O AMOR GENUÍNO E AS PRÁTICAS CRISTÃS

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Introdução:

Leitura: Romanos 12.9–21
Em regra, num relacionamento familiar saudável entre irmãos, filhos com os pais, e vice versa, é fundamentado na sinceridade. Não preciso fazer algo para que minha mãe me ame. Ela já ama quem somos.
OBS: Um pai de um amigo me falou uma vez que o sonho dele é que o seu filho seja melhor em tudo do que ele.
Nossos familiares já nos conhecem intimamente, nossas virtudes e falhas, portanto, é muito difícil fingir um sentimento/comportamento para eles.
Assim também é no casamento. Inclusive a mulher por ter mais percepção das coisas, nos conhecem através do nosso silêncio. Não conseguimos fingir nem se quiséssemos.
Ao contrário disso, é uma busca desenfreada para sermos correspondido. Nossas ações são manchadas por interesses. E não é que não amamos, mas que nosso amor tem interesses, nos satisfazer de alguma forma.
E nesse texto Paulo ensinou os crentes em Roma a amarem biblicamente uns aos outros, e como se aplica a nós.
CONTEXTO:
Paulo tomou conhecimento que a igreja de Roma estava dividida entre cristãos gentios e cristãos judeus, e escreveu a carta por esta razão.
Paulo escreve a carta aos Romanos quando ainda estava em Corinto, na sua terceira viagem missionária, que tinha como destino enviar os suprimentos recolhidos nas igrejas gentílicas para Jerusalém. Paulo tinha intenção atender as necessidades físicas dos irmãos judeus, mas também de que aqueles irmãos enxergassem que são uma igreja do Senhor.
Após desenvolver toda a fundamentação teológica sobre o plano redentor de Deus para resgatar o homem do pecado e da morte, sobre nossa identidade em Cristo, Paulo inicia os ensinamentos práticos para cristãos com a mente renovada.
AMOR SEM FINGIMENTO:
Paulo simplesmente diz amor sincero!!! Depois ele prossegue explicando que amor é esse, através de uma série de expressões PARTICIPIAIS.
O amor dos cristãos pelos outros está fundamentado no amor de Deus expresso no seu Filho. Rm 5.5-8
As questões práticas dessa passagem é um resultado da Eficácia da Salvação de Cristo, não só o ato salvador, mas o modelo de servo que Cristo deixou para nós. Sua humildade e obediência e adoração estão ligadas no seu relacionamento com o Pai.
Por isso, que o amor seja sem fingimento, sem querer algo do outro, mas amar a partir do outro.
É o reflexo do amor de Deus. Cristo nos amou antes mesmo que amássemos Ele. Foi sem interesse, simplesmente por nos amar que se deu e morreu por nossos pecados. Somente desta forma conseguiremos amar nosso próximo corretamente.
Ao contrário disso, há uma tendência de nosso amor está corrompido com nossos desejos, nossos interesses. Podemos até amar, mas a partir de nós mesmos. E, se nossos interesses forem frustrados, nos frustraremos também em nossos relacionamentos, e teremos dificuldades, andaremos em terrenos espinhosos, podendo nos afastar integralmente.
Paulo não nos exorta a amar, mas a certificar de que o amor que ele presume é um amor genuíno. Ele está nos advertindo que não devemos tornar o amor num mero fingimento, uma emoção exterior que não corresponde a natureza de Deus, nem o amor para qual Ele nos amou.
Paulo sugere que o amor genuíno não é uma emoção sem direção, ou algo que somente pode ser sentido, não expresso. O amor não é genuíno que nos leva afazer algo que é mal, ou evitar a fazer algo que é bom.
Por fim, amor fraternal se identifica com relacionamentos familiares. O cristão encontra uma extensão da sua família no relacionamento uns com os outros, e devem demonstrar sincera e consistente preocupação mútua.
2. NOSSAS AÇÕES MOLDADAS PELO EVANGELHO:
Paulo nos exorta a estarmos em comunhão com as necessidades dos santos, ou à participação nelas.
Conectado com a temática do v. 9, abençoar os perseguidores é uma manifestação do amor sincero, que abomina o mal e se apega ao bem.
De fato, tanto em suas alegrias, quanto em sua tristezas é um modo apropriado de os cristãos demonstrarem a sinceridade de seu amor a não cristãos, bem como, a cristãos.
O amor que é genuíno não responderá a alegria do outro com inveja, mas participará desta alegria. Da mesma forma, nos identificaremos tão intimamente com nossos irmãos que a tristeza deles se tornarão as nossas.
