EBD #25 - COMO ENTENDER AS DUAS NATUREZAS DE CRISTO?

Cristianismo Facilitado - Augustus Nicodemus  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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1. Introdução

Questão Inicial (Interativa):
"Se você visse Jesus hoje, o que ele pareceria? Um Deus disfarçado de homem? Um super-homem? Ou ele teria fome e se cansaria como nós?" (Peça aos alunos para darem suas opiniões. Anote a tensão: Jesus é Deus ou Homem?)
Objetivo da Aula:
Hoje, vamos decifrar um dos maiores 'mistérios' da fé: como Jesus pode ser 100% Deus e 100% Homem ao mesmo tempo, e por que isso é crucial para a nossa salvação. Vamos aprender a diferença entre o poder de Jesus e a autoridade que ele deu aos seus seguidores."

2. Dinâmicas Iniciais

Opção A:
Peça a um aluno para ler
Philippians 2:5–8 NAA
5 Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus, 6 que, mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo. 7 Pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos. E, reconhecido em figura humana, 8 ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.
Pergunte à turma: O texto diz que Jesus "esvaziou a si mesmo" e "não considerou que ser igual a Deus fosse algo a que devesse se apegar". O que vocês acham que Jesus abriu mão?
(Espere respostas. Guie-os para o que o texto diz: ele não abriu mão de ser Deus, mas sim dos privilégios de estar ao lado do Pai para se tornar um servo).
Opção B: Caça-Heresia:
Apresente a seguinte ideia, baseada no texto: "Jesus não fazia milagres porque era Deus, mas porque o Espírito Santo o enchia. Assim, qualquer pessoa cheia do Espírito poderia fazer o mesmo."
Pergunte: "Por que o texto chama essa ideia de heresia? Qual é o perigo dela?"
(Resposta: Nega a divindade de Jesus e o torna apenas um "homem super-espiritualizado").
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O Credo da Calcedônia (451 d.C.)

"Nós, seguindo os santos pais, todos a uma voz ensinamos a confessar um só e o mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo: perfeito quanto à Divindade e perfeito quanto à humanidade, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, constando de alma racional e de corpo; consubstancial [da mesma substância] com o Pai, segundo a Divindade, e consubstancial [da mesma substância] conosco, segundo a humanidade, em tudo semelhante a nós, exceto quanto ao pecado; gerado do Pai antes de todos os séculos, segundo a Divindade, e nestes últimos dias, por nós e por nossa salvação, nascido da Virgem Maria, Mãe de Deus, segundo a humanidade; um só e o mesmo Cristo, Senhor, Unigênito.
Em duas naturezas, inconfundíveis, imutáveis, indivisíveis, inseparáveis, a distinção das naturezas de modo algum foi anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada uma das naturezas foram preservadas e convergiram para uma só Pessoa e uma só Hipóstase."

Confissão de Fé de Westminster, Capítulo VIII, Artigo 2

II. O Filho de Deus, a segunda Pessoa da Trindade, sendo verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai e igual a ele, quando chegou o cumprimento do tempo, tomou sobre si a natureza humana com todas as suas propriedades essenciais e enfermidades comuns, contudo sem pecado, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo no ventre da Virgem Maria, e da substância dela. As duas naturezas, inteiras, perfeitas e distintas – a Divindade e a Humanidade – foram inseparavelmente unidas em uma só pessoa, sem conversão, composição ou confusão; essa pessoa é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, porém um só Cristo, o único Mediador entre Deus e o homem.

Pergunta 36. Quem é o Mediador do pacto da graça?

Resposta: O único Mediador do pacto da graça é o Senhor Jesus Cristo, que, sendo o eterno Filho de Deus, da mesma substância e igual ao Pai, no cumprimento do tempo fez-se homem, e assim foi e continua a ser Deus e homem em duas naturezas perfeitas e distintas, e uma só pessoa para sempre.

Pergunta 37. Sendo o Filho de Deus, como Cristo se fez homem?

