EBD - 21/09/25

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e um desafio, que nossas vida seja um reflexo da nossa fé.

Notes
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TEMA: Graça que Transforma: Cidadãos do Reino que Vivem o Evangelho
TEXTO: Tt3.1-11
CONTEXTO
Histórico e Cultural
Creta era um lugar marcado por corrupção, mentira e rebeldia (Tito 1.12 “Foi um dos cretenses, um próprio profeta deles, que disse: “Os cretenses são sempre mentirosos, feras terríveis, comilões preguiçosos.”” ). O povo tinha fama de resistir às autoridades e viver de forma desregrada. Paulo quer que a igreja seja diferente, mostrando o governo de Cristo na vida dos crentes.
Imediato e Literal
Depois de instruir sobre a vida dentro da igreja (Tito 2), Paulo agora mostra que o evangelho deve transbordar para fora, impactando a forma como lidamos com autoridades e vizinhos.
Frase de transição: O evangelho não é apenas para salvar, mas para transformar nossa maneira de viver — inclusive na sociedade.
INTRODUÇÃO
Vivemos num mundo polarizado, cheio de discursos de ódio e rebeldia contra qualquer forma de autoridade. Paulo ensina que o cristão deve ser luz em meio às trevas, mostrando que a graça gera uma vida de submissão, boas obras e rejeição do mal.
ESTRUTURA
I. Submissão e Mansidão – O Testemunho Público (v. 1–2)
1. Submissão às Autoridades – Testemunho Cristão
“Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades, sejam obedientes…” (v. 1a)
Exegese: A palavra “sujeitar-se” (gr. hypotássō) significa “colocar-se sob ordem”, uma atitude voluntária de reconhecimento da autoridade.
Não se trata de obediência cega, mas de respeito que demonstra que Cristo governa nossa vida.
Paulo repete esse princípio em Romanos 13.1–7, mostrando que a submissão é uma forma de adorar a Deus.
Aplicação: O cristão deve ser o melhor cidadão, respeitando leis, pagando impostos e vivendo de forma que não dê motivo de escândalo.
Isso é especialmente relevante em um tempo de desconfiança e hostilidade às autoridades.
Nossa submissão deve apontar para o Reino de Deus, mostrando que somos embaixadores de Cristo.
2. Prontidão para Boas Obras – Vida Ativa no Mundo
“…prontos para toda boa obra.” (v. 1b)
Exegese: “Prontos” (gr. hetoimos) implica disposição imediata e voluntária.
Não é apenas evitar o mal, mas agir ativamente para promover o bem — caridade, justiça, socorro aos necessitados.
Aplicação: A igreja deve ser conhecida não só por aquilo que condena, mas pelo bem que promove.
Boas obras são a vitrine do evangelho diante de um mundo que nos observa.
Praticar boas obras na comunidade abre portas para o evangelho ( Mateus 5.16 “Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus.” ).
3. Comportamento Relacional – Espírito de Mansidão
“Não difamem a ninguém, nem sejam contenciosos, mas cordatos, mostrando toda mansidão para com todos os homens.” (v. 2)
Exegese: “Difamar” (blasphēmein): falar mal, destruir a reputação alheia.
“Contenciosos” (amachos): briguentos, provocadores de conflito.
“Cordatos” (epieikēs): gentis, razoáveis.
“Mansidão” (prautēs): força sob controle, atitude humilde.
Aplicação: Um cristão que vive brigando, falando mal ou espalhando fofoca contradiz o evangelho que prega.
Devemos ser conhecidos por respostas suaves, reconciliação e atitudes de paz.
A mansidão é uma marca de Cristo (Mateus 11.29 “Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso para a sua alma.” ) e deve ser evidente em nós.
Frase de teólogo: “A língua do cristão deve ser instrumento de cura, não de ferida.” – Warren Wiersbe
Frase de transição: Mas só conseguimos viver assim porque fomos transformados pela graça.
