A Preeminência de Cristo
Colossenses • Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 19 viewsNotes
Transcript
Sermão 3 – Colossenses 1:15-23
Sermão 3 – Colossenses 1:15-23
Tema: A Preeminência de Cristo
Introdução
Introdução
Se alguém lhe pedisse para descrever quem é Cristo, o que você diria? O texto de Colossenses 1:15-23 nos apresenta diversas características de quem é Jesus e do que Ele fez na vida dos colossenses. Paulo mostra àquela igreja que Cristo era totalmente suficiente para a salvação. Somente por meio d’Ele há reconciliação com Deus.
Os falsos mestres, porém, tentavam acrescentar tradições humanas e doutrinas estranhas às Escrituras, como se fossem necessárias para a salvação. Diante disso, Paulo reafirma a centralidade de Cristo. Podemos dividir o texto em três partes:
A preeminência de Cristo na criação (vv. 15-17)
A preeminência de Cristo na redenção (vv. 18-20)
A reconciliação pelo amor de Cristo (vv. 21-23)
1. A Preeminência de Cristo na Criação (vv. 15-17)
1. A Preeminência de Cristo na Criação (vv. 15-17)
A imagem do Deus invisível – Em Gênesis 1:27 lemos que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus e recebeu domínio sobre a criação (cf. Sl 8). Contudo, aqui Paulo não afirma que Cristo foi criado à imagem de Deus, mas que Ele é o próprio Deus, a manifestação visível do Deus invisível. Ele é a revelação perfeita de Deus (cf. 2Co 4:4; Jo 1:18; Jo 14:6-9).
O Primogênito de toda a criação – “Primogênito” aqui não significa “primeira criatura criada”, como ensinam as Testemunhas de Jeová, mas aponta para Cristo como o originador e supremo sobre toda a criação.
Nele foram criadas todas as coisas – Tudo foi criado por meio Dele e para Ele (cf. Rm 11:36; 1Co 10:31). Cristo é o agente e também o alvo da criação. Isso refuta qualquer culto a anjos (cf. Cl 2:18), pois tanto as coisas visíveis quanto as invisíveis foram criadas por Ele.
Ele é antes de todas as coisas – Paulo destaca a eternidade de Cristo. Ele é o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último (Ap 22:13).
Nele tudo subsiste – Cristo não apenas criou o universo, mas também o sustenta. A ordem da criação revela Seu cuidado contínuo. Diferente do deísmo, que crê em um Deus distante, Cristo é transcendente e, ao mesmo tempo, imanente.
2. A Preeminência de Cristo na Redenção (vv. 18-20)
2. A Preeminência de Cristo na Redenção (vv. 18-20)
Ele é a cabeça do corpo, a Igreja – Em Romanos e 1 Coríntios Paulo enfatiza a Igreja como corpo. Em Colossenses, porém, ele destaca que Cristo é a cabeça, de quem o corpo depende para viver.
O princípio, o primogênito dentre os mortos – Refere-se à ressurreição. Cristo foi as primícias dentre os mortos (1Co 15:20), inaugurando a esperança de uma nova vida. Sem a ressurreição de Cristo, não haveria cristianismo.
Nele residiu toda a plenitude da divindade – Paulo reafirma a plena divindade de Cristo (cf. Cl 2:9). Não há falta, nem necessidade de complementos.
Fez a paz pelo sangue da cruz – Por natureza, éramos inimigos de Deus. O pecado nos afastou d’Ele, mas Cristo, em Seu sacrifício, reconciliou-nos com o Pai.
Reconciliar consigo todas as coisas – O pecado afetou toda a criação, trazendo morte, doença e catástrofes. Mas Cristo veio restaurar todas as coisas. A própria natureza aguarda essa redenção (Rm 8:18-25).
3. A Reconciliação pelo Amor de Cristo (vv. 21-23)
3. A Reconciliação pelo Amor de Cristo (vv. 21-23)
Antes, inimigos de Deus – Paulo lembra os colossenses de que, outrora, estavam afastados de Cristo, vivendo em práticas pecaminosas (cf. Cl 3:5-8).
Agora, reconciliados em Seu corpo – Cristo veio em carne e morreu por nós. Contra o docetismo, Paulo afirma que Ele assumiu um corpo real. Pela Sua morte, fomos tornados santos, inculpáveis e irrepreensíveis diante de Deus.
Permanecei firmes na fé – Os colossenses precisavam perseverar, pois alguns já estavam sendo enganados pelos falsos mestres. A perseverança, contudo, não é fruto apenas do esforço humano, mas é obra do Espírito Santo em nós (cf. Fp 2:12-13; Jo 10:28-29).
Aplicações
Aplicações
Gratidão – Reconhecer quem éramos e quem Cristo nos tornou desperta em nós gratidão e amor, ainda que não mereçamos.
Segurança – Saber que Cristo está no controle de todas as coisas nos traz paz, mesmo em meio a um mundo incerto.
Esperança – A ressurreição de Cristo é garantia de que também ressuscitaremos com Ele. Mesmo que muitos duvidem de Sua volta, temos a certeza de que Ele voltará e nos levará consigo.
Conclusão
Conclusão
Colossenses 1:15-23 nos mostra a centralidade e suficiência de Cristo. Ele é o Criador e Sustentador do universo, o Redentor da Igreja e o Reconciliador de todas as coisas. A fé cristã não precisa de complementos humanos; ela está firmada em Cristo somente. Por isso, gratidão, segurança e esperança devem marcar a vida de todo aquele que pertence a Ele.