3. NOSSAS AÇÕES DÃO TESTEMUNHAS DO EVANGELHO:
Esse sentimento só é possível se os cristãos compartilharem de um modo comum de pensar.
Não quer dizer para eles terem o mesmo modo de pensar entre eles, mas que tenham o mesmo modo de pensar uns para com todos. A mesma atitude para com todos, independente da sua condição social, ética ou econômica.
Não significa que todos nós devamos pensar exatamente da mesma forma, mas que devemos adotar uma atitude para com tudo que envolve a nossa vida que resulte da mente renovada do novo domínio ao qual pertencemos peça graça de Deus.
Paulo nos adverte em seguida que não podemos ter uma opnião demasiadamente exaltada de nos mesmos. Que nos levar achar que estamos sempre certos e os outros, errados e que nossas opniões importam mais do que a dos outros. Isso impede a unidade da Igreja, para qual fomos chamados.
A palavra sábia tem uma conotação positiva. Ela só se torna negativa quando o critério pelo qual julgamos nossa sabedoria é o nosso próprio.
Considerem o que é bom para com todos. Dá a ideia de algo que deve ser planejado, não somente desejado.
Ter paz com todos, sugerem que o cristão exerce uma conduta que terá impacto positivo sobre todos. É UM ATO MISSIONÁRIO.
APLICAÇÃO:
O que compartilhamos em comum com o público antigo? Que diferença a passagem deveria fazer na vida de sua audiência?
Num mundo cada vez mais relativista, o orgulho, a falta de humildade e consideração com o próximo, seja ele quem for, e a soberba, o entendimento que estamos sempre ou quase sempre certos, nos aproximam com o público antigo.
A diferença seria refletirmos sobre nossas motivações, os sentimentos que nos movem a agir, as nossas atitudes, nos relacionamentos em que estamos envolvidos.
Como essa passagem nos aponta para Cristo?
Cristo é o nosso exemplo. Nos amos apesar de nós, intencionalmente, e querer algo em troca, de forma sincera, sem fingimento. Foi obediente, buscou sempre agradar o seu Pai.
Você pode formular um ponto principal de uma frase à luz de suas respostas às duas perguntas anteriores?
Como nossas motivações precisam serem moldadas pelo evangelho.
APLICAÇÃO 2:
É cultural pensarmos em pecado, pensarmos em pecados como adultério, pornografia, de natureza de imoralidade sexual. Mas, nos esquecemos que existem pecados profundos, que são inerentes em nós. O egoísmo, o orgulho, a prepotência, a arrogância, são pecados que fazem parte de nós, e devemos trazer consciência sobre eles em nossas vidas, para que o evangelho penetre em nossos corações e através do Espírito Santo venha nos tornar cristãos melhores.
Sim, o evangelho não é apenas para ser usado no evangelismo, em missões, mas em nossas vidas. Precisa alcançar as profundezas da nossa mente.
E sim, Cristo venceu a morte, e consequentemente o pecado, pois o salário/fruto/objetivo é a morte. E a morte não tem mais domínio sobre Cristo, assim como em nós, se é certo que já ressuscitamos com Cristo. É um trabalho de formação de consciência e convicção da verdade para podermos conseguir vencer o pecado. Refletir sobre Romanos 6.
Toda essa aplicação se estende em nossos relacionamentos conjugais. No casamento é o relacionamento em que somos cada vez mais descobertos. Nosso parceiro no conhece no dia a dia, conhece nossas fraquezas e virtudes. Mas, mesmo assim pode reinar em nosso lar o império de nossas vontades.
APLICAÇÃO PESSOAL:
Precisamos do evangelho em nossas vidas, pois somos pecadores, e muitas das vezes sequer identificamos as atitudes pecaminosas que cometemos. O desejo desenfreado de nos satisfazermos, incluindo nos relacionamentos em que estamos envolvidos, sobretudo em nosso casamento são ações que precisam serem moldadas pelo evangelho.
Como servos de Deus precisamos trazer a consciência o que motiva nossas ações, se é uma mentalidade renovada, o amor a partir do outro, ou se são atitudes pecaminosas, o amar e se relacionar a partir de nós.
Para isso, e principalmente como família, devemos colocar diante do Senhor através do exercício da leitura da palavra e a prática da oração. Pedindo ao Senhor que ele traga compreensão sobre nossas ações pecaminosas, e com humildade buscar a passo a passo, em processo a nos parecermos com Cristo.
Precisamos pensar sobre isso em nosso relacionamento na comunidade, na amizade, e principalmente no casamento.
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