Exposição Êxodo 20:7 (Terceiro Mandamento)

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Texto Base

Êxodo 20.7 ARA
7 Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.

Introdução

Estamos diante da exposição do terceiro mandamento.
Vimos anteriormente que os mandamentos foram dados em um contexto de aliança. Deus havia libertado Israel da escravidão do Egito e agora os estava chamando para ser seu povo distinto em toda a terra. Para que eles se tornassem esse povo distinto, Deus deu a Israel mandamentos que deveriam ser observados.
Esses mandamentos são divididos em dois grandes blocos, do primeiro ao quarto mandamento temos ordenanças que regulam a adoração e o culto em Israel, estabelecendo como deveria ser a relação deles para com o Senhor. Do quinto ao décimo mandamento temos ordenanças a respeito de como deveriam ocorrer as relações interpessoais dentro dessa comunidades, estabelecendo assim a relação de uns para com os outros.
O terceiro mandamento se encontra dentro do primeiro bloco que regula a adoração e trata da relação de seu povo para com o Senhor.
Vimos anteriormente que:
O Primeiro mandamento regula o objeto de nossa adoração ou a quem o culto deve ser prestado. (Não terás outros deuses diante de mim)
O Segundo mandamento regula a forma desse culto, ou seja, como devemos adorar a Deus. (Não por imagens, mas em Espírito e em verdade)

Explicação

Iremos tratar agora do terceiro mandamento, que é composto em sua forma por:
1 - Uma proibição
2 - Um preceito positivo que deriva dessa proibição
3 - Uma advertência

1 - A proibição

Êxodo 20.7 ARA
7 Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão
Não
O mandamento começa com um categórico não.
Abordamos a característica desse não na exposição do primeiro mandamento.
No hebraico, existem duas maneiras principais de se formular uma proibição: apodítica e casuística.
A proibição apodítica é uma ordem imperativa, universal e permanente, que estabelece um padrão absoluto a ser seguido.
Já a forma casuística é usada em situações circunstanciais, geralmente aplicáveis a casos específicos.
Essas duas formas utilizam verbos negativos diferentes:
Para proibições perenes, a partícula usada é “lô”.
Para advertências ou conselhos temporários, usa-se “al”.
em nosso texto, o termo usado é “lô”, indicando que estamos diante de uma ordem permanente, inegociável e categórica. Este mandamento não pode ser relativizado, suavizado ou ignorado. Ele permanece como uma exigência absoluta de Deus ao Seu povo.
Ou seja, esse ‘não’ não é uma sugestão ou conselho — é um decreto divino absoluto e perpétuo
Tomarás
A palavra tomar no hebraico é a palavra “nasa” que tem o sentido de: tomar, levar, carregar.
O texto tem o sentido de: Não tome/Não carregue.
O nome do Senhor, teu Deus,
Aqui nós temos o objeto da frase, Israel não deveria carregar ou tomar o nome de Deus.
Nome da bíblia é algo muito importante e está relacionado a identidade, é um sinal distintivo do individuo.
Havia sido Deus que havia revelado seu próprio nome e esse nome era um distintivo pessoal de quem Ele era.
Em vão
A palavra hebraica para vão é “Shav” e carrega um sentido de: vacuidade, nulidade, mentira e inútil.
A proibição de não tomar o nome de Deus em vão carrega basicamente dois sentidos:

A - Conduta

Se levarmos em consideração o sentido da palavra tomar por carregar, percebemos que o mandamento não proíbe apenas palavras relacionadas ao nome de Deus, mas condutas de quem carrega o nome de Deus.
Biblicamente falando, sabemos que o povo de Deus é portador de seu nome.
2Crônicas 7.14 ARA
14 se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.
Atos dos Apóstolos 11.26 ARA
26 tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.
1Pedro 4.16 ARA
16 mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome.
Como a esposa carrega o nome de seu marido, assim a igreja carrega o nome de seu Senhor.

