O ESPIRITO DO ANTICRISTO

Mensagens na epistola de 1 João  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Texto base:

4 1 Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora. 2 Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; 3 e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo. 4 Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo. 5 Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve. 6 Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.

INTRODUÇÃO

Contextualização / Conexão

1 - O RECONHECIMENTO DA POSIÇÃO
1.1 - Somos da verdade(a)
2 - O CORAÇÃO DIANTE DE DEUS
2.1 - Diante da presença de Deus
2.2 - A atitudes do coração
3 - O MANDAMENTO DE DEUS
3.1 - “O” mandamento
3.2 - Um no outro
Conexão
1João 3.24 “E aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus, nele. E nisto conhecemos que ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu.”
-Deus nos concedeu o Espírito. Nessa posse do Espírito reconhecemos que Deus permanece em vós. Era o que João havia atestado às igrejas. Precisamos nos conscientizar de quanto isso era a convicção fundamental do primeiro cristianismo e que importância tinha a posse do Espírito para todo seu pensar e viver
A importância do Espirito para o Cristianismo
A revelação do mensagem de Deus -
1Coríntios 2.6–16 “Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados; não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada; mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória; sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória; mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.”
A aplicação da justiça de Cristo
Romanos 8.1–10 “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça.”
O domínio sobre a velha natureza
Gálatas 5.16–22 “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei. Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,”
Habilitação para o serviço através dos dons
1Coríntios 12.4–7 “Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos. A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso.”

Objetivo da mensagem

-Diante da grande realidade da presença do Espírito Santo na vida dos filhos de Deus, como João já conecta no versículo anterior, a presença d’Ele favorece a identificação dos filhos de Deus. A presença do Espírito Santo, de maneira vívida, também os distingue daqueles que são falsos espíritos. O objetivo dessa mensagem é compreendermos como identificar o espirito de Cristo pela evidência da presença do Espirito, assim como, o espirito do anticristo, pela ausência da evidência da presença do Espírito Santo e pela falta de compreensão da obra de Cristo e de quem é Jesus para a vida.
Qual a importância da mensagem?
É necessário que fique bem claro para nós essa convicção geral do cristianismo primitivo, porque ela se tornou estranha para nós.

1 - EXAMINAI

1João 4.1 “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.”
Ilustração

1.1 - Não deis crédito (Ensino)

1Coríntios 14.32 “Os espíritos dos profetas estão sujeitos aos próprios profetas;”
-Já nos encontramos, assim, diante da situação que afligia as igrejas. Existem palavras cheias de ardor e poder de fascínio, e essas palavras também são “atestadas” por meio de feitos e efeitos admiráveis, que têm aparência de poder de Deus e apesar disso não “são de Deus
Julgai o ensino de todos
1Tessalonicenses 5.19–21 “Não apagueis o Espírito. Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom;”
1Coríntios 14.29 “Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem.”
-No caso de Paulo, porém, a situação ainda se limita à análise da palavra dos profetas, e não sua pessoa nem seu caráter profético em si. Paulo considera a possibilidade de que o profeta se equivoque, que ele pense falar uma palavra de Deus enquanto na realidade enuncia apenas pensamentos próprios.

1.2 - Provai os espíritos

antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora.”
Pseudoprofeta
-João tem a experiência de que existem “muitos” desses pseudoprofetas que “têm saído para o mundo”. A expressão “têm saído” remete ao fato de que os falsos mestres destacavam enfaticamente seu “envio” que os impelia para atuar mundo afora. O aspecto sedutor desses homens era o fato de se apresentarem com essa consciência de envio, demandando “fé” e obediência.
Fazendo uma aplicação para hoje
Como devemos pensar hoje em relação a ensinos variados?
-Da maneira mais clara possível o apóstolo João afirma que não, expressamente desafiando as igrejas a não crer em qualquer espírito, mas “examinar os espíritos se são vindos de Deus”.
Conexão
Nesse caso, porém, o apóstolo precisa ajudar as igrejas a “examinar” e mostrar-lhes marcas identificadoras em que se evidencia se um profeta é “de Deus” ou não

2 - RECONHECENDO

1João 4.2–3 “Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo.”
-Como isso é notável para nós: não é para manifestações de poder de qualquer tipo, ou para capacidades e forças prodigiosas que o apóstolo remete como característica determinante para a autenticidade de um profeta! Importa-lhe unicamente o conteúdo de sua mensagem
Contexto
Os grandes sistemas religiosos deles evidentemente também falavam de “Cristo”. Atestava-se que um Cristo celestial teria vindo do mundo da luz para conduzir as almas humanas de volta da perdição nas trevas e na morte, rumo ao reino da luz. Contudo esse “Cristo” havia se conectado apenas temporariamente com o homem histórico Jesus e vestia essa configuração humana apenas como traje exterior. Quem padeceu e sangrou foi apenas o ser humano Jesus; somente ele morreu. Afinal, sofrer, sangrar e morrer jamais seria possível para o ser celestial “Cristo”. Por isso a redenção tampouco acontece através do sofrer, sangrar e falecer, mas através da gnosis, do “conhecimento”, ainda que ele não seja intelectual, mas místico-religioso. Para o gnosticismo cristão a afirmação de que “o Verbo” não apenas se “revestiu” de carne, mas “veio a ser carne”, “veio na carne”, era completamente absurda, e até mesmo blasfema. Para a mensagem apostólica, porém, toda a importância residia justamente no rebaixamento do Filho de Deus, em sua verdadeira humanização, em ter vindo “na carne”. Porque somente assim era possível que acontecesse a única coisa que redime o ser humano que resistia a Deus, culpado e perdido diante dele: o sofrimento e a morte no madeiro maldito da cruz. Aqui os caminhos das igrejas apostólicas e do gnosticismo cristão divergiam radicalmente.
Werner de Boor

