senhor como um guerreiro que saiu a guerrear contra o pecado de Israel, da babilônia, dos salvos e dos ímpios, e seu alvo é o nosso coração (purificar o coração do justo/salvo). Esse guerreiro valente e poderoso é respeitado por tudo e por todos. Assim, a doença, a natureza e o ímpio se curvam perante esse guerreiro poderoso e cumprem a sua vontade soberana (diante desse guerreiro, a terra treme, os rios se dividem, as doenças que matam as pessoas se submetem, esmigalha os montes, as super nações da época se estremecem de medo, o sol e a lua param diante dele…Ninguém consegue se esconder desse guerreiro, pois sua voz é ouvida no mais profunda mar, ou na mais alta montanha).
Ilustração de Deus como um guerreiro - A ideia de Deus como um guerreiro que luta por Israel é percebida em boa parte do Antigo Testamento, mas há um texto que acredito que exemplifica muito bem essa ideia, é o texto de I Rs. 20 - Onde o rei de Arã (Ben-Hadade) achava que o Senhor era somente Deus dos campos, então nas montanhas ele não tinha ação e nem força nos vales.
Nós não costumamos retratar o Senhor como um guerreiro, na verdade a nossa geração costuma retratar o Senhor como um grande avô bondoso e amoroso ou como um pai banana que faz tudo o que o filho chora, com medo de magoar os sentimentos da criança…Israel não pensava assim, Israel tinha a concepção de que o Senhor lutava as suas batalhas, que o Senhor em meio a guerra, Ele ia à frente da batalha subjugando as nações, e é interessante ver o profeta retratando o Senhor como esse guerreiro que não saiu para lutar e conquistar terras, ao contrário, esse guerreiro colocou sua armadura e saiu para guerrear contra corações rebeldes e pecadores. O texto no Novo Testamento que talvez melhor apresente Deus como esse guerreiro e o texto de Rm. 8.31-39 - “31. Que diremos, então, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? ...33. Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. 34. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. 35. Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo ou a espada? 36. Como está escrito: “Por amor de ti, somos entregues à morte continuamente; fomos considerados como ovelhas para o matadouro.” 37. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. 38. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, 39. nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”.
A reação do profeta ao entender esse retrato do Senhor é de submissão temerosa e anseio para o dia que o Senhor os libertará vs. “[16] Ouvi isso, e o meu íntimo se comoveu; os meus lábios tremeram ao ouvir a sua voz. A podridão entrou nos meus ossos, e os meus joelhos vacilaram, pois, em silêncio, devo esperar o dia da angústia, que virá contra o povo que nos ataca.”...
Vs. 17-19 - Total confiança em Deus (O Senhor é quem protege o justo) - “[17] Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na videira; ainda que a colheita da oliveira decepcione, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas desapareçam do aprisco, e nos currais não haja mais gado, [18] mesmo assim eu me alegro no Senhor, e exulto no Deus da minha salvação. [19] Deus, o Senhor, é a minha fortaleza. Ele dá aos meus pés a ligeireza das corças, e me faz andar nas minhas alturas. Ao mestre de canto. Para instrumentos de cordas.” - - Por fim o Habacuque termina seu poema com uma das orações mais bonitas, demonstrando sua total confiança e dependência do Senhor. Vejo muita semelhança entre os livros de Habacuque, Jó e Lamentações de Jeremias (esse eu preciso estudar mais), mas em todos esses textos nós vemos pessoas piedosas tentando entender as ações de Deus e sofrendo a ação da mão de Deus (no caso de Jó a permissão de Deus) e após passar por essa situação de sofrimento, nós encontramos pessoas que deixam de questionar Deus, deixam de tentar mudar os planos de Deus e se rendem à vontade perfeita e soberana de Deus. Essa última parte do poema retrata o que acontecerá quando a Babilônia invadir Israel, simplesmente um quadro de pobreza, destruição e fome…Mas mesmo diante dessa situação que acontecerá e será terrível, o profeta nos desafia a olharmos para o Senhor, a nossa fonte inesgotável de alimento, satisfação, alegria…Os problemas que enfrentamos, as oposições que lidamos constantemente não devem tirar o nossos olhos de Deus, minha fortaleza, meu redentor e salvador Jesus Cristo…Será que os problemas e as perseguições tem tirado o nosso foco de Deus? Habacuque nos convida a orarmos de maneira sincera, entregando a Deus nosso sofrimento, nossas angústias e medos, mas também à buscar o nosso refúgio em nossa fortaleza, pois o Senhor não permitirá que sejamos destruídos…Que ao percebermos e entendermos as ações de Deus em nossa vida (seja correção, admoestação, ensino ou bênção), devemos orar com tremor ao Senhor por quem Ele é, temor por que Ele corrigirá o pecado (mesmo do salvo/justo) e confiança por que Ele não permite que a situação nos destrua.
Oração
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