A Besta do Apocalipse

A Verdade Revelada - Semana da Esperança 2025  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Introdução

No ano de 1938 nos estados unidos, aconteceu um episódio onde uma rádio transmitiu a peça “A Guerra dos Mundos”, porém, ela foi contada como se fosse uma notícia ao vivo. Então aquela narrativa de invasão alienígena deixou milhares de pessoas desesperadas. Porém, não era lógico essas pessoas pararem e pensarem: “Se fosse verdade, todos os jornais estariam noticiando também”. Mas não: muitos se levaram pelo pânico, choraram, fugiram. É uma história que hoje conseguimos olhar e dar risada. Porém, nos traz uma lição que é muito presente em nossos dias: Muitas vezes a verdade está na nossa frente, porém, mesmo assim somos enganados por algo.
E o nosso tema de hoje está totalmente ligado a isso. Nós sabemos que o inimigo é muito astuto em seus planos e tentará ao máximo nos enganar. Porém, Deus já nos deu as respostas e podemos nos previnir contra esses enganos.
O tema de hoje é sobre a besta do apocalipse.
Paulo nos advertiu quanto a esse engano. 2Tessalonicenses 2.3–4 “Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.”
O mais trágico é que esse poder conseguiria arrebanhar seguidores. Muitas pessoas, sinceras ou não, seriam levadas por essa falsa manifestação religiosa. No capítulo 13 de Apocalipse, encontramos duas bestas: uma que sai do mar e outra que sai da terra. Na linguagem profética, besta significa um poder ou reino. Por exemplo, no livro de Daniel, o capítulo 7 fala de quatro bestas que são símbolos dos impérios da Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma.

A besta que surge do mar

Apocalipse 13.1 “Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia.”
O próprio livro do Apocalipse vai esclarecendo alguns pontos da revelação. No capítulo 17, há uma explicação sobre os símbolos dessa visão: Apocalipse 17.9 “Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis,”
Temos uma chave para a interpretação dessa besta. No 1° século, Roma ficou bastante conhecida como a cidade localizada sobre as sete colinas. Vocês se lembram quando João escreveu o Apocalipse? No primeiro século, ano 95.
A descrição de Apocalipse continua dando outras características desse poder: Apocalipse 13.2–8 “A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela? Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu. Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.”
No texto que acabamos de ler, temos algumas informações muito importantes:
1. É um poder religioso, pois recebe adoração dos homens. Diz a Bíblia que “adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra”.
2. Também é um poder político com alcance mundial. O verso 7 diz que: “Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação [...]”.
3. Em determinado momento da história, esse poder perderia sua força quando uma de suas cabeças fosse golpeada de morte. No entanto, isso não representaria o fim desse poder, pois sua ferida mortal seria curada.
4. Esse poder blasfema contra Deus, colocando-se no lugar Dele. Tinha uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias.
5. O povo de Deus seria perseguido por esse poder que sairia como vencedor durante 42 meses, cada mês têm 30 dias, ou seja 1260 dias, como sabemos que em linguagem profética cada dia equivale a um ano, temos 1.260 anos.
Nos dias de hoje, você conhece algum poder religioso que exerça uma influência política poderosa e cuja autoridade seja sentida em cada tribo, língua e nação? Esse poder, inimigo de Deus, tem tentado mudar os tempos e as leis, como está escrito no livro do profeta Daniel? Qual foi o poder que por 1.260 anos perseguiu os cristãos que queriam ser leais à Bíblia? A resposta é clara, mas ao mesmo tempo chocante para alguns.
Começou em 538, com o edito de Justiniano, reconhecendo a supremacia do bispo de Roma, e termina em 1798, com o aprisionamento do Papa Pio VI. A história registra muitos atos sanguinários produzidos por esse poder religioso durante os 1.260 anos em que a besta do mar teve poder para agir. Por exemplo, os valdenses, liderados por Pedro Valdo, negavam a supremacia de Roma, rejeitavam o culto às imagens como idolatria e eram guardadores do sábado bíblico. Por causa dessas crenças, foram perseguidos. Outro triste relato é o da Noite de São Bartolomeu, em 1572. O massacre começou em Paris e espalhou-se por toda a França ao longo de vários meses, resultando na morte de milhares de protestantes. Nesse período, a perseguição religiosa é identificada como a Inquisição. E não foi apenas nos países europeus que ocorreram essas perseguições. Tribunais da inquisição funcionaram no México e no Peru. Na cidade de Lima, capital peruana, existe até o Museu da Inquisição, onde se conservam até hoje alguns instrumentos de tortura.

