A Atitude da Igreja Diante da Segunda Vinda de Cristo

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Resumo
A vinda do Senhor será um evento repentino, inesperado e inescapável para o mundo despreparado, comparado à chegada de um "ladrão de noite" e às "dores de parto".
Para os incrédulos, será um dia de destruição e terror. Em contraste, os crentes, como "filhos da luz", não devem ser apanhados de surpresa.
A sua postura deve ser de expectativa vigilante, militância corajosa e confiança sólida, fundamentada na eleição de Deus, na redenção de Cristo e na promessa de comunhão eterna.
A especulação sobre datas é um desvio perigoso; o foco correto é a preparação contínua, a sobriedade moral e a edificação mútua dentro da comunidade da fé.
Introdução: Os Extremos a Serem Evitados
• Curiosidade Frívola: A tarefa da igreja não é decifrar tempos e épocas que pertencem à exclusiva autoridade de Deus, mas sim estar preparada e engajada na pregação do evangelho.
• Ceticismo Incrédulo: A atitude de viver como se a volta de Cristo fosse um evento tão distante que não requer atenção na geração atual.
A posição bíblica se encontra entre esses dois extremos, exigindo uma atitude de expectativa, vigilância, coragem e confiança.
2. A Natureza da Segunda Vinda (1 Ts 5:1-3)
• Tempo Desconhecido: (Chronos e Kairos). 
• Repentina e Inesperada: A vinda do Senhor é comparada a um "ladrão de noite".
• Tempo de Aparente Paz e Segurança: A destruição sobrevirá quando o mundo estiver proclamando "paz e segurança". O mundo estará tão absorto em suas atividades cotidianas — casar, comer, beber, comprar, vender — que não terá tempo para Deus.
• Inescapável: A destruição é comparada às "dores de parto à que está para dar à luz".
• Dia de Glória e Terror: Para o povo de Deus, será o dia mais venturoso. Para os ímpios, será um dia de juízo, assolação e pavor.
3. A Postura da Igreja: Profunda Vigilância (1 Ts 5:4-7)
Em contraste direto com o mundo, os crentes ("filhos da luz") devem adotar uma postura de vigilância contínua.
Contraste Crentes (Salvos) Mundo (Ímpios)
Conhecimento Conhecem a verdade Vivem em ignorância
Atitude Vivem em expectativa Serão pegos de surpresa
Estado Moral Mantêm a sobriedade Vivem em embriaguez espiritual
Destino Destinados à salvação Enfrentarão o julgamento
Os crentes "não estais em trevas". Eles amam, esperam, oram e apressam a vinda do Senhor por meio de seu serviço consagrado.
B. Vigilância como Prática Constante
Paulo exorta: "não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios".
O "sono" aqui é um estado de relaxamento moral e espiritual. Significa estar desatento, desinteressado e despreparado, como as cinco virgens loucas (Mateus 25). É um estado de insensibilidade à chamada de Deus.
Vigiar significa estar atento, de olhos abertos para os avisos e promessas da Palavra, vivendo em obediência com a consciência do dia do juízo.
A sobriedade é o oposto da embriaguez. Uma pessoa embriagada perde o autocontrole e a percepção da realidade e dos perigos. Ser sóbrio, portanto, significa ter domínio próprio, estar calmo, firme, racional e plenamente ciente da realidade espiritual, preparado a todo instante para a vinda do Senhor.
4. A Postura da Igreja: Corajosa Militância (1 Ts 5:8)
A espera pela volta de Cristo não é passiva, mas ativa e combativa.
• Soldados Militantes, não Espectadores Passivos: A postura correta é a de um soldado que entra em combate, vestindo a armadura de Deus para lutar e despertar os que dormem.
• Protegendo Coração e Mente: A armadura descrita é vital:    
◦ Couraça da Fé e do Amor: Protege o coração, o centro dos sentimentos e da vontade. A fé em Deus e o amor pelo próximo guardam o crente dos ataques.    
◦ Capacete da Esperança da Salvação: Protege a cabeça, o centro da razão e dos pensamentos. A esperança firme na consumação da salvação protege a mente das dúvidas e das seduções do mundo.
• Revestindo-se das Virtudes Cardeais: Fé, amor e esperança são as três virtudes que marcam a maturidade cristã.
5. A Postura da Igreja: Sólida Confiança (1 Ts 5:9-10)
A confiança do crente não se baseia em seus próprios méritos, mas em três verdades fundamentais da salvação.
• A Eleição Divina: "Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação". A segurança do crente está no propósito soberano de Deus.
• A Redenção na Cruz: A salvação é alcançada "mediante nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nós". Ele bebeu o cálice amargo para que pudéssemos viver.
• A Comunhão Eterna: O propósito da morte de Cristo é que, "quer vigiemos [estejamos vivos], quer durmamos [morramos em Cristo], vivamos em união com ele". A união do crente com Cristo é inquebrável, seja na vida ou na morte. Já estamos unidos a Ele, e estaremos para sempre com Ele.
6. Conclusão Prática: Consolo e Edificação Mútua (1 Ts 5:11)
A aplicação prática de toda essa doutrina é a vida em comunidade: "Consolai-vos, pois, uns aos outros e edificai-vos reciprocamente".
Até a volta de Jesus, a tarefa da igreja é encorajar, fortalecer e edificar seus membros. O cristão é edificado por seus irmãos e irmãs. A pergunta final que cada crente deve fazer a si mesmo é: "As pessoas que convivem comigo são consoladas, edificadas e fortalecidas pela minha presença?". Em vez de se deter em especulações, a igreja é chamada a realizar o trabalho de consolo e edificação, aguardando como uma família da fé o glorioso dia da volta do Senhor.
+ Reúna todos os membros e dedique um tempo para orar juntos pela proteção e pela vinda de Cristo. Isso ajudará a fortalecer a fé familiar e a manter vivos os valores cristãos dentro de casa.
+ No trabalho, você pode enfrentar um ambiente desanimador, onde a moral e a ética são constantemente testadas. Leve esperança aos seus colegas ao compartilhar breves reflexões sobre suas próprias vidas e a necessidade de um propósito maior.
+ Na igreja, se você notar que muitos estão perdendo o foco na expectativa da volta de Cristo, incentive discussões sobre como essa mensagem se aplica à vida diária, encorajando uma vida mais intencional e cheia de propósito.
+ Em sua vida pública, ao enfrentar o desencanto com a sociedade, lembre-se de que sua esperança não está nas circunstâncias atuais, mas no retorno de Cristo. Participe de ações sociais que ressoem com valores cristãos e discutam com outros sobre a importância da luz que devemos representar. Leve a mensagem de Cristo a grupos comunitários, enfatizando que, como crentes, estamos chamados a ser agentes de mudança e esperança em um mundo que anseia por algo maior.
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