A esperança da glória revelada: a volta de Jesus (semão 2)
Cristiano Gaspar
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Introdução
Introdução
1 Portanto, se vocês foram ressuscitados juntamente com Cristo, busquem as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. 2 Pensem nas coisas lá do alto, e não nas que são aqui da terra. 3 Porque vocês morreram, e a vida de vocês está oculta juntamente com Cristo, em Deus. 4 Quando Cristo, que é a vida de vocês, se manifestar, então vocês também serão manifestados com ele, em glória.
Imagine um filho que vê o pai sair de casa para uma longa viagem. O pai promete: “Eu volto, espere por mim.” Os dias passam, as semanas viram meses, e o filho continua esperando. Ele arruma seu quarto, olha pela janela, sonha com o reencontro. Cada ruído de carro na rua desperta nele a pergunta: “Será agora?” Até que, finalmente, um dia, ele vê o pai chegando. A espera termina, a promessa se cumpre, a alegria explode.
Essa cena nos ajuda a sentir um pouco da expectativa da igreja em relação à volta de Jesus. Vivemos em um mundo cansado de esperas frustradas: políticos prometem justiça, mas entregam corrupção; médicos prometem cura, mas muitas vezes a doença continua; relacionamentos prometem felicidade, mas frequentemente deixam marcas de dor. Em contraste, existe uma promessa que jamais será frustrada: o Cristo que morreu e ressuscitou voltará em glória.
Paulo, em Colossenses 3, nos dá essa perspectiva: “Quando Cristo, que é a vida de vocês, se manifestar, então vocês também serão manifestados com ele em glória.” (v.4). Essa é a consumação do tema que celebramos neste aniversário: Cristo em vós, a esperança da glória.
O contexto da esperança
O contexto da esperança
Na primeira mensagem, vimos que essa esperança nasce do sacrifício de Cristo na cruz. Hoje, Paulo nos leva a olhar adiante, para o futuro certo da glória: o dia em que o Cristo que já habita em nós pelo Espírito se manifestará visivelmente diante de todos.
Na cultura atual, esperança geralmente significa incerteza: “Espero que dê certo”, “Espero que chova amanhã”, “Espero que minha saúde melhore”. É uma esperança frágil, baseada em probabilidades. Mas a esperança bíblica é diferente: não é uma dúvida, mas uma certeza aguardada. Não é um “talvez”, mas um “quando”.
Paulo não diz “se Cristo se manifestar”, mas “quando Cristo se manifestar”. A volta de Jesus não é uma possibilidade remota, mas a certeza que molda a vida do cristão.
A necessidade da esperança futura
A necessidade da esperança futura
Vivemos em tempos em que muitos reduzem o evangelho a benefícios apenas para o presente: bem-estar, prosperidade, paz emocional. Mas Paulo nos lembra que a esperança do evangelho vai muito além: ela aponta para a consumação da história, quando todo sofrimento será vencido, toda injustiça corrigida e toda lágrima enxugada.
Sem essa esperança futura, corremos o risco de nos conformar com este mundo, de viver apenas pelo aqui e agora. Sem ela, nossa fé se torna imediatista, e nossa vida cristã perde o horizonte da glória.
Conexão pastoral
Conexão pastoral
Talvez alguns aqui tenham chegado cansados. Cansados das lutas diárias, das doenças que não cedem, das notícias de violência, das crises financeiras, da corrupção que nunca parece ter fim. E a pergunta que surge é: “Vale a pena continuar?”
A resposta da Palavra é clara: vale a pena, porque Cristo voltará. A esperança não está em melhorias temporárias, mas no retorno glorioso do nosso Rei. É essa esperança que sustenta o coração aflito, que consola o luto, que dá coragem diante da morte.
Transição para os pontos
Transição para os pontos
É sobre isso que vamos refletir hoje à noite. Paulo nos mostra três verdades sobre a volta de Cristo:
A volta de Cristo é certa e gloriosa.
A volta de Cristo trará ressurreição e justiça.
A volta de Cristo deve moldar nossa vida agora.
Essas três verdades nos ajudam a viver não apenas olhando para trás, para o sacrifício da cruz, mas também para frente, para a glória que virá. Porque o Cristo que habita em nós hoje é o mesmo que voltará em majestade amanhã.
