(1 Co 11:23-26) ESQUELETO
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Esboço do Sermão – A Ceia do Senhor (1Coríntios 11.23-26)
Esboço do Sermão – A Ceia do Senhor (1Coríntios 11.23-26)
Introdução
Introdução
Texto base: 1Co 11.23 – “Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei…”
A Ceia não é invenção de Paulo ou da igreja, mas instituição direta de Cristo.
Aplicação: voltar ao que o Senhor ordenou é o remédio para os erros e abusos.
1. A origem divina da Ceia (v.23)
1. A origem divina da Ceia (v.23)
Paulo transmite apenas o que recebeu do Senhor (cf. Gl 1.11–12).
A essência do ministério: entregar o que Cristo transmitiu, não invenções humanas.
Crítica: acréscimos humanos (ex.: sacramentos da ICAR) revelam apostasia.
Traição e entrega – mesma palavra usada: Cristo foi entregue por nós.
É impressionante, irmãos, que Paulo faça essa referência à noite da traição de Jesus. Literalmente o texto diz: “na noite em que estava sendo traído”. Quer dizer… Jesus estava ceando enquanto estava sendo traído, enquanto estava sendo entregue. Que amor! Que coragem e firmeza. Ele nos amava enquanto estava sendo odiado. Nos salvava enquanto estava sendo traído.
Thomas Watson: “A Palavra proclama Cristo; o sacramento o representa.”
A Ceia confirma a fé: Palavra implanta, sacramento edifica (Rm 10.17).
2. O pão partido – o corpo dado por nós (v.24)
2. O pão partido – o corpo dado por nós (v.24)
Cristo deu graças antes de partir o pão (cf. 1Tm 4.4–5; Jo 6.23).
Mas no caso da Ceia é algo mais profundo. Cristo agradecia pela redenção de seu povo. Ele manifestação satisfação na salvação de seu povo.
O pão simboliza unidade (somos um corpo) e sacrifício (partido por nós).
Isaías 53 – Cristo moído, traspassado, moído pelas nossas iniquidades.
Refutação: transubstanciação da ICAR → idolatria e blasfêmia.
Thomas Watson: É uma profanação do corpo de Cristo; pois se o pão no sacramento é o corpo real de Cristo, então ele pode ser comido não só pelos perversos, mas também pelos répteis e vermes, os quais haveriam de denegrir e lançar desdém sobre Cristo e sua ordenança. […] através desses equívoco, de que o pão é o próprio corpo de Cristo, o culto divino é dado ao pão, o que é idolatria; como também oferecer o sacrifício do corpo, ou a hóstia, na missa constitui blasfêmia contra o ofício sacerdotal de Cristo, como se seu sacrifício na cruz fosse imperfeito.
João 6.47–58: comer sua carne = alimentar-se pela fé.
Thomas Watson: Cristo, o pão da alma, satisfaz; ele satisfaz os olhos com beleza, o coração com dulçor, e a consciência com paz. Cristo, o pão da alma, transmite vigor. Ele nos fortalece contra as tentações, comunica vigor para realizar e suportar trabalho. Cristo é proveitoso. Não há subsistência sem ele: “quem de mim se alimenta, por mim viverá (Jo 6:57).
A Ceia é meio de graça espiritual:
Incrédulo → vazio.
Crente → nutrido e fortalecido.
Calvino: nossas almas alimentadas pela carne de Cristo, pelo Espírito.
Thomas Watson: sacramento não é só figura, mas leite espiritual para a fé.
Thomas Watson: O sacramento não apenas uma figura desenhada, mas é o leite sugado, ele nos dá um saber antecipado de Cristo, bem como uma antevisão dele (1Pe2:3). Fazer do sacramento simplesmente uma representação de Cristo é almejar muito pouco do mistério e receber um conforto insuficiente.
3. O cálice – a Nova Aliança no sangue (v.25)
3. O cálice – a Nova Aliança no sangue (v.25)
Cristo entregou também o cálice (não apenas ao sacerdote, mas a todos).
O cálice é vinho (não suco), símbolo de alegria e celebração (Is 25.6–9).
O vinho também aponta para a morte e vingança divina (Is 63.2–6).
A Nova Aliança foi anunciada (Jr 31; Hb 8.8–12).
O sangue traz:
Perdão e reconciliação.
Purificação e refrigério da consciência.
Coragem e consolo nos sofrimentos.
Watson: “Seu sangue transforma prisão em palácio, chamas em leito de rosas.”
O sangue de Cristo é a chave que abre o céu.
4. A proclamação da morte do Senhor (v.26)
4. A proclamação da morte do Senhor (v.26)
A Ceia é memorial, comunhão e anúncio da morte de Cristo até que Ele venha.
Dimensões:
Passado → lembrança da cruz.
Presente → participação pela fé.
Futuro → esperança na volta de Cristo.
Comparação com a Páscoa (Êx 12.27–28).
A Ceia é um sermão visível, proclamando o amor sacrificial de Cristo.
Hoje: Cristo nos alimenta espiritualmente;
Amanhã: veremos face a face.
Conclusão
Conclusão
A Ceia é meio de graça, não pode ser negligenciada.
Três negligências:
Ausência da igreja.
Afastamento sem arrependimento.
Participação superficial, sem fé.
Aplicação: cear com fé, reverência e esperança.
Clímax: “Hoje Cristo vive em nós; um dia O veremos face a face, porque Ele morreu por nós.”
Amém!
