169 - A última páscoa do Senhor

O Evangelho segundo Jesus  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Reflexão bíblica textual / temática sobre a morte de Cristo ilustrada na "morte" do grão de trigo plantado na terra e sua conexão com convocação de auto-renúncia dos discípulos de Cristo quando têm de tomar a cruz para seguir o Cristo.

Notes
Transcript

Tenho desejado ansiosamente comer esta Páscoa com vocês... [Luke 22.7-13]

I. Introdução geral

— Celebremos a Ceia do Senhor

Neste culto celebraremos a Ceia do Senhor, como podemos ver pelos elementos na mesa;
Seria muito importante revisitar a grande significância desta celebração;
Os Evangelhos revelam a pessoa do Cristo, seus ditos e seus feitos, proclamam que Jesus, o Nazareno, é o Cristo, o Filho do Deus vivo, Ele é o grande Eu Sou;
Estava próxima a Festa dos Pães sem Fermento, chamada Páscoa.
Vejamos o que acontece em Lucas 22
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Chegamos ao texto bíblico da nossa reflexão:
Vamos ao Texto Áureo da mensagem:

II. Texto Áureo:

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Luke 22:7–13 (NAA) — 7 Chegou o dia da Festa dos Pães sem Fermento, em que era necessário fazer o sacrifício do cordeiro pascal.
8 Então Jesus enviou Pedro e João, dizendo: — Vão e preparem a Páscoa para que a comamos. 9 Eles lhe perguntaram: — Onde o senhor quer que a preparemos? 10 Jesus lhes explicou: — Ao entrar na cidade, vocês encontrarão um homem com um cântaro de água; sigam esse homem até a casa em que ele entrar 11 e digam ao dono da casa: “O Mestre pergunta: ‘Onde fica o aposento no qual comerei a Páscoa com os meus discípulos?’ ” 12 Ele lhes mostrará um espaçoso cenáculo mobiliado; ali façam os preparativos.
13 E, indo, acharam tudo como Jesus lhes tinha dito e prepararam a Páscoa.
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Luke 22:7–13 (NA28) — 7 Ἦλθεν δὲ ἡ ἡμέρα τῶν ἀζύμων, [ἐν] ᾗ ἔδει θύεσθαι τὸ πάσχα·
Lit.: … mas chegou o dia dos asmos, no qual era necessário sacrificar (matar, imolar, abater) a páscoa;
θύεσθαι τὸ πάσχα —> metonímia que associa a palavra “páscoa” ao cordeiro morto na páscoa;
8 καὶ ἀπέστειλεν Πέτρον καὶ Ἰωάννην εἰπών· πορευθέντες ἑτοιμάσατε ἡμῖν τὸ πάσχα ἵνα φάγωμεν. 9 οἱ δὲ εἶπαν αὐτῷ· ποῦ θέλεις ἑτοιμάσωμεν; 10 ὁ δὲ εἶπεν αὐτοῖς· ἰδοὺ εἰσελθόντων ὑμῶν εἰς τὴν πόλιν συναντήσει ὑμῖν ἄνθρωπος κεράμιον ὕδατος βαστάζων· ἀκολουθήσατε αὐτῷ εἰς τὴν οἰκίαν εἰς ἣν εἰσπορεύεται, 11 καὶ ἐρεῖτε τῷ οἰκοδεσπότῃ τῆς οἰκίας· λέγει σοι ὁ διδάσκαλος· ποῦ ἐστιν τὸ κατάλυμα ὅπου τὸ πάσχα μετὰ τῶν μαθητῶν μου φάγω; 12 κἀκεῖνος ὑμῖν δείξει ἀνάγαιον μέγα ἐστρωμένον· ἐκεῖ ἑτοιμάσατε.
13 ἀπελθόντες δὲ εὗρον καθὼς εἰρήκει αὐτοῖς καὶ ἡτοίμασαν τὸ πάσχα.
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Vamos ao Desenvolvimento da mensagem:

III. Desenvolvimento

— Vão e preparem a Páscoa para que a comamos (v8)

É comum utilizarmos este texto de Lucas na celebração da Ceia do Senhor, até porque foi quando Jesus a instituiu,
De fato a ceia do Senhor foi instituída em momento próximo à sua morte pela redenção da humanidade.
O que pode passar despercebido ou não receber a devida importância é o fato de que, nas suas últimas horas de vida, Jesus estava:
Celebrando a Páscoa judaica,
segundo os parâmetros definidos pela Lei e que,
como judeus fiéis, tanto Jesus quanto seus discípulos se preocupariam em cumprir.
Às vezes nos esquecemos que Jesus era um legítimo judeu, e fiel às tradições e à Lei,
Jesus também cumpria as ordenanças deixadas pelo Senhor dando a elas um significado muito mais penetrante,
pois elas eram sombras do que havia de vir na plenitude, a saber, ele próprio...