Ponto 1 — A volta de Cristo é certa e gloriosa
Ponto 1 — A volta de Cristo é certa e gloriosa
Texto: “Quando Cristo, que é a vida de vocês, se manifestar, então vocês também serão manifestados com ele em glória.” (Cl 3.4)
Apoio: “Porque o Senhor mesmo descerá do céu, com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus…” (1Ts 4.16)
1.1 A certeza da promessa
1.1 A certeza da promessa
Paulo não fala de uma hipótese: “Quando Cristo se manifestar”. Não é “se”, mas “quando”.
Essa certeza repousa não em nossa expectativa, mas na promessa do próprio Cristo: “Voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver” (Jo 14.3).
Desde o início, a igreja viveu dessa esperança. Os primeiros cristãos se saudavam com a palavra Maranata! — “Vem, Senhor!”
A volta de Jesus é tão certa quanto sua morte na cruz e sua ressurreição. Se cremos que Ele ressuscitou, devemos crer que Ele voltará.
1.2 A glória da manifestação
1.2 A glória da manifestação
Paulo diz: “Quando Cristo… se manifestar.” A palavra aqui é phanerōthē — tornar-se visível, revelar o que estava oculto. Hoje, Cristo está escondido aos olhos do mundo, reinando à direita do Pai, presente em nós pelo Espírito. Mas um dia, o invisível se tornará visível.
Ele virá não como servo sofredor, mas como Rei glorioso.
Não mais em humildade, mas em majestade.
Não mais rejeitado, mas exaltado diante de todos.
1 Tessalonicenses 4 descreve essa cena: o Senhor descerá do céu, acompanhado de voz de arcanjo e som de trombeta. Será um evento público, cósmico, inconfundível.
1.3 A participação da igreja nessa glória
1.3 A participação da igreja nessa glória
Paulo completa: “…vocês também serão manifestados com ele em glória.”
Não apenas veremos sua glória; participaremos dela.
O que já é realidade interior — Cristo em nós — se tornará realidade exterior e plena.
Nossa vida escondida com Cristo (Cl 3.3) será revelada diante do universo.
É como se hoje estivéssemos nos bastidores, mas naquele dia entraremos em cena junto com Cristo, revestidos de glória.
1.4 Ilustração
1.4 Ilustração
Pense em um eclipse. Durante alguns minutos, o sol parece desaparecer, ocultado pela sombra da lua. Mas todos sabem: o sol continua lá, brilhando em toda a sua força, e logo voltará a aparecer em esplendor.
Assim é Cristo agora: oculto aos olhos do mundo, mas reinando soberano. O dia da manifestação será como o sol surgindo em plena força, iluminando toda a terra.
1.5 Aplicações práticas
1.5 Aplicações práticas
Viver com esperança firme
Num mundo cheio de incertezas, a volta de Cristo é nossa âncora.
Crises econômicas, guerras, doenças e injustiças não têm a palavra final. A palavra final pertence ao Cordeiro que voltará.
Viver sem medo do futuro
Muitos vivem ansiosos, perguntando: “O que vai acontecer amanhã?”
Mas quem crê na volta de Cristo pode descansar: o amanhã já está garantido pelo Rei que vem.
Cultivar vigilância espiritual
A certeza da volta de Jesus deve nos manter alertas.
Não sabemos o dia nem a hora, mas sabemos que Ele virá. Isso nos chama à prontidão: viver de forma coerente, como servos que aguardam o Senhor da casa.
1.6 Conexão pastoral
1.6 Conexão pastoral
Cristãos perseguidos em todo o mundo têm encontrado consolo nessa promessa. Em contextos de hostilidade, muitos se fortalecem lembrando: “O mundo pode nos rejeitar agora, mas quando Cristo se manifestar, nós seremos manifestados com Ele em glória.”
E essa promessa não é apenas para mártires em terras distantes; é também para nós, quando enfrentamos humilhações, lutas, injustiças. Podemos dizer: “O que hoje está escondido um dia será revelado. Minha vida com Cristo não terminará em derrota, mas em glória.”
1.7 Transição para o próximo ponto
1.7 Transição para o próximo ponto
Se o Ponto 1 nos mostra a certeza e a glória da volta de Cristo, o Ponto 2 vai nos mostrar o que essa volta trará para nós e para o mundo: ressurreição, transformação e justiça.
“A vinda de Cristo não será apenas espetáculo cósmico, mas renovação radical: mortos ressuscitarão, vivos serão transformados, e toda injustiça será corrigida.”