A ferida mortal

Em 1798, ao terminarem os 1.260 anos de poder perseguidor, a prisão do papa Pio VI causou a ferida mortal no poder religioso romano. O edito de Justiniano foi cancelado, e o papado foi desapropriado dos cinco estados que tinha dentro da Itália. A ferida foi tão profunda que parecia que o poder romano não se restabeleceria. Mas, o texto bíblico diz que a ferida seria curada. Em 1929, começou o processo de cura. Benito Mussolini assinou o Tratado de Latrão, dando-lhe 44 hectares de terra que hoje constituem o Estado do Vaticano, recuperando assim o poder temporal perdido em 1798. Desde então, a força do poder romano religioso tem crescido. Viagens por todos os países do mundo, demonstrações de poder aclamadas por multidões. Hoje, as blasfêmias contra Deus são facilmente percebidas nesse poder religioso. Por exemplo, a pretensão de perdoar pecados. Quando o Senhor Jesus voltou ao Céu, Pedro afirmou que não tinha poder para perdoar pecados em Atos 8:20-23. Aquele que se propõe a perdoar pecados está, na verdade, cometendo blasfêmia.
De acordo com Efésios 5:23, Cristo é o cabeça da Igreja. Nenhum outro ser pode exercer essa função. Mas, infelizmente, encontramos a figura de um homem sendo colocado como o cabeça, o líder maior que tem poderes infalíveis de até mudar a lei de Deus.Também aceita homenagens que na Bíblia correspondem ao ato de adoração que devem ser unicamente dadas a Deus. Estou falando especificamente da prática de ajoelhar-se diante de um ser humano. Um anjo de Deus proibiu João de ajoelhar-se diante dele, explicando que essa atitude deveria apenas ser praticada apenas diante de Deus. Por isso, esse poder pode ser identificado como o anticristo, ou seja, aquele que se coloca no lugar de Cristo e, com isso, também se opõe a Jesus.Eu peço neste momento que o Espírito Santo ilumine sua mente e lhe ajude a tirar suas próprias conclusões com base na Bíblia. Você também tem que decidir-se por qual caminho vai seguir.