— Eram as últimas horas de vida de Jesus na terra

Estas coisas aconteceram nas últimas horas de vida de Jesus!
Um homem às portas da morte, e ciente disso, deve ter preocupações e experimentar emoções que seres humanos “normais” como nós, mortais entorpecidos com a ideia da imortalidade, sequer imaginam.
Nos seus últimos dias, Jesus desceu a Jerusalém e permaneceu na região por um período relativamente longo para um mestre itinerante;
Luke 9:51 “E aconteceu que, ao se completarem os dias em que seria elevado ao céu, Jesus manifestou, no semblante, a firme resolução de ir para Jerusalém.”
Seus discípulos estavam em polvorosa por reconhecerem que ele arriscava sua vida se mantendo ao alcance do poder do Sinédrio que se situava no centro religioso de Israel;
Como se nenhum risco corresse, Jesus transita entre a multidão, no Templo,
Andava por lugares isolados somente com seus discípulos pregando o Evangelho,
Confrontando os escribas e fariseus, questionando as práticas religiosas de seu tempo,
Profetizando juízo e destruição e “agora” falando abertamente aos seus discípulos dos eventos terríveis que se seguiriam, a saber:
sua prisão, condenação, sofrimento, morte e ressurreição...
Eram atos aparentemente despreocupados de um homem que tinha sua cabeça a prêmio, e é importante lembrar, ele sabia disso!!!
Jesus ensinava no Templo e as pessoas ficavam “dominadas” por ele;
Jesus respondia a todas as armadilhas preparadas pelos religiosos;
Ele confrontou os Saduceus acerca da ressurreição e os fariseus sobre a natureza do Cristo;
Ele louvou publicamente uma viúva pela sua benevolente oferta diante dos ricos;
Falou da destruição do Templo e do cerco futuro a Jerusalém, bem como das dores que se antecederão e se seguirão à vinda do Filho do Homem;
Enfim, os inimigos de Jesus estão decididos que ele era uma pedra de tropeço, uma vergonha para suas posições elevadas,
Ele era uma ameaça ao seu modo de vida seguro e confortável e buscavam oportunidade para matá-lo;

Chegou o dia da Festa dos Pães sem Fermento

Nisto estava próxima a Festa dos Pães Asmos, também chamada Páscoa, a Pessah Judaica,
Na verdade, são dois eventos que se transcorrem em sequência na mesma semana;
Judas, cheio de Satanás, combina o preço de sua traição... e vem a Páscoa... Segundo João, a Páscoa dos “Judeus” (que no AT era a Páscoa do Senhor)...
Jesus ordena aos discípulos que organizem local para a celebração;
Os envia a um local misterioso onde certo homem lhes disporia lugar;
Um espaçoso cenáculo mobiliado (uma cobertura domiciliar);
_Tenho desejado ardentemente comer esta Páscoa convosco – porque?
Esta seria a última, antes de seu sofrimento (paixão na cruz);
Ele nunca mais “a” comeria (a Páscoa e o que ela significava – seu cumprimento estava às portas)...
Até que ela, a “Páscoa Judaica”, se cumprisse no reino de Deus com a morte do Cordeiro;
Com isso, aprendemos que... a Páscoa judaica:
...além de celebrar o glorioso do livramento do Egito...
...apontava para um futuro profético de redenção pelo Cristo;
...apontava para a morte substitutiva do cordeiro de Deus;
Jesus, como judeu, celebrou esta Páscoa com seus amigos, sua última Páscoa;
João Batista, quando vê Jesus, afirma: _Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo...

