O que farei de Jesus chamado Cristo?
Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 105 viewsNotes
Transcript
Mateus 27.22 “Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado! Responderam todos.”
Introdução
Propósito de Cada Evangelho
Mateus
Público-alvo: Judeus.
Ênfase: Jesus é o Messias prometido do Antigo Testamento.
Objetivo: Demonstrar que Jesus cumpre as profecias messiânicas e é o verdadeiro Rei da linhagem de Davi.
Marcos
Público-alvo: Romanos (gentios, especialmente de mentalidade prática e militar).
Ênfase: Jesus é o Servo sofredor e Filho de Deus em ação.
Objetivo: Apresentar um Cristo ativo, que serve e salva através do sofrimento.
Lucas
Público-alvo: Gregos, especialmente “Teófilo” (Lc 1.3) como representante dos gentios cultos.
Ênfase: Jesus é o Salvador universal, Senhor da história, acessível a todos.
Objetivo: Demonstrar que o evangelho é para todas as nações e que Cristo se compadece dos marginalizados.
João
Público-alvo: A igreja em geral (judeus e gentios).
Ênfase: Jesus é o Filho eterno de Deus, a encarnação do Verbo divino.
Objetivo: Levar os leitores à fé salvadora em Cristo.
Nessa altura do capitulo 27, já estava tudo preparado por Deus, para aquele ocorrido que iria marcar a historia da humanidade de forma significativa.
1. Revelação e nascimento de Jesus (caps. 1–2)
1. Revelação e nascimento de Jesus (caps. 1–2)
Genealogia: Jesus é filho de Abraão e Davi → Messias legítimo.
Nascimento virginal (Maria concebe pelo Espírito).
Nome: Jesus (“Deus salva” ou “quele cuja salvação é o ETERNO”) e título: Emanuel (“Deus conosco”).
Magos do Oriente reconhecem Jesus como Rei.
Herodes tenta matá-lo → fuga para o Egito e depois retorno a Nazaré.
2. Preparação do ministério (caps. 3–4)
2. Preparação do ministério (caps. 3–4)
João Batista anuncia o Reino e batiza Jesus.
Batismo: voz do Pai confirma Jesus como Filho amado.
Tentação no deserto → Jesus vence o diabo citando a Palavra.
Início da pregação: “Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos céus”.
Chamado dos primeiros discípulos.
3. Ministério na Galileia: ensino e milagres (caps. 5–15)
3. Ministério na Galileia: ensino e milagres (caps. 5–15)
Sermão do Monte (caps. 5–7): bem-aventuranças, ética do Reino, oração, vida piedosa.
Milagres: cura leprosos, paralíticos, endemoninhados, acalma tempestades, multiplica pães e peixes, ressuscita mortos.
Envio dos 12 apóstolos (cap. 10).
Conflitos com os fariseus e mestres da lei.
Parábolas do Reino (cap. 13).
4. Revelação da sua identidade (caps. 16–20)
4. Revelação da sua identidade (caps. 16–20)
Confissão de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.
Primeira vez que anuncia sua morte e ressurreição.
Transfiguração: aparece em glória com Moisés e Elias.
Ensinos sobre humildade, perdão e grandeza no Reino.
Cura de cegos, libertações, novas parábolas.
5. Última semana em Jerusalém (caps. 21–25)
5. Última semana em Jerusalém (caps. 21–25)
Entrada triunfal no jumentinho → cumprindo profecia (Zc 9.9).
Purificação do templo (expulsa os cambistas).
Confrontos com líderes religiosos, parábolas de juízo.
Discursos sobre o fim dos tempos (caps. 24–25).
6. Paixão de Cristo (caps. 26–27 até v.22)
6. Paixão de Cristo (caps. 26–27 até v.22)
Unção em Betânia.
Última Ceia (instituição da Ceia do Senhor).
Getsêmani: oração e prisão.
Julgamento no Sinédrio.
Pedro nega Jesus.
Judas se suicida.
Jesus diante de Pilatos.
Pergunta decisiva de Pilatos: “Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo?” (27.22).
1 Ponto - Pilatos
Pilatos é retratado de várias maneiras.
Josefo e Filo dois historiadores da época apresentam Pilatos como como um TIRANO e CRUEL.
Pilatos ofendeu os judeus pela primeira vez ao trazer estandartes romanos com imagens do imperador para Jerusalém. Nenhum outro anterior não havia colocado nenhuma imagem em Jerusalém.
O povo judeu implorou a Pilatos por cinco dias para remover as imagens da cidade, mas Pilatos enviou soldados para cortar as cabeças dos judeus.
Nos evangelhos Pilatos é representado como um governante FRACO e FACILMENTE INFLUENCIADO.
Porque no momento crucial ele preferiu a conveniência política à justiça, preferiu lavar as mãos do que decidir de acordo com aquilo que ele sabia.
Pilatos representa pessoas que sabem a verdade, mas não tem coragem de se posicionar. Ele viu a inocência de Jesus, mas preferiu agradar a multidão e salvar a sua própria posição.
1.1 Analogia - Pilatos nos dias de hoje
No ambiente de trabalho: você é aquele que vê injustiças, fofoca e até corrupção, mas (lava as suas mãos) para não se comprometer?
Na sociedade: você é aquele que cede à opinião dos outros mesmo sabendo que é errado, só para ser aceito?
ATÉ QUANDO VAMOS FICAR VENDO O MUNDO DE CABEÇA PRA BAIXO E NÃO VAMOS NOS POCIONAR?
ATÉ QUANDO VAMOS FICAR VENDO O MUNDO SENDO E PESSOAS MORRENDO POR IDEOLOGIAS DO SATANAS E VAMOS FICAR CALADO?
ATÉ QUANDO VAMOS SER INFLUENCIADOS POLITICAMENTE E NÃO VAMOS SER INFLUENCIADOS BIBLICAMENTE?
Na vida espiritual: você é aquele que reconhece que Jesus é o Filho de Deus, o salvador, e até se simpatiza pelo evangelho, mas nunca decide de fato? Você se torna como a MULTIDÃO.
2 Ponto - Multidão
A multidão você que se simpatiza pelo evangelho, mas não toma uma decisão.
No domingo de ramos, a multidão clamava (HOSANA NAS ALTURAS), mas poucos dias depois essa mesma multidão passou a clamar (QUE SEJA CRUCIFICADO).
Sabe porque? Por que essa multidão esperava um Jesus fosse um libertador politico ou militar, alguém que o libertasse do domínio romano.
Mas como Jesus não respondeu às expectativas terrenas deles, não satisfez as suas vontades o discurso mudou.
Sabe o que entendemos com isso?
Que se nos esperarmos por um Jesus que faça apenas as nossas vontades terrenas, seremos a multidão, que no louvor clama (HOSANA, HOSANA NAS ALTURAS), mas que ao sair da igreja clamamos (CRUCIFICA-0, CRUCIFICA-O).
3 Ponto - Aplicação
Hoje Jesus está diante de nós, assim como esteve diante de Pilatos e da multidão.
A pergunta de Pilatos ecoa até hoje.
O que farei, então, de Jesus, chamado Cristo?
Essa mesma pergunta precisa ser respondida por cada um de nós:
Vamos lavar as nossas mãos?
Vamos se misturar à multidão?
Ou vamos nos posicionar e dizer: Eu escolho seguir a Cristo, mesmo contra a opinião do mundo?