Resposta: Cristo, o Filho de Deus, se fez homem tomando para si um verdadeiro corpo e uma alma racional, sendo concebido pelo poder do Espírito Santo, no ventre da virgem Maria, da sua substância e nascido dela, mas sem pecado.

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3. Tópicos da Aula

3.1. A Heresia da Kenosis e a Posição da Igreja (Concílios)

O trecho de

Conteúdo: Explique o termo Kenosis (esvaziamento). Reforce que o esvaziamento de Jesus não foi de sua natureza divina, mas dos privilégios e das limitações de tempo e espaço de Deus.
Contexto Histórico: Mencione rapidamente que essa questão foi resolvida nos primeiros concílios da Igreja (Séculos 3 e 4).
Insight de Interação: "Imagine que vocês são os líderes da Igreja nos primeiros séculos. Por que era tão importante lutar para garantir que Jesus fosse reconhecido como verdadeiro Deus e verdadeiro Homem? O que aconteceria se ele fosse só homem?"
(Se fosse só homem, Seu sacrifício não teria valor infinito para salvar a humanidade).
(Se fosse só Deus, não poderia ficar no lugar do homem)

3.2. As Duas Naturezas: Perfeitas, Distintas e Inseparáveis

Este é o problema que as pessoas encontram, às vezes, para entender esse mistério da fé: elas querem uma resposta lógica para algo que está acima da razão, o fato de Cristo ter plena natureza divina e humana. Essas duas naturezas estão inseparavelmente unidas em uma só pessoa, sem conversão (uma não se converte na outra) e sem composição (elas não compõem uma terceira natureza, pois não se misturam).

Ponto-chave do texto: Cristo tem duas naturezas: inteiras, perfeitas e distintas (sem conversão, sem composição).
O Mistério: Enfatize que esse é um mistério da fé, que está acima da nossa razão. Não é uma mistura 50% Deus + 50% Homem, mas 100% Deus e 100% Homem, unidas em uma só Pessoa (o Cristo, o único mediador).
Discussão Guiada: Peça para os jovens citarem exemplos de Jesus no evangelho que mostram Sua Natureza Humana e Sua Natureza Divina.
Humana: Teve fome, chorou (João 11:35), dormiu, morreu.
Divina: Andou sobre as águas, ressuscitou mortos, perdoou pecados, tinha conhecimento total (Jo 4:18).
Conclusão deste ponto: Na obra da mediação, cada natureza age fazendo o que lhe é próprio.

3.3. Milagres: Autoridade de Cristo vs. Autoridade Delegada

Ponto-chave do texto: Quem fez os milagres? Jesus os fez por autoridade própria, pois era Deus. O Espírito Santo apenas capacitou Sua natureza humana a conviver com a divina.
A Grande Diferença: Contraste Jesus com os Apóstolos (Pedro, Paulo).
Jesus: Não fazia milagres em nome de ninguém. Operava por autoridade própria.
Apóstolos: Realizavam milagres em nome de Jesus. Isso era autoridade delegada.
Insight para o Aluno (Relevância): "O que isso nos ensina sobre o que podemos pedir hoje? Podemos ordenar a uma doença que saia ou exigir prosperidade por autoridade própria (como na Confissão Positiva)? Não! Nós sempre dependemos e pedimos em nome de Jesus (autoridade delegada)."

4. Conclusão

Síntese dos Pontos: Reafirme que a doutrina das Duas Naturezas (Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem) é a única que torna a Reconciliação possível (Colossenses 1:19-20). Ele precisava ser Deus para ter o poder de salvar e ser Homem para morrer em nosso lugar, cumprindo a lei.
Desafio para a Semana: "Ao orar, agradeça a Jesus por algo que Ele fez em Sua Natureza Humana (por ter sofrido) e algo que Ele fez em Sua Natureza Divina (por ter vencido a morte).

5. Versículos para Leitura Pública

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