A Festa da Páscoa instituída (segundo Exodus 12)

Seria o primeiro e mais importante dos meses (apesar de ser março / abril);
Aos dez dias do mês, cada um tomaria um cordeiro para si (família + vizinhos);
Um cordeiro ou cabrito para um numero específico de “almas” (maduro e sem mancha);
Seria separado no dia décimo e ficaria guardado até o 14º dia (previsão);
Todo o Israel “o imolará” como se fosse único, ao crepúsculo da tarde;
O sangue aspergido nas ombreiras e na verga da porta das casas em que comeriam;
Carne assada ao fogo, com pães asmos e ervas amargas;
Comereis tudo assado ao fogo, figura de juízo que abateria sobre o cordeiro;
Não sobraria nada do cordeiro para o dia seguinte – tudo seria consumido;
Comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão (viagem);
Comê-lo-eis apressadamente, é a Páscoa do Senhor – é urgente;
Passarei pela terra do Egito e ferirei todos os primogênitos – libertação e juízo;
Executarei juízo sobre todos os deuses do Egito;
O sangue vos será por sinal – quando “eu vir” o sangue, passarei;
Não haverá entre vós praga destruidora – Deus fará a diferença dos seus;
Este dia vos será por memorial por estatuto perpétuo – memorial;
Sete dias comereis pães asmos (sem fermento), tirareis o fermento de vossas casas

Memorial mais importante da história de Israel;

Enquanto Israel participava deste banquete cerimonial à portas fechadas, o Anjo do Senhor (o próprio Deus) passaria pelas terras do Egito;
Como uma grande e terrível sombra levando para si a vida de cada primogênito encontrado (homens e animais);
Haveria morte em cada casa, barraco, tenda, estábulo em toda a terra do Egito, a então potência mais poderosa daquele tempo;
Para Israel, a celebração da Páscoa (Pessah) era como uma encenação,
Á medida que o universo era revirado do lado de fora, eles comiam uma refeição:
Comiam aquele banquete em pé,
vestidos para viagem e
prontos para sair.
Era uma celebração da fé no Deus da Aliança, uma declaração de que não pertenciam àquele mundo!

Lições aprendidas com a Páscoa do Senhor;

A Páscoa encena o drama da redenção;
Nos fala acerca da segurança de nossa salvação, o sangue do Cordeiro;
Nos fala acerca da separação entre o que é do Senhor e o que é do mundo;
Nos fala a respeito do juízo que espera a humanidade assim como o Egito;
Nos fala da postura de viajante peregrino que se espera do redimido;
As ervas amargas apontam para o desconforto e tribulações;
O Cordeiro deveria ser comido todo, sem sobrar nada para o amanhã;
O sangue vos será por sinal!!!
Qual é a nossa segurança nesta vida turbulenta de pecado e morte? O sangue d’Ele!!!
Seria o mês mais importante, na verdade, o primeiro mês da vida daquela nação recém nascida.
Também marca o inicio de nossas vidas, que fomos redimidos em Cristo,
Pois sem Ele estávamos mortos em nossos delitos e pecados, verdadeiros zumbis, defuntos ambulantes.
Vamos ao Encerramento da mensagem:

IV. Encerramento

— Tenho desejado ansiosamente comer esta Páscoa

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Luke 22:14–20 (NAA) — 14 Chegada a hora, Jesus se pôs à mesa, e os apóstolos estavam com ele.
15 Então Jesus lhes disse: — Tenho desejado ansiosamente comer esta Páscoa com vocês, antes do meu sofrimento. 16 Pois eu lhes digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no Reino de Deus.
17 E, pegando um cálice, depois de ter dado graças, disse: — Peguem e repartam entre vocês. 18 Pois eu digo a vocês que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus.
19 E, pegando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: — Isto é o meu corpo, que é dado por vocês; façam isto em memória de mim.
20 Do mesmo modo, depois da ceia, pegou o cálice, dizendo: — Este cálice é a nova aliança no meu sangue derramado por vocês.
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Luke 22:14–20 (NA28) — 14 Καὶ ὅτε ἐγένετο ἡ ὥρα, ἀνέπεσεν καὶ οἱ ἀπόστολοι σὺν αὐτῷ.
15 καὶ εἶπεν πρὸς αὐτούς· ἐπιθυμίᾳ ἐπεθύμησα τοῦτο τὸ πάσχα φαγεῖν μεθʼ ὑμῶν πρὸ τοῦ με παθεῖν· 16 λέγω γὰρ ὑμῖν ὅτι οὐ μὴ φάγω αὐτὸ ἕως ὅτου πληρωθῇ ἐν τῇ βασιλείᾳ τοῦ θεοῦ.
17 καὶ δεξάμενος ποτήριον εὐχαριστήσας εἶπεν· λάβετε τοῦτο καὶ διαμερίσατε εἰς ἑαυτούς· 18 λέγω γὰρ ὑμῖν, [ὅτι] οὐ μὴ πίω ἀπὸ τοῦ νῦν ἀπὸ τοῦ γενήματος τῆς ἀμπέλου ἕως οὗ ἡ βασιλεία τοῦ θεοῦ ἔλθῃ.
19 Καὶ λαβὼν ἄρτον εὐχαριστήσας ἔκλασεν καὶ ἔδωκεν αὐτοῖς λέγων· τοῦτό ἐστιν τὸ σῶμά μου τὸ ὑπὲρ ὑμῶν διδόμενον· τοῦτο ποιεῖτε εἰς τὴν ἐμὴν ἀνάμνησιν.
20 καὶ τὸ ποτήριον ὡσαύτως μετὰ τὸ δειπνῆσαι, λέγων· τοῦτο τὸ ποτήριον ἡ καινὴ διαθήκη ἐν τῷ αἵματί μου τὸ ὑπὲρ ὑμῶν ἐκχυννόμενον.
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Jesus desejava ansiosamente compartilhar os símbolos da redenção com os seus;
Aparentemente Jesus acrescentou elementos estranhos à celebração da Páscoa com seus discípulos
A Aliança de Deus com seu povo estava sendo celebrada, e em paralelo Jesus fala de uma “nova aliança” estabelecida, firmada no seu próprio sangue;
Seria uma lição de profundo significado — para os discípulos, a Páscoa era um memorial que celebrava a fidelidade de Deus com seu povo;
Aquelas famílias, aquelas pessoas, dentro das casas, protegidas da ira de Deus por alguns “mililitros” de sangue de um cordeiro esfregado no umbral da porta da casa;
Que proteção era essa? O que este sangue significava? Era um sinal? Sim - de que uma morte substitutiva já havia ocorrido naquela casa;
Não havia medo, incredulidade, fraqueza, ansiedade, mentira, traição, infidelidade, idolatria, malícia, injustiça na vida daquelas pessoas? Lógico que havia!!
Mas que diferença faria - em que estas pessoas eram melhores que as outras? Em nada! A diferença era o sangue!
A única diferença tangível entre as pessoas condenadas à morte e às que seriam poupada era o sangue de um animal inocente que havia perdido a vida em favor delas;

A grande lição da Páscoa - da Ceia celebrada do Senhor

Esta é a grande lição da Páscoa do Senhor — Isto é o que celebramos no memorial da Ceia do Senhor;
16 λέγω γὰρ ὑμῖν ὅτι οὐ μὴ φάγω αὐτὸ ἕως ὅτου πληρωθῇ ἐν τῇ βασιλείᾳ τοῦ θεοῦ.
Lit.: estou dizendo pois a vocês que de maneira alguma “a” como até que seja cumprida no reino de Deus;
A Páscoa do Senhor, a verdadeira e única Páscoa já foi legitimamente cumprida? Com certeza!
Então porque tantas pessoas continuam tentando estabelecer sua própria justiça entre os homens e desconsideram aquela que foi devidamente estabelecida por Deus?

Desafio

Se você não se entregou a Cristo para usufruir da Nova Aliança consumada em seu sangue, um futuro sombrio lhe aguarda;
(...além de viver sem Cristo e sem esperança agora).
Se “conhece” a Cristo e vive alheio a ele, então cuidado;
A exemplo da de Hagar, a escrava de Abraão, depressiva, agonizante e pedindo a morte em desespero com um poço ao seu lado.
E Deus teve de abrir os olhos de Hagar para ver o que Ele já tinha feito por ela!!!
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1 Corinthians 11:23–32 (NAA) — 23 Porque eu recebi do Senhor o que também lhes entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, pegou um pão 24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: “Isto é o meu corpo, que é dado por vocês; façam isto em memória de mim.”
25 Do mesmo modo, depois da ceia, pegou também o cálice, dizendo: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, todas as vezes que o beberem, em memória de mim.” 26 Porque, todas as vezes que comerem este pão e beberem o cálice, vocês anunciam a morte do Senhor, até que ele venha.
27 Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor.
28 Que cada um examine a si mesmo e, assim, coma do pão e beba do cálice. 29 Pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. 30 É por isso que há entre vocês muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.
31 Porque, se julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. 32 Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.
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