OS SINAIS DO FIM: O ALERTA DE CRISTO - Marcos 13.1-13
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INTRODUÇAO
INTRODUÇAO
Você já ouviu falar nas contrações de Braxton Hicks?
São contrações uterinas que preparam o corpo para o parto, tonificando a musculatura e amolecendo o colo do útero. Podem ser sentidas a partir do segundo ou terceiro trimestre de gravidez, com mais frequência no final da gestação. Para as inexperiêntes já é um momento de aflição!
Vamos falar hoje sobre um conceito muito parecido, Jesus falou sobre o principio das dores.
Certamente você já ouviu falar em Apocalipse. Sabe o que isso significa?
Apocalipse vem do grego apokálypsis que significa "revelação" ou "ação de descobrir". Jesus deixou pelo menos 3 apocalipses nos evangelhos (Mc 13, Mt 24 e Lc 21) e o maior no final da Bíblia.
Deus tem os planos determinados e vai cumpri-los, mas Ele sempre revela sua vontade para os seus servos para que possam estar preparados (Amós 3:6-7)
Tocar-se-á a trombeta na cidade, sem que o povo se estremeça? Sucederá algum mal à cidade, sem que o Senhor o tenha feito? Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o seu segredo aos seus servos, os profetas.
CONTEXTO
CONTEXTO
Nas mensagens anteriores vimos os debates de Jesus com vário grupos de lideres judeus os quais chamamos de “perguntas casca de bananas”, logo depois Jesus ainda tentou uma ultima vez ensinar sobre sua natureza divina, mas novamente foi rejeitado pelos lideres dos judeus, restando assim apenas a sua sentença de juízo proferida no capitulo 13.
As frequentes menções de julgamento contra Israel nos debates entre o Servo e os líderes desembocam numa revelação profética sobre o futuro da nação naquele que é o mais longo discurso de Jesus no Evangelho de Marcos
GRANDE IDEIA:
GRANDE IDEIA:
Os sinais do fim dos tempos devem motivar os verdadeiros discípulos a perseverar na fé em Cristo mesmo diante dos enganos e perseguições.
I — O ANÚNCIO DE JUÍZO CONTRA JERUSALÉM (V. 1-2)
I — O ANÚNCIO DE JUÍZO CONTRA JERUSALÉM (V. 1-2)
Jesus deixou o templo, logo em seguida aos debates e ao ensino sobre a oferta da viúva. Ao sairem daquele suntuoso templo, um dos discípulos chamaram atenção de Jesus para admirar aquela imponente construção.
O templo na época de Jesus havia passado por uma grande reforma feita por Herodes, o grande, que praticamente construiu um novo tempo. A reforma do seu entorno ainda não havia sido concluída nos dias de Jesus, ainda estava passando por obras de acabamentos e embelezamento que só foram concluídos por volta do ano 63 d.C.
A resposta de Jesus certamente foi surpreendente para os que o acompanhavam: Ele não estava admirado, pelo contrário, ele disse que tudo seria inútil, pois o juízo já estava determinado sobre a cidade.
Certamente a profecia de Jesus era um resultado direto da sua rejeição por parte dos lideres, conforme os ais proferidos contra os judeus em Mt 23.37-39
Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta. Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me vereis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!
A atitude dos mostra uma falta de fé ou mesmo entendimento sobre as palavras de Jesus. Embora seja provável que a expressão “sua casa” significasse Jerusalém, o templo certamente estava incluído. É como se os discípulos estivessem dizendo: “É verdade que também esta gloriosa estrutura será deixada inteiramente deserta?” Jesus acrescenta: “Não só deserta, mas totalmente destruída”.
Lembremos que até aquele momento os discípulos esperavam a libertação do jugo dos judeus, e é provável que isso incluísse uma continuação dos costumes judaicos, e para isso o Templo era imprescindível.
A grande lição nesse ponto é: De nada adianta uma estrutura suntuosa e ornamentada sem um coração genuinamente voltado para Cristo. Os sacerdotes escribas estavam mais interessados em lucrar e ter status politico do que em agradar a Deus. Ver Jo 11.47-48.
