PNT - Tiago - Aula 2

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“Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade.”
 Tg2.12
Essa Lei da liberdade, para a qual Cristo nos libertou, é a ideia que Tiago faz menção aqui. Essa é uma realidade poderosa que vai sendo revelada ao longo de toda a Bíblia. É descrita em Jr 31.33; Jo 5.24; 2Co 3.6; Sl 119.45; Gl 5.22-24; Jo 8.36; Rm 8.1-4; Rm 2.12-13; Jo 5.45; 2Co 5.10;Ap 20.12. Em todos os casos, as obras revelarão se estavam em Cristo ou não.
Coração circuncidado / amor sincero a Deus
Deuteronômio 10.12-16
Obediência mais importante que sacrifício
1Samuel 15.22
Coração sincero diante de Deus
Salmo 51.16-17 / Jeremias 4.4
Praticar a justiça acima do ritual
Provérbios 21.3 / Isaías 1.11,17 / Miquéias 6.7-8
Evangelhos
Amor a Deus e obediência sincera
Mateus 22.37-40 / João 14.15 / Mateus 7.21
Misericórdia acima do ritual
Mateus 9.13 (citando Oséias 6.6) / Mateus 23.23
Coração puro
Mateus 5.8 / Marcos 7.6-7
Cartas Paulinas
Coração circuncidado (pela fé em Cristo)
Romanos 2.28-29 / Colossenses 2.11
Obediência da fé
Romanos 6.17 / Romanos 12.1
Amor como cumprimento da lei
Romanos 13.8-10 / Gálatas 5.6
Fruto do Espírito, não ritualismo
Gálatas 5.22-23
O teste da fé
A.  Provações e testes (Tg 1.2–11)
1.  Alegria em meio às provações (Tg 1.2–4 / Dt8.2 / Is48.10 / Sl66.10 / Mt5.10 / Rm5.3-5)
2.  Sabedoria e fé nas provações (Tg 1.5–8)
3.  A dimensão social: pobreza e riqueza (Tg 1.9–11)
B.  Teste e tentação em relação a Deus (Tg 1.12–15)
1.  A recompensa por passar no teste (Tg 1.12)
2.  A verdade sobre a tentação (Tg 1.13–15)
C.  O dom perfeito de Deus (Tg 1.16–18)
Provações como meio de purificação - Tg 1.2-4
Deuteronômio 8.2 Provação como teste do coração e da fidelidade.
Salmo 66.10-12 Imagem do fogo purificador, semelhante ao que Tiago descreve como aperfeiçoamento da fé.
Provação que gera perseverança
Jó 23.10 A provação gera maturidade, algo que Tiago retoma no NT.
Mateus 5.10-12 (Sermão do Monte) Aqui Jesus manda alegrar-se em meio à perseguição, ecoando exatamente a lógica de Tiago 1.2: a provação gera esperança e recompensa.
João 16.33 Não é alegria superficial, mas confiança firme no triunfo de Cristo.
Cristianismo prático: vivendo a palavra
A.  Ouvir e praticar a palavra (Tg 1.19–27)
três mandamentos éticos (Tg 1.19-20): Ouvir  / Falar / Se Irar
1.  Portadores da palavra (Tg 1.21–25 / Dt6.6-7 / Jr 31.33 / Ez33.31-32 / Is1.16-17 / Mt7.24-27 / Ef4.22-24)
2.  A necessidade de uma verdadeira religião (Tg 1.26–27)
B.  O pecado do favoritismo na assembleia (Tg 2.1–13)
C.  A fé acompanhada das obras (Tg 2.14–26)
1.  A impossibilidade de uma fé verdadeira sem obras (Tg 2.14–17)
2.  Uma crítica às pessoas com obras (Tg 2.18–19)
3.  Ilustrações a partir do Antigo Testamento (Tg 2.20–26)
Tiago 1.19-22
abandonar o pecado, acolher a Palavra e praticá-la.
Antigo Testamento
Receber a Palavra no coração
Deuteronômio 6.6-7 / Jeremias 31.33 / Lucas 11.28 / 1Tessalonicenses 2.13 / Romanos 10.8 Paulo fala da Palavra que age dentro do crente – como Tiago, “implantada”.
Colossenses 3.16 Como em Tiago, a Palavra precisa habitar no coração e transformar a vida.
