Os empregados e os patrões
Carta aos Efésios • Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 6 viewsNotes
Transcript
Introdução
Introdução
A igreja de Éfeso foi plantada na terceira viagem missionária de Paulo. Ao chegar em Éfeso Paulo pregou na sinagoga, anunciando corajosamente por três meses sobre o reino de Deus. Depois pregou na escola de Tirano. A pregação de Paulo causou impacto porque ele pregou contra a idolatria, por causa disso, aconteceu um tumulto na cidade.
Paulo escreveu esta carta enquanto estava preso em Roma, na prisão domiciliar, onde permaneceu por dois anos. Esta carta foi escrita entre 60 e 62 d.C.
Paulo escreveu para ensinar os irmãos a respeito da teologia e da prática de ser igreja. Os primeiros três capítulos são bem teológicos, ou seja, o apóstolo estava doutrinando a igreja e os três últimos capítulos é a prática da vida cristã, isso implica no comportamento de cada servo de Deus.
Ideia Central
Ideia Central
Os empregados e os patrões que são cristãos devem tratar um ao outro com igualdade.
Transição
Transição
Veremos sobre as responsabilidades dos empregados e dos patrões.
Desenvolvimento
Desenvolvimento
1ª A responsabilidade dos empregados (v. 5-8)
1ª A responsabilidade dos empregados (v. 5-8)
Para entendermos melhor a questão de escravos e senhores precisamos retornar os nossos pensamentos ao primeiro século, ou seja, entender como funcionava a escravidão na época.
Na cultura grega e na cultura romana era comum pessoas com mais posses financeiras ter escravos, isto é, empregados que eram prestadores de serviços, alguns tinham bastante conhecimento, como médicos, professores, administradores, músicos etc. Outros já eram empregados domésticos e manuais.
No império romano existia muitas pessoas que eram escravos, ou seja, boa parte da população. Eles não eram considerados como pessoas, mas sim como ferramentas de trabalho, desse modo, eles podiam ser vendidos, comprados, trocados e presos para quitar dívidas dos seus donos. Desse modo, eles não tinham direitos, e existiam abusos da parte dos senhores para com os escravos.
No novo testamento a mensagem do evangelho chegou em várias lugares e transformando as pessoas, inclusive os servos e os senhores. E nas igrejas existiam escravos e senhores, por exemplo, em Colossos, tinha Filemom como senhor e Onésimo como escravo. Por isso, Paulo irá advertir sobre o papel dos escravos e dos senhores, pois ambos são iguais e devem ser tratados com respeito e igualdade.
Diante disso, os servos eram escravos que estavam a serviço dos seus senhores. Eles deveriam cumprir as suas obrigações de uma forma que glorificava a Deus, ou seja, eles tinham que cumprir os seus deveres. Perante isso, o texto apresenta três deveres dos servos em relação aos seus senhores:
1° Submeter aos seus senhores (v. 5)
1° Submeter aos seus senhores (v. 5)
5 Escravos, obedeçam a seus senhores terrenos com respeito e temor, com sinceridade de coração, como a Cristo.
A advertência do apóstolo Paulo o servo é “escravos, obedeçam a seus senhores terrenos”. Essa expressão está no imperativo, isso significa que é uma ordem da parte de Deus para os empregados. A palavra “obedecer” quer dizer uma submissão contínua.
A submissão deve ser com “respeito e temor”. O texto não está ensinando que é o empregado deve ter medo ou pavor do senhor. Mas sim, que é preciso respeitar a autoridade mesmo ela não merecendo.
A submissão deve ser também com “sinceridade de coração, como a Cristo”, isto é, com honestidade como se estivesse fazendo para o Senhor Jesus.
2° Obedecer em todos os momentos (v. 6a)
2° Obedecer em todos os momentos (v. 6a)
6 Obedeçam-lhes, não apenas para agradá-los quando eles os observam,
Paulo adverte os escravos obedecerem os seus senhores em todos os momentos, ou seja, não deveriam trabalhar apenas para agradá-los enquanto eles estavam vigiando e observando o trabalho. Porque essa conduta é reprovável aos olhos de Deus.
Um trabalhador que é servo de Cristo não precisa ser vigiado pelo patrão, pois ele trabalhará com honestidade mesmo se o patrão não estiver vigiando a sua conduta no trabalho. Porque ele tem o mesmo pensamento de Cristo, por isso, trabalhará com lealdade e fidelidade.
3° Servir como a Cristo (v. 6b - 8)
3° Servir como a Cristo (v. 6b - 8)
6 mas como escravos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus.
Os escravos cristãos não deveriam trabalhar para agradar os seus patrões, mas trabalhar para fazer a vontade de Deus e para glorificar a Cristo. Isso significa que eles deveriam ser dedicados ao prestar serviços para os seus patrões, ou seja, trabalhar de coração e não simplesmente para garantir o seu sustento.
Paulo está combatendo o pecado da desonestidade dos escravos, porque antes de servir aos patrões eles eram “escravos de Cristo”, ou seja, eles serviam ao Senhor dos senhores.
7 Sirvam aos seus senhores de boa vontade, como servindo ao Senhor, e não aos homens,
8 porque vocês sabem que o Senhor recompensará cada um pelo bem que praticar, seja escravo, seja livre.
A exortação aos servos é “sirvam aos seus senhores de boa vontade”. Os servos deveriam trabalhar de boa vontade como se eles estivessem servindo ao Senhor.