2.1 - A identidade de Jesus Cristo como chave

-Agora fica claro para nós o quanto a frase de João, apesar de seu foco histórico, é uma frase decisiva, e por isso também divisora, para qualquer época, inclusive a nossa. De diferentes formas o ser humano sempre tenta ter um Cristo imponente, um Cristo “ajustado ao moderno”, que ele possa recomendar a qualquer pessoa. Tenta não precisar “se envergonhar” do evangelho. Tanto hoje como outrora o Cristo que sofre, sangra e morre na cruz é “uma loucura” ou “um escândalo”
1Coríntios 1.23 “mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios;”
A verdadeira identidade de Jesus
“Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;
-Ou seja, quem adora o verdadeiro “Cristo”, o único Redentor de pessoas perdidas, na pessoa de Jesus, que foi expulso pelos humanos, entregue por Deus ao juízo e morto na cruz, precisa considerar a si mesmo uma pessoa condenada, cuja culpa miserável não lhe concede saída perante Deus e que só pode ser redimido a esse custo.
Marcos 8.34 “Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.”
2Timóteo 1.7–8 “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação. Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarcerado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos, a favor do evangelho, segundo o poder de Deus,”
-Quem, no entanto, não tem no centro de sua confissão o Jesus Cristo que “veio na carne” e seu morrer em nosso favor, evidencia-se assim como cego que ainda não experimentou sua real perdição. Aqui abre-se o abismo que separa vários tipos de cristianismos e teologias da mensagem apostólica.
A falsa identidade de Jesus
e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo,
Lemos a respeito dos pais da igreja Ireneo (178, bispo de Lyon), Orígenes (nasc. 185/186) e Clemente de Alexandria (por volta do ano 200) que os manuscritos de 1Jo utilizados por eles continham a seguinte frase na presente passagem: “e todo espírito que dissolve a Jesus não é a partir de Deus”. Essa variante possui grande peso. Em primeiro lugar porque os manuscritos de que esses homens dispunham no final do séc. II eram muito mais antigos que os primeiros manuscritos disponíveis para nós. Trata-se de uma atestação mais antiga. Em segundo lugar é totalmente inexplicável como um copista teria inserido essa curiosa expressão “que dissolve o Jesus” no texto se a versão original tivesse trazido o confortável “que não confessa”
Werner de Boor
-A igreja precisa ver isso e proferir um não radical a esses novos mestres e ideologias. Sendo “dissolvido Jesus”, o Cristo feito ser humano, entregue em favor de nós na cruz para a sentença mortal de Deus, e ressuscitado por Deus, então fica aniquilada toda a salvação para pecadores perdidos.
-Esse cristianismo novo supostamente “superior” e “mais puro” é, pelo contrário, “anticristianismo”. Aqui opera “o espírito do anticristo”, não o Espírito de Deus.

2.2 - A santificação presente em xeque

este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo.”
-A igreja ouviu a proclamação de que o anticristo “virá”. Contudo não deve perder, diante desse olhar correto para o futuro, o olhar lúcido para a atualidade.
O perigo de dissolver a Cristo
Perda da importância da vida terrena pura de Jesus;
Busca de uma espiritualidade a parte da vida pura de Jesus;
A decadência da moralidade, pela perca do alvo, Jesus;
-Precisa reconhecer que o “espírito” do anticristo “virá” não apenas em um momento posterior, mas que “já está no mundo”, e precisamente na hora em que lhe é apresentado um novo “cristianismo”! O soberano anticristão do mundo um dia tentará “dissolver” a Jesus e sua igreja com toda a força brutal. Porém a igreja deve notar: essa “dissolução” já se inicia agora de maneira sutil sob a aparência de um melhoramento do cristianismo

3 - DISTINGUINDO

1João 4.4–6 “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo. 5 Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve. 6 Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.”
Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.”

3.1 - Os verdadeiros filhos

Tende vencidos os falsos profetas
Maior é aquele que está em vós
-Em nossos corações ecoa constantemente a palavra de adoração: “Vede que amor nos mostrou o Pai, para que sejamos chamados filhos de Deus; e de fato o somos”
1João 3.1 “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo.”
Aquele que conhece a Deus nos ouve

3.2 - Os falsos filhos

Eles procedem do mundo
Falam da parte do mundo
-Determinados pelas pulsões e seduções do mundo, e “falam a partir do mundo”. Por mais engenhosos, multiformes e “religiosos” que sejam seus sistemas teológicos, trazem tão-somente seus próprios pensamentos ou seguem influências de religiões estranhas, passando ao largo da verdadeira revelação de Deus em Jesus Cristo, o Crucificado.
O mundo os ouve
Aquele que não é da parte de Deus não nos ouve

4. CONCLUSÃO

Revisões das aplicações
Aplicações finais
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