APLICAÇÃO
APLICAÇÃO
Hoje também, muitas vezes as pessoas procuram as igrejas por motivos errados, elas querem uma estrutura que vai fazê-las se sentir bem, com ar condicionado, melhor estrutura de som e mídia, estacionamento amplo, melhor berçário, etc. Mas as suas vidas não demostram comprometimento com a obra nem o amor a Deus e aos irmãos que são as marcas mais importantes na vida de um discípulo.
II – O PRINCIPIO DAS DORES (V. 3-13)
II – O PRINCIPIO DAS DORES (V. 3-13)
Um pouco mais tarde, já no monte das Oliveiras, alguns discípulos que eram mais próximos de Jesus (os irmãos João e Tiago; Pedro e André) se interessaram pelo assunto e vieram lhe perguntar em particular sobre os eventos futuros.
Sentados ali no monte, podemos imaginar como, olhando através do vale, uma visão verdadeiramente fascinante do Templo se revelava aos olhos do pequeno grupo. Eles devem ter pensado: “toda esta glória está prestes a desaparecer!”. Certamente eles devem ter ficado muito confusos enquanto meditavam sobre essa apavorante profecia.
Jesus respondeu quais seriam os sinais do fim dos tempos, motivado pelas perguntas do v.4:
Quando sucederão essas coisas?
Que sinais haverá da tua vinda e do fim dos tempos?
Note que Jesus responde apenas a segunda pergunta!
Algumas das profecias parecem descrever a destruição de Jerusalém em 70 d.C.; a maioria delas obviamente vai além dessa data, ao período da tribulação e até à volta pessoal de Cristo em poder e glória.
Essa revelação tinha o propósito didático de promover vigilância entre os discípulos à luz das perseguições e enganos que viriam antes da volta do Servo.
Vejamos pelo menos 3 alertas de Cristo em relação aos sinais relacionados a esse período que antecede a grande tribulação:
1. Falsos Messias (v. 5-6);
1. Falsos Messias (v. 5-6);
“Vede que ninguém vos engane...” — Primeiro, eles teriam de tomar cuidado que ninguém os iludisse por alegar ser o Messias. Muitos falsos Cristos apareceriam, como visto no surgimento de muitas seitas, cada qual com anticristo próprio ou pelos vários messias do Judaísmo.
Aqui vão alguns casos de pessoas que reivindicaram ou foram tidas como Messias:
• Bar Kokhba (Simon ben Kosiba), muito famoso como Messias para muitos judeus no século II.
• Shukr Kuhayl I, um claimante iemenita de meados do século XIX.
• Shabbetai Tzvi, no século XVII, um dos mais influentes falsos messias num contexto judaico.
• Mordecai Mokiach, também claimante Sabbateano.
• Vissarion (Sergei Torop), que se declarou reencarnação de Jesus.
• Inri Cristo (Álvaro Thais), no Brasil, que afirma ser Jesus Cristo reencarnado.
• Avraham Haim Zagdun, líder de culto judaico, que se descreve como Messias.
2. Guerras, catástrofes naturais e fome (v. 7-8);
2. Guerras, catástrofes naturais e fome (v. 7-8);
“...não vos assusteis” — Em segundo lugar, não deveriam interpretar guerras e rumores de guerras como um sinal do fim dos tempos. Durante todo o período anterior ao fim dos tempos haveria disputas internacionais.
Além disso, haveria grandes cataclismos na natureza: terremotos, fomes e dores. Esses seriam apenas como contrações preliminares de parto, prenunciando um período de angústia incomparável.
Guerras
• Grandes guerras globais: 2 (Primeira e Segunda Guerra Mundial).
• Guerras regionais / civis / interestatais desde 1945: ~250 conflitos armados registrados (SIPRI / Uppsala Conflict Data Program).
Total guerras/conflitos: ~260 eventos relevantes com ~120 milhões mortes.
Desastres Naturais
• Terremotos significativos: ~2.000 eventos (NOAA/NCEI, critério “significant”).
• Erupções vulcânicas confirmadas: ~8.000 eventos (média ~70/ano × 110 anos).
• Tsunamis registrados: ~250 eventos (NOAA/NCEI).
Total desastres naturais: ~10.000 eventos com ~20 milhões de mortes.