A segunda besta e o número 666

Na continuação da visão em Apocalipse 13, surge agora outra besta, a segunda:
Apocalipse 13.11–18 “Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada. Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens. Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu; e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta. A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.”
Vamos listar as características desse poder:
1. É um poder que no início parece com um cordeiro, mas depois, fala como dragão. O cordeiro na Bíblia é o símbolo de Jesus. O dragão é o símbolo do diabo. Isso significa que, no começo, esse poder era cristão, mas depois, houve uma mudança, pois passou a ser do dragão.
2. Esse poder coloca toda a sua força à disposição da primeira besta. Ele tem como objetivo levar os habitantes da Terra a adorar a primeira besta. Esse poder não exige adoração para si mesmo, mas sim para a primeira besta.
3. Esse poder chama atenção dos outros, pois faz cair até fogo do céu.
4. Exige também obediência à imagem da besta. Imagem é algo que se parece com o original, mas não é.
5. Quem não prestar adoração à imagem da besta, chega-se ao limite de decretar a morte.
6. Ordena que uma marca seja colocada sobre a fronte e a mão direita daqueles que se recusam a obedecer a primeira besta para que não possam comprar ou vender.
Diante dessas características, podemos identificar de quem estamos falando como a segunda besta. Existe algum país que no início de sua história era cristão, que foi criado com o objetivo de trazer liberdade religiosa, mas que depois se tornou secular, berço de quase todos os tipos de filosofias e ideologias que afastam as pessoas de Deus? Qual é o país que, com seu poderio militar, interfere em qualquer nação, fazendo valer a sua vontade? Qual país que poderia obrigar os seres humanos a prestarem adoração ao primeiro poder?
A resposta é fácil, pois vemos tudo o que acontece ao nosso redor todos os dias.
O último verso de Apocalipse 13 diz o seguinte: Apocalipse 13.18 “Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.”
Há muito tempo, estudantes da Bíblia têm demonstrado grande interesse em identificar quem é o número 666. Esse número tem gerado muitas especulações entre os estudiosos da Bíblia. Para identificarmos o que representa esse número, é bom entendermos um pouco da numerologia bíblica.
O número 4 representa ou simboliza a universalidade ou totalidade. O 7 representa o descanso e a perfeição. O número 7 aparece 323 vezes em toda a Bíblia e, em todas elas, refere-se a Deus e Suas obras de misericórdia e juízo. O número 7 é símbolo de Deus, Seu poder e do Seu governo.
O número 12 representa o povo do pacto de Deus ou a igreja. Já o número 6 é o símbolo do homem sem Deus e sem o descanso que Deus lhe dá. O número 6 aponta para o dia da criação do homem, conforme Gênesis 1:26. Na época do império da Babilônia, o número 6 era a base do sistema sexagesimal que estava relacionado com a matemática, a astronomia e a astrologia dos sacerdotes babilônicos.
Na religião babilônica, o número 6 representava o deus menor, 60 o deus maior e 600 era o número da totalidade dos seus deuses. Temos aqui a unidade, a dezena e a centena que, somadas resultam em 666, coincidindo com o número da besta do Apocalipse. Um exemplo bíblico do uso do número 6 em Babilônia é a história na qual Nabucodonosor fez uma estátua de ouro que media 60 côvados de altura e 6 côvados de largura para que as pessoas adorassem quando ele desse a ordem.
O número 666 aponta para o esforço do anticristo de exaltar o homem no lugar de Deus e de Jesus. João, em Apocalipse 13:18, declara de forma específica que o número 666 “é número de homem”.
A informação de que os santos venceram “a besta, a sua imagem e o número do seu nome” em Apocalipse 15:2 é valiosa. A vitória sobre o número 666 não indica uma vitória em ingenuidade matemática, mas sim a vitória sobre o nome ou o caráter de “autoendeusamento” da besta.
É um engano que leva as pessoas a substituírem o divino pelo humano. Esse erro tranquiliza suas consciências, fazendo-as acreditar que estão servindo a Deus, quando, na realidade, são servas do diabo, que se disfarça como líder religioso.
Estamos no meio do grande conflito. Deus nos deu as ferramentas para compreendermos o tempo e a situação que estamos vivendo. O Apocalipse faz uma advertência àqueles que adoram a besta ou sua imagem, representando a união das duas bestas:
Apocalipse 14.9–11 “Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome.”
Sendo que estamos no fim do tempo da graça, Deus proclama a mais solene repreensão para que os seres humanos não participem do culto à besta. Ao mesmo tempo, Ele aponta para as terríveis consequências que aqueles que decidirem pelo caminho do erro terão.
A besta tem uma marca, um sinal que será colocado sobre os que se perdem. E Deus está abrindo seus olhos agora para que esse sinal não seja seu também. Você tem neste momento uma grande oportunidade de não aceitar o engano e decidir pela verdade.

Apelo

Eu não te conheço profundamente, mas eu sei que todos os nós temos dentro de nós o grande conflito, temos a batalha do bem contra o mal. Deus está te dando a oportunidade nesse momento de ouvir a verdade revelada.
Talvez na sua cabeça tudo faça sentido, mas o seu coração não quer aceitar
É chegada a hora de partir para um novo horizonte: deixar para trás tudo o que você acreditou de errado até aqui e agora aceitar pela fé a mensagem clara que vem da Palavra de Deus.
Uma coisa é fato, nesse mundo, a verdade dói, mas a mentira mata. E você de que lado ficará? Da verdade ou da mentira?
Talvez você esteja em um grande impasse. A cabeça compreende, mas o coração não aceita. É chegada a hora de partir para um novo horizonte: deixar para trás tudo o que você acreditou de errado até aqui e agora aceitar pela fé a mensagem clara que vem da Palavra de Deus.
Amigos nós não podemos ser o povo da tradição, o povo da novidade. Temos que ser o povo da palavra, o povo da Bíblia.
Hoje é o dia de decisão, eu te peço por favor, não saia por aquela porta sem tomar uma decisão. Escolha estar ao lado de Deus, escolha pela verdade!
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