Não apenas ouvir, mas praticar
Deuteronômio 30.14 / Ezequiel 33.31-32 / Mateus 7.24-27 (parábola da casa sobre a rocha) É a referência direta e mais clara de Tiago.
Marcos 4.20 (parábola do semeador) Assim como Tiago fala da Palavra implantada que salva.
Romanos 2.13 / Filipenses 4.9 Praticar é a evidência da fé verdadeira.
Despojar-se da maldade
Isaías 1.16-17 / Marcos 7.20-23 / Efésios 4.22-24 / Colossenses 3.8-10 Mesma ideia de Tiago: tirar a impureza e receber a vida nova.
O problema da língua
A.  O perigo da língua (Tg 3.1–12 / Mt 12.34)
Cuidado ao se tornarem mestres (Tg 3.1–2) / As grandes consequências de um órgão tão pequeno (Tg 3.2–5) / O poder destrutivo da língua (Tg 3.6–10) / Exemplos de incoerência (Tg 3.11–12)
B.  Verdadeira sabedoria de Deus (Tg 3.13–18)
Sabedoria demonstrada pelos atos (Tg 3.13) / Sabedoria mundana (Tg 3.14–16) / Sabedoria celestial (Tg 3.17–18)
C.  A língua e conflito na igreja (Tg 4.1–12)
A fonte do conflito (Tg 4.1–6) / Solução: submissão a Deus (Tg 4.7–10) / O pecado de contra-argumentar e julgar (Tg 4.11–12)
A língua é mal incontido, carregado de veneno mortífero: pois revela as profundezas do coração humano. Tg 3.5-6 / Mt 12.34
Como lidar com ela? Pedindo sabedoria a Deus. A sabedoria é o remédio, a sabedoria do Alto.  E como essa sabedoria se manifesta? Vivendo pelo Espírito Santo.
Tiago 3.13 mostra que a verdadeira sabedoria não é teórica, mas prática, marcada por mansidão, pureza, paz, misericórdia e fruto de justiça. Essa ideia tem raízes profundas no Antigo Testamento e é reafirmada por Jesus nos Evangelhos.
Antigo Testamento
Sabedoria vem de Deus e se revela na vida justa
Provérbios 1.7 / Provérbios 2.6 / Provérbios 3.13-18 A sabedoria é dom divino, não fruto da arrogância humana (paralelo com Tg 3.15-17).
Sabedoria pura, pacífica e justa
Isaías 11.2-3 Essa sabedoria gera justiça e paz no reinado messiânico (Is 11.4-5).
Provérbios 15.33 Mansidão e humildade como marcas da sabedoria, igual a Tiago 3.13.
Fruto de justiça em paz
Isaías 32.17 Exatamente o que Tiago conclui em Tg 3.18.
Salmo 37.37
Evangelhos
Sabedoria demonstrada por obras
Mateus 11.18-19 Idêntico a Tiago 3.13: sabedoria verdadeira se prova pelo fruto.
Bem-aventuranças (sabedoria do alto)
Mateus 5.5, 7, 9 A sabedoria do alto em Tiago 3.17 é eco direto das bem-aventuranças de Jesus.
Pureza de coração
Mateus 5.8 -> Tiago 3.17: a sabedoria é “primeiramente pura.”
Sabedoria verdadeira vs. falsa
Mateus 23.23 Igual à crítica de Tiago à “sabedoria terrena, animal e demoníaca” (Tg 3.15).
João 14.27 A sabedoria do alto é pacífica (Tg 3.17).
Cartas Paulinas em paralelo
Sabedoria de Deus vs. sabedoria do mundo
1Coríntios 2.6-7 Paulo e Tiago fazem a mesma distinção entre a sabedoria terrena e a sabedoria celestial.
Fruto do Espírito vs. obras da carne
Gálatas 5.19-23 Muito próximo da lista de Tiago: mansidão, paz, misericórdia, frutos de justiça.
Vida mansa, pacífica, misericordiosa
Colossenses 3.12-15 / Efésios 4.1-3 Quase uma aplicação direta do que Tiago chama de sabedoria do alto.
Imparcialidade e sinceridade
Romanos 2.11 / 2Coríntios 6.6 Tiago 3.17: “imparcial e sem hipocrisia.”
Fruto de justiça em paz
Filipenses 1.9-11 / Romanos 14.17-19 Exatamente a conclusão de Tiago 3.18.