Pandemias globais reconhecidas desde 1918:
• Gripe Espanhola (1918–1920)
• Gripe Asiática (1957–1958)
• Gripe de Hong Kong (1968–1969)
• HIV/AIDS (anos 1980–hoje)
• H1N1 (2009)
• COVID-19 (2019–hoje)
Total pandemias globais: 6 eventos com ~105 milhões de mortes.
Mas Cristo diz: Não vos assusteis!
3. Perseguição aos discípulos de Jesus (v. 9-13);
3. Perseguição aos discípulos de Jesus (v. 9-13);
“Estai vós de sobreaviso...” — Em terceiro lugar, o Senhor predisse grandes testes pessoais para os que fossem inabaláveis no seu testemunho por ele. Seriam julgados perante as cortes civis e religiosas. Paulo é um exemplo de alguém que em vários aspectos foi um cumprimento dessa promessa.
O testemunho dos discípulos mesmo em meio as perseguições levou o evangelho de Cristo a se espalhar pelo mundo e hoje vemos o cumprimento dessa profecia (v. 10).
Alguns acham que temos que pregar a todas as etnias para que isso torne possível a volta de Cristo. Eu creio que aqui Jesus esta usando um tipo de Perífrase ou Hipérbole, Ele esta se referindo a difusão do evangelho pelo mundo. Essa interpretação é mais condizente com outras passagens que ensinam sobre a volta iminente de Cristo.
Nos v. 11-13 vemos um alerta sobre o aumento na perseguição contra os seus discipulos. Por toda a historia do cristianismo tivemos momentos de intensa perseguição. O império romano, a igreja catolica mediaval com a inquisição, na época da reforma.
Certamente nos nossos dias também estamos presenciando novamente o aumento desse sentimento anticristâo, crentes estão sendo perseguidos em países mulçumanos, comunistas, e até na Europa, local de onde o cristianismo saiu para alcançar o restante do mundo. A ideia aqui é que essa perseguição vai alcançar o seu ápice antes da volta de Cristo.
Charles Kirck era Cristâo, defendia os valores da familia tradicional, era contra o aborto, seu lema era que o cristianismo não deveria ser apenas vivido, mas defendido publicamente. foi morto por defender suas ideias.
O v.13 finaliza com o ensino sobre a perseverança necessária para esses momentos, aquele que perseverar até o fim será salvo. As palavras de alerta se repetem pelo menos 7 vezes nesse capitulo (v. 5, 9, 13, 21, 33, 35 e 37).
A grande lição aqui é que o crente deve estar alerta diante dos enganos e perseguiçôes que antecedem a volta de Cristo.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
Os sinais do fim dos tempos devem motivar os verdadeiros discípulos a perseverar na fé em Cristo mesmo diante dos enganos e perseguições.
A palavra de Jesus se cumpriu?
A palavra de Jesus se cumpriu?
O Templo foi completamente destruído pelos Romanos no ano 70 d.C. sob a liderança do general Tito, não restou pedra sobre pedra, tudo se cumpriu literalmente!
Portanto, podemos confiar na sua Palavra!
Estamos mesmo vivendo nos últimos dias?
Estamos mesmo vivendo nos últimos dias?
Jesus exortou os fariseus, pois sabiam discernir bem os sinais do clima, mas não sabiam discernir os sinais dos tempos espirituais (Mt 16:1-4). Temos que agir de maneira diferente daqueles, precisamos estar atentos aos sinais que Jesus deixou em sua Palavra para sabermos identificar o tempo presente e assim nos preparar melhor para o encontro com ele!
O tempo está próximo meus irmãos, aquele que não recebeu a Jesus como seu salvador pessoal precisa fazê-lo hoje! Ver 2Co 6.2
(porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação);
E quem já o recebeu precisa estar vigiando, orando e santificando mais porque o grande Dia se aproxima!
Hebreus 10:23-25 nos ensina como estar preparado para esse dia.
Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.
II – A GRANDE TRIBULAÇÃO (V.14-23)
II – A GRANDE TRIBULAÇÃO (V.14-23)
V.14A → O ultimo sinal: O ABOMINÁVEL DA DESOLAÇÃO. Aqui no versículo há uma ordem para que os leitores busquem entender quem é esse homem: “quem lê entenda”. Precisamos obedecer!
