170 - O Poder do Louvor

O Evangelho segundo Jesus  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Reflexão bíblica temática sobre o poder do louvor do ponto de vista bíblico na vida daqueles que servem ao Senhor e o buscam

Notes
Transcript

Adoradores em Espírito e Verdade... [John 4.19-26]

I. Texto Áureo:

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John 4:19–24 (NAA) — 19 A mulher então lhe disse: — Agora eu sei que o senhor é um profeta!
20 Nossos pais adoravam neste monte, mas vocês dizem que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.
21 Jesus respondeu: — Mulher, acredite no que digo: vem a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém vocês adorarão o Pai. 22 Vocês adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus.
23 Mas vem a hora — e já chegou — em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. Porque são esses que o Pai procura para seus adoradores.
24 Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. 25 A mulher respondeu: — Eu sei que virá o Messias, chamado Cristo. Quando ele vier, nos anunciará todas as coisas.
26 Então Jesus disse: — Eu sou o Messias, eu que estou falando com você.
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II. Desenvolvimento

— Era-lhe necessário passar pela Samaria

Para chegar à Galiléia, o texto afirma que “era-lhe necessário” atravessar a província de Samaria.
Havia opção geográfica diferente, mas ele “tinha” de passar por lá (v4).
Samaria era a região central da atual Palestina entre a Judéia e a Galileia.
Esta área foi o coração do Reino do Norte em Israel até a deportação assíria em 722 aC.
Os discípulos de Cristo haviam descido à cidade para comprar alimentos (v8) e Jesus, cansado pela viagem, se assentou à beira de uma fonte, por volta do meio-dia (hora sexta) v6.
Aproxima-se então uma mulher samaritana para retirar água no poço e Jesus lhe pede que dê água para beber (v7). # Inicia-se então um diálogo inusitado!
“Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana”? Disse-lhe (v9).

— Senhor, vejo que és profeta

Senhor, vejo que tu és profeta!
A mulher não deu explicações quanto ao marido que ela tinha, mas não era dela,
a mulher questiona a Jesus sobre o lugar onde se deve adorar a Deus!
Interessante guinada que ela deu à conversa!
A mulher samaritana está curiosa e “aproveita” estar diante de um profeta que denunciou abertamente sua vida pregressa, e quer discutir “religião”. _Onde eu devo adorar?
Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.
Se a questão era saber qual o local adequado para se adorar a Deus, a resposta de Jesus a conduziu para uma realidade muito mais ampla e infinitamente mais profunda!
(1) o local de adoração seria secundário;
(2) vocês, samaritanos sequer conhecem o que adoram;
(3) a salvação vem dos judeus – assim diz a Lei e os Profetas;
(4) a verdadeira adoração extrapola limites geográficos;
(5) a verdadeira adoração só ocorre em harmonia com a natureza distinta de Deus — ou seja, em espírito
(independe da forma ou da cerimônia), pois
a liturgia tem seu papel para aguçar a atenção humana,
mas Deus não se deixa levar pela forma;
(6) a verdadeira adoração exige relacionamento transparente com Ele;
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Enchei-vos do Espírito [Ephesians 5.18-20]

I. Texto Áureo

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Ephesians 5:18–20 “E não se embriaguem com vinho, pois isso leva à devassidão, mas deixem-se encher do Espírito, falando entre vocês com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando com o coração ao Senhor, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.”
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II. Desenvolvimento

Um hinário no coração da fé bíblica

Qual o livro da Bíblia que tem aceitação universal, até mesmo pelas seitas e incrédulos?
Qual o livro do AT mais citado pelos autores do NT?
Curiosamente, é o livro dos Salmos;
Inclusive, Salmos é o livro mais messiânico da Bíblia!
As páginas dos Salmos transbordam o Cristo, seus feitos, seus ditos, seus milagres, sua natureza;
Mas, o que é o Livro dos Salmos?
É o hinário judeu, simples assim!
É a compilação de cinco livros de cânticos do saltério judeu;
Um hinário - um livro de cânticos religiosos (se assim nos parecer mais familiar);
Aborda uma variedade enorme de temas acerca da vida humana, em relação com o Deus Criador;
Trata-se de música, boa música, poesia, expressando sentimentos humanos dirigidos a Deus “sem censura”;
Certo autor disse certa vez que: “os salmos chegam à mente através do coração”;
Nos Salmos encontramos absolutamente de tudo:
alegria, dor, aflição,
sabedoria, ensinamentos,
vislumbre de glória, grandeza de Deus,
gratidão, celebração, proclamação de vitórias;
expressão de ira ou indignação, desejo de vingança,
expressão de desânimo profundo, pedido de socorro;
arrependimento profundo, confissão de pecados, senso de restauração;
Nos Salmos alguém sempre rasga seu coração diante de Deus e o expõe àquele de quem nada se oculta;

