POR UMA CONSCIÊNCIA TRANQUILA! 1 Samuel 24
Quem decide não se vingar dos seus ofensores, recebe de Deus uma consciência em paz.
A expressão melhores soldados enfatiza sua superioridade militar. Isso, aliás, significa que o país ficara completamente desprotegido e vulnerável a qualquer ataque dos verdadeiros inimigos de Israel, o que acabava de acontecer. Sem dúvida, esse assunto contém todas as marcas de uma obsessão, como se para Saul a vida só tivesse sentido enquanto perseguisse Davi. Aqui, a história passa do ridículo para o vergonhoso.
24.6. o ungido do SENHOR. A recusa de Davi de matar Saul quando teve oportunidade (veja também 26.8–11) está baseada na posição do rei como “ungido do Senhor”. Ele havia recebido essa posição de Deus e somente Deus poderia tirá-la. Praticar um assassinato político seria um precedente muito ruim a um candidato ao trono (veja a dimensão desse ato em
Davi estava ciente de que Saul era o ungido do SENHOR e que, portanto, apenas o SENHOR poderia deserdá-lo (24.6). Saul saiu da caverna sem perceber que correra perigo mortal. A atitude de Davi é admirável, pois se manteve fiel às suas convicções, em vez de ceder às emoções. Sua convicção e as evidências de que não nutria más intenções nem contra a pessoa nem contra o governo do rei tocaram o coração de Saul, a tal ponto que ele desistiu de seu propósito de vingança. Reconheceu a justiça do proceder de Davi, confessou sua própria culpa e pediu bondade para com sua casa (24.21). Davi aceitou o pedido e cada um seguiu o próprio caminho (24.22). Dessa forma, Deus assegurou a fuga de Davi.