Advertências aos “do mundo” e aos sábios
A.  Os comerciantes cristãos e a dependência de Deus (Tg 4.13–17)
1.  O planejamento presunçoso (4.13)
2.  A verdadeira perspectiva dos negócios (4.14–15)
3.  A vanglória e o pecado da omissão (4.16–17)
B.  A opressão dos pobres por ímpios proprietários de terras (Tg 5.1–6)
1.  Advertência de julgamento por acumular riqueza (5.1–3a)
2.  O clamor dos pobres (5.3b–4)
3.  Preparando os ricos para o abate (5.5–6)
C.  Encorajamento para sofrer pacientemente (Tg 5.7–11)
1.  Chamado à paciência (5.7–8)
2.  Evitando a dissensão (5.9)
3.  Segundo chamado ao sofrimento paciente (5.10–11)
Tiago apresenta a frivolidade e inutilidade de vivermos de acordo com nossos próprios propósitos. Aquele que assim faz desperdiça sua vida e vive como que “correndo atras do vento”. A vida de cada ser humano é graça de Deus e só faz sentido vivendo dentro dos propósitos divino. E ele diz mais em Tg 4.16-17 – Jactância = confiança em si mesmo, glória própria – Maldito o homem que confia nos homens. Jr 17.5
Tiago 5.5-6 compara o rico ao gado sendo engordado para o dia do abate. Ou seja, tem acumulado condenação sobre a própria cabeça.
Vários estudiosos colocam os versículos Tg 5.7–11 como primeiro parágrafo da conclusão do livro e esta é uma leitura possível, pois poderia concluir a carta inteira e não apenas esta seção de encerramento (Tg 4.13–5.6). Entretanto, isto está tão intimamente ligado especialmente aos versículos precedentes, que estou seguindo a maioria e vendo esses versículos como o contrário das más ações dos ricos proprietários de terras nos versículos Tg 5.1–6. Ainda assim, esta seção proporciona uma transição para a conclusão final e reúne vários temas do resto da carta. Ela proporciona uma passagem de conforto e encorajamento após as notícias devastadoras sobre seu futuro imediato nas mãos dos ricos opressores.
Pentateuco
Paciência e Espera no Senhor
Gênesis 49.18 / Êxodo 14.13-14 / Números 23.19
O lavrador e a colheita (imagem agrícola de perseverança)
Gênesis 8.22 / Levítico 26.3-4 / Deuteronômio 11.13-14 👉 Conexão direta com Tg 5.7: esperar a “chuva temporã e serôdia”.
Exemplos de paciência e perseverança no sofrimento
José no Egito (Gênesis 37–50) – Suportou injustiça, prisão e esquecimento, mas perseverou, e no fim viu a mão de Deus transformando o mal em bem (Gn 50.20).
Moisés (Êxodo 3–40; Números) – Suportou murmurações e provações do povo por 40 anos no deserto, perseverando até o fim.
Deuteronômio 8.2 – “O Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar e provar, para saber o que estava no teu coração.” 👉 Paciência e prova como purificação do caráter.
O Juiz que está às portas
Deuteronômio 32.35-36 👉 Antecipação da ideia de Tiago 5.9-11: o Juiz trará justiça no tempo certo.
Profetas e Escritos
Paciência na espera do Senhor
Salmo 37.7 / Habacuque 2.3
O agricultor e a colheita
Salmo 126.5-6 👉 Imagem semelhante ao agricultor que espera o fruto (Tg5.7).
Exemplo dos profetas e de Jó
Jeremias 20.7-11 / Lamentações 3.26 / Jó 1.21-22; 42.10-12
Evangelhos
Paciência até a vinda do Senhor
Mateus 24.13 / Mateus 24.42
O agricultor como imagem do Reino
Marcos 4.26-29 / João 15.5
Exemplo dos profetas perseguidos
Mateus 5.11-12
Cartas Paulinas
Perseverança na tribulação
Romanos 5.3-4 / Romanos 8.25
Agricultor como exemplo de perseverança
2Timóteo 2.6 👉 Paralelo direto com Tiago 5.7.
Exemplo de paciência e firmeza
2Coríntios 6.4-5 / 1Tessalonicenses 1.3
O Senhor como Juiz
2Coríntios 5.10 👉 Em Tiago 5.9, a paciência é incentivada pelo fato de que o Juiz já está às portas.
