EBD #22 - CONFISSÃO POSITIVA
Cristianismo Bem Explicado - Augustus Nicodemus • Sermon • Submitted • Presented
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1. Introdução
1. Introdução
Questão Inicial:
Será que as palavras que falamos têm poder em si mesmas para criar realidades espirituais e materiais?
Objetivo da Aula:
Explicar a origem e as bases da confissão positiva.
Mostrar biblicamente se as palavras têm poder criador.
Identificar os erros dessa teologia e seus desdobramentos práticos.
Reafirmar o ensino reformado: só Deus cria realidades, e o homem deve orar em submissão à Sua vontade.
2. Dinâmicas Iniciais
2. Dinâmicas Iniciais
3. Tópicos da Aula
3. Tópicos da Aula
I. Origem da Confissão Positiva
I. Origem da Confissão Positiva
Surgiu com Essek William Kenyon (séc. XX), que trouxe ideias da filosofia da linguagem para a teologia.
Dizia que o texto possui autonomia separada do autor: não importa o que o autor quis dizer, e sim o que o texto está dizendo para o leitor.
Don Gossett popularizou com o livro Há Poder em Suas Palavras.
David Yonggi Cho, Kenneth Hagin, Kenneth Copeland e Benny Hinn expandiram essa linha.
Cho popularizou a ideia de que ao orar, devemos dizer exatamente o que desejamos, e Deus então nos atenderá especificamente quanto ao que pedimos.
Base central: nossas palavras criam realidades espirituais (positivas ou negativas).
II. O Ensino da Bíblia sobre as Palavras
II. O Ensino da Bíblia sobre as Palavras
A Bíblia mostra que palavras são importantes, mas não criadoras por si mesmas.
Só Deus cria do nada pela palavra do Seu poder (Gn 1; Hb 11.3).
As palavras humanas refletem o coração e podem edificar ou destruir relacionamentos (Pv 18.21; Ef 4.29), mas não mudam realidades espirituais por si só.
Jesus nos ensinou a orar pedindo segundo a vontade de Deus (Mt 6.10; 1Jo 5.14), e não decretando.
III. Desdobramentos da Confissão Positiva
III. Desdobramentos da Confissão Positiva
Teologia da Prosperidade: saúde, riqueza e sucesso podem ser decretados.
Batalha Espiritual triunfalista: “Eu amarro Satanás”, “Eu decreto a queda do inimigo”.
Movimentos coletivos: Marcha para Jesus → “São Paulo é do Senhor Jesus”.
Problema: confunde pregação do evangelho com declarações humanas. Só o evangelho transforma realidades (Rm 1.16).
IV. O Perigo Espiritual dessa Heresia
IV. O Perigo Espiritual dessa Heresia
Cria um “evangelho do homem” em que Deus é servo das palavras humanas.
Gera frustração espiritual quando as coisas não acontecem como decretadas.
Transfere a glória de Deus para a boca do homem.
Desvia da verdadeira oração: “Seja feita a Tua vontade” (Mt 26.39).
4. Conclusão
4. Conclusão
Palavras são sérias e revelam o coração, mas não criam mundos.
A fé verdadeira confia no poder de Deus e se submete à Sua vontade.
A confissão positiva é uma distorção perigosa, que tira o foco do evangelho e da soberania de Deus.
Nossa missão não é decretar, mas pregar o evangelho, orar e viver em obediência a Cristo.
5. Versículos para Leitura Pública
5. Versículos para Leitura Pública
13 Escutem, agora, vocês que dizem: “Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e faremos negócios, e teremos lucros.” 15 Em vez disso, deveriam dizer: “Se Deus quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo.”
