Sermão do Monte - O homicida
Notes
Transcript
INTRODUÇÃO • Deve ser pertinente • Deve ter uma ideia dominante • Não deve ser extensa • Deve servir como um portal • Deve conter uma questão principal • Deve ser atrativa • Deve oferecer uma imagem
SENTENÇA DE TRANSIÇÃO • Deve apresentar a estrutura do texto • Deve explicitar o caminho que o sermão trilhará • Deve ficar claro na exposição
EXPOSIÇÃO • Precisa se preocupar com o sentido do texto • Deve considerar o contexto histórico • Pode conter a explicação de termos centrais para a captação do sentido • Deve ter uma linha condutora • Deve compor a maior parte do sermão • Deve ser rica em detalhes
CONCLUSÃO • Deve retomar as questões da introdução • Deve explicitar o Evangelho • Deve conter a principal aplicação • Deve considerar os diferentes ouvintes • Deve ser enérgica
APLICAÇÕES • Pode ser realizada ao longo da exposição • Pode ser reservada exclusivamente para a conclusão • Deve considerar os ouvintes • Deve ser sensível as questões contemporâneas
INTRODUÇÃO
Existem pessoas que costumam pensar assim.
“Não aguento ficar muito tempo perto dessa pessoa, ele só dá bola fora”
ou
“Aquele irmão lá não bate muito bem não, se eu puder eu evito”
ou
“Putz, essa pessoa pra mim não dá mais”
Sou só eu que penso assim?
SENTENÇA DE TRANSIÇÃO
No sermão do monte Jesus nos deu várias instruções, e algumas delas a respeito desse tipo de situação.
Nós vamos analisar essa passagem em 3 partes. Primeiro vamos ver o que Jesus quis dizer sobre a prática do homicídio. Depois a obediência versus o sacrifício e por fim quem deve ser amado e quem pode ser odiado.
EXPOSIÇÃO
Logo após Jesus dizer que ele era o cumprimento da Lei, ele apresenta uma série de ensinos conhecidos da lei mas que precisavam de um ajuste, de uma releitura, uma correção.
Esses eram ensinamentos, entendimentos, apresentados pelos fariseus ao povo. Jesus inclusive faz um alerta de que o julgo dos fariseus era muito pesado, enquanto o dEle era suave e fardo leve.
Não somente era pesado como também representava a lei incorretamente. O entendimento estava muito no exercício prático do ato e não na intencionalidade.
Um exemplo disso é o próprio sábado, em que Jesus nos ensina que o “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.”
Entendendo isso nos ajuda a colocar em perspectiva a série de ensinamentos que Jesus dará a seguir e como devemos colocar em prática.
O primeiro deles é sobre o homicídio. Quem aqui já matou alguém?
Mateus 5.21 diz assim
O Homicídio
21 “Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não matarás’, e ‘quem matar estará sujeito a julgamento’.
22 Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento.
Também, qualquer que disser a seu irmão: ‘Racá’, (estúpido, tolo) será levado ao tribunal. E qualquer que disser: ‘Louco!’, corre o risco de ir para o fogo do inferno.
23 “Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, 24 deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta.
25 “Entre em acordo depressa com seu adversário que pretende levá-lo ao tribunal. Faça isso enquanto ainda estiver com ele a caminho, pois, caso contrário, ele poderá entregá-lo ao juiz, e o juiz ao guarda, e você poderá ser jogado na prisão. 26 Eu lhe garanto que você não sairá de lá enquanto não pagar o último centavo.
Primeira Parte
Matar pode ir muito além do ato físico, mas também quando matamos alguém no coração. Temos também a ira, e temos também o xingamento. Jesus já começa trazendo algo que talvez seja representação do maio índice de homicídios no mundo. Na igreja vivemos uma verdadeira chacina.
Porque será que não conseguimos colocar em prática esse mandamento tão claro de Jesus?