Exortações finais
A. Proibição de juramentos superficiais (Tg 5.12)
B.  Vida de oração e louvor a Deus (Tg 5.13–18)
1.  Oração e louvor (5.13)
2.  Oração e unção com óleo (5.14–15a)
3.  Pecado e confissão (5.15b–16a)
4.O poder da oração justa (5.16b–18)
C.  Restaurando aqueles que se desviam da fé (Tg 5.19–20)
A proibição de juramentos superficiais (Tg 5.12)
A necessidade de juramento está ligada a perda de credibilidade. Tiago parece descrever uma sociedade extremamente corrompida, cínica, falsa, de caráter duvidoso. E isto estava presente na igreja. Pessoas que se diziam cristãs mas viviam de forma extremamente carnal. Tudo que ele endereça em sua carta demonstra esse comportamento mundano. E no verso 12 ele adverte contra esse caráter duvidoso, típico daqueles que carregam a marca da serpente. Ele os adverte a ter um caráter integro, não só aqui neste verso, mas em toda a carta. Um coração reto e verdadeiro, mesmo que ainda não esteja perfeito diante de Deus, encontrará a verdade. Precisamos, como servos do Cristo, termos caminhar reto, zelando pelo bom nome que carregamos, o de Cristo Jesus.
Tiago 5.13-18 toca em cinco pontos principais:
Orar em tempos de aflição.
Louvar em tempos de alegria.
Oração pelos enfermos (com unção).
Confissão de pecados uns aos outros.
Oração eficaz (exemplo de Elias).
Pentateuco
Êxodo 15.26 – Deus como aquele que sara: “Eu sou o Senhor que te sara.”
Levítico 14–15 – Confissão e purificação ritual ligada à saúde e pecado.
Deuteronômio 28.15, 27 – Doença como consequência da desobediência, mas também sob o governo de Deus.
Números 21.7-9 – O povo confessa o pecado e Moisés intercede, e Deus cura pela serpente de bronze.
Profetas
1Reis 17.20-22 – Elias ora e o filho da viúva revive.
1Reis 18.36-39 – Elias ora e Deus responde com fogo.
1Reis 18.41-45 – Elias ora e vem a chuva (mesmo exemplo citado em Tiago 5.17-18).
Isaías 38.2-5 – Ezequias ora doente, e Deus acrescenta 15 anos à sua vida.
Jeremias 33.6 – Deus promete cura e abundância de paz.
Salmos / Proverbio
Salmo 30.2 – “Senhor meu Deus, clamei a ti por socorro, e tu me saraste.”
Salmo 32.3-5 – Confissão de pecados traz alívio e perdão.
Salmo 41.3-4 – O Senhor o sustentará no leito da enfermidade... “cura a minha alma, porque pequei contra ti.”
Salmo 103.2-3 – O Senhor perdoa todas as iniquidades e sara todas as enfermidades.
Provérbios 28.13 – “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.”
Evangelhos
Mateus 7.7-8 – “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.”
Mateus 9.2-6 – Jesus liga perdão de pecados à cura do paralítico.
Marcos 6.13 – Os discípulos ungiam enfermos com óleo e os curavam.
Marcos 11.24-25 – Oração com fé, acompanhada do perdão.
João 14.13-14 – “Tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei.”
Cartas Paulinas
Romanos 12.12 – “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração.”
2Coríntios 1.11 – Paulo fala da oração coletiva da igreja em favor dele.
Gálatas 6.2 – “Levai as cargas uns dos outros.” (confissão mútua ligada ao apoio fraternal).
Efésios 6.18 – “Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito...”
Filipenses 4.6 – “Não andeis ansiosos... mas em tudo sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições.”
1Tessalonicenses 5.16-18 – “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo, dai graças.”
1Timóteo 2.1 – “Exorto, pois, antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens.”
Restaurando aqueles que se desviam da fé (Tg 5.19–20)
Este é um final muito incomum para uma carta. Tiago descarta a conclusão normal que seria com uma bênção e saudação final, sem dúvida, devido aos problemas sérios em suas igrejas. Claramente ele considera muitos em suas igrejas como estando em sério perigo, e a frase “desviar da verdade” quase certamente resume os pecados da carta. Não se deve brincar com o pecado, pois as consequências são grandes demais. Concordo com aqueles que consideram isto uma advertência extremamente séria em relação ao perigo de apostasia e não apenas do retrocesso. É a situação mais grave possível.
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