II. Misericórdia e Regeneração – A Base da Transformação (v. 3–7)
1. Nossa Antiga Condição – O Retrato da Humanidade sem Cristo (v. 3)
“Pois nós também, outrora, éramos insensatos, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros.”
Exegese: “Insensatos” (anoētos): sem entendimento espiritual, cegos para Deus.
“Desobedientes” (apeithēs): rebeldes à verdade, resistentes à vontade divina.
“Escravos” (douleuō): dominados por paixões e desejos desordenados.
É uma descrição honesta e universal – todos estávamos nessa condição antes da graça.
Aplicação: Lembrar do passado gera humildade: não há lugar para arrogância espiritual.
Essa lembrança nos impede de condenar o pecador, e nos leva a compaixão e evangelização.
Faz-nos valorizar a transformação que Deus operou em nós.
2. Ação Salvadora de Deus – Amor e Misericórdia Revelados (v. 4–5)
“Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia, ele nos salvou…”
Exegese: “Manifestou” (epephanē): foi revelado de forma visível, como luz que rompeu as trevas.
“Misericórdia” (eleos): compaixão ativa, Deus intervindo para nos resgatar.
“Não por obras” – a salvação é totalmente pela graça; não há mérito humano.
O foco é Deus como sujeito da salvação – Ele agiu primeiro.
Aplicação: Ninguém é salvo por ser “bom cidadão” ou “religioso”.
Isso gera gratidão profunda e quebra o orgulho espiritual.
Devemos proclamar que a salvação é obra de Deus, não do homem.
3. Regeneração e Renovação – A Obra do Espírito Santo (v. 5b–6)
“…mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador.”
Exegese: “Regeneração” (palingenesia): novo nascimento, nova vida espiritual (João 3.3 “Jesus respondeu: — Em verdade, em verdade lhe digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus.” ).
“Renovação” (anakainōsis): transformação contínua, mudança de mente e coração.
O Espírito Santo não age de forma limitada: foi “derramado ricamente” (plousiōs).
Aplicação: O cristão é nova criatura; sua vida não pode ser igual ao passado.
Essa renovação é contínua – precisamos ser cheios do Espírito para viver em santidade.
É o Espírito que nos capacita a realizar boas obras.
4. Resultado: Justificação e Esperança (v. 7)
“Afim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.”
Exegese: “Justificados” (dikaioō): declarados justos diante de Deus.
“Herdeiros”: temos direito às promessas de Deus.
“Esperança da vida eterna”: certeza firme, não expectativa incerta.
Aplicação: Nossa identidade mudou: não somos mais condenados, mas herdeiros.
Essa esperança deve nos dar alegria, segurança e coragem para viver no mundo.
Uma igreja que vive com essa esperança é uma igreja missionária.
Frase de teólogo: “A graça não apenas nos livra da culpa, mas nos livra do poder do pecado.” John Wesley
Frase de transição: Por termos recebido tão grande salvação, somos chamados a insistir no bem e proteger a unidade.
III. Boas Obras e Unidade – A Missão da Igreja (v. 8–11)
1. Palavra Fiel – O Ensinamento que Produz Fruto (v. 8a)
“Fiel é esta palavra; e quero que, no tocante a estas coisas, faças afirmação confiadamente, para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras.”
Palavras-chave: Fiel, afirmação, solícitos, boas obras
Exegese: “Fiel” (pistos ho logos): algo digno de total confiança. Paulo diz que o que foi ensinado (a graça de Deus que salva) é uma verdade firme.
“Afirmação confiadamente” (diabebaioō): proclamar com segurança, insistir no ensino.
“Solícitos” (phrontizō): preocupar-se, aplicar-se intencionalmente, não de forma ocasional.
Aplicação: Pregação centrada no evangelho gera frutos de boas obras.
O pastor deve ensinar com clareza e confiança, não de forma tímida.
Crentes devem ver boas obras não como peso, mas como resultado natural da salvação.