O trabalho deve ser exercido “como servindo ao Senhor, e não aos homens”, então os servos deveriam realizar o seu trabalho para agradar a Jesus e não aos homens. Isso quer dizer que eles não deveriam focar para impressionar os seus senhores, porque eles poderiam fazer um excelente serviço aos olhos dos senhores, desse modo, serem aprovados pelos homens, mas serem reprovados diante de Deus.
O apóstolo deixa a motivação para o trabalho deles “porque vocês sabem que o Senhor recompensará cada um pelo bem que praticar”. Aquele que trabalha honestamente, tendo boas atitudes no trabalho serão recompensadas por Deus. Apesar dos senhores serem negligentes na questão salarial, os escravos cristãos deveriam confiar na provisão de Deus.
A expressão “seja escravo, seja livre” significa um escravo pobre e um escravo que estava livre do seu senhor. Nesse caso, independente da posição que estiver no mundo de trabalho, não irá interferir na recompensa que o Senhor dará. Porque o que irá contar é a conduta que estiver, pois o texto deixa claro que a recompensa virá se fizer algo bom, ou seja, o bem que for colocado em prática.
Os empregados que foram salvos pelo evangelho de Cristo, deveriam exercer seu trabalho como se estivesse servindo ao Senhor, como Paulo afirma na carta aos Efésios e na carta aos Colossenses:
22 Escravos, obedeçam em tudo a seus senhores terrenos, não somente para agradá-los quando eles estão observando, mas com sinceridade de coração, pelo fato de vocês temerem o Senhor.
23 Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens,
24 sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Você que está na posição de empregado, independente do lugar, trabalhe com honestidade e para glorificar ao Senhor. Mesmo que você julgue o seu patrão chato ou corrupto, faça o seu trabalho com dedicação como se estivesse servindo ao Senhor.
2ª A responsabilidade dos patrões (v. 9)
2ª A responsabilidade dos patrões (v. 9)
Os servos tem que cumprir o seu compromisso diante dos seus senhores. Mas os senhores que possuem escravos têm que cumprir o seu dever. Perante isso, o texto apresenta duas obrigações dos senhores em relação aos seus servos:
1ª Tratar com respeito (v. 9a)
1ª Tratar com respeito (v. 9a)
9 Vocês, senhores, tratem seus escravos da mesma forma.
A exortação para os senhores de escravos é “tratem seus escravos da mesma forma”. Os escravos deveriam tratar os senhores com submissão, respeito e honra, desse modo, os senhores deveriam tratar os seus servos com respeito e honra, pois ambos são iguais perante Deus, independente da posição social.
No ambiente de trabalho nenhum patrão gosta que o seu empregado trate-o com desrespeito e desonra. Então, da mesma forma que o empregado deve ter respeito, o patrão deve respeitar o seu empregado.
2ª Deixar as ameaças (v. 9b)
2ª Deixar as ameaças (v. 9b)
9 Não os ameacem, uma vez que vocês sabem que o Senhor deles e de vocês está nos céus, e ele não faz diferença entre as pessoas.
Outra exortação importante é “não os ameacem”. A palavra “ameaça” significa “determinação para infligir dano a outro”, isto é, afirmar que irá fazer algum mal. Na época era comum os senhores ameaçar os escravos com castigos severos, com humilhação e até mesmo com brutalidade e violência, dessa forma os escravos ficavam com medo das ameaças.
Por isso, Paulo exorta os senhores que são cristãos a não exercerem esse tipo de comportamento com os empregados. Porque são servos de Deus, desse modo, um patrão que temente a Deus, jamais irá tratar o seu empregado com injustiça, com abuso de autoridade e nem agir sem consideração.
Os patrões devem agir corretamente porque “uma vez que vocês sabem que o Senhor deles e de vocês está nos céus”, ou seja, os senhores devem lembrar que os escravos que compreenderam a mensagem do evangelho são servos de Cristo também, isso significa que ambos servem o mesmo Senhor. Por isso, precisam exercer a função de forma correta e por obediência ao Senhor, sendo assim, não negligenciando o dever.
Os patrões são responsáveis diante de Deus da forma como tratam os seus funcionários, e um dia irão prestar contas diante de Deus ao praticar injustiça. Conforme a palavra de Deus diz:
25 Quem cometer injustiça receberá de volta injustiça, e não haverá exceção para ninguém.
Os patrões cristãos entende que Deus “não faz diferença entre as pessoas”. Isso significa que Deus não age com favoritismo, isto é, fazendo acepção de pessoas. Por isso, eles devem tratar os empregados de forma digna. Porque serão cobrados por Deus quando exerciam a função de patrão.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Você que está na posição de patrão, trate os seus empregados de forma adequada, não os trate com desrespeitos e com injustiças. Pague o salário deles corretamente, pague hora extra se ele trabalhou horas a mais, ou seja, busque andar conforme a lei trabalhista. Porque um dia você prestará contas a Deus de suas atitudes.
Conclusão
Conclusão
Para concluir, os patrões e os empregados devem tratar um ao outro com respeito e igualdade, pois ambos são iguais aos olhos de Deus. Para isso é fundamental que ambos cumpram as suas responsabilidades.
Infelizmente existiam muitas injustiças e desonestidades no meio trabalhista. Onde muitos funcionários são desonestos e fazem coisas para ganhar vantagem em cima do patrão. E os patrões não valorizam o trabalho dos empregados, não pagando os direitos trabalhistas de forma correta.
Aplicações
Aplicações
Busque submisso ao seu patrão e trabalhe de coração, como se estivesse servindo ao Senhor.
Não seja um empregado preguiçoso e nem tire vantagem do seu patrão, ou seja, não seja corrupto no seu trabalho.
Procure ser um patrão honesto e trate o seu funcionário de forma digna e com respeito.