Segundo Parte
Quando ouvimos “deixe sua oferta no altar”. O que vem a cabeça de vocês?
Ligamos oferta ao dinheiro, mas será que oferta é só dinheiro?
Aqui me parece que não importa o quanto você serve, oferta, e gera frutos na casa do Senhor. Se tem problemas com um irmão, precisa se reconciliar rápido.
Jesus nos orienta em termos bom relacionamento com nossos irmãos e não crer que a oferta, o sacrifício pode justificar nossas atitudes. Fazer mais pra Deus não vai limpar nossa barra.
No livro de Samuel, o profeta diz a Saul, é melhor obedecer do que sacrificar, quando Saul deixa de matar os animais da terra invadida sobre o pretexto de realizar sacrifício a Deus. Uma vida de sacrifícios nunca poderá nos redimir uma desobediência.
Porque não temos obedecido e amado nosso próximo?
Terceira Parte
Na terceira parte a situação ficou um pouco pior. Agora Jesus muda a cena de irmão para adversário.
Não devemos apenas estarmos em bons termos com nossos irmãos, mais também nossos adversários. Lembra da pergunta “Quem é o meu próximo” do mestre da lei?
Jesus nos ensina que todos são nossos próximos, não devemos fazer distinção.
CONCLUSÃO • Deve retomar as questões da introdução • Deve explicitar o Evangelho • Deve conter a principal aplicação • Deve considerar os diferentes ouvintes • Deve ser enérgica
Irmãos, a verdade é que tem um ponto aqui nesse passagem que deveria nos deixar desesperados. “Sendo assim que poderá ser salvo”?
Pois veja:
Quem se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento.
Qualquer que disser a seu irmão: tolo e estúpido está sujeito ao fogo do inferno.
Nosso sacrifício e oferta não será aceito enquanto não nos reconciliarmos com nosso irmão.
Se acerte também com o seu adversário.
Olhando por esse lado, o ensinamento de Jesus não parece assim mais leves que os fariseus, o que difere então?
O ponto é que no conceito do fariseu da Lei, a justificação, redenção, vem pelo cumprimento da lei. Porém é inevitável vivermos em concordância 100% por ela, assim sendo já estaríamos condenados.
Porém evangelho é ao contrário. Nós agimos diferentes não pra sermos salvos, nós devemos agir assim por que somos salvo, e graças a Deus por isso.
Deus nos criou pra vivermos em amor, mas nós escolhemos o pecado e nos distanciamos dele. O homem começou odiando a Deus e ao seu próximo, quando deveríamos amar a Deus e o próximo.
Nós devemos deixar de chamar nosso irmão de tolo porque nós mesmos somos dos tolos os piores, porém mesmo assim não fomos abandonados. Pensa quantas vezes a gente faz alguma coisa errada e Deus olha pra gente e pensa “meu filho, não é possível, que vc está falando um negócio desse”.
Nós devemos deixar nossa oferta no altar e irmos até nosso irmão porque nós, os maiores merecedores da irá de Deus, recebemos misericórdia. A gente quer sacrificar igual Saul pra sermos aceitos por Deus, mas em Isaías 64.6b diz “6 Todos os nossos atos de justiça são como trapo imundo.” É o sacrifício de Cristo que nos declara justos e nos faz santos, não o nosso mesmo.
Nós ajustamos os termos com nossos inimigos não porque somos benevolentes, mas porque nós mesmos fomos adversários de Deus e ele nos perdoou, pagou o preço da morte por nós e nos resgatou da justiça eterna.
A gente precisa parar de ser tão presunçoso, arrogante, convencido, olhando para o nosso próximo com desprezo porque nós mesmos somos merecedores de tão alta punição mas recebemos amor, redenção e uma vida eterna pra morar no céu.
A fardo é leve porque é impossível que agente consiga fazer o bem e mesmo assim Ele nos amou e nos salvou. E tudo graças a Ele. Por isso somos gratos.
Amém