Aplicação

Como portadores do nome de Deus não podemos envergonhar esse nome por nossas condutas. O Apóstolo Paulo escrevendo a igreja de Roma diz que o nome de Deus era blasfemado entre os gentios por causa da conduta dos judeus.
Romanos 2.24–25 “24 Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa. 25 Porque a circuncisão tem valor se praticares a lei; se és, porém, transgressor da lei, a tua circuncisão já se tornou incircuncisão.”
Paulo explicita qual era a conduta contraditória: Romanos 2.21–23 “21 tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? 22 Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Abominas os ídolos e lhes roubas os templos? 23 Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?”

B - Respeito, reverência e temor.

A proibição também atinge o modo como devemos tratar o nome de Deus em nossos lábios, não é apenas pela conduta que se toma o nome de Deus em vão — também pelas palavras. Ao se falar o nome de Deus, deve-se se falar com respeito, reverência e temor.
A ideia é que não se deve usar o nome de Deus de maneira: fútil, mentirosa, nula ou vazia.
Em Israel havia o crime de blasfêmia que está relacionado a associar o nome de Deus a insultos.
O nome de Deus também não deveria ser utilizado em Falsas profecias (Dt 18:22), juramentos falsos (Dt 19:12) e encantamentos (Dt 18:10-12).

Aplicação:

Precisamos cuidar com o modo como usamos o nome de Deus. Existem muitas pessoas dizendo hoje que Deus disse sem dizer, falando em nome de Deus sem que Deus os tenha enviado, usando o nome de Deus para ganho pessoal, semelhante ao que acontecia com juramentos. Tudo isso é pecado grave contra o Senhor.

2 - O preceito positivo

Diante dessa proibição, temos um preceito positivo ou um ensino que deriva do preceito negativo. O nome de Deus não deve ser tomado em vão, porque ele deve ser santificado.
Quando oramos o Pai nosso, o texto nos fala: Santificado seja o teu nome.

Aplicação:

Os cristãos devem buscar a máxima santificação e honraria ao nome de Deus, tanto por meio de magnifica-lo e toma-lo de maneira correta, como por meio de uma conduta adequada.
Hebreus nos diz que sem santificação ninguém verá a Deus, como portadores do nome de Deus temos que santificar esse nome afim de que os outros vejam a Deus.

3 - Advertência.

O texto nos diz que o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.
Deus zela por seu nome e não permitirá que seu nome seja manchado sem impor sanções aos que zombam desse nome. Isso seria semelhante a um homem de boa reputação que começa a ser difamado e usa os instrumentos da lei para impor sanções aqueles que estão manchando seu nome.

Aplicação:

Tema a Deus, não trate as coisas santas como profanas e compreenda que o pecado de blasfêmia, falsa profecia ou de qualquer uso vão do nome de Deus nos coloca em uma situação complicada com o Senhor.
Dar exemplo do profeta que viu no Instagram as informações

Conclusão

Tudo aquilo que se aplica ao nome do Senhor se aplica ao nome de Jesus.
A bíblia fala que o nome de Jesus foi elevado acima de todo o nome quer no céu, na terra ou debaixo da terra.
Filipenses 2.9–11 “9 Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”
Se aplica também ao Espírito, pois toda blasfêmia cometida pelos homens lhes será perdoada, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.

Aplicação Final:

Talvez você já tenha blasfemado contra o nome de Deus ou tenha tomado seu nome em vão.
Quero te dizer que existiu um homem perfeito que andou na terra e que guardou o nome do Senhor de maneira plena e perfeita. Esse homem também é Deus e se entregou e morreu por seus pecados para que você pudesse ser aceito diante de Deus e ter a vida eterna.
Pelo sangue de Jesus temos perdão dos nossos pecados.
Porém esse mesmo Jesus prometeu que batizaria os perdoados com seu Espírito para que a Lei de Deus fosse gravada em seus corações.
Agora, diante do conhecimento do mandamento e da lei do Senhor, vá e não peques mais. Honremos, portanto, o nome do Senhor, pois Ele o gravou sobre nós. Que cada palavra e atitude nossa revelem ao mundo a santidade daquele que nos chamou.
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