Ponto 2 — A volta de Cristo trará ressurreição e justiça
Ponto 2 — A volta de Cristo trará ressurreição e justiça
Textos de apoio:
“Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois, nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados com eles nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre.” (1Ts 4.16–17)
“…num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” (1Co 15.52)
2.1 A promessa da ressurreição
2.1 A promessa da ressurreição
Paulo responde em 1 Tessalonicenses a uma preocupação da igreja: “O que acontecerá com aqueles que já morreram antes da volta de Cristo?” Alguns estavam angustiados, temendo que seus entes queridos perderiam a glória futura.
A resposta de Paulo é clara: ninguém ficará para trás.
Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.
Os vivos serão transformados.
Todos juntos se encontrarão com o Senhor, para nunca mais se separar.
Essa promessa nos lembra que a morte não tem a palavra final. A última trombeta anunciará o triunfo da vida sobre a morte.
2.1 O corpo transformado
2.1 O corpo transformado
1 Coríntios 15 descreve esse mistério:
O corpo corruptível se revestirá de incorruptibilidade.
O mortal se revestirá de imortalidade.
O frágil será transformado em glorioso, semelhante ao corpo ressurreto de Cristo (Fp 3.20–21).
Hoje experimentamos doenças, limitações, envelhecimento. Mas no dia da volta de Jesus, todos os que estão em Cristo receberão corpos renovados, livres da decadência. A ressurreição não é apenas continuidade espiritual; é renovação integral.
1.3 A justiça restaurada
1.3 A justiça restaurada
A volta de Cristo também trará juízo e justiça.
Aqueles que rejeitaram a Cristo enfrentarão o tribunal de Deus.
As injustiças não resolvidas na história serão finalmente tratadas.
O mal não terá a última palavra.
Para os crentes, isso é esperança. Muitas vezes vemos crimes sem punição, opressões sem reparo, lágrimas sem consolo. Mas o retorno de Cristo garante que a justiça de Deus prevalecerá.
1.4 Ilustração
1.4 Ilustração
Imagine uma orquestra afinando seus instrumentos antes de uma grande apresentação. Os sons parecem caóticos, desencontrados, como se nada fizesse sentido. Mas quando o maestro levanta a batuta, tudo se alinha, e a música surge em harmonia.
Assim é a história humana: hoje vemos dissonâncias, injustiças, tragédias. Mas quando Cristo voltar, o Maestro da história colocará cada nota em seu devido lugar. O que parecia caótico revelará uma melodia perfeita de redenção.
1.5 Aplicações práticas
1.5 Aplicações práticas
Consolo no luto
Paulo diz: “Não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os demais que não têm esperança” (1Ts 4.13).
O cristão chora, mas chora com esperança. Sabemos que veremos novamente os que morreram em Cristo.
Coragem diante da morte
Se a ressurreição é certa, não precisamos temer o fim.
Como disse D. L. Moody: “Um dia vocês lerão nos jornais que D. L. Moody morreu. Não acreditem em uma palavra disso. Naquele momento, estarei mais vivo do que nunca.”
Esperança em meio à injustiça
Quando vemos ímpios prosperando, corruptos enriquecendo, inocentes sofrendo, lembramos: haverá juízo.
Essa certeza não nos leva à vingança, mas ao descanso: Deus fará justiça.
Motivação para santidade
Saber que o corpo será glorificado nos leva a honrar o corpo hoje.
Saber que a justiça será estabelecida nos chama a viver já como cidadãos da nova criação.
1.6 Conexão pastoral
1.6 Conexão pastoral
Na prática, isso significa que não vivemos presos ao medo da morte ou à frustração da injustiça. Nossa esperança não está em tribunais terrenos ou em médicos limitados, mas no Senhor que virá com poder para ressuscitar os mortos e renovar todas as coisas.
Essa esperança nos torna resilientes. Podemos enfrentar perseguição, sofrimento e até a morte com confiança. Como disse Paulo: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fp 1.21).
1.7 Transição para o próximo ponto
1.7 Transição para o próximo ponto
Se o Ponto 2 nos mostrou o que acontecerá no futuro — ressurreição, transformação e justiça —, o Ponto 3 vai nos mostrar o que isso significa para o presente.
“Se essa esperança é certa, como devemos viver hoje? Paulo responde: buscando as coisas do alto, vivendo em santidade, perseverança e missão.”