Jesus alerta que os discípulos verão esse homem e o reconhecerão. Mas que é esse ser abominável? As Escrituras já haviam falado nele desde o A.T.
Em Mateus 24:15 Jesus acrescentou a informação que o profeta Daniel havia falado dele. Em Daniel 9:26-27 é citado um príncipe que vai destruir a cidade de Jerusalém, assolar o povo e fazer cessar os sacrifícios.
Em 2 Tessalonicenses 2 Paulo também confirma esse sinal e ainda da detalhes de quem é ele e como vai ser a sua atuação aqui na Terra. Ele é chamado de o homem da iniquidade. Paulo diz claramente que a igreja deveria esperar por dois eventos: A apostasia e a revelação do homem da iniquidade.
1. Ele é contra tudo que se chama Deus e ainda vai se auto denominar um deus (v.4);
2. Ele será enviado pelo próprio Satanás que o capacitará para fazer sinais e prodígios (v.8);
3. Ele vai tentar seduzir as pessoas do mundo inteiro através das suas mentiras e ele vai conseguir fazer isso com todos aqueles que rejeitarem o evangelho (v.10-11).
Em 1 João 2:18,22 e 4:3; 2 João 1:7 é citado também que essa figura do anticristo era esperada para os últimos dias.
Em Apocalipse 6:2 ele é citado como sendo o Cavaleiro Branco que vai receber uma coroa para governar o mundo. Ainda em Apocalipse 13:1-2 ele é chamado de “besta que emerge do mar” e há uma descrição também de sua atuação e de quem vai lhe dar poder e autoridade.
V.14B → Note o uso do “então”. A chegada do abominável da desolação seria o ponto de transição entre o principio das dores e a grande tribulação. A partir daqui, Jesus começa a descrever os eventos que antecederiam de forma imediata a sua volta gloriosa.
V.14B-20 → Jesus passou a revelar como seriam aqueles dias de tribulação:
1. Um alerta especifico para os que estiverem na Judeia (v.14b): Fujam para os montes.
2. A urgência na fuga (v.15-16): Não haveria tempo para buscar bens materiais. Apenas deviam levar a roupa do corpo (o exemplo da fuga de Ló).
3. A dificuldade da fuga (v.17-18): As pessoas com impedimentos vão sofrer mais, o tempo também pode prejudicar. Cristo alerta para a necessidade de oração por aqueles dias.
4. A maior tribulação que já existiu no mundo (v.19-20): Desde a criação até o fim dos tempos será o tempo de maior angustia. Deus abreviará aqueles dias por causa dos eleitos para que se salvem.
V.21-22 → Jesus concluiu essa sessão sobre a grande tribulação alertando os discípulos para que que não se deixassem enganar pelos falsos cristos e falsos profetas. Jesus disse isso porque a sua volta seria um evento diferente da sua primeira vinda. Seria algo mundialmente visível, magnifico e inconfundível, não seria algo subjetivo ou apenas para um grupo seleto de pessoas (Mt 24:30).
Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória.
V.23 → A grande lição do capitulo: A necessidade de vigilância!
Esse é o propósito final dos sinais anunciados por Jesus em todo o capitulo, Ele repete esse ensino diversas vezes:
1. Ninguém vos engane... v.5
2. Estais vós de sobreaviso... v.9
3. Estais vós de sobreaviso... v.21
4. Estais de sobreaviso vigiai e orai... v.33
5. Vigiai pois... v.35
6. Digo a todos, vigiai! V.37.
Jesus deixou registrado suas palavras por uma razão, ele queria que seus discípulos ficassem alerta e pudessem se preparar para sua volta!
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
Jesus exortou os fariseus, pois sabiam discernir bem os sinais do clima, mas não sabiam discernir os sinais dos tempos espirituais (Mt 16:1-4). Temos que agir de maneira diferente daqueles, precisamos estar atentos aos sinais que Jesus deixou em sua Palavra para sabermos identificar o tempo presente e assim nos preparar melhor para o encontro com ele!
O tempo está próximo meus irmãos, aquele que não recebeu a Jesus precisa fazê-lo hoje!
E quem já o recebeu precisa estar vigiando, orando e santificando mais a cada dia!