Frase de teólogo: A graça não é desculpa para a preguiça, é combustível para o serviço.” Charles Spurgeon
2. Evitando Debates Inúteis – Preservando o Foco (v. 9)
“Evita discussões tolas, genealogias, contendas e debates acerca da lei; porque não têm utilidade e são fúteis.”
Palavras-chave: Evita, tolos, fúteis
Exegese: “Evita” (periïstēmi): afastar-se, dar a volta para não se envolver.
“Discussões tolas”: controvérsias sem edificação, que dividem mais do que ensinam.
“Genealogias e debates”: disputas intermináveis sobre tradições judaicas ou pontos sem importância para o evangelho.
Aplicação: Uma igreja saudável não se perde em polêmicas vazias nem vive em clima de briga.
É preciso discernimento: nem toda discussão é útil; algumas roubam tempo da missão.
No mundo de hoje, isso inclui brigas nas redes sociais, debates sem amor e fofocas.
Frase de teólogo: “Quando a igreja gasta mais energia debatendo entre si do que pregando ao mundo, ela perde o seu propósito.” – Warren Wiersbe
3. Lidar com o Faccioso – Protegendo a Unidade (v. 10–11)
“Quanto ao homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez, evita-o, sabendo que tal pessoa está pervertida, e vive pecando, e por si mesma está condenada.”
Palavras-chave: Faccioso, admoestar, evita-o, pervertida
Exegese: “Faccioso” (hairetikos): alguém que causa divisão, que insiste em sua própria opinião, gerando partidos.
O processo é paciente: admoestação uma, duas vezes — mostrando graça e chance de arrependimento.
Persistindo no erro, deve ser evitado para não contaminar a igreja.
Paulo é firme: divisão contínua é sinal de desvio espiritual e persistência no pecado.
Aplicação: Unidade não é opcional, é questão de testemunho.
Líderes devem confrontar quem promove divisões — primeiro com amor, depois com firmeza.
Cada crente é responsável por não ser causa de divisão, fofoca ou contenda.
Frase de teólogo: “Satanás nada teme tanto quanto uma igreja unida.” – Charles Spurgeon
Frase de transição para conclusão: Uma igreja que vive submissão, graça e boas obras se torna um farol de esperança para o mundo.
GRANDE IDEIA
A graça de Deus nos transforma para viver submissos, praticar boas obras e preservar a unidade, mostrando ao mundo quem é Cristo.
TEOLOGIA BÍBLICA
Mateus 5.16 “Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus.” Brilhar diante dos homens para que glorifiquem a Deus.
Romanos 13.1–7 “Que todos estejam sujeitos às autoridades superiores. Porque não há autoridade que não proceda de Deus, e as autoridades que existem foram por ele instituídas. Assim, aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus, e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Você quer viver sem medo da autoridade? Faça o bem e você terá louvor dela, pois a autoridade é ministro de Deus para o seu bem. Mas, se você fizer o mal, então tenha medo, porque não é sem motivo que a autoridade traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar quem pratica o mal. Portanto, é necessário que vocês se sujeitem à autoridade, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. É por isso também que vocês pagam impostos, porque as autoridades são ministros de Deus, atendendo constantemente a este serviço. Paguem a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.” – Submissão às autoridades é parte da vida cristã.
Efésios 2.8–10 “Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” Salvos para boas obras.
João 17.21 “a fim de que todos sejam um. E como tu, ó Pai, estás em mim e eu em ti, também eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.” – Unidade como testemunho do evangelho.
RESPOSTA DESEJADA
Que a igreja viva de forma intencional e visível: cidadãos obedientes, servos dispostos para boas obras e mantenedores da paz e unidade.
APLICAÇÃO
1. Examine sua submissão: sua postura diante de autoridades e leis glorifica a Deus?
2. Pratique boas obras: escolha uma ação concreta de serviço esta semana.
3. Proteja a unidade: corte discussões inúteis, promova reconciliação.
4. Seja voz de paz: nas redes sociais, na família, no trabalho.
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