Ponto 3 — A volta de Cristo molda nossa vida agora
Ponto 3 — A volta de Cristo molda nossa vida agora
Textos de apoio:
“Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham o pensamento nas coisas do alto, e não nas coisas terrenas. Pois vocês morreram, e agora a sua vida está escondida com Cristo em Deus.” (Cl 3.1–3)
“Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda.” (2Pe 3.11–12)
3.1 Esperança futura que molda o presente
3.1 Esperança futura que molda o presente
A volta de Cristo não é apenas uma doutrina para o futuro, mas um poder transformador para o presente. Paulo conecta a esperança da glória à vida diária: quem já ressuscitou com Cristo deve buscar as coisas do alto.
Ou seja, a certeza do futuro deve reorientar nossos valores hoje. O cristão não vive apenas pelo “aqui e agora”, mas já vive com os olhos fixos no “lá e então”.
O mundo diz: “Aproveite agora, porque a vida é curta.”
O evangelho diz: “Viva para a eternidade, porque a vida é longa demais para se perder no presente.”
3.2 Um chamado à santidade
3.2 Um chamado à santidade
Pedro aplica essa esperança com uma pergunta incisiva: “Que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam?” (2Pe 3.11).
Se tudo neste mundo passará, por que investir tanto em coisas que não permanecem?
Se Cristo voltará, como podemos viver de forma indiferente?
Se a glória é certa, devemos viver já como cidadãos do céu.
A esperança futura nos chama a santidade no presente. Não se trata de moralismo, mas de coerência: se já pertencemos ao reino que virá, precisamos viver como súditos desse reino agora.
3.3 Um chamado à perseverança
3.3 Um chamado à perseverança
Paulo também enfatiza a perseverança: “Continuem firmes na fé, sem se afastar da esperança do evangelho” (Cl 1.23).
A volta de Cristo sustenta nossa fidelidade em meio às provações.
Quando somos tentados a desistir, lembramos que a história não termina aqui.
Nossa perseverança não é teimosia humana, mas fruto da esperança viva em Cristo.
3.4 Um chamado à missão
3.4 Um chamado à missão
A esperança da volta de Cristo não nos leva ao comodismo, mas à missão.
Jesus disse: “Este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações. Então virá o fim” (Mt 24.14).
A expectativa do retorno de Cristo nos impulsiona a evangelizar, servir, plantar igrejas, reconciliar pecadores com Deus.
Não é uma espera passiva, mas uma espera ativa. Como servos fiéis, queremos ser encontrados trabalhando quando o Senhor voltar.
3.5 Ilustração
3.5 Ilustração
Pense em uma noiva que sabe que seu casamento está marcado. Cada detalhe do dia é vivido à luz da expectativa do grande encontro: a preparação do vestido, a organização da casa, os convites. Nada é banal, tudo ganha significado porque o noivo virá.
Assim deve ser a igreja: vivendo cada dia em santidade, perseverança e missão, porque o Noivo voltará.
3.6 Aplicações práticas
3.6 Aplicações práticas
Reordene suas prioridades
Onde está seu coração? Onde investe seu tempo, energia e recursos?
Se Cristo voltará, o que realmente importa?
Viva em santidade
Isso significa separar-se do pecado, não por medo de punição, mas porque pertencemos a outro reino.
Santidade é viver como quem já tem a marca da glória futura.
Persevere na fé
Não desanime diante das provações. Lembre-se: cada lágrima será enxugada, cada dor terá fim.
A volta de Cristo sustenta nossa resistência.
Comprometa-se com a missão
Quem crê que Cristo voltará não guarda a esperança só para si.
Anunciar o evangelho é a forma de preparar o mundo para o grande dia.
3.7 Conexão pastoral
3.7 Conexão pastoral
Essa esperança deve se traduzir em atitudes diárias. Quando você enfrenta tentações, lembre-se: “Cristo voltará, e eu quero ser achado fiel.” Quando você sente o peso das lutas, diga: “Cristo voltará, e essa dor não será para sempre.” Quando você olha para o mundo em caos, confesse: “Cristo voltará, e Ele fará novas todas as coisas.”
Essa esperança nos tira do desespero e nos chama à fidelidade. Ela não é um “escapismo”, mas uma motivação poderosa para viver com propósito.
3.8 Transição para a conclusão
3.8 Transição para a conclusão
Agora podemos unir tudo:
A volta de Cristo é certa e gloriosa (Ponto 1).
Ela trará ressurreição e justiça (Ponto 2).
E ela deve moldar nossa vida agora (Ponto 3).
“Cristo em vós, a esperança da glória” significa que já temos hoje a presença daquele que voltará amanhã em majestade. Nossa esperança é presente e futura, interior e exterior, invisível agora, mas gloriosa na manifestação final.”
