EBI Atos 16.16-40
A conversão do carcereiro
Sempre que a igreja se desenvolve, Satanás procura bloquear o trabalho dos servos de Deus. Por exemplo, em Samaria, Simão, o mágico, ofereceu dinheiro a Pedro e João a fim de obter o dom do Espírito Santo (8.18–19); na ilha de Chipre, Elimas se opôs a Paulo e Barnabé, tentando persuadir o procônsul Sérgio Paulo a não crer em Jesus Cristo (13.7–8). Por semelhante forma, em Filipos, Satanás usa uma jovem endemoninhada para frustrar o trabalho dos missionários.
A caminho do lugar de oração, uma jovem escrava que possui o espírito de adivinhação encontra os missionários. No grego, Lucas escreve que ela tem um espírito chamado Píton, que os tradutores vertem como “adivinhação”. A palavra Píton se referia à serpente lendária que guardava o Oráculo Délfico, um santuário no centro da Grécia, mas que fora morta por Apolo, o deus da profecia
A jovem escrava segue os missionários; clamando em alta voz, ela informa ao público a identidade de Paulo e seus companheiros: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo, que estão proclamando a vocês o caminho da salvação”. Em si mesma, essa confissão é nobre, desde que parta do coração de um crente e na forma de uma declaração de fé. Mas o reconhecimento vem indiretamente de Satanás que, usando essa moça, está tentando diminuir a eficácia do ministério de Paulo
Suspeitamos que os gritos da moça fizeram com que muita gente se reunisse e ouvisse Paulo e seus amigos. Todos podiam ouvir a mensagem de salvação. Mas os contínuos gritos da moça passaram a ser um estorvo para o apóstolo na pregação do evangelho e o transtorno o perturbou de maneira tal que ele teve de intervir e se dirigir ao demônio que habitava a moça.
Paulo confronta o demônio no nome de Jesus Cristo, isto é, na autoridade que Jesus lhe dera, ele diz ao demônio para se retirar da moça. Paulo clama o nome de Jesus da mesma forma que Pedro o fez para a cura do paralítico na área do templo de Jerusalém (3.6). Assim como Jesus curou as pessoas possuídas por demônios em Israel, assim também, por intermédio de seu servo Paulo, ele expulsa o demônio da jovem escrava em Filipos. Assim como Jesus deu aos apóstolos poder sobre os espíritos imundos (
16.19–21
Dando-se conta de que acabara sua renda provinda das adivinhações da moça, seus donos expressaram sua raiva contra Paulo e Silas. Irados, eles agarram os missionários e os arrastam para a praça do mercado a fim de colocá-los diante dos governantes da cidade
Os proprietários da moça escrava estavam agindo de acordo com as leis romanas quando prenderam Paulo e Silas e se queixaram deles perante as autoridades da cidade
Os acusadores apresentam uma dupla denúncia contra Paulo e Silas: primeiro, “estes homens, como judeus, estão colocando nossa cidade em confusão”; em segundo lugar, “eles estão proclamando costumes que nós, como romanos, não podemos aceitar nem praticar”. Porém, com essas acusações, eles obscurecem a causa de seu descontentamento; não é dita uma palavra sequer acerca da jovem escrava e da perda de renda
16.22–24
As pessoas ouvem os acusadores de Paulo e Silas. Então elas também erguem suas vozes para atacar os missionários. Somente os gritos e insultos da turba são ouvidos; as vozes dos missionários são abafadas. Influenciados pela emotividade da multidão, os magistrados passam por cima dos procedimentos legais. Em vez de ouvir os acusados e detê-los para aguardarem julgamento, os dois juízes, precipitadamente, dão ordens para que Paulo e Silas sejam despidos e açoitados com varas
As pessoas ouvem os acusadores de Paulo e Silas. Então elas também erguem suas vozes para atacar os missionários. Somente os gritos e insultos da turba são ouvidos; as vozes dos missionários são abafadas. Influenciados pela emotividade da multidão, os magistrados passam por cima dos procedimentos legais. Em vez de ouvir os acusados e detê-los para aguardarem julgamento, os dois juízes, precipitadamente, dão ordens para que Paulo e Silas sejam despidos e açoitados com varas
Os magistrados haviam instruído os oficiais a aplicarem muitos golpes fortes nas costas desnudas de Paulo e Silas. Quando os missionários estão mais mortos do que vivos, os magistrados ordenam que sejam lançados no cárcere
Na parte externa da cadeia, os presos tinham liberdade de caminhar e encontrar amigos e parentes, mas a parte interna era escura e feita para manter os presos submetidos a confinamento rígido. Ali o carcereiro meteu as pernas dos apóstolos no tronco para tornar a fuga impossível. Ser confinado ao tronco era tortura, especialmente quando as pernas eram forçadas a ficar separadas e colocadas em buracos afastados uns dos outros. Paulo e Silas foram tratados como criminosos indignos de qualquer conforto humano. Todavia, para os missionários, o poder de Deus se tornou evidente em sua hora mais sombria