Louvor e adoração nos primórdios da Igreja

E a Igreja do Senhor, nascida em um berço judaico, entendeu muito bem o meio comunicativo de Deus por meio das artes, da poesia e da música;
Desde cedo, a Igreja sempre adotou o Livro dos Salmos como a obra mais presente em sua liturgia e devocional diários;
Como disse Paulo:
Ephesians 5:18–20 “E não se embriaguem com vinho, pois isso leva à devassidão, mas deixem-se encher do Espírito, falando entre vocês com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando com o coração ao Senhor, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.”
Esta seria uma exortação válida, tanto para adoração doméstica, individual, bem como a coletiva, enquanto Igreja;
… encham-se do Espírito… Como?
falando entre vocês… O quê e por meio do quê?
...com salmos, hinos e cânticos espirituais… Como?
...cantando e louvando ao Senhor com o coração
...dando sempre graças por tudo a nosso Deus e pai
...em nome do nosso Senhor Jesus Cristo;

Louvor e adoração na Igreja Contemporânea

Muita coisa se fala acerca da musica e das artes no culto evangélico como expressão pura de louvor e adoração bíblica;
Existe praticamente uma indústria teológica, uma Igreja paralela onde o louvor (por meio da música) passa a ser o centro de tudo o que é relevante na Igreja;
E não há dúvida da importância do louvor na celebração do culto público;
O período de louvor claramente captura nossos afetos e nossas atenções para Deus e sua Palavra, não há dúvida nisso;
Vivemos em um mundo cheio de distrações, que roubam a nossa atenção e distorcem nossas prioridades o tempo todo;
Nesse sentido, um momento abençoado de louvor e adoração no culto mexe com nossos corações e nos ajuda a estarmos realmente presentes;
ao invés de satisfazer o vício da embriaguez do vinho, o cristão redimido, que ama o Senhor, deve se encher do Espírito de Deus, não deixando espaço para a idolatria dos sentidos e do orgulho.
Mas, como?
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Ephesians 5:18–20 (NAA) 18 E não se embriaguem com vinho, pois isso leva à devassidão, mas deixem-se encher do Espírito, 19 falando entre vocês com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando com o coração ao Senhor, 20 dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

III. Encerramento

Musicalidade nos “Tempos do Fim” - tempos modernos

Pensem no texto lido sobre “se encher do Espírito Santo de Deus” ocupando a mente com o louvor;
Seja isso no contexto do indivíduo ou mesmo na adoração coletiva;
Mas focando neste texto, pensando no louvor e na adoração coletiva da Igreja;
O que isso nos parece? Uma performance? Um show? Um espetáculo? Entretenimento religioso? Não!
Talvez o foco seja diferente: atração de energias positivas, êxtase psíquico-espiritual, uma busca do Absoluto! Não!
Não se trata de entretenimento, muito menos de um show, tampouco de um ato místico religioso que atrai o braço da divindade;
Trata-se de:
uma comunhão cristã genuina com os irmãos (falando entre vocês)
em um exercício totalmente espiritual de contemplação racional das grandezas de Deus;
louvando - engrandecendo ao Senhor - com o coração
ação de graças - reconhecimento da provisão e cuidado de Deus;
e sempre em o nome do Senhor Jesus, na sua presença, com sua mediação, seu sacerdócio;
Essencialmente, o louvor bíblico trata-se de uma sequencia harmônica, organizada, tocante de orações cantadas;
Louvar é orar em poesia, em ritmo e rima, é uma declaração de amor ao Deus que tudo pode;
Não é um mantra, ou um ritual místico que entramos em êxtase para tocar a essência divina;
Repito: Não se trata de entretenimento, trata-se de uma busca racional, voluntária, de comunhão com Deus por meio de Cristo;
Uma pergunta pra você e para mim:
Este é o louvor que temos praticado em nossa Igreja?
Espero, de todo o coração que sim!
Ocupemos a mente e o coração com as coisas de Deus - para que não haja espaço para outras coisas;
Certo ditado popular diz que: _Mente vazia é oficina do diabo
— Eu arriscaria dizer que o diabo tem pouco que se preocupar com alguém que não ocupa sua mente com as coisas do Senhor
Philippians 4:8–9 (NAA) 8 Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o pensamento de vocês. 9 O que também aprenderam, receberam e ouviram de mim, e o que viram em mim, isso ponham em prática; e o Deus da paz estará com vocês.
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