Conclusão
Conclusão
Paulo nos lembrou nesta noite que nossa esperança não é um otimismo vago, nem uma expectativa humana que pode falhar. Nossa esperança tem nome, rosto e promessa: Jesus Cristo. Ele morreu, ressuscitou e voltará. Essa é a certeza que sustenta a igreja em meio a um mundo de inseguranças.
Na introdução, vimos que a vida é marcada por esperas frustradas. Mas a volta de Cristo é uma espera certa, garantida pela fidelidade de Deus. No Ponto 1, vimos que Sua vinda é certa e gloriosa: o invisível se tornará visível, o Rei será revelado em majestade, e nós participaremos de sua glória. No Ponto 2, vimos que Sua volta trará ressurreição e justiça: mortos em Cristo ressuscitarão, vivos serão transformados, e a injustiça finalmente será corrigida. No Ponto 3, entendemos que essa esperança futura deve moldar nossa vida agora, chamando-nos à santidade, perseverança e missão.
Esse é o fio condutor da mensagem: a esperança da glória não é só para o futuro distante, mas é uma força que transforma o presente. O Cristo que voltará em glória já habita em nós hoje pelo Espírito.
Uma igreja de esperança
Uma igreja de esperança
O tema deste aniversário, “Cristo em vós, a esperança da glória”, nos mostra que a identidade da IPGeisel não está em prédios, programas ou pessoas, mas em Cristo. Ele é a vida desta comunidade. Ele é a razão desta celebração. E a esperança da glória é a marca que sustenta cada culto, cada oração, cada lágrima e cada passo de fé dado por esta igreja ao longo dos anos.
Uma igreja de esperança não é uma igreja perfeita, mas é uma igreja que olha para cima e para frente. Para cima, porque busca as coisas do alto. Para frente, porque aguarda ansiosa a volta do Senhor. Essa esperança é o que dá sentido à missão, é o que motiva a perseverança, é o que consola no luto, é o que sustenta em meio às crises.
Aplicações práticas finais
Aplicações práticas finais
Enfrente a vida com confiança
Quando o medo do futuro surgir, lembre-se: Cristo voltará.
Quando o peso da injustiça oprimir, confesse: Cristo fará justiça.
Quando a morte parecer ter a última palavra, declare: Cristo ressuscitará os mortos.
Viva como quem aguarda um noivo
A noiva que sabe que o noivo virá vive em preparação constante.
Assim deve ser a igreja: fiel, vigilante, adornada de santidade, ocupada com a missão.
Compartilhe essa esperança
Uma esperança tão certa não pode ser guardada só para nós.
A volta de Cristo é boa notícia para os que crêem, mas será juízo para os que rejeitam.
Por isso, somos chamados a ser embaixadores dessa esperança em nossas famílias, vizinhança e cidade.
Apelo pastoral
Apelo pastoral
Talvez alguém aqui viva sem esperança. Talvez a morte ainda seja para você um terror, a injustiça uma pedra no peito, o futuro uma escuridão sem luz. Mas a Palavra de Deus hoje declara: Cristo em você pode ser a esperança da glória.
Essa esperança não vem de esforços humanos, mas de fé no sacrifício de Cristo e confiança em sua promessa de retorno. Hoje, você pode sair daqui não apenas com religião, mas com esperança verdadeira: Cristo habitando em você, preparando-o para a glória eterna.
E para nós, que já cremos, a pergunta é: estamos vivendo de acordo com essa esperança? Quando Cristo voltar, Ele nos encontrará vigilantes, fiéis, em missão? Ou nos encontrará distraídos, acomodados, vivendo como se este mundo fosse tudo o que temos?
Ilustração final
Ilustração final
Conta-se que em certa aldeia, quando o rei saía para uma viagem, os cidadãos se preparavam diariamente para sua volta. Cada manhã limpavam as ruas, enfeitavam as casas, cuidavam uns dos outros, porque não sabiam o dia nem a hora do retorno. Viviam prontos.
Assim deve ser a igreja: cada culto, cada ato de amor, cada vida transformada é uma preparação para o grande dia. Quando o Rei voltar, queremos ser encontrados prontos, servindo com alegria.
Encerramento
Encerramento
Portanto, queridos irmãos, celebremos este aniversário olhando para trás com gratidão, mas também olhando para frente com esperança. A história da IPGeisel não termina aqui. O melhor ainda está por vir.
Porque Cristo em nós é a esperança da glória.
Porque Cristo voltará em glória.
E porque nós estaremos com Ele para sempre